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choque hipovolemico

Marcella P Portuguese

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choque hipovolemico

  1. hemorragico

    • - Relacionado ao trauma - Não relacionado ao trauma: hemorragia digestiva, hemoptise maciça, dissecção aórtica com ruptura, aneurisma roto, sangramento espontâneo por alteração da coagulação ou de causa iatrogênica (hemotórax, hemoperitônio, hematoma retroperitoneal, lesões vasculares em procedimentos)
  2. nao hemorragico

    • - Perdas pelo TGI (diarreia, vômitos), diurese excessiva (diabetes insípidus, hiperglicemia acentuada, diuréticos, nefropatia perdedora de sal), perdas para terceiro espaço (p. ex., pancreatite aguda, obstrução intestinal), queimaduras, síndromes hipertérmica
  3. diagnostico

    • O diagnóstico do choque é eminentemente clínico, baseado em uma boa anamnese e exame físico. Para diagnóstico, avaliam-se sinais e sintomas de inadequação da perfusão tecidual; Hipotensão arterial pode estar presente, porém, não é fundamental no diagnóstico de choque; Deve ser dada atenção especial aos sinais de hipoperfusão tecidual (alteração do estado mental, alterações cardíacas como taquicardia e, principalmente, alterações renais, como oligúria em pacientes sem insuficiência renal prévia); A história clínica deve ser direcionada à procura da etiologia. A avaliação laboratorial auxilia na avaliação da oferta de oxigênio e sua adequação para o metabolismo tecidual; Os achados principais são: hipotensão, oligúria, pele fria e pegajosa, alteração do estado mental e acidose metabólica.
  4. estagios

    • Uma fase inicial não progressiva durante a qual os mecanismos compensatórios reflexos são ativados e a perfusão de órgãos vitais é mantida  Um estágio progressivo caracterizado por hipoperfusão tecidual e início de um agravamento circulatório e desequilíbrio metabólico, incluindo acidose  Um estágio irreversível que se estabelece no organismo após ocorrer uma lesão celular e tecidual tão intensa que, mesmo se os defeitos hemodinâmicos fossem corrigidos, a sobrevivência não seria possível
  5. tratamento

    • Esforços devem ser feitos para aumentar o reconhecimento do choque em suas fases iniciais e tratá-lo agressivamente; quanto mais precoce o tratamento, melhor o prognóstico  De maneira geral, o tratamento do paciente em choque inclui dois principais aspectos, usualmente conduzidos de forma concomitante  Restauração rápida da perfusão e da oferta de oxigênio aos órgãos vitais - Ressucitação com fluidos - Vasopressor, se indicado - Suporte respiratório e correção da hipoxemia  Identificação e tratamento da causa base; assim, a atitude imediata e mais importante em casos específicos de choque é tratar a causa, por exemplo: pericardiocentese no tamponamento cardíaco; punção torácica no pneumotórax hipertensivo; cardioversão imediata nas taquiarritmias; revascularização do miocárdio, se choque + síndrome coronariana aguda; trombólise de embolia maciça; epinefrina na anafilaxia; ou estancar imediatamente uma hemorragia
  6. fisiopatologia

    • Há diminuição da pré-carga devido à diminuição do volume intravascular. Consequentemente, há diminuição do DC, inicialmente compensado por taquicardia. Conforme esse mecanismo vai sendo superado, os tecidos vão aumentando a extração de oxigênio, o que ocasiona aumento na diferença entre o conteúdo de oxigênio arterial e venoso e queda na saturação venosa mista (SvO2 ). A resistência vascular sistêmica está tipicamente aumentada na tentativa de compensar a diminuição do débito cardíaco e manter a perfusão de órgãos vitais.
  7. O choque é uma síndrome caracterizada por insuficiência circulatória aguda com má distribuição generalizada do fluxo sanguíneo, que implica falência de oferta e/ou utilização do oxigênio nos tecidos.

    • caracterizado por baixo volume intravascular ou baixo volume relativo à sua capacitância, o que determina hipovolemia absoluta ou relativa. O volume contido no compartimento intravascular é inadequado para perfusão tecidual. Há diminuição na pré-carga e diminuição do débito cardíaco (DC). A resistência vascular sistêmica está tipicamente aumentada na tentativa de compensar a diminuição do DC e manter a perfusão nos órgãos vitais. Pode ser dividido em quatro classes com base na gravidade da perda volêmica.
  8. classificação

    • I •Perda de até 15% Volume sanguíneo •FC normal ou levemente elevada •Não há alteração da PA •Não há alteração da FR •Não há alteração do tempo de enchimento capilar II •Perda de 15 a 30% (1000 ml) Volume Sanguíneo •FC entre 100 a 120bpm •FR=20 a 24 irpm •Pele fria e pegajosa •Tempo de enchimento capilar >2 seg •Pressão arterial em repouso é geralmente preservada •Hipotensão postural
      • III •Perda de 30 a 40% Volume Sanguíneo •Queda significante da PAS inicial 30 a 40% ou PAS < 90mm Hg •Alteração do estado de Consciência •FC > 120bpm •FR > 24 irpm •Oligúria •Tempo de enchimento capilar aumentado >2seg. IV •Perda de mais de 40% do Volume Sanguíneo > 2000 ml) •PAS <90 mmHg •FC >120 irpm •FR> 24irpm •Anúria •Agitação •Coma

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Mind Map on choque hipovolemico, created by Marcella P on 03/04/2020.
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