No século XII, nos atuais territórios da Nigéria e do Benin desenvolviam-se os povos iorubás. Os
iorubás configuram uma das mais significativas culturas da história do continente africano e
atualmente constituem um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental.
As cidades iorubás exerceram grande poder na África Ocidental, desenvolveram um sistema que
fornecia mais poderes às cidades e autonomia política. Ifé e Oyo foram grandes centros
religiosos iorubás.
Ifé era conhecida por ser um importante centro religioso, que recebia tributos e congregava outras
cidades-Estado, reconheciam a supremacia dos reis e procuravam legitimar seus poderes.
O reino do de Oyo fora criado por Oraniã, um descendente de Odudua. Até o século XV, Oyo foi
apenas uma cidade-Estado ioruba entre muitas outras, tornou-se um império por volta do século XV e
cresceu para se tornar um dos maiores estados do Oeste africano encontradas pelos exploradores.
A organização política do Reino Oyo baseava-se
na obediência ao rei, chamado de alafin,
considerado detentor de um poder sagrado e
derivado dos orixás. Administrava a justiça,
cobrava impostos dos reinos vizinhos e podia
determinar a pena de morte quando desejasse.
Cavalaria, a metalurgia, a tecelagem e,
principalmente, o comércio eram atividades
comerciais ativas no reino. Os artesãos estavam
organizados em várias corporações.