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Antimicrobianos

Júlia Figueiredo Portuguese

Mapa mental sobre antimicrobianos: antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiprotozoários

Mapa mental: Antimicrobianos

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Antimicrobianos

  • Lembrar dos microorganismos mais comuns Cocos G + Estafilo, Estrepto e Enterococos Bacilos G + Listeria e Clostridium (anaeróbio) Cocos G - Moraxella e Neisseria Bacilos G - Pseudomonas, Enterobactérias (Klebsiella, Escherichia, Salmonella, Shigella), Hemófilos Outros: Micobacterium, Chlamydia (sem parede), Mycoplasma (sem parede) e Treponema
  1. Reações de oxiredução

    • Azólicos
      • Antifúngicos
        • Inibem a enzima fúngica 3A do citocromo P450, lanosina 14α-desmetilase, que é responsável pela conversão do lanosterol em ergosterol, o principal esterol na membrana celular fúngica (inibem a membrana celular) A depleção resultante de ergosterol altera a fluidez da membrana, e isso interfere na ação das enzimas associadas à membrana, causando lise e morte celular Ação considerada fungiostática Inibem a transformação das células de levedura de cândida em hifas Reduz os locais de ação da anfotericina Espectro: Candida albicans, Candida tropicalis, Candida parapsilosis, Candida glabrata, Cryptococcus neoformans, Blastomyces dermatitidis, Histoplasma capsulatum, Coccidioides spp., Paracoccidioides brasiliensis e fungos dermatófitos
        • Triazóis
          • Espectro de ação maior que os imidazóis e menor potencial de interação medicamentosa.
          • Fluconazol
            • Penetra SNC (escolha na meningite fúngica) Excelente atividade contra espécies de Cryptococcus e Candida, mas tem menor atividade contra C. glabrata e nenhuma atividade contra C. kruseiAtividade limitada para leveduras  Alguma atividadeclínica contra os fungos endêmicos (Histoplasma, Blastomyces, Coccidioides e Paracoccidioides) Categoria C para grávidas Ajustar dose em caso de IR Menor chance que os outros de interação medicamentosa
          • Voriconazol
            • Escolha na aspergilose invasiva
          • Posaconazol
            • Profilaxia em transplantados de medula óssea com doença do enxerto versus hospedeiro Candidíase orofaríngea
        • Imidazóis
          • menor grau de especificidade pelas enzimas do citocromo P450 dos fungos do que dos mamíferos se comparado aos triazóis EA hepatotoxicidade, TGI Preferencialmente uso tópico
          • Cetoconazol
            • Histoplasma, blastomices, cândida e coccidioides, mas não as espécies de aspergilus Uso tópico contra tinha versicolor, candidíase cutânea, dermatite seborreica e caspa Inibe a síntese deesteroides suprarrenais e gonadais humanos, diminuindo a produção de cortisol e testosterona Evitar na gravidez
          • Miconazol
            • tinha do pé, tinha crural, tinha versicolor, candidíase vulvovaginal
          • Itraconazol
            • Fármaco de escolha para o tratamento da blastomicose, esporotricose, paracoccidioidomicose e histoplasmose Pode ser usado nas onicomicoses subungueais distais   A solução pode ser utilizada na candidíase orofaríngea e esofágica
      • Antiprotozoários e anaerobicidas
        • Metronidazol
          • Flagil Geralmente dose única pois é tóxico (alucinação, vertigem, câncer)Meia vida 8h, sem efeito pós-antibióticoIngerido na forma inativa, sendo ativado dentro da célula do parasito por reações de oxidação-redução. A forma ativa reduzida ganha elétrons, formando espécies reativas de oxigênio. Organismos aeróbios são capazes de converter ROS em peróxido de hidrogênio, menos tóxico (detoxificação), por isso o medicamento é mais eficaz para anaeróbios e microaerófilos (acúmulo de ROS lesa células, altera DNA)Boa penetração tecidual, hematoencefálica e fetal (entretanto não é proibido a grávidas, categoria B)Pode ser usado em criançasEA: sintomas TGI, gosto metálico (pode influenciar na amamentação, sendo necessário interromper)Interação medicamentosa com diversos outros fármacos, como anticoagulantes orais (varfarina) podendo gerar hemorragias ou trombose
          • Bactérias  Bactéria anaeróbias estritas metabolizam o fármaco produzindo um metabólito tóxico, extremamente reativo com diversas estruturas, causando lise Ação bactericida Resistência bacteriana não é comum  Espectro: Clostridium dificille, Clostridium tetani, Bacteroides, H pylori Fármaco de escolha para a colite pseudomembranosa Uso em abscessos purulentos, mordedura de animais, pneumonias aspirativas, fasciites
          • Protozoários: Giardia (giardíase), Entamoeba (amebíase) e Tricomonas (tricomoníase),  Amebíase, Vaginites Atua sobre trofozoítos, não atua sobre cistos (sem metabolismo, forma de resistência)
        • Secnidazol
        • Tinidazol
          • Alternativa quando o metronidazol não for eficiente devido a resistência
      • Antihelmínticos
        • Nematódeos e cestódeos
        • Albendazol
          • VO, largo espectro Inibe síntese de microtúbulos de nematódeos e inibe enzima fumarato redutase (antioxidante) Efeito larvicida na doença hidática, cisticercose, ascaridíase Efeito ovicida na ascaridíase, ancilostomíase, tricuríase Para parasita tecidual administrar após refeição gordurosa Para parasita luminal administrar em jejum Primeira escolha para neurocisticercose Evitar em grávidas e menores de dois anos EA não significativos
        • Mebendazol
          • Segunda escolha para nematódeos Via oral mastigável associado a refeição gordurosa Age sobre tênia, áscaris e ovos de tricuríase EA convulsões
        • Tiabendazol
  2. Antibióticos

    • Inibidores da síntese de parede celular
      • Beta-lactâmicos
        • inibição da formação da parede celular pela PBP (transpeptidase) resistência por baixa afinidade da PBP ou pela produção de betalactamase ou menos raramente pela presença de porinas que excretam o medicamento
        • Penicilina
          • absorção em pH baixo, pois são ácidos fracos, assim se mantém na forma lipossolúvel, não ionizada (por isso a maioria é IM ou IV)
          • G (1ª geração)
            • Gram + e - Anaeróbicas da boca e orofaringe Espiroquetas (sífilis)
            • benzatina
              • maior meia vida que cristalina, mas não ultrapassa barreira hematocefálica
            • cristalina
              • menor meia vida que benzatina, mas ultrapassa barreira hematoencefálica
            • procaína
            • V
              • semelhante a cristalina mas via oral
          • Penicilinase resistente
            • únicas que abrangem estáfilo
            • Oxacilina
              • MSSA
          • Semisintéticas (2ª geração)
            • mais eficaz contra G - como Haemophilus e Neisseria
            • Amoxicilina e Ampicilina
              • Amoxilina + clavulanato ou ampicilina + sulbactam (inibidor de betalactamase) podem ser alternativa a Oxacilina para  estafilo MSSA já que a resistência nesse caso é por produção de betalactamase Ampicilina importante contra Listeria na pneumonia do idoso
          • 3ª geração
            • mais eficaz Pseudomonas
            • Carbenicilina e Ticarcilina
          • 4ª geração
            • mais eficaz que as de 3ª contra Pseudomonas
            • Procaína
        • Cefalosporinas
          • 1ª geração
            • G +, Strepto e Staphylococcus comunitárias Infecções cutâneas e de partes moles, ósseas, articulações Pode ser alternativa a Oxacilina Faringite por strepto Profilaxia em cirurgias limpas ou potencialmente contaminadas Não atravessam barreira hematoencefálica
            • cefalexina, cefadroxila, cefazolina, cefalotina
          • 2ª geração
            • Boa penetração barreira hematoencefálica Espectro mais amplo, G- como enterobactérias, haemophilis e anaeróbicos (única) Menor ação contra as G+ abrangidas pela 1º geração Profilaxia cirúrgica Evitar monoterapia (risco de resistência), associar inibidor de beta lactamase
            • atividade Haemophilus
              • cefuroxima
            • atividade bacterioides
              • cefoxitina
          • 3ª geração
            • Alta penetração barreira hematoencefálica e líquidos teciduais (pleura, pericárdio) 1ª escolha meningite G- Abrange staphilococcus, enterobactérias, haemophilus, neisserias e pseudomonas
            • boa ação Pseudomonas
              • ceftazidima
            • fraca ação Pseudomonas
              • ceftriaxona e cefotaxima
                • Gonorreia
          • 4ª geração
            • Abrange espectro da 1 e da 3 Reservado para microorganismo hospitalares, mais resistentes, abrangindo inclusive PESC (providencia, proteus, enterobacter, serratia e citrobacter)
            • cefepime, ceftriaxona, cefetaxima
          • 5ª geração
            • cobre todas as anteriores (exceto anaeróbicos), além de MRSA e enterococos
            • ceftarolina
        • Carbapenêmicos
          • Principalmente G-
          • Imipeném
            • MSSA, enterococos, haemophilus, enterobactérias, pseudomonas e anaeróbios Infecções graves e multiresistentes Associado a cilastatina para evitar nefrotoxicidade e aumentar meia vida
          • Meropeném
            • Mesma cobertura do Imipeném mas com boa penetração barreira hematoencefálica Meningite G -
          • Ertapeném
            • Maior meia vida, usado em infecções arrastadas, permite uso domiciliar IM (evitar internação prolongada)
        • Monobactâmicos
          • aeróbicos e G-
          • Aztreonam
      • Glicopeptídeos
        • Evita polimerização do peptideoglicano, desestabilizando a membrana plasmática (lise) Também influencia na produção de RNAm Associação de glicopeptídeos e beta-lactâmicos - sinergia, atuam em sítios diferentes para o mesmo resultado Espectro de ação curto: G + que causam infecções graves (intrahospitalar) Estrepto (incluindo os resistentes a ampicilina) Estafilo (incluindo MRSA) Enterococos (resistentes a penincilinas) Clostridium (via oral, apenas se resistente a Metronidazol) Não age em G - porque não ultrapassa paredePode ser alternativa para pacientes alérgicos a penicilinas e cefalosporinas EA: síndrome do homem vermelho
        • Vancomicina
          • IV, uso intrahospitalar Estafilo MRSA Para cobrir enterococo resistente (VRE): associar com gentamicina
        • Teicoplanina
          • Via IV ou IM Meia vida prolongada Possibilidade de uso domiciliar em infecções prolongadas (evitar internação longa) Alguns resistentes a vancomicina não são a teicoplanina
    • Inibidores da síntese proteica
      • Quinolonas
        • Bloqueiam DNA girase de G- e topoisomerase IV de G+ (replicação do DNA) Resistência por mutação nas enzimas ou bombas de efluxo do fármaco Aeróbios G - (haemophilus, moraxella, neisseria, pseudomonas) Alguns G + (principalmente novas) Evitar em crianças e gestantes (problemas articulares) Fototoxicidade - usar protetor solar Pode causar prolongamento de segmento QT Pode ser usada em osteomielite (penetra bem osso)
        • Antigas
          • 1ª geração
            • ácido nielidíxíco
          • 2ª geração
            • Gram - aeróbicos e bactérias atípicas Tuberculose Antraz
            • Norfloxacina
              • baixa biodisponibilidade oral e meia vida pode ser usado em ITU, prostatite e diarreia infecciosa
            • Ciprofloxacina
              • Mais potente contra G- aeróbios Diarreia do viajante (E coli) e febre tifoide (Salmonella typhi) Mais eficaz contra Pseudomona
            • Ofloxacina
        • Novas
          • 3ª geração
            • Abrange alguns G + Microorganismos respiratórios
            • Levofloxacina
              • prostatite, infecção de pele, pneumonias
          • 4ª geração
            • Moxifloxacina
              • G + e anaeróbios não concentra na urina, não indicado para ITU
      • Lipopeptídeos
        • Despolarização do potencial da membrana plasmática Inibição da síntese proteica, de DNA e RNA Mecanismo de ação único, não há resistência cruzada com outros inibidores da síntese proteica
        • Daptomicina
          • IV Alto custo Estafilo MRSA, enterococos resistentes a vancomicina (VRE), estrepto e clostridium Prática: alternativa a vancomicina para MRSA e VRE
      • Oxazolidinonas
        • Inibição direta da síntese proteica Bloqueia ligação entre RNAt e RNAm + ribossomo, inibindo a síntese proteica, efeito bacteriostático
        • Linezolida
          • IV e via oral Estáfilo MRSA, enterococos (incluindo VRE), estrepto e clostridium Alternativa a vancomicina Microorganismos resistentes: Moraxella catarrhalis, Haemophilus influenzae, Enterobacteriaceae, Pseudomonas species
      • Aminoglicosídeos
        • Acopla na subunidade 30 s do ribossomo, inibindo sua ação e o acoplamento da subunidade maior para formar o complexo necessário a tradução Mecanismo parecido com o da tetraciclina, mas a ação é primariamente bacteriostática e posteriormente bactericida  São catiônicos, entra pela diferença de cargas Só penetra em bactérias aeróbias (depende de O2), principalmente G - Condições que prejudicam sua ação: abscessos (anaerobiose), urina hiperosmolar, redução de pH (excesso de íons H+) Resistência por impermeabilidade ao medicamento (proteínas transmembrana) ou produção de enzimas que o degradam  Efeito pós antibiótico - persistência da ação mesmo quando a concentração plasmática cai abaixo da concentração inibitória mínima Não são usados como monoterapia Sinergismo: associar com betalactâmico Penetração tecidual ruim, exceto nos rins e orelha interna (onde podem acumular) Raramente pode causar paralisia muscular, reverter com gluconato de Ca Contraindicado na gravidez
        • Gentamicina
          • Associar com betalactâmico contra G+ Via oral, IV ou tópica G - como Pseudomonas, Hemófilos, Enterobactérias (E coli, Klebisiela, Protes e Serratia) Não muito eficaz contra G+ mas abrange algumas MSSA  Cobertura semelhante a ciprofloxacinae cefalosporina de 3ª geração (mas não cobre Neisseria) Prática: infecções graves por G - aeróbios (associados a beta lactâmicos) ITU, ITR, sepse, infecções abdominais
        • Neomicina
          • Usado via tópica (inclusive ocular) Associada com outros antibióticos ou corticoides
        • Amicacina
          • Associar com betalactâmico contra G- Via oral, IV ou tópica Espectro semelhante a gentamicina
        • Estreptomicina
          • IM
        • Tobramicina
      • Tetraciclinas
        • Acopla na subunidade 30 s do ribossomo, inibindo sua ação e o acoplamento da subunidade maior para formar o complexo necessário a tradução Ação bacteriostática Espectro G+, G-, atípicas, espiroquetas, alguns protozoários Via oral, IV ou tópica Absorção diminuída por leite e derivados, antiácidos  EA: TGI, deficiência vitaminas do complexo B, depósito em ossos e dentes em crescimento, hepatoxicidade em grávidas Evitar em grávidas, lactantes e crianças menores de 8 anos Mais importante na prática - bactérias atípicas Resistência por alteração do ribossomo (G+) ou efluxo (G-)
        • Tetraciclina
          • Infecções por riquétsias, clamídias, ITU, IST, acne, micoplasma
        • Tigeciclina
          • IV mesmo espectro da doxiciclina mas alternativa para as que são resistentes infecções pulmonares klebsiella KPC
        • Oxitetraciclina
        • Doxiciclina
          • VO Pneumococo, neissérias, hemófilos, algumas enterobactériasClamídia, Gonococo (IST)MicoplasmaUreaplasmaRickétsias (febre maculosa)Anaeróbios bacterioidesLeptospirose Pode ser alternativa a penicilina contra sífilis
        • Minociclina
          • Neisseria meningitidis
      • Macrolídeos
        • Acoplam com a subunidade 50s do ribossomo, inibindo a tradução Ação bacteriostática Seu sítio é similar a Lincosamida e Anfenicois, não devendo ser usados juntos pois haverá competição e menor efeito São drogas seguras, podem ser usadas em crianças e gestantes EA raros, quando ocorrem relacionados a TGI Metabolização hepática pelo citocromo P450, sendo necessário observar outras drogas que o paciente usa, pois pode haver interação Podem ser usados como alternativa a pacientes alérgicos a beta-lactâmicos Espectro:  G+ estrepto, estafilo; G- e atípicas (clamídia, micoplasma) Outros: Mycobacterium avium (importante HIV+) e Toxoplasma gondii  Bordetella pertusis (coqueluxe) IVAS, PAC, infecções de pele, DIP, ISTs (cancro mole, linfogranuloma venéreo, corrimentos uretrais exceto por gonorreia) Pode ser alternativa a cefalosporina de 1ª geração (pega G+ estafilo e estrepto mas não enterococos)
        • Mais antigos
          • Eritromicina
            • EA: TGI Meia vida 6h Via oral e tópica (infecções de pele e partes moles como acne) G+ (estrepto e estafilo MSSA), G-, germes atípicos, H pylori
        • Neomacrolídeos
          • Diferenças farmacocinéticas e farmacodinâmicas, menos EA, mas espectro de ação semelhante
          • Azitromicina
            • Via oral Meia vida 24h Concentração tecidual maior que plasmáticaPAC (betalactâmico ceftriaxona + macrolídeo)Uretrite mista ou não gonocócicaProfilaxia de endocardite, febre reumática, erisipela (alternativa penincilina G benzatina)O que tem menos interação medicamentosa
          • Claritromicina
            • Via oral ou IV Meia vida 12h Geralmente não é usada em monoterapia PAC (betalactâmico ceftriaxona + macrolídeo) M. avium H. pylori
          • Espiramicina
            • Via oral Toxoplasmose na gestação
      • Lincosamidas
        • Atua sobre a subunidade 50 s ribossomal, impedindo a formação do complexo para a tradução do RNAm em proteínas Ação bacteriostática Não associar com macrolídeos e anfenicois pois atuam no mesmo sítio  Resistência por enzimas ou bombas de efluxo
        • Clindamicina
          • Via oral ou IV ou tópica Meia vida 3 h, mas posologia 6/6 h pois possui efeito pós-antibiótico Não penetra bem a barreira hematoencefálica (não utilizada infecções SNC) Segura para crianças e gestantes Penetra bem tecidos mal perfundidos como o tecido ósseo (usada para osteomielite) EA raros de TGI (náuseas, diarreia, pseudocolite membranosa por Clostridium dificile), icterícia Geralmente não são primeira escolha, mas sim alternativas terapêuticas a penicilinas e macrolídeos devido a alergias Condição em que é primeira escolha: infecções dentárias; abscessos pulmonares primários; excesso de exotoxinas produzidas por Estreptococcus pyogenes, gerando miosite e necrose (Fasciite necrosante), pode evoluir para choque tóxico Abrange G + (estafilo MSSA e estrepto), anaeróbios, plasmódios, toxoplasma e pneumocystis G - aeróbios são resistentes (Pseudomonas, Hemófilos, Enterobactérias, Neisseria e Moraxella) Pode ser usada em feridas como pé diabéticoPode ser alternativa a Sulfa em paciente alérgico com malária, tuberculose ou pneumocistose (AIDS)Pode ser usada em infecções por anaeróbios na pelve, intraabdominal, cabeça e pescoço, tórax Na forma tópica pode ser usada para tratar vaginose 
        • Lincomicina
          • Em desuso
      • Anfenicois
        • Atua sobre a subunidade 50 s ribossomal, impedindo a formação do complexo para a tradução do RNAm em proteínas Não associar com macrolídeos e lincosamidas Atravessa barreira hematoencefálica e fetoplacentária Contraindicado grávidas, lactantes e crianças EA teratogênico, síndrome do bebê cinzento (hipotonia, cianose devido a toxicidade do medicamento alguns dias após), aplasia de medula (anemia aplásica, pancitopenia), exantemas Atenção para interação medicamentosa pois inibe o P450 (varfarina, fenitoína, antiretrovirais)
        • Cloranfenicol
          • Geralmente bacteriostático, mas para algumas bactéricas pode ser bactericida VO, IV, ocular, tópico Espectro amplo G+ (principalmente estrepto), G- (um dos melhores para hemófilos; enterobactérias), anaeróbios (bacterioides), atípicos Muito tóxico Pode ser usado em febre tifoide (Salmonella), disenteria (Shigella), meningites (Neisseria), riquétsiasBom contra H influenzae Pode ser alternativa a betalactâmicos Considerar risco benefício (nunca é 1ª opção, sempre alternativa)
        • Tianfenicol
          • Desuso
    • Inibidores da síntese de ácido fólico
      • Sulfonamidas
        • Compete com o PABA, inibindo a síntese de ácido fólico das bactérias (eucariotos como humano apenas absorvem da dieta) ácido fólico é um cofator enzimático para a maturação do DNA Pode ser bacteriostática (monoterapia) ou bactericida (sinergismo com trimetoprim) Boa penetração tecidual, líquidos corporais Penetra BHE e BFP EA: TGI, distúrbios hematológicos (anemia hemolítica aguda, anemia aplásica mais raramente)  e kernicterus (sulfa compete com a bilirrubina pela albumina, acumulando no SNC) Contraindicado grávidas, lactantes, crianças Resistência não comum mas pode ocorrer pelo aumento da produção de PABA pela bactéria Geralmente as resistentes as sulfas não são a quinolonas nem a aminoglicosídeos As mais antigas podem causar cristalúria (IR) Ação das sulfonamidas é inibida pela presença de pus e de produtos de destruição tecidual porque esses contêm timidina e purinas, que são utilizados diretamente pelas bactérias,
        • ação curta
          • Sulfadiazina
            • Sulfadiazina de prata
              • Tópico Queimaduras de terceiro grau Ação antimicrobiana e  cicatrizante
        • ação intermediária
          • Sulfametoxazol
            • Associada a Trimetoprim - cotrimoxazol (Bactrin) Espectro G+ estafilo MSSA e MRSA de comunidade; G- enterobactérias (principalmente E coli); bactérias superiores; fungos e protozoários como Toxoplasma Aplicação: ITU (cuidado cepas resistentes), nocardiose, IVAS, infecções de pele e partes moles  infecções oportunistas (HIV), toxoplasmose
        • ação longa
          • menos usadas pode haver exantema por alergia
          • Sulfanilamida
          • Sulfassalazina
            • mais usadas na reumatologia e gastro (Doença de Chron e colite ulcerosa)
      • Trimetoprim
        • bloqueia enzimaticamente uma etapa posterior da produção de ácido fólico pode ser bacteriostática (monoterapia) ou bactericida (sinergismo com trimetoprim) Resiatência por mutação enzimática
  3. Antivirais

    • HSV, VZV, CMV, EBV
      • Fomivirsen
        • DNA antissenso complementar ao mRNA viral, bloqueia a replicação  Além disso, a presença de RNA duplo estimula a degradação Usado no tratamento de retinite intraocular por CMV
      • Análogos de nucleotídeos
        • Inibem seletivamente as polimerases virais porque elas são menos precisas que as polimerases celulares. Quando o medicamento é incorporado ao DNA nascente evita o alongamento da cadeia porque não possui 3’-OH (DNA polimerase catalisa a adição de nucleotídeos na extremidade 3`OH da cadeia crescente de DNA). Além disso, altera o pareamento de bases, gerando mutações inativantes.
        • Guanina
          • HSV VZV - não tratar varicela, mas sim zóster
          • Ribavirina
          • Ganciclovir
            • IV (baixa disponibilidade via oral), ocular Escolha no tratamento de retinite causada por CMV Tratamento de CMV em imunodeprimidos (pós transplante, HIV) CMV assintomática congênita Útil para tratar outras doenças disseminadas, como colites e esofagites, causadas por CMV. Outros herpesvírus são suscetíveis (HSV-1/2 e VZV) EA mielotóxico (leucopenia, trombocitopenia) Categoria C para grávidas
            • Valganciclovir
              • Pró fármaco do ganciclovir, com propriedades farmacológicas melhores, pode ser administrado VO
          • Aciclovir
            • Via oral, IV ou tópica Primoinfecção herpes labial (mais comum HSV1) Primoinfecção herpes genital (mais comum HSV2) Eficaz contra todas as infecções pelo HSV (encefalite, herpes disseminada e outras formas graves) Pode evitar episódios recorrentes se o surto for tratado antes ou logo após o início dos adventos desencadeantes. Pode ser usado contra VZV  Menor ação contra CMV, EPVComo é pouco tóxico, pode ser usado profilaticamente em imunocomprometidos; sintomas possíveis incluem TGI, cefaleia, exantema, nefropatia cristalina (orientar beber água), confusão mental e alucinaçãoCategoria B grávidas e lactantes
            • Valaciclovir
              • Primoinfecção herpes genital Pró-fármaco derivado do aciclovir, via oral é absorvido com maior eficiência Pode ser usado contra VZV
          • Fanciclovir
            • Primoinfecção herpes genital HSV e VZV Também tem atividade contra EBV e CMV
          • Penciclovir
            • HSV e VZV Também tem atividade contra EBV e CMV Efeito mais prolongado que aciclovir, usado no tratamento de herpes labial recorrente
        • Adenosina
          • Vidarabina
            • HSV-1, como encefalites e ceratite, mas é menos efetiva e mais tóxica do que o aciclovir, pois é fosforilada por enzimas celulares mesmo na ausência de infecção.
        • Timidina
          • Idoxuridina
            • Também é incorporada no DNA de células normais, tanto quanto no DNA viral, muito tóxica para ser utilizada sistemicamente Útil como alternativa no tratamento tópico de ceratoconjuntivite pelo HSV
          • Trifluridina
            • Também é muito tóxico para uso sistêmico, mas é menos tóxico que Idoxuridina É o fármaco de escolha para tratamento tópico de ceratoconjuntivite por HSV
        • Citosina
          • Cidofovir
            • IV Retinite por CMV em adultos Infecções graves por HPV CMV resiste a ganciclovir Molusco contagioso grave em imunocomprometidos Herpes vírus humano, papilomavírus, poliomavírus, poxvírus e adenovírusNefrotóxico (administrado junto de probenecida (uricosúrico) para evitar)
      • Análogo de pirofosfato
        • Foscarnet
          • Análogo de pirofosfato, liga à DNA-polimerase no local de clivagem e impede a remoção de fosfatos dos dNTP, inibe a adição do próximo dNTP e, assim, a extensão da fita de DNA.  Inibe a DNA-polimerase de todos os herpes-vírus, sobretudo HSV e CMV Trata pacientes infectados com mutantes de HSV-1 e VZV resistentes ao aciclovir, Útil (alternativa) no tratamento de retinite causada por CMV na AIDS resistentes a ganciclovir
    • Hepatites
      • HBV - vírus DNA HCV - politerapia (sofosbuvir + simeprevir + daclastasvir) variando com o genótipo viral, características do paciente (imunidade, coinfecção HBV, HIV)
      • Interferon
        • Citocina naturalmente produzida por células do sistema imune Induz a própria célula infectada e células próximas a produzirem proteínas que impedem a replicação do vírus.  Sintético usado para tratar hepatite B, hepatite C, esclerose múltipla, regressão do condiloma acuminado pelo HPV e lesões do sarcoma de Kaposi pelo HHV-8 
        • Interferon alfa peguilada
          • HBV crônica 1ª linha HCV pode ser alternativa caso o paciente também seja infectado pelo HIVRadical peguilado adicionado para melhorar a disponibilidadeSinaliza a via JAK/STAT, produção de moléculas antiviraisEA toxicidade ao fígado, medula, TGI, rins; síndrome gripal transitória, tireoiditeCategoria C gestação
      • Inibidores de replicação
        • Entecavir
          • VHB em paciente com doença hepática Compete com nucleotídeos e se insere no DNA viral, inibindo a DNA polimerase e o alongamento da cadeia, assim não há replicação viral Biodisponibilidade diminuída com alimento Ampla penetração tecidual EA bem tolerados, mas pode haver fadiga, cefaleia Categoria C gestação e lactação
        • Telbivudina
      • Inibidores da ptotease
        • Daclatasvir
          • HCV 1, 2, 3 e 4 (politerapia) Inibe NS5A, replicação e montagem viral Boa distribuição tecidual Metabolização P450 (interação medicamentosa) EA TGI Categoria C gravidez  Contraindicado lactação
        • Simeprevir
