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Teste de geologia

Miguel Fernandes Portuguese

Teste de geologia

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Teste de geologia

  1. Rochas metamórficas

    •    As rochas metamórficas resultam da transformação de rochas preexistentes (sedimentares, magmáticas ou metamórficas), quando estas são submetidas a metamorfismo.   
    • Metamorfismo
      •    Metamorfismo é um processo da geodinâmica interna no qual uma rocha sofre alterações mineralógicas, texturais e estruturais quando esta, em profundidade e mantendo o estado sólido, é sujeita a condições de pressão e/ou temperatura superiores às que se verificaram na sua formação. Estes fenómenos são extramente lentos, pelo que o tempo é considerado como um dos fatores relevantes na formação das rochas metamórficas.   
      • Fatores do metamorfismo
        • Pressão ou tensão
          • Litostática (confinante)
            •    Pressão criada pelo peso das camadas rochosas suprajacentes. Este tipo de pressão atua em todas as direções (não é dirigida).   
          • Não litostática (dirigida)
            •    Pressão resultante dos movimentos tectónicos. As forças, de natureza  compressiva, distensiva ou de cisalhamento, geram uma tensão com  uma direção definida. Estas tensões produzem uma orientação preferencial de certos minerais.   
        • Fluidos circulantes
          • A maior fluidez e menor densidade dos fluidos relativamente aos materiais envolventes, permite a sua circulação pondo em contacto as rochas com novas substâncias.   
          •    Os fluidos promovem as reações químicas e aceleram a difusão dos elementos químicos. Por vezes, por ação destes fluidos ocorre substituição parcial, ou mesmo total, de certos minerais por outros.   
          • Água aquecida a elevadas pressões
          • Fluidos resultantes da fusão de material rochoso.
          • Fluidos formados durante a diferenciação magmática
        • Calor (temperatura)
          •    À medida que se vão afundando, as rochas sofrem influência do aumento da temperatura (gradiente geotérmico) ou do calor resultante da proximidade de uma intrusão magmática.   
          •    A instalação de uma intrusão magmática sobreaquece as rochas envolventes. Este aquecimento não é suficiente para as fazer fundir, mas provoca alterações na textura e mineralogia.   
          • Auréola de metamorfismo
            • área de contacto entre uma intrusão magmática ee rochas, dando-se metamorfismo local ou de contacto
        • Tempo
        • Que conduzem à cristalização
      • Tipos de metamorfismo
        • Metamorfismo de contacto
          •    Ocorre nas proximidades de magma (auréolas de metamorfismo), onde a temperatura é o fator de metamorfismo dominante. Ocorre sobretudo nos limites convergentes de placas e normalmente afeta volumes rochosos relativamente reduzidos.   
          • Exometamorfismo
            • Ocorre fora da intrusão magmática
          • Endometamorfismo
            • Ocorre dentro da intrusão magmática
        • Metamorfismo regional
          •    Associado a pressões e temperaturas elevadas. Ocorre geralmente em limites convergentes de placas. Normalmente abrange volumes de rocha maiores do que o metamorfismo de contacto.   
      • Foliação
        • Rochas metamórficas de textura foliada
          •    As rochas com textura foliada resultam geralmente de metamorfismo regional, em que o fator de metamorfismo principal é a pressão não litostática. A foliação resulta do rearranjo dos minerais, que ficam orientados segundo planos perpendiculares à direção da pressão sofrida pela rocha.   
          • Ardósia
          • Filito
          • Micaxisto
        • Rochas metamórficas de textura não foliada
          • mármores
          • quartzitos
          • corneanas
      • rochas metamórficas de textura bandada
        •    Os gnaisses resultam de elevado grau de metamorfismo. Apesar de não possuírem foliação bem marcada, a separação dos minerais provocada pela pressão dirigida produz uma alternância de bandas escuras e de bandas claras que é característica. Estas rochas podem ser formadas a partir do metamorfismo de arenitos ou de granitos.   
      • Minerais-índice
        •    Minerais-índice são minerais cuja formação apenas ocorre em determinadas condições de pressão e de temperatura. Este minerais fornecem, portanto, informação acerca das condições de metamorfismo que originou a rocha.   
