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ANISAQUÍASE
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ANISAQUÍASE
Agente etiológico: Anisakis simplex.
Aspectos morfológicos: vermes de vida livre, não segmentados e cilíndricos.
Patologia
- Quatro formas clínico-patológicas principais da anisaquíase humana: gástricas, intestinais, extragastrintestinal/ectópica e doença alérgica.
- Invasão gástrica: espécies do gênero Pseudoterranova; Invasão intestinal: espécies do gênero Anisakis.
- Larvas vivas são frequentemente expulsas através do nariz ou da boca.
- Forma mais benigna da infecção: anisaquíase transitória, sem sintomas ou irritação leve da laringe.
Está associada ao consumo de frutos do mar crus ou mal cozidos infectados com larvas do patógeno.
Ciclo biológico
- Estágios adultos de Anisakis simplex ou Pseudoterranova decipiens residem no estômago dos mamíferos marinhos (por terem ingerido peixes infectados), onde são incorporados à mucosa;
- Ovos não embrionados (produzidos por fêmeas adultas);
- Ovos embrionados na água;
- São formadas as larvas de primeiro e de segundo estágio (eclodem dos ovos com a capacidade de nadar livremente);
- Larvas liberadas > ingeridas por crustáceos > larvas de terceiro estágio > infectantes para peixes e lulas > peixes e lulas mantêm larvas de terceiro estágio > infectantes para os seres humanos e mamíferos marinhos;
- Ingestão de peixes ou frutos do mar infectados (humanos).
- Aumento rápido nos níveis de IgE após o consumo.
- Cozimento adequado a temperaturas superiores a 60°C ou congelamento evitaria isso.
- Ingestão de peixes ou frutos do mar infectados (humanos).
- Larvas liberadas > ingeridas por crustáceos > larvas de terceiro estágio > infectantes para peixes e lulas > peixes e lulas mantêm larvas de terceiro estágio > infectantes para os seres humanos e mamíferos marinhos;
- São formadas as larvas de primeiro e de segundo estágio (eclodem dos ovos com a capacidade de nadar livremente);
- Ovos embrionados na água;
- Ovos não embrionados (produzidos por fêmeas adultas);
- Estágios adultos de Anisakis simplex ou Pseudoterranova decipiens residem no estômago dos mamíferos marinhos (por terem ingerido peixes infectados), onde são incorporados à mucosa;
Aspectos clínicos
- Anisaquíase gástrica aguda: início súbito de dor epigástrica acompanhada de náuseas ou vômitos, após ingestão de frutos do mar crus.
- Anisaquíase gástrica crônica: pode mimetizar os sinais e sintomas da úlcera péptica e da gastrite crônica, podendo apresentar perfuração gástrica e pneumoperitônio (ar no peritônio).
- Anisaquíase intestinal: dor abdominal (constante ou não), febre, vômitos e diarréia, iniciam de cinco a sete dias após a ingestão dos frutos do mar.
Diagnóstico laboratorial
- Estudo histopatológico dos constituintes gástrico ou intestinal: útil para determinar a presença de vermes.
- Sinais e sintomas inespecíficos, fazem anisaquíase ser diagnosticada como apendicite ou doença de Crohn.
A anisaquíase gástrica aguda é facilmente diagnosticada por endoscopia ou cirurgia, e também curada.
TC e RNM mostram edema da mucosa, espessamento irregular da parede do intestino, linfadenopatia, massa focal ou ascite.
Tratamento
- Na maioria dos casos nenhum tratamento é necessário.
- O tratamento com albendazol, 400 mg, via oral, 2 vezes/dia, durante 21 dias, para a forma intestinal.
Information
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- Mind Map on ANISAQUÍASE, created by kimberly santos on 17/09/2020.
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- kimberly santos
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