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Inervação da Pelve

rafael caruso Portuguese

Mapa mental sobre inervação da pelve: nervo obturatório, plexo sacral, nervo pudendo e nervos pélvicos

Mapa mental: Inervação da Pelve

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Inervação da Pelve

  1. Nervo Obturatório

    • Origina-se nos ramos anteriores dos nervos espinais L2-L4 do plexo lombar no abdômen (Pelve maior) e entra na pelve menor. Apenas passa pela pelve, não emite nenhum ramo ou inerva nenhuma estrutura da pelve
      • Ao passar pelo canal obturatório, este nervo vai se dividir nas partes anterior e posterior da coxa, para suprir os músculos mediais da coxa.
  2. Tronco lombossacral

    • Parte do ramo L4 e do ramo anterior do L5
      • O tronco segue inferiormente, na face anterior da asa do sacro, e se une ao plexo sacral
  3. Plexo Sacral

    • Situa-se na parede posterolateral da pelve menor (verdadeira). É formado pelas raízes de S4-L4. Ou seja, inclui o lombossacral. "É a parte funcional"
      • O plexo sacral é a origem de dois principais nervos, o nervo isquiático e o pudendo. Eles situam-se externamente a fáscia pariental da pelve.
  4. Plexo Coccígeo

    • Rede de Fibras nervosas formada pelos ramos anteriores do S4 e S5 e os nervos coccígeos. Situa-se na face pélvica do músculo isquiococcígeo e supre este músculo, parte do músculo levantador do ânus e a articulação sacrococcígea.
      • Os nervos anococcígeos originados nesse plexo perfuram o músculo isquiococcígeo e o corpo anococcígeo para suprir uma pequena área de pele entre a extremidade do cóccix e o ânus.
  5. Nervo Somático da Pelve - Plexo Sacral

    • Nervo Isquiático
      • Origem: L4, L5, S1, S2, S3
        • Distribuição: Ramos articulares para a articulação do quadril e ramos musculares para os músculos flexores do joelho na coxa e todos os músculos na perna e no pé
          • O nervo ciático está relacionado com a hérnia de disco, pois uma protusão discal pode levar ao envolvimento da raiz do nervo e sintomas ciáticos podem ser sentidos nos membros inferiores.
    • Nervo Glúteo Superior
      • Origem: L4, L5, S1
        • Distribuição: Mm. glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata
    • Nervo Glúteo Inferior
      • Origem: L5, S1, S2
        • Distribuição: M. glúteo máximo
    • N. Para os Mm. quadrado femoral (e gêmeo inferior)
      • Origem: L4, L5, S1
        • Distribuição: Mm. quadrado femoral e gêmeo inferior
    • N. para o Mm. obturador interno e gêmeo superior
      • Origem: L5, S1, S2
        • Distribuição: Mm. obturador interno e gêmeo superior
    • N. para o M. piriforme
      • Origem: S1, S2
        • Distribuição: M. piriforme
    • N. Cutâneo femoral posterior
      • Origem: S1, S2
        • Distribuição: Ramos cutâneos para a nádega e as faces medial e posterior superiores da coxa
    • N. Cutâneo perfurante
      • Origem: S1, S2
        • Distribuição: Ramos cutâneos para a parte medial da nádega
    • Nervo Pudendo
      • Origem: S2, S3, S4
        • Distribuição: Estruturas no períneo: ramos sensitivos para os órgãos genitais externos; ramos musculares para os músculos do períneo e esfíncter externo da uretra e esfíncter externo do ânus.
          • O nervo pudendo é o principal nervo do períneo e o principal nervo sensitivo dos órgãos genitais externos.
            • Acompanhado pela artéria pudenda interna, sai da pelve através do forame isquiático maior entre os músculos piriforme e isquiococcígeo. A seguir, curva-se ao redor da espinha isquiática e do ligamento sacroespinal e entra no períneo através do forame isquiático menor
    • N. Esplâncnico pélvico
      • Origem: S2, S3, S4
        • Distribuição: Vísceras pélvicas via plexos hipogástrico inferior e pélvico
    • N. Para os Mm.levantador do ânus e isquiococcígeo
      • Origem: S3, S4
        • Distribuição: Mm. levantador do ânus e isquiococcígeo
  6. Nervos autônomos Pelvicos

    • Entram na cavidade pélvica por 04 vias
      • Troncos simpáticos sacrais
        • proporcionam principalmente inervação simpática para os membros inferiores
        • Plexos periarteriais
          • fibras pós-ganglionares, simpáticas, vasomotoras para as artérias retal superior, ovárica e ilíaca interna e seus ramos
          • Plexos hipogástricos
            • via mais importante pela qual as fibras simpáticas são conduzidas para as vísceras pélvicas
            • Nervos esplâncnicos pélvicos
              • via para inervação parassimpática das vísceras pélvicas e para os colos descendente e sigmoide.
  7. INERVAÇÃO AFERENTE VISCERAL NA PELVE

    • As fibras aferentes viscerais seguem com as fibras nervosas autônomas, embora os impulsos sensitivos sejam conduzidos centralmente, em direção retrógrada aos impulsos eferentes conduzidos pelas fibras autônomas
      • Todas as fibras aferentes viscerais que conduzem sensibilidade reflexa (informação que não chega à consciência) seguem com as fibras parassimpáticas. Assim, no caso da pelve, atravessam os plexos pélvico e hipogástrico inferior e os nervos esplâncnicos pélvicos até os gânglios sensitivos dos nervos espinais S2–S4.
  8. Lesões dos nervos pélvicos

    • Durante o parto, a cabeça fetal pode comprimir os nervos do plexo sacral materno, causando dor nos membros inferiores. O nervo obturatório é vulnerável à lesão durante cirurgia (p. ex., durante a retirada de linfonodos cancerosos da parede lateral da pelve). A lesão desse nervo pode causar espasmos dolorosos dos músculos adutores da coxa e déficits sensitivos na região medial da coxa. A lesão do nervo para o músculo levantador do ânus, inclusive seus ramos para os músculos puborretal e/ou pubococcígeo, consequente a estiramento durante um parto vaginal pode resultar em perda do suporte das vísceras pélvicas e incontinência urinária ou fecal semelhante à resultante de laceração ou ruptura do músculo.

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Mind Map on Inervação da Pelve, created by rafael caruso on 30/05/2020.
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rafael caruso
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