        •    Rochas de elevado grau de metamorfismo apresentam frequentemente cristais de elevadas dimensões já que estes minerais, após se formarem, permanecem estáveis nessas condições.   
        • Grau de metamorfismo baixo
          •    Clorite, moscovite e biotite   
        • Grau de metamorfismo intermédio
          •    Granada e estaurolite   
        • Grau de metamorfismo alto
          •    Silimanite   
      • Ultrametarmofismo
        • Linha de separação do metamorfismo e do magmatismo
  2. Rochas magmáticas

    • As mais abundantes na crusta terrestre
    • Resultam da solidificação do magma
      • Que pode ser classificado como
        • Basálticos
          •    Reduzido teor em sílica (≤ 50%) – Magmas básicos. – Baixo teor de gases. – Originam lavas de baixa    viscosidade.   
          •    Os magmas basálticos formam-se principalmente ao nível dos riftes e  dos pontos quentes. Resultam sobretudo da fusão da rocha do manto – peridotito, na ausência de água. O peridotito tem uma composição semelhante à do basalto, mas é mais rico em minerais ferromagnesianos e, assim, mais básico.   
          • Ao nível dos riftes, o material mantélico ascende devido às correntes de convecção. Perto da superfície, a diminuição da pressão promove a fusão do material.   
          •    Nos pontos quentes ascendem plumas térmicas oriundas do manto profundo (ou mesmo da zona de separação entre o manto e o núcleo).  Os magmas basálticos originam basaltos quando consolidam à superfície e gabros se cristalizarem em profundidade.   
        • Andesíticos
          •    Teor intermédio de sílica (50% – 70%) – Teor intermédio de gases. – Originam lavas de viscosidade intermédia.   
          •    Os magmas andesíticos formam-se principalmente nas zonas de subdução. Resultam da fusão das rochas quer da crusta continental quer da crusta oceânica ou manto superior, na presença de água. Como os materiais que dão origem a estes magmas têm origem diversa, a sua composição também é muito variável.   
          •    Nas zonas de subducção, a placa oceânica que subducta leva consigo sedimentos saturados e minerais de argila que contêm água na sua estrutura cristalina. A água presente nos materiais diminui o ponto de fusão destes, originando magmas com temperaturas inferiores à dos magmas basálticos.   
          •    Os magmas andesíticos originam andesitos quando consolidam à superfície e dioritos se cristalizarem em profundidade.   
        • Riolíticos
          •    Elevado teor em sílica (> 70%) – Magmas ácidos. – Elevado teor de gases. – Originam lavas de elevada viscosidade.   
          •    Os magmas riolíticos ocorrem sobretudo nos limites convergentes entre placas continentais. Formam-se a partir da fusão parcial de rochas da crusta continental, na presença de elevada quantidade de água.   
          •    Nas zonas de convergência de crusta continental, formam-se magmas muito ricos em voláteis e de temperatura relativamente baixa. As rochas que resultam da consolidação deste tipo de magma possuem minerais que contêm água na sua estrutura (ex. anfíbolas e micas).   
          •    Os magmas riolíticos originam riólitos quando consolidam à superfície e granitos se cristalizam em profundidade.   
      • Diferenciação do magma
        •    Em alguns vulcões verifica-se, por vezes, variação do tipo de atividade vulcânica ao longo do tempo. A episódios efusivos seguem-se fases explosivas, associadas a magmas mais ácidos. Este facto pode ser explicado pelo processo de diferenciação magmática.   
        •    A diferenciação magmática permite a formação de rochas de diferentes composições, a partir de um magma inicial, e ocorre porque os minerais se formam a diferentes temperaturas (têm diferentes pontos de fusão).   
        •    Assim, durante o arrefecimento do magma, a temperatura de cristalização de diferentes minerais vai sendo atingida sucessivamente. Estes, ao cristalizarem, retiram do magma os elementos químicos que os compõem. Deste modo, a composição do magma vai variando à medida que arrefece.   