          • HCV (politerapia) Inibe polimerase NS3 e a replicação viralVia oral Metabolização via P450 - atenção interação medicamentosa EA dermatológicos, constipação Monoterapia categoria B e associado a ribavirina e interferon X Contraindicado menores de 18 anos
      • Inibidores de replicação
        • Elbasvir
      • Inibidores da polimerase
        • Sofosbuvir
          • HCV 1, 2 e 3 crônica (politerapia) Análogo nucleosídeo que inibe a NS5B e a replicação viral Via oral EA bem tolerados, pode haver cefaleia, fadiga, hiporexia, insônia, prurido Categoria X na gestação (não usar nunca) se associado com ribavirina ou interferon, pois gera anomalias fetais
    • Influenza
      • Principal no Brasil tipo A (existe B, C) Nomes - H = hemaglutinina e N = neuraminidade
      • Inibidores M2
        • Bloqueia a atividade de “transporte iônico” da proteína da matriz M2 no vírion; na ausência de poros por M2, a hemaglutinina altera a conformação para a “forma de fusão” sendo então inativada, impede a replicação viral OB: esses fármacos também tem ação antiparkinsoniana (antagonismo NMDA)
        • Amantadina
          • Influenza principalmente A, mas não é primeira linha Via oral Alterações do SNC como tontura, ataxia e insônia Categoria C grávidas e lactantes
        • Rimantadina
          • Influenza A Via oralMenos efeitos colaterais que amantadina
      • Inibidores de MA
        • Influenza A e B Inibição da neuraminidase, impede a liberação do vírus recém formado Tratamento e profilaxia de gripe (1ª linha), mas não substituem vacinação
        • Zanamivir
          • Relenza® – aerossol Evitar em pacientes com asma ou DPOC Categoria C em grávidas, crianças menores de 5 anos
        • Ozetamivir
          • Tamiflu® – oral Categoria B gestação, criança menor de 1 ano EA TGI
    • VSR
      • Palivizumab
        • Anticorpo monoclonal produzido pela tecnologia do DNA recombinante.  É utilizado na prevenção de infecções por vírus sincicial respiratório.
    • Antiretrovirais
      • HIV - Esquema básico inicial: 2 inibidores da transcriptase reversa nucleosídeo ou nucleotídeo (lamivudina e tenofovir) + 1 inibidor da integrase (dolitegravir). PEP (pós): TDF + 3TC + DTG PREP (pré): Tenofovir + entricitabina 
      • Inibidores de entrada
        • Enfuvirtida
          • Peptídeo sintético que se liga a gp41 da superfície do HIV, bloqueando a entrada do vírus na célula, impede a fusão do envelope viral com a membrana celular IV
        • Maraviroque
          • Liga ao CCR5 e bloqueia a interação de gp120 com o CCR5 da superfície celular Oral
      • Inibidores de transcriptase reversa
        • Zidovudina
          • AZT Análogo da timidina Não é primeira escolha devido a toxicidade (medula) Não usar como monoterapia para evitar resistência
        • Lamivudina
          • Análogo de citosina Existe derivado entricibamina
        • Tenofovir
          • Análogo de adenosina Nefrotóxico, tóxico aos ossos Inibe DNA polimerase ou transcriptase reversa Pode ser usado contra HIV1 ou HBV (principalmente crônica) Contraindicado gestação (B), osteoporose, coinfecções HIV/HCV
        • Abacavir
          • Análogo de guanina Se TDF não puder ser utilizado, é o fármaco de escolha para associação com lamivudina
        • Didanosina
          • Análogo de adenosina Tratamento de pacientes que não toleram TDF, ABC e AZT, ou seja, DdI + 3TC é a terapia de “última linha” pela maior incidência de efeitos colaterais  - pancreatite e neuropatia periférica (toxicidade mitocondrial)
        • Nevirapina
          • usado com TDF + 3TC
        • Efavirenz
          • uso com TDF + 3TC
      • Inibidores de integrase
        • Raltegravir
        • Dolitegravir
          • Escolha para o tratamento inicial, elevada potência e segurança (poucos efeitos colaterais) Alta barreira genética (baixa probabilidade de induzir resistência viral) Posologia ideal - dose única diária Deve ser evitado por gestantes e pacientes TB/HIV (usar 2 ITRN/ITRNt + ITRNN como Efavirenz) Normalmente usado junto de atazanavir (ATV/r), mas não há coformulação (comprimidos separados).
        • Elvitegravir
      • Inibidores de protease
        • Substâncias químicas semelhantes a peptídeos, que inibem a ação da aspartil protease viral por competição Não usar como monoterapia Prescritos atualmente na terapia “de resgate” (quando há falha do esquema inicial) porque são muito tóxicos
        • Boceprevir
          • Indicado para tratamento de infecção crônica por hepatite C (HCV) genótipo 1, em combinação com alfapeginterferona e ribavirina, em pacientes adultos (18 anos ou mais) com doença hepática compensada previamente não-tratada ou que não tenham respondido ao tratamento anterior.
        • Telaprevir
          • Indicado para tratamento de infecção crônica por hepatite C (HCV) genótipo 1, em combinação com alfapeginterferona e ribavirina, em pacientes adultos (18 anos ou mais) com doença hepática compensada previamente não-tratada ou que não tenham respondido ao tratamento anterior.
