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Luís de Camões
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Luís de Camões
Luís Vaz de Camões foi um dos maiores nomes da Literatura Universal e, certamente, o maior nome da Literatura Portuguesa.
- Escreveu poesias (líricas e épicas) e peças teatrais, porém, sua obra mais conhecida e consagrada é a epopeia* “Os Lusíadas”. Nela, o autor narra a viagem de Vasco da Gama, contornando o Cabo da Boa Esperança e chegando até Goa, na Índia.
Elementos mitológicos, bíblicos e um lusofanismo constante são algumas das características da obra, juntamente com a exaltação dos portugueses como exploradores dos mares.
- “Os Lusíadas” conta com 1102 estrofes, 8.816 versos, divididos em 10 cantos, seguindo fielmente a rima ABABABCC.
- Na parte lírica, a variação que mais se destaca é o SONETO (14 versos, divididos em 4 estrofes, sendo que as duas primeiras são quartetos e as duas últimas, tercetos). Os temas mais frequentes da lírica camoniana são o sofrimento amoroso e o desconcerto do mundo.
- “Os Lusíadas” conta com 1102 estrofes, 8.816 versos, divididos em 10 cantos, seguindo fielmente a rima ABABABCC.
A principal tendência do Renascimento na literatura e nas artes é o Classicismo, que se define pelas seguintes características: • Obediência a regras, estabelecidas com base na leitura de textos teóricos clássicos de autores gregos e latinos, como os de Aristóteles e Horácio; • Busca da perfeição formal das obras; • Separação das artes: os gêneros textuais não se misturam; • Racionalismo: valorização das explicações baseadas na ciência, no racionalismo e no saber concreto; • Antropocentrismo.
- O marco inicial desse movimento foi em 1527 com Sá de Miranda, que realizou uma viagem pela Itália, berço do Renascimento. Em seu retorno, divulgou os novos ideais estéticos. O período encerra em 1580, ano da morte de Luís Vaz de Camões e do domínio espanhol sobre Portugal.
Resumão dos cantos de “Os Lusíadas”
- • Canto I Na abertura do poema, Camões dedica a sua obra a D. Sebastião depois de invocar as Tágides. Diz ao rei que o seu poema supera todos os da Antiguidade, pois vai conseguir, com realidades e verdades, aquilo que nenhum poeta antigo fora capaz de sonhar. Entra na narração já quando os marinheiros, com ventos favoráveis, cortavam as ondas do Canal de Moçambique. Entretanto, os deuses reunidos no “Olimpo luminoso” deliberam acerca do destino dos arrojados lusos: Júpiter, Vénus e Marte declaram-se a favor da empresa; Baco é-lhes hostil. Este, tomando a figura de um mouro, aconselha o régulo de Moçambique a destruir a frota lusíada. Vencidos os mouros, ainda é tentada nova traição por meio de um piloto que lhes é fornecido, traição de que nada resulta.
- • Canto II Segue a armada para Mombaça e nova cilada esperava os portugueses. O rei daquela cidade convida Vasco da Gama a desembarcar no porto. Dois condenados portugueses são encarregados de colherem informações e deparam com Baco na figura de sacerdote cristão, convencendo-se assim de que se encontravam em terra amiga. São salvos por Vênus e pelas nereidas que opõem “o brando peito ao madeiro duro” da nau capitânia, salvando-a de triste fim. O Gama, ao ver o milagre, agradece à Divina Providência. A protetora da gente lusa vai, como uma seta, ao sexto céu e roga a Júpiter proteção para o seu povo. O pai dos deuses vaticina, acalmando-a, os altos feitos dos lusitanos nas partes do Oriente e logo manda Mercúrio a preparar a gente melindana para receber condignamente a armada. Chegados à cidade de Melinde, o rei desta terra pede ao “ilustre Gama” que lhe narre a história do seu povo.
- • Canto III Vasco da Gama inicia a história de Portugal depois de traçar a situação geográfica do seu pequeno país que, “dilatando a Fé”, deu “novos mundos ao mundo”: Luso, Viriato, Conde D. Henrique, D. Teresa, D. Afonso Henriques, recontro de Valdevez, cerco de Guimarães, lealdade de Egas Moniz, batalha de Ourique, origem das Quinas, várias conquistas de cidades aos mouros, vitórias de D. Sancho I, D. Afonso II, destronamento deste, D. Sancho II, conquista do Algarve por D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV e a batalha do Salado com a intervenção de Dona Maria de Portugal, morte de Inês de Castro, D. Pedro, o Justiceiro, e D. Fernando, o Brando, cuja fraqueza o épico desculpa.
- • Canto II Segue a armada para Mombaça e nova cilada esperava os portugueses. O rei daquela cidade convida Vasco da Gama a desembarcar no porto. Dois condenados portugueses são encarregados de colherem informações e deparam com Baco na figura de sacerdote cristão, convencendo-se assim de que se encontravam em terra amiga. São salvos por Vênus e pelas nereidas que opõem “o brando peito ao madeiro duro” da nau capitânia, salvando-a de triste fim. O Gama, ao ver o milagre, agradece à Divina Providência. A protetora da gente lusa vai, como uma seta, ao sexto céu e roga a Júpiter proteção para o seu povo. O pai dos deuses vaticina, acalmando-a, os altos feitos dos lusitanos nas partes do Oriente e logo manda Mercúrio a preparar a gente melindana para receber condignamente a armada. Chegados à cidade de Melinde, o rei desta terra pede ao “ilustre Gama” que lhe narre a história do seu povo.
- • Canto I Na abertura do poema, Camões dedica a sua obra a D. Sebastião depois de invocar as Tágides. Diz ao rei que o seu poema supera todos os da Antiguidade, pois vai conseguir, com realidades e verdades, aquilo que nenhum poeta antigo fora capaz de sonhar. Entra na narração já quando os marinheiros, com ventos favoráveis, cortavam as ondas do Canal de Moçambique. Entretanto, os deuses reunidos no “Olimpo luminoso” deliberam acerca do destino dos arrojados lusos: Júpiter, Vénus e Marte declaram-se a favor da empresa; Baco é-lhes hostil. Este, tomando a figura de um mouro, aconselha o régulo de Moçambique a destruir a frota lusíada. Vencidos os mouros, ainda é tentada nova traição por meio de um piloto que lhes é fornecido, traição de que nada resulta.
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- Mind Map on Luís de Camões, created by gustavo medeiros on 06/10/2020.
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