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Mapa mental

Psicologia da saúde

EDUARDO FRANKLIN SIMÕES LEITE Psicologia Português

Conteúdo do mapa

Psicologia da saúde

  1. Trabalho Intersetorial

    • A intersetorialidade surge como uma nova proposta de se trabalhar e construir as políticas públicas voltadas à promoção da saúde.
      • Tem como características a reestruturação e a reunião de variados saberes e setores, além de um olhar mais abrangente a respeito dos pacientes/usuários, enxergando-os como um todo e considerando o seu contexto.
      • PINTO, Bruna K. et al. Promoção da Saúde e Intersetorialidade: um processo em construção. Pelotas, Jun. 2012. Disponível em <http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/552>. Acesso em: 19 Out. 2020.
    • Contribuições do profissional psicólogo em uma equipe multidisciplinar e no trabalho intersetorial: No âmbito da Psicologia, a partir da reforma psiquiátrica e com a emergência do paradigma da saúde coletiva, trabalho em equipe multiprofissional, intersetorial, voltada para a saúde, território e sujeito, baseados no princípio da equidade, da integralidade, do direito à saúde universal, foi implementado um outro modelo de gestão para a Saúde Mental, modelo que muda o foco no tratamento da doença mental para o tratamento do sujeito que sofre.
      • Deslocando-se da ideia de manicômios e de um sujeito perigoso, excluído da sociedade. Assim, neste contexto, um papel fundamental para os psicólogos é ser o operador desta proposta, colocá-la em movimento.
    • Acerca da integralidade, Mattos (2006) aponta a forma como tal conceito amplia as possibilidades de entendimento das necessidades de saúde de um grupo populacional, atuar segundo o princípio de integralidade implica uma abertura dos profissionais para o diálogo e uma recusa à postura reducionista e à objetivação dos corpos, ampliando as percepções acerca do que constitui as necessidades dos grupos sociais.
      • Portanto, é em sua integralidade, caracterizada por determinantes biológicos, psicológicos e sociais, que os indivíduos devem ser atendidos pelos serviços públicos, cabendo estreitamento o atendimento a um Psicólogo.
      • ALTENBERND, Bibiana. BARCINSKI, Mariana. LERMEN, Helena. Integralidade e intersetorialidade nas práticas psicológicas: Um relato de experiência. Scielo.br, 2015. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/cp/v45n156/1980-5314-cp-45-156-00390.pdf>. Acesso em: 19 de Out. de 2020.
  2. Equipe Multidisciplinar

    • Uma equipe disciplinar é quando os profissionais de várias profissões atendem o mesmo paciente de maneira independente.
      • Uma equipe é transdisciplinar quando as ações a serem realizadas com o paciente são definidas em conjunto.
      • Uma equipe é interdisciplinar quando os profissionais especialistas discutem o caso e as situação do paciente entre si levando em conta aspectos comuns entre mais de uma especialidade.
      • Independente do termo empregado em saúde, espera-se que os profissionais ultrapassam suas teorias e técnicas relacionados a especialização no atendimento do paciente a fim de proporcionar saúde e bem-estar.
      • TONETTO, Aline Maria; GOMES, William Barbosa. A prática do psicólogo hospitalar em equipe multidisciplinar. Estud. psicol. (Campinas), Campinas , v. 24, n. 1, p. 89-98, Mar. 2007 . Available from <https://bit.ly/37oqZ2O>. access on 19 Oct. 2020.
    • No campo de atuação da equipe multidisciplinar, busca-se promover e/ou recuperar a saúde física e mental daquele que recebe a assistência
      • Em relação ao trabalho com a equipe multidisciplinar, preferencialmente interdisciplinar, cabe ao psicólogo participar de decisões em relação à conduta a ser adotada pela equipe, objetivando promover apoio e segurança ao paciente e a seus familiares por meio de informações pertinentes à área de atuação, assim como impulsionar o suporte e o manejo voltado para possíveis dificuldades operacionais e/ou subjetivas dos membros da equipe.
        • GAZOTTI, Thaís. CURY, Vera. Vivências de Psicólogos como Integrantes de Equipes Multidisciplinares em Hospital. Pepsic.bvsalud, 2019.
  3. Atuação interdisciplinar da psicologia

