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ANISAQUÍASE

kimberly santos Portuguese

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ANISAQUÍASE

  1. Agente etiológico: Anisakis simplex.

  2. Aspectos morfológicos: vermes de vida livre, não segmentados e cilíndricos.

  3. Patologia

    • Quatro formas clínico-patológicas principais da anisaquíase humana: gástricas, intestinais, extragastrintestinal/ectópica e doença alérgica.
    • Invasão gástrica: espécies do gênero Pseudoterranova; Invasão intestinal: espécies do gênero Anisakis.
    • Larvas vivas são frequentemente expulsas através do nariz ou da boca.
    • Forma mais benigna da infecção: anisaquíase transitória, sem sintomas ou irritação leve da laringe.
  4. Está associada ao consumo de frutos do mar crus ou mal cozidos infectados com larvas do patógeno.

  5. Ciclo biológico

    • Estágios adultos de Anisakis simplex ou Pseudoterranova decipiens residem no estômago dos mamíferos marinhos (por terem ingerido peixes infectados), onde são incorporados à mucosa;
      • Ovos não embrionados (produzidos por fêmeas adultas);
        • Ovos embrionados na água;
          • São formadas as larvas de primeiro e de segundo estágio (eclodem dos ovos com a capacidade de nadar livremente);
            • Larvas liberadas > ingeridas por crustáceos > larvas de terceiro estágio > infectantes para peixes e lulas > peixes e lulas mantêm larvas de terceiro estágio > infectantes para os seres humanos e mamíferos marinhos;
              • Ingestão de peixes ou frutos do mar infectados (humanos).
                • Aumento rápido nos níveis de IgE após o consumo.
                • Cozimento adequado a temperaturas superiores a 60°C ou congelamento evitaria isso.
  6. Aspectos clínicos

    • Anisaquíase gástrica aguda: início súbito de dor epigástrica acompanhada de náuseas ou vômitos, após ingestão de frutos do mar crus.
    • Anisaquíase gástrica crônica: pode mimetizar os sinais e sintomas da úlcera péptica e da gastrite crônica, podendo apresentar perfuração gástrica e pneumoperitônio (ar no peritônio).
    • Anisaquíase intestinal: dor abdominal (constante ou não), febre, vômitos e diarréia, iniciam de cinco a sete dias após a ingestão dos frutos do mar.
  7. Diagnóstico laboratorial

    • Estudo histopatológico dos constituintes gástrico ou intestinal: útil para determinar a presença de vermes.
    • Sinais e sintomas inespecíficos, fazem anisaquíase ser diagnosticada como apendicite ou doença de Crohn.
  8. A anisaquíase gástrica aguda é facilmente diagnosticada por endoscopia ou cirurgia, e também curada.

  9. TC e RNM mostram edema da mucosa, espessamento irregular da parede do intestino, linfadenopatia, massa focal ou ascite.

  10. Tratamento

    • Na maioria dos casos nenhum tratamento é necessário.
    • O tratamento com albendazol, 400 mg, via oral, 2 vezes/dia, durante 21 dias, para a forma intestinal.

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Mind Map on ANISAQUÍASE, created by kimberly santos on 17/09/2020.
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