        •    A diferenciação magmática não explica totalmente a formação de rochas de composição química muito diferente a partir de um magma original, uma vez que, se os minerais formados se mantiverem em contacto com o magma residual, sofrem alterações químicas e estruturais, originando minerais mais estáveis. É o caso da olivina, que em contacto com magma, pode ser convertida em piroxena.    
        •    É natural que, simultaneamente à diferenciação magmática, ocorra cristalização fracionada, isto é separação dos minerais já formados do restante magma, ainda fluido. Esta separação pode ocorrer por acumulação no fundo das câmaras magmáticas (devido à gravidade) ou por migração do magma, por exemplo devido a movimentos tectónicos.   
        • série de Bowen
          •   A série de Bowen é uma representação esquemática dos principais minerais das rochas magmáticas, dispostos por ordem decrescente do seu ponto de fusão.   
          •    Os primeiros minerais a formarem-se durante o arrefecimento do magma são a olivina (rica em ferro e magnésio) e as plagióclases ricas em cálcio (e alumínio). Assim, o magma fica mais pobre nos elementos químicos que compõem estes minerais e percentualmente mais rico em silício, sódio e potássio.   
          •    A moscovite e o quartzo são os últimos minerais a formarem-se, quando o magma já se tornou mais ácido, isto é, mais rico em sílica, e está provavelmente mais próximo da superfície. Assim, estes minerais serão mais estáveis quando a rocha aflora.   
          • Série descontínua
            • minerais cuja estrutura cristalina e composição são diversas e não relacionadas.
          • Série contínua
            • minerais isomorfos, ou seja, com a mesma estrutura e variando gradualmente a sua composição. Estes minerais pertencem ao grupo das plagióclases.
      • Quanto à sua origem
        • Magma primário
          • Resulta da fusão de rochas da parte superior do manto
        • Magma secundário
          • Resulta de fusão menos profunda, a menor temperatura, de materiais da crusta
    • Podem ser classificadas como
      • Plutónicas
        • se o magma consolida no interior da crusta terrestre, de forma lenta e gradual. Formam-se cristais visíveis à vista desarmada. Estas rochas têm textura granular ou fanerítica.
      • Vulcânicas
        •    se o magma atinge a superfície terrestre (lava) e consolida de forma rápida. Neste caso, a cristalização é reduzida, formando-se cristais não visíveis à vista desarmada – rochas de textura agranular ou afanítica –, ou não se formam cristais, o que origina rochas de textura vítrea.   
    • Fatores que influenciam a fusão de materiais geológicos
      • Composição química das rochas
      • Aumento da temperatura
      • Diminuição da pressão
      • Conteúdo em água
    • Minerais constintuíntes
      • Os silicatos (minerais com silício e oxigénio) são os minerais mais abundantes da crusta terrestre e das rochas magmáticas. Alguns exemplos de silicatos presentes nas rochas magmáticas:
        • A ortóclase é o feldspato potássico mais comum. Ocorre em rochas ácidas e intermédias.
        • A horneblenda é uma anfíbola. É mais comum nas rochas intermédias e básicas.
        • O quartzo está presente em rochas ácidas e intermédias.
        • A biotite e a moscovite são silicatos do grupo das micas.
          • A biotite é uma mica escura (devido à presença de ferro). É mais abundante nas rochas intermédias
          • A moscovite é uma mica clara (tem alumínio na sua composição). É mais abundante nas rochas ácidas.
      • plagióclases
        •    As plagióclases são feldspatos. Existem plagióclases sódicas e cálcicas. Contudo, como os iões de Ca+ e Na+ têm dimensão semelhante, podem ocupar a mesma posição na estrutura cristalina, substituindo-se. Assim, as plagióclases podem conter apenas sódio, apenas cálcio ou composição intermédia (Na-Ca; Ca-Na) mantendo a estrutura cristalina – minerais isomorfos.   
        • A albite é uma plagióclase sódica presente nas rochas ácidas e intermédias.
        • A labradorite é uma plagióclase cálcica-sódica.
        • A anortite é uma plagióclase cálcica presente nas rochas básicas.
      • A augite é um mineral do grupo das piroxenas. Ocorre nas sobretudo em rochas básicas.
      • A olivina apenas está presente em algumas rochas básicas.
      • Quanto à cor
        • Leucocratas
          • tons claros
            • Minerais félsicos
              • Quartzo, feldspato e moscovite   
              • Minerais ricos em sílica
              • Minerais de cor clara
          • Minerais ácidos
        • Mesocratas
          • tons intermédios
          • Minerais de pH intermédio
        • Melanocratas
          • Tons escuros
            • Minerais máficos
              • Biotite, piroxenas, anfíbolas e olivina   
              • ricos em ferro e magnésio
              • Minerais de cor escura
          • Minerais básicos
  3. Dobras e Falhas

    • Tipos de forças
      • O movimento das placas litosféricas submete as rochas a forças de enorme intensidade - forças tectónicas.
      • Forças compressivas
        • Provocam compressão dos blocos rochosos e diminuem o seu volume
      • Forças distensivas
        • Provocam a distensão ou estiramento dos materiais rochosos
      • Forças de cisalhamento
        • Provocam movimento paralelo e em sentidos opostos dos blocos rochosos, com alteração da forma original
    • Deformações
      • Quando sujeitas a tensões, as rochas deformam-se
      • Deformação elástica
        • Os materiais readquirem a forma original quando as forças deixam de existir
      • Deformação plástica
        • Os materiais mantêm a deformação, mesmo quando as forças deixam de existir
      • As rochas apresentam dois tipos de comportamento em resposta à sua deformação
        • Comportamento frágil (ou rigido)
          • Quando, após alguma deformação elástica, o material entra em rutura
          • Pode originar dois tipos de fratura
            • diáclases
              • fraturas ao longo das quais não existiu movimento considerável dos blocos fraturados
            • falhas
              • fraturas ao longo das quais ocorreu movimento relativo dos blocos fraturados
              • Plano de falha
                • plano ao longo do qual ocorreu o movimento
              • Teto
                • bloco que se sobrepõe ao plano de falha (bloco de cima)
              • Muro
                • Bloco que se situa abaixo do plano de falha (bloco de baixo)
              • rejeito
                • distância entre dois pontos que eram contíguos antes do deslocamento dos blocos
              • escarpa
                • acidente topográfico produzido pela falha. corresponde à superfície exposta do plano de falha
              • direção
                • orientação geográfica do plano de falha, definida pela linha resultante da interseção do plano de falha com um plano horizontal
              • Inclinação
                • ângulo formado pelo plano de falha com um plano horizontal que interseta o plano de falha
              • Podem ser classificadas como
                • falhas normais
                  • quando o teto desce relativamente ao muro. É resultado das forças distensivas
                • Falhas inversas
                  • quando o teto sobe relativamente ao muro. É resultado de forças compressivas
                • Falha de desligamento
                  • quando os blocos se deslocam horizontalmente. a falha pode ser direita ou esquerda, conforme o observador, posicionado num dos blocos, veja o bloco em frente se movimento para a direita ou para a esquerda, respetivamente. É resultado de forças de cisalhamento
        • Comportamento dúctil
          • Quando as rochas dobram sem partir
        • Este comportamento depende
          • Da sua composição química
            • Devido à sua composição mineralógica, as rochas sedimentares tendem a possuir maior plasticidade do que as rochas magmáticas. Aspetos estruturais da rochas, como a xistosidade, também fazem aumentar a sua plasticidade
          • Do contéudo em fluídos
            • Os fluidos, nomeadamente a água, reduzem a rigidez das rochas e aumentam a sua plasticidade
          • Da temperatura
            • Quanto maior for a temperatura, maior é a plasticidade dos materiais
          • Da pressão
            • a plasticidade dos materiais aumenta com o aumento de pressão a que estão sujeitos
          • Do tipo de tensão
            • a rocha tem mais resistência à rotura quando a tensão resulta do peso das camadas superiores e menor quando a tensão está relacionada com os movimentos tectónicos
          • Da velocidade de deformação
            • geralmente uma velocidade de deformação rápida favorece a deformação frágil; uma deformação lenta aumenta a resistencia á rutura
    • Dobras
      • As dobras são deformações que resultam da ação de forças compressivas em regime dúctil. A sua dimensão varia entre alguns milímetros e vários quilómetros
      • Charneiras
        • Linha de cada camada que contém os pontos de maior curvatura desta
      • Flanco
        • Superfície lateral, de um lado e do outro da charneira. A sua inclinação é dada pelo ângulo que faz com um plano horizontal
      • Plano axial
        • Plano que interseta todas as linhas de charneira da dobra. permite dividir a dpbra da forma mais simétrica possível. o ângulo que forma com o eixo da dobra indica o mergulho da dobra
      • Eixo da dobra
        • Corresponde à charneira da camada superior da dobra. A sua orientação indica a direção da dobra
      • Núcleo
        • Zona das camadas mais internas da dobra
      • Podem ser classificadas como
        • Sinforma
          • Se os flancos da dobra convergem para cima ( faz um u)
        • Antiforma
          • Se os flancos da dobra convergem para baixo ( faz um n)
        • Neutra
          • se a dobra tem a concavidade lateral
      • Sinclinal
        • Se o centro da dobra for ocupado pelas rochas mais recentes, é sinclinal
      • Anticlinal
        • Se o centro da dobra for ocupado pelas rochas mais antigas, é anticlinal
  4. Recursos

    • Os recursos incluem todos os depósitos de um material, descobertos e por descobrir, que podem ser explorados ou que, por razões económicas ou tecnológicas, não podem ser explorados na atualidade
    • Recursos Naturais
      • Todos os elementos da natureza que o ser humano pode utilizar em seu benefício. Inclui os materiais (sólidos, líquidos, gasosos) existentes na Terra, as suas propriedades e características. Inclui também a energia que provem do Sol.
    • Reservas
      • As reservas são recursos já conhecidos e que podem ser na atualidade explorados de forma economicamente rentável
    • Recursos conhecidos
      • Economicamente rentáveis
        • Reservas - depósitos conhecidos, que podem ser legalmente extraídos e cuja extração é econominacamente rentável na atualidade
      • Economicamente não rentáveis
        • Depósitos conhecidos mas que não podem ser explorados atualmente
    • Recursos desconhecidos
      • Depósitos hipotéticos
    • Atendendo à disponibilidade, os recursos naturais são classificados como
      • Renováveis
        • Recursos inesgotáveis à  escala humana ou que são gerados a um ritmo igual ou superior ao seu consumo
        • Biomassa
          •    material orgânico (resíduos sólidos urbanos, como por exemplo, os resíduos vegetais) cuja combustão produz calor que é convertido em energia. Algumas formas de biomassa são usados como combustível (biodiesel).   
        • Energia eólica
          • utilização de aerogeradores para transformar a energia do vento em energia elétrica.
        • Energia solar
          •    utilização de células fotovoltaicas para converter a energia proveniente da luz do Sol em energia elétrica.   
        • Energia hídrica
          •    utilização da energia da água para produção de energia elétrica (efetua-se, por exemplo, em barragens, onde a corrente de água faz girar turbinas).   
        • Energia geotérmica
          •    utilização da energia que tem origem no calor do interior da Terra para a produção de energia elétrica. O aproveitamento desta energia implica a existência de um fluido (normalmente a água) que transporte o calor do interior da Terra para a superfície.   
          •    A água que é utilizada como fluido de “transporte” do calor interno da Terra pode infiltrar-se naturalmente ou ser injetada artificialmente em furos. Uma vez aquecida, esta é captada em furos feitos para o efeito. O calor é depois convertido em energia elétrica através de um sistema de turbinas.    
          • Energia de baixa entalpia
            •    o fluido chega à superfície terrestre com uma temperatura inferior a 150 ºC. Em Portugal continental, a energia de baixa entalpia é comum e é explorada para uso termal.   
          • Energia de alta entalpia
            • o fluido chega à superfície terrestre com uma temperatura superior a 150 ºC. Na região Autónoma dos  Açores faz-se o aproveitamento de energia de alta entalpia para produzir eletricidade
        • Impactes
          • Os parques eólicos e solares têm um grande impacte visual.
