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Abdome agudo traumático

Isabela Malta Portuguese

Abdome agudo traumático

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Abdome agudo traumático

  1. Hemorragia digestiva baixa

    • emergência médica caracterizada por odo sangramento originado abaixo do ângulo de Treitz (flexura duodenojejunal)
    • Epidemiologia
      • 15% dos casos de hemorragia digestiva
      • menos comum e menos grave que HDA
      • 80 a 85% dos casos o sangramento é autolimitado
      • média de idade de 65 anos
    • Clínica
      • enterorragia, hematoquezia, constipação crônica, mudança do hábito intestinal, perda de peso, dor anal ou retal, diarreia e febre
    • Diagnóstico
      • a colonoscopia é o método inicial das HDB, nos pacientes estáveis, deve ser realizada após o preparo do colón e até as primeiras 24h.
      • EDA :alta sensibilidade, especificidade e baixa morbidade associada. Realizar nas primeiras 24h quando o pct estiver estável.
      • ao toque retal: presença de sangue vivo (maior probabilidade de HDB de cólon esquerdo ou retossigmoide)
    • Tratamento
      • a prioridade é a estabilização hemodinâmica do paciente nos pacientes com sangramento agudo
      • colonoscopia: Eletrocoagulação, soluções esclerosantes e laser no vaso sangrante
      • angiografia: Vasoconstrictores e embolização
      • ressecção cirúrgica
  2. Abordagem geral

    • é considerado uma fonte de sangramento que não é rapidamente identificado, que pode ser conhecido pelo termo de sangramento "oculto". O sangramento abdominal não é visualizado em suas fases iniciais, em grande parte dos casos pode não apresentar sinais e sintomas evidentes, como a irritação peritoneal e dor. A demora no diagnóstico da lesão abdominal é o principal fator associado a mortalidade,na qual 20 a 50% das mortes relacionadas ao trauma abdominal poderiam ser evitadas com um diagnóstico rápido e preciso.É necessário conhecer a biomecânica do trauma, o estado inicial da vítima no local de atendimento e principalmente as informações coletadas da vítima e do socorristas para auxiliar na suspeita de lesão abdominal.
    • Na contusão abdominal, os órgãos mais acometidos são baço (40 a 55%) e o fígado (35 a 45%). Envolvimento do delgado(5 a 15%) e hematomas em retroperitônio também são observados. mecanismos mais comuns que produzem lesões abdominais são: compressão,esmagamento, cisalhamento e lesões por desaceleração.
    • O quadro clínico mais freqüente é a presença de choque hemorrágico sem causa aparente. Devemos excluir outras causas de choque hemorrágico no tórax, retroperitônio/bacia e ossos longos. Também deve-se excluir causas de choque não hemorrágico.
  3. Fatores de risco para óbito no trauma abdominal fechado

    • Instabilidade Hemodinâmica como Indicação para Laparotomia
      • manejo rápido e eficiente no pré-hospitalar e no atendimento inicial, assim como maior atenção no pós-operatório, uma vez que a conduta cirúrgica deve ser mantida.
      • suspeita de trauma abdominal o quadro clínico mais frequente é a presença de choque hemorrágico sem causa aparente
    • Presença de lesão de víscera maciça
      • lesão hepática ou esplênica, mesmo que em menores graus de gravidade tem maior probabilidade de evoluir para óbito
      • Possuem maior mortalidade, maior necessidade de UTI, mais dias de internamento, e maior necessidade de transfusões sanguíneas
      • O tratamento é conservador e, geralmente, aqueles que necessitam de intervenção cirúrgica possuem lesões mais graves, que conferem maior mortalidade.
    • Múltiplas Lesões Intra-abdominais
      • Em estudos a maioria dos óbitos está relacionada às múltiplas lesões intra-abdominais, com predominância de lesão de vísceras maciças
        • sendo que 80% dos óbitos possuíam outra lesão intra-abdominal associada, a maioria de víscera maciça
    • Necessidade de cirurgia de controle de danos
      • trauma cranioencefálico, trauma grave de tórax e fraturas pélvicas
    • Lesões graves associadas
      • combinação de injúrias abdominais, torácicas, pélvicas ou cranioencefálicas estão associadas com maior risco de desfecho adverso
  4. Tratamento não cirúrgico

    • atualmente o TNO ( Tratamento não operatório ) é considerado primeira opção na condução dos pacientes com lesões das vísceras maciças contusas.
      • critérios de inclusão delineados pelo protocolo para realização de TNO
        • 1. pacientes com trauma abdominal contuso que, à sua admissão, apresentavam estabilidade hemodinâmica
        • 2.ausência de sinais de irritação peritoneal à luz do mecanismo de trauma
        • 3.tomografia computadorizada do abdome (TC) exequível na avaliação inicial
    • Vantagens
      • diminuição do custo hospitalar; alta mais precoce, reduzido número de laparotomias não terapêuticas; diminuição da necessidade de hemocomponentes e também da morbidade dos pacientes.
      • A principal causa de falha de TNO é o sangramento.
  5. USG no trauma agudo

    • o FAST é um protocolo ultrassonográfico limitado, desenhado para o diagnóstico de hemoperitôneo e hemopericárdio nas vítimas de trauma abdominal
      • tem a finalidade de identificar líquido livre como sinal indireto de hemorragia aguda e lesão de órgãos, é de rápida execução e não interfere nas manobras de reanimação
        • foi desenvolvido para investigação de pacientes com trauma de abdome, fechado, conhecido ou suspeito No ATLS, o exame ocupa papel central na decisão sobre o encaminhamento urgente do paciente ao centro cirúrgico para exploração da cavidade ou ao exame de imagem considerado como padrão ouro, a TC
    • Técníca
      • à direita, no abdome superior, o sítio mais rapidamente preenchido por líquido livre é o ESPAÇO DE MORISON
        • à esquerda o líquido tende a fluir para a área SUBFRÊNICA antes de preencher o recesso ESPLENORRENAL
          • na região pélvica, o líquido flui para o espaço RETROVESICAL nos homens e para O FUNDO DE SACO DE DOUGLAS nas pacientes femininas
            • o paciente deve ser examinado em decúbito dorsal, sonda convexa com frequência 3,5 a 5,0 MHz e janela cardíaca subxifóide
              • Derrame pericárdico
                • quadrante superior direito, longitudinal, na linha hemiaxilar direita na altura da 11ª a 12ª costelas
              • O lobo direito do fígado, o rim direito e o espaço de Morison
                • quadrante superior esquerdo, longitudinal, na linha hemiaxilar posterior entre o 10º e o 11º arcos costais
              • baço, o rim esquerdo e o espaço entre estes
                • suprapúbica, com o transdutor longitudinal acima da sínfise púbica

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Mind Map on Abdome agudo traumático, created by Isabela Malta on 30/06/2020.
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