    • Atenção básica
      • Atenção secundária
        • Atenção terciária
          • Terciária: Em artigo apresentando experiências práticas da psicologia no contexto hospitalar, foram encontrados os seguintes resultados na pesquisa realizada com psicólogas e enfermeiras
            • “As psicólogas consideram que o modo de interação que estabelecem com os demais profissionais em um hospital depende de questões hierárquicas; do grau de importância atribuída aos aspectos emocionais; e do conhecimento existente sobre o trabalho da Psicologia. Sendo assim, as condições de trabalho variam de hospital para hospital, e em um mesmo hospital entre as diversas unidades. Por sua vez, o atendimento pode variar da ação isolada em uma unidade à ação integrada em outra.”
            • Relato sobre as questões hierárquicas:
              • “O hospital é a casa do médico e a psicóloga está aqui pagando aluguel, no sentido assim de estar aqui pra contribuir, pra ajudar porque os médicos sabem que não dão conta sozinhos. Mas quem realmente é importante na história são eles, isso é algo bem visível.”
                • Fonte: TONETTO, Aline Maria; GOMES, William Barbosa. A prática do psicólogo hospitalar em equipe multidisciplinar. Estud. psicol. (Campinas), Campinas, v. 24, n. 1, p. 89-98, mar. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci _arttext&pid=S0103-166X2007000100010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 19 out. 2020.
            • Sobre a importância das questões emocionais:
              • “Os psicólogos ainda trazem muito assim, ah tudo emocional, tudo tem um fundo emocional, e tudo não sei o quê. E claro que eu também acredito nisso, acho que como causa ou conseqüência, a questão emocional tá sempre implicada. Mas sempre achei que as pessoas eram muito reducionistas assim. O médico acha que tudo é do corpo, e tudo é o corpo que produz”
        • Secundária: está muito ligada ao campo, o psicólogo no campo (frente de trabalho). Levando em consideração o Sistema Único de Saúde (SUS), podemos inserir o Psicólogo dentro da atenção secundária no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF).
          • "Trabalho realizado pela equipe de Saúde Mental (psicóloga, fonoaudióloga e assistente social) de uma Unidade Básica de Saúde situada na região metropolitana da Grande São Paulo tinha como desafio o atendimento de 120 crianças e adolescentes com idade entre 2 e 17 anos, que aguardavam por atendimento no serviço de saúde mental. Atuou na utilização com a utilização de instrumentos tradicionais da psicologia clínica: a abordagem em grupos e a anamnese. Nesta configuração interdisciplinar, coube ao psicólogo atentar para as subjetividades que atravessavam":
            • 2 – atualizar os relatos sobre o funcionamento interno das famílias (quem provê, quem cuida, como se dão as distribuições de tarefa, qual o lugar ocupado por aquela criança: o de cuidadora, de bebê, continuação da mãe, etc.)
            • 1 – as relações na sala, entre mães e destas com os profissionais
            • 3 – da família e da criança com a comunidade e com as instituições, inclusive religiosas ou informais, tais como o tráfico de drogas, fortemente presente naquele território, buscando esclarecer a dinâmica presente nos diversos planos de vida dos sujeitos em questão, indo além da queixa ou do diagnóstico de uma possível patologia.
            • Fonte: JIMENEZ, Luciene. Psicologia na Atenção Básica à Saúde: demanda, território e integralidade. Psicol. Soc., Florianópolis , v. 23, n. spe, p. 129-139, 2011 . Disponível em <https://bit.ly/2H7xY5v>. acessos em 19 out. 2020. BOING, Elisangela; CREPALDI, Maria Aparecida. O psicólogo na atenção básica: uma incursão pelas políticas públicas de saúde brasileiras. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 30, n. 3, p. 634-649, Sept. 2010 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932010000300014&lng=en&nrm=iso>. access on 19 Oct. 2020.
      • Primária: Alguns(mas) profissionais informaram que atuam na gestão de serviços coordenando atividades técnicas e administrativas ligadas às equipes da Estratégia de Saúde da Família.
        • “Atualmente estou coordenando um módulo de saúde da família, desempenho as atividades no módulo do PSF que funciona há um ano. Acompanho a estruturação das ações e a construção de um trabalho em equipe. Participo das reuniões de equipe, acompanhou o processo de trabalho (diagnóstico, acompanhamento dos indicadores, elaboração dos planos de ação, etc.), desempenho tarefas administrativas, participo de reuniões com a comunidade, coordenação e o Grupo de Apoio Técnico ao qual estou diretamente vinculada. Antes de assumir o cargo de coordenadora vinha estruturando apenas as ações de Saúde Mental junto com as equipes de Saúde da Família na área do centro da cidade.”
          • Fonte: Conselho Federal de Psicologia. Práticas profissionais de psicólogos e psicólogas a atenção básica à saúde. 76p. 2010.

Informações

Descrição
Psicologia Mapa Mental sobre Psicologia da saúde, criado por EDUARDO FRANKLIN SIMÕES LEITE em 28-11-2020.
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