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Arboviroses

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Arboviroses
Dengue
- Dengue Hemorrágica/febre hemorrágica da dengue
- Definição
- dengue hemorrágica acontece quando a pessoa infectada com o vírus da dengue sofre alterações na coagulação sanguínea.
- Quadro clínico
- s sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas e/ou derrames cavitários e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou choque. Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração.
- foto que tenho!!!
- s sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas e/ou derrames cavitários e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou choque. Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração.
- Tratamento
- ESTA NO QUADRINHO DO MS!!
- Diagnóstico
- Os parâmetros clínicos da FHD são doença febril com sintomas característicos da dengue e duração de aproximadamente 1 semana, e manifestações hemorrágicas, sejam elas provocadas, como no caso da prova do laço, ou espontâneas, como as petéquias, equimoses ou hemorragias de grande monta.Como critério laboratorial de FHD/SCD utilizam-se dois importantes parâmetros: o hematócrito deve estar 20% ou mais acima do nível habitual do paciente ou diminuir em 20% ou mais após hidratação vigorosa, e a plaquetopenia (observada em 70 a 80% dos casos) deve apresentar níveis abaixo de 100.000/mm3. A hemoconcentração encontrada nos casos de dengue hemorrágica está geralmente em níveis acima de 45%.
- DIFERENCIAL
- deve ser feito com outras infecções virais e bacterianas e, a partir do 3º ou 4º dia, com choque endotóxico decorrente de infecção bacteriana ou meningococcemia.
- Teorias
- 1. Relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas. 2. Na Teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nessa teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença. 3. Uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam vários fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD.
- Definição
- Definição/Transmissão
- A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. A dengue é, hoje, a mais importante arbovirose (doença transmitida por artrópodes) do gênero flavivírus familia flaviridae que afeta o homem e constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo
- Epidemiologia
- Em áreas tropicais, a transmissão acontece o ano todo, com aumento do número de casos nos meses chuvosos, em que há maior número de criadouros propícios; as altas taxas de umidade prolongam a vida média do mosquito, e as altas temperaturas encurtam o período de incubação extrínseca (quando os ovos do mosquito ficam na forma seca aguardando a chuva para eclodir).A dengue no Brasil representa uma doença que está diretamente relacionada ao ciclo das estações do ano, com calor, chuvas e baixa condição socioeconômica, propiciando o acúmulo de criadouros de mosquitos, como quintais com lixo, caixas d’água sem tampa etc. Houve novo aumento de casos de dengue em 2019, após arrefecimento em 2018. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Dengue n. 13, até a 12a semana de 2019, ocorreram 273.193 casos contra 71.000 em 2018, no mesmo período. Os casos de 2019 concentraram-se principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, sendo causados, principalmente, pelo sorotipo 2 do vírus (DENV2).
- Até a SE 38, foram notificados 931.903 casos prováveis (taxa de incidência de 443,5 casos por 100 mil habitantes) de dengue no país. Nesse período, a região Centro-Oeste apresentou a maior incidência com 1.168,2 casos/100 mil habitantes, seguida das regiões Sul (929,1 casos/100 mil habitantes), Sudeste (340,2 casos/100 mil habitantes), Nordeste (249,8 casos/100 mil habitantes) e Norte (107,6 casos/100 mil habitantes). Até a SE 38, foram confirmados 763 casos de dengue grave (DG) e 8.727 casos de dengue com sinais de alarme (DSA). Ressalta-se que 475 casos de DG e DSA permanecem em investigação.
- Em áreas tropicais, a transmissão acontece o ano todo, com aumento do número de casos nos meses chuvosos, em que há maior número de criadouros propícios; as altas taxas de umidade prolongam a vida média do mosquito, e as altas temperaturas encurtam o período de incubação extrínseca (quando os ovos do mosquito ficam na forma seca aguardando a chuva para eclodir).A dengue no Brasil representa uma doença que está diretamente relacionada ao ciclo das estações do ano, com calor, chuvas e baixa condição socioeconômica, propiciando o acúmulo de criadouros de mosquitos, como quintais com lixo, caixas d’água sem tampa etc. Houve novo aumento de casos de dengue em 2019, após arrefecimento em 2018. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Dengue n. 13, até a 12a semana de 2019, ocorreram 273.193 casos contra 71.000 em 2018, no mesmo período. Os casos de 2019 concentraram-se principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, sendo causados, principalmente, pelo sorotipo 2 do vírus (DENV2).
- Fatores de risco
- Gestantes, menores de 2 anos, adultos com idade acima de 65 anos e pacientes com comorbidades,infecções secundárias prévias,
- Etiopatogenia
- A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Na infecção secundária com outro sorotipo, há formação de anticorpos parcialmente neutralizante e resposta imune celular, o que favorece o aumento da carga viral, da permeabilidade vascular e da coagulopatia, sinais característicos da forma hemorrágica da dengue.O Aedes tem vida média de 1 a 4 semanas, durante a qual permanece abrigado em ambientes domiciliares próximos ao criadouro de origem, com hábito diurno e voos curtos. Dessa forma, normalmente, um mesmo mosquito pica vários indivíduos no mesmo domicílio e nas suas imediações, onde, em geral, está presente o foco de procriação. O Aedes tem hábitos diurnos, o que facilita a transmissão em qualquer área urbana populosa. A maioria das fêmeas de outros mosquitos tem hábitos noturnos. Quando a fêmea do mosquito se alimenta de sangue de um indivíduo em fase virêmica, torna-se infectada, e então se inicia um período de multiplicação viral no vetor, chamado incubação extrínseca
- Após esse período, com duração média de 1 a 2 semanas, todos os repastos subsequentes têm potencial para a transmissão do vírus, e ocorrem várias vezes ao dia, até o fim da vida do mosquito infectado. A acumulação de lixo, devido à superpopulação de áreas urbanas, propicia a deposição de ovos do mosquito Aedes. Além disso, o hábito diurno do mosquito e a resistência prolongada dos ovos, mesmo em períodos não chuvosos, são os fatores que mais impactam as epidemias recorrentes da dengue.período de incubação: 8 a 12 dias
- FISIOPATOLOGIA DO VÍRUS
- Assim que o paciente é contamina- do pelo mosquito, o vírus penetra na corrente sanguínea e nesse primeiro momento ele vai se deslocar preferencialmente para 3 locais: - Monócitos; - Linfonodos ; - Musculatura Esquelética. O objetivo nessa etapa é se multiplicar, então o RNA viral vai ser inter- pretado nos lisossomos para que sejam produzidas proteínas virais e, daí, a maturação dos vírions irá ocorrer dentro de organelas como o Complexo de Golgi ou o Retículo Endoplasmático, o que permitirá a liberação dos mesmos novamente na corrente sanguínea após um determinