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TUTORIAL 9 - CHOQUE

Carolina Seixas Portuguese

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TUTORIAL 9 - CHOQUE

  1. 1) Definir choque circulatório

    • Desequilíbrio entre a oferta e a demanda de sangue e oxigênio
      • Diminuição da perfusão tissular de forma que passa a não atender à homeostase
      • Classificação
        • Hipovolêmico
        • Obstrutivo
        • Cardiogênico
        • Distributivo
  2. 2) Mecanismo do choque hipovolêmico

    • Paciente perde grande quantidade de líquidos e sangue
      • Ocorre diminuição abrupta no volume circulante de sangue
        • Incapacidade de bombear sangue necessário para todo o corpo
          • Acarreta problemas de oxigenação nos tecidos
    • Hemorrágico
    • Não-hemorrágico
    • Decorrente de um evento traumático
      • Estar atento aos sinais e sintomas
        • Taquicardia
        • Palidez
        • Diaforese
        • Hipotensão
  3. 3) Classificar o choque hipovolêmico

    • Classe I
      • Perda < 15% da volemia
      • Sinais clínicos são mínimos
    • Classe II
      • Perda de 15-30% da volemia
      • Apresentam taquicardia, dispneia e ↓ pressão de pulso
    • Classe III
      • Perda de 30-40% da volemia
      • Apresenta sinais clássicos de hipoperfusão -> acentuada taquicardia e taquipneia
      • Normalmente necessitam de transfusão
    • Classe IV
      • Perda de > 40% da volemia
      • Apresenta taquicardia, hipotensão grave, pulso filiforme e estado mental deprimido
      • Rapidamente letal
      • Não há débito urinário
  4. 4) Tratamento do choque hipovolêmico

    • Iniciar reanimação assegurando uma via aérea permeável com ventilação adequada
    • Interromper imediatamente o sangramento
    • Reposição volêmica
      • Em adulto - infundir 2L de Ringer Lactato
        • Caso persista - administrar um concentrado de hemácias tipo específicas
      • Administração de líquidos intravenosos é realizada por 2 linhas venosas com cateteres calibrosos
  5. 5) Mecanismo do choque séptico

    • Decorrente de uma infecção local transmitida a outros tecidos pela corrente sanguínea
      • Adquire caráter sistêmico
    • Apresenta quadro de hiper ou hipotermia, estado de perturbação da consciência, taquicardia, hipotensão e oligúria
    • Dano tecidual induz a produção de mediadores inflamatórios
      • Vasodilatação
        • ↓ RVP / ↓ PA / ↓ Retorno venoso
          • ↓ Débito cardíaco
      • Aumento da permeabilidade vascular
        • Perda de plasma para os espaços intersticiais
          • Agrava o choque
      • Endotoxinas atuam intoxicando a musculatura lisa das arteríolas
        • Vasodilatação generalizada e refratária a qualquer mecanismo
  6. 6) Tratamento do choque séptico

    • Estabelecer via aérea com ventilação e oxigenação adequadas
    • Reposição da volemia com soluções cristaloides, coloides ou derivados sanguíneos
      • Para restabelecer a pressão arterial, a diurese e melhorar a vasoconstrição periférica e o nível de consciência
      • Pacientes refratários à reposição de líquidos -> administrar dopamina inicialmente em pequenas doses
    • Iniciar precocemente a antibioticoterapia conhecendo o foco
  7. 7) Mecanismo do choque neurogênico

    • Secundário a um trauma raquimedular (TRM)
      • Perda da inervação do sistema simpático
        • Prevalência do sistema parassimpático
    • 2 Sinais principais
      • Bradicardia
      • Hipotensão sistêmica pela vasodilatação periférica
        • Sem taquicardia
  8. 8) Tratamento do choque neurogênico

    • Imobilização da coluna para evitar piora da lesão
    • Focado na estabilização hemodinâmica
    • Utiliza-se vasopressores e/ou inotrópicos (norepinefrina e adrenalina)
      • Remodelamento da resposta do SN autônomo
  9. 9) Mecanismo do choque por insuficiência adrenocortical

    • Produção insuficiente de corticoesteroides na adrenal
    • Baixa perfusão
      • Sistema raa estimula a produção de renina pelos rins
        • Geram sinais de hipotensão
          • Estimula a liberação de epinefrina pela adrenal
            • Aumenta a função cardíaca e eleva o tônus vasoconstritor simpático
      • Mecanismo normal
    • Falhas neste mecanismo impedem que o organismo melhore a perfusão
  10. 10) Estratégias para redução da morbimortalidade por sepse no contexto cirúrgico

    • Reperfusão tecidual
    • Controle precoce dos focos infecciosos
    • É importante buscar por sinais de sepse e de disfunções orgânicas a fim de detectar o quadro inicialmente
      • Como suspeitar de sepse?
        • 2 de 3 critérios
          • FR ≥ 22 irpm
          • Alteração mental ECG < 15
          • PAS ≤ 100 mmHg
        • Suspeita clínica pela história ou exame físico
    • Iniciar antibioticoterapia o mais rápido possível

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Mind Map on TUTORIAL 9 - CHOQUE, created by Carolina Seixas on 19/06/2020.
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Carolina Seixas
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