          • Na construção dos painéis fotovoltaicos são utilizados materiais perigosos para o ambiente, os quais é necessário eliminar na fase de fim de vida do equipamento.
          • Os aerogeradores provocam a morte de aves e morcegos devido ao choque com as pás. Se a localização dos parques eólicos coincidir com as rotas migratórias das aves, estes têm ainda maior impacte na sua mortalidade.
          • Os aerogeradores produzem ruído que pode ser ouvido até uma distância de cerca de 200 metros.
          • A utilização de solos para a produção de biomassa põe em causa a sobrevivência de populações com reduzidos recursos económicos, que deixam de ter solos para a produção de alimento.
      • Não renováveis
        • Recursos finitos ou que são consumidos a um ritmo superior àquele a que são gerados
    • Atendendo ao conteúdo ou origem, os recursos naturais são classificados como
      • Geológicos
        • A água subterrânea é, pela lei portuguesa, considerada um recurso geológico
        • Considera-se recursos geológicos
          • Depósitos e massas minerais
            • Incluem as ocorrências de minerais e de rochas que, pela sua raridade, valor ou importância, apresentem interesse económico
            • As rochas e minerais são recursos não renováveis.   
            • Recursos minerais
              •    Um mineral que contém um ou mais elementos químicos úteis e cuja(s) concentração(ões) é/são suficiente(s) para que possa(m) ser explorado(s) de forma rentável é denominado minério desse(s) elemento(s). O termo minério também é usado para minerais ou rochas de interesse económico. Ao material desprovido de valor comercial que acompanha o minério chama-se ganga ou estéril. As acumulações de ganga nas proximidade das minas designam-se escombreiras.   
              •    Considera-se que num local ocorre um jazigo mineral quando um determinado elemento existe aí numa concentração muito superior à sua concentração média na crosta terrestre, ou seja, ao seu clarke.    
              •    Os metais extraídos das minas, como o ferro e o cobre, podem ser utilizados, de forma isolada ou em ligas metálicas, na produção, por exemplo, de maquinaria, estruturas (edifícios, pontes…). Outros materiais, como o enxofre ou o nitrogénio são usados na indústria química. Por exemplo, na produção de pasta de papel e de fertilizantes são usados compostos de enxofre.   
              •    Diversas rochas, como o calcário, o granito, o basalto, o xisto ou o mármore, extraídas em pedreiras, são utilizadas  como materiais de construção, de pavimentação e de ornamentação. As areias, por exemplo, são usadas no fabrico de argamassas e na produção de vidro e as argilas na produção de tijolos e no fabrico de loiça.   
              • Quanto à origem, o minério pode considerar-se
                • Primário
                  • se os minerais de minério se formaram com a rocha onde se encontram. Estes minerais encontra-se normalmente em profundidade.
                • Secundário
                  •    se os minerais de minério correspondem a um enriquecimento por processos de alteração, infiltração ou resulta de um processo de meteorização e transporte como, por exemplo, os depósitos aluviais (placers) de ouro.   
              • Impactes da exploração dos recursos minerais
                •    Os impactes são diferentes consoante o tipo de recurso explorado, o modo como se faz a exploração (por exemplo a céu aberto ou em profundidade) e os processos de transformação. Os impactes mais habituais são:    Alterações na paisagem provocadas pelas explorações a céu aberto e as escombreiras.   Ruído. Acidentes e desenvolvimento de doenças nos trabalhadores.  Poeiras que contaminam solos e provocam doenças nos habitantes das imediações das explorações.  Contaminação de solos e de águas superficiais e subterrâneas pelos lixiviados das escombreiras.  Destruição de habitats.  
          • Recursos hidrogeológicos
            • Incluem águas de circulação subterrânea que sejam potáveis, possuam propriedades terapêuticas ou efeitos favoráveis à saúde, ou que permitam a extração económica de substâncias nelas contidas 
            • A hidrogeologia estuda o armazenamento e circulação da água nas formações geológicas. Um aquífero é uma formação geológica subterrânea que permite a circulação e o armazenamento de água em quantidade suficiente para que possa ser explorada.   