        • Ritonavir
  4. Antifúngicos

    • Naturais
      • Polienos
        • Age na membrana plasmática
        • Anfotericina B
          • Liga-se ao ergosterol da membrana fúngics, desencadeia cascata de oxidação Nefrtóxico Via IV ou intraocular Indicado na candidíase invasiva, criptococose, aspergilose, mucormicose, blastomicose, histoplasmose, paracoccidioidomicose, peniciliose, esporotricose, endoftalmite fúngica, meningite
        • Nistatina
          • Candidíase uso tópico
      • Equinocandinas
        • Agem na parede celular Candida e Aspergillus
        • Caspofungina
        • Micafungina
    • Sintéticos
      • Pirimidinas
        • Flucitosina
          • Antimetabólito, captada apenas por células fúngicas por ação enzimática, interfere na síntese de RNA, DNA e proteínas Não usar como monoterapia pelo risco de resistência, associar fluconazol ou anfotericina B Candidíase e criptococose
      • Ailaminas
        • Inibição do lanesterol, precursor do ergosterol
        • Naftina
        • Terbinafina
          • Onicomicoses
      • Gliceofulvina
        • Inibidor de microtúbulos do fuso mitótico VO para dermatofitoses Escolha na tínea de cabeça em crianças
  5. Antihelmínticos

    • Praziquantel
      • Trematódeos, cestódeos, esquistossomas  Aumenta permeabilidade da membrana, reduz captação de glicoseAdministrar com refeição rica em carboidrato ou associado a cimetidinaAbsorção prejudicada por corticoesteroides e antiepiléticos Contraindicado para oftalmocisticercose, pode causar danos ao globo ocular Não elimina ovos, por isso deve ser associados a laxantes Evitar em grávidas e menores de 2 anos
    • Ivermectina
      • Nematódeos (filárias) Escolha na estrongiloidose e oncocercíase Pode ser usado para larva migrans FIlariose associar albendazol Via oral Intensifica ação do GABA, paralisando os vermes (não atinge humano devido a barreira hematoencefálica) Não mata adultos mas sim microfilárias Contraindicado menores de 2 anos, problemas hepáticos ou SNC
    • Niclosamida
      • Cestódeos - segunda escolha Uso oral Mata vermes adultos mas não ovos Inibe fosforilação oxidativa e estimula ATPase Associar laxante Usado para teníase, mas não cisticercose
    • Dietilcarbamazina
      • Escolha na Filaríase Pode ser usado para Larvas migrans Desloca microfilárias do tecido, facilitando a ação do sistema imune Atua sobre adultos por mecanismos não bem elucidados, pode ter ação sobre acetilcolina paralisando-os Contraindicado na oncocercose Ingerida após refeições Contraindicado menores de 2 anos Ajustar dose em caso de IR
  6. Antiprotozoários

    • Primaquina
      • Antimalárico Gera ROS interferindo no transporte de elétrons Capaz de matar formas tissulares (teciduais), hipnozoítos de P. vivax e P. ovale evitando recidivas; gametocitocida (forma latente) Pode ser associado a Cloroquina para atingir também esquizontes Evitar em gestantes, crianças menores de 6 meses, deficientes de G6PD pelo risco de hemólise
    • Pirimetamina
      • Associado a um antibiótico da classe sulfonamida no tratamento da Toxoplasmose (tratar quando aguda, em imunossuprimidos ou ocular, a crônica assintomática não é eficaz); na ocular associar corticoide como Prednisona para evitar reações imunes frente a destruição do parasita que podem prejudicar a visão Pode ser usado no tratamento da malária Mecanismo relacionado a inibição do ácido fólico (administrar folato associado) Teratogênico
    • Cloroquina
      • Antimalárico Atua impedindo a formação de hemozoína, metabólito tóxico do grupo heme da hemoglobina usado como nutriente pelo parasito – tóxica ao hospedeiro e não ao parasito. Como a reação de metabolização é inibida os grupos hemes se acumulam, e são tóxicos ao parasito e não ao hospedeiro. Morte do parasito por intoxicação Utilizada para todas as espécies exceto P. falciparum
    • Artemisinina
      • Antimalárico usado contra P. falciparum, malárias graves Derivados semissintéticos de uma planta, porque naturalmente é muito lipossolúvel, indo para o adipócito ao invés de hemácias e outras células onde o parasita se encontra Mantém grupo heme (impede formação da hemozoína) e forma ROS Teratogênico, distúrbios do sono, fadiga Malárias graves: derivado de artesinina + clindamicina
      • Artesunato
        • Atua sobre todas as formas assexuadas exceto gametócitos maduros Pode ser associado a Mefloquina para atingir todas as formas
      • Artemeter
        • Malárias não complicadas tratadas com Artermether + quinina
    • Quininos
      • Metfloquina
        • Quinino, mais antigo Atua sobre esquizonte e gametócito

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Mind Map on Antimicrobianos, created by Júlia Figueiredo on 06/04/2020.
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