são substâncias liberadas no sangue quando há lesão cardíaca
a medida desses marcadores é usada para
diagnosticar, avaliar e monitorar pacientes com
suspeita de síndrome coronariana aguda
sendo ferramentas utilizadas para identificar com mais rapidez, assim
como auxiliar no tratamento e na determinação do prognóstico
os marcadores devem estar disponíveis para o médico 24
horas por dia, sete dias por semana, com resultados rápidos
os marcadores usados no momento no diagnóstico,
avaliação e monitoração de pacientes com suspeita de
síndrome coronariana aguda são
Creatina quinase (CK)
e CK-MB
CK é uma enzima encontrada no coração, no cérebro, nos músculos
esqueléticos e em outros tecidos, composta pela união de
duas subunidades do tipo B e/ou M
aumenta em razão de lesão
muscular esquelética ou cardíaca
levando para
aumentar de 4 a
8 horas após as
lesão, máximo
em 12 a 18 horas
voltando ao normal de 48 a 72 horas, a não ser
que haja lesão continuada
existem 3 formas formas diferentes
de creatina quinase no corpo
CK-MM encontrada nos músculos esqueléticos e
coração ; CK-MB encontrada principalmente no coração ;
CK-BB encontrada principalmente no cérebro
CK-MB é uma isoenzima cardíaca da CK
possui elevadas sensibilidade e
especificidade para o
diagnóstico de lesão do
músculo cardíaco
a concentração se eleva de 4 a 6 horas após o
infarto, máximo em 10 a 24 horas, e se
normaliza em 72 a 96 horas, a não ser que
haja nova lesão ou lesão continuada
a intensidade
da elevação se
correlaciona
com o volume
de tecido
lesado e com
o prognóstico
em geral, são realizadas 3
determinações seriadas num período
de 9 a 12 horas. Se as 3 dosagens
estiverem dentro dos intervalos de
referência, o diagnóstico de infarto
pode ser excluído
menos específica que a troponina, pode
ser pedida quando ela não está disponível
Troponina
proteínas estruturais envolvidas no
processo de contração das fibras
musculares esqueléticas e cardíacas
como existem diferenças antigênicas entre
as troponinas dos músculos esqueléticos e
cardíacos, o uso de anti-soros específicos
permite a identificação e quantificação de
cada uma delas
por terem menor peso molecular e por apresentarem uma fração
livre no citoplasma celular, são liberadas mesmo em situação de
isquemia reversível, caracterizada clinicamente por angina instável
apresenta duas isoformas específicas: T e I
são consideradas como os
marcadores bioquímicos
mais específicos e sensíveis
para o diagnóstico de lesão
isquêmica do miocárdio
a elevação dos níveis ocorre
entre 3 a 12 horas após a
dor precordial com pico
entre 24 e 48h. Troponina I
se normaliza até 10 dias e
a T até 15 dias
Mioglobina
hemoproteína, ligante e transportadora de oxigênio
por ser uma proteína presente no citoplasma e de baixo peso molecular, é
liberada para a circulação precocemente após lesão isquêmica da fibra miocárdica
aumentando de concentração em 2 a 3
horas após a lesão, máximo em 8 a 12
horas, se normalizando em 1 dia após a
lesão após um episódio único
feita às vezes com a troponina para um diagnóstico precoce
elevação de mioglobina
circulante não é
específica de lesão
cardíaca, ocorrendo no
trauma da musculatura
esquelética e na
insuficiência renal