            • A formação de um aquífero depende de algumas propriedades das rochas, nomeadamente a porosidade e a permeabilidade
              • Porosidade
                •    Corresponde ao volume total de espaço entre os grãos ou cristais que formam as rochas. A porosidade determina a quantidade de água que uma rocha pode conter.  As rochas sedimentares têm geralmente maior porosidade do que as rochas ígneas e as rochas metamórficas. Nos sedimentos ou nas rochas sedimentares consolidadas, a porosidade depende do tamanho, forma, calibragem e do grau de cimentação.   
              • Permeabilidade
                •    Capacidade da rocha permitir a circulação de água. Quanto mais permeável for a rocha, maior é a velocidade de deslocação da água através dela.   
                • Geralmente, uma rocha com baixa porosidade tem baixa permeabilidade. No entanto, a alta porosidade não implica necessariamente elevada permeabilidade. 
            • Aquíferos livres
              •    São aquíferos que não são limitados superiormente por uma camada impermeável. Neste tipo de aquíferos, a água encontra-se à pressão atmosférica. Assim, num furo neste tipo de aquífero, a água está à profundidade a que se encontra o nível freático.   
            • Aquíferos cativos ou confinados
              •    São aquíferos que são limitados superiormente e inferiormente por camadas de rochas impermeáveis.  Neste tipo de aquíferos, a água encontra-se sob pressão. Num furo (furo artesiano), a água atinge o nível a que estaria se se encontrasse à pressão atmosférica (nível piezométrico).   
            • Principais riscos
              • Contaminação
                •    A contaminação das zonas de recarga por produtos industriais, resíduos urbanos, pesticidas, fertilizantes, por exemplo, põem em causa a qualidade da água dos aquíferos.   
              • Sobre-exploração
                •    A extração excessiva de água em zonas costeiras, aumenta a probabilidade de contaminação dos aquíferos por água salgada, tornando a água imprópria para consumo.   
          • Recursos geotérmicos
            • Incluem os fluidos e as formações geológicas do subsolo, cuja temperatura seja suscetível de aproveitamento económico
        • Consideram-se recursos geológicos energéticos
          • Energia geotérmica
            • É uma energia renovável
          • Energia nuclear
            •    Energia obtida a partir de minerais radioativos, usada para produzir energia elétrica.   
            • É uma energia não renovável
            • Impactes na utilização
              • Ocorrência de fugas de radioatividade das centrais
              • Produção de resíduos radiativos que necessitam de ser tratados e armazenados por longos períodos de tempo
              • Utilização de grandes quantidades de água para arrefecer os reatores
              • Poluição térmica de rios e lagos, originada pela descarga da água usada no arrefecimento de reatores
              • Elevados custos na construção, manutenção e desmantelamento das centrais nucleares
          • Energias fósseis
            •    São usadas na produção de energia elétrica e como combustíveis.   
            • Exemplos são o gás natural, o  petróleo e o carvão
            • É uma energia não renovável
            • Impactes na exploração
              • Alterações na paisagem natural
              • Ruído
              • Acidentes e desenvolvimento de doenças nos trabalhadores
              • Poeiras
              • Contaminação da água e do solo com produtos tóxicos
              • Destruição de habitats
            • Impactes no transporte
              • Derrames acidentais
              • Ocorrência de explosões
              • Contaminação da água e do solo com produtos tóxicos
              • Destruição de habitats
            • Impactes na utilização
              • Produção de CO2 e de outros gases com efeito de estufa
              • Produção de cinzas e de compostos que causam chuvas ácidas
              • Libertação de compostos que poluem solos e provocam doenças
      • Pedológicos
      • Hídricos
      • Biológicos
      • Climáticos
      • Paisagísticos
    • Atendendo à utilização, os recursos naturais são classificados em
      • Energéticos
        • Recursos usados para produzir energia
      • Não energéticos
        • Recursos usados como matérias-primas ou outros benefícios 

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  • Teste de geologia

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Mind Map on Teste de geologia, created by Miguel Fernandes on 30/05/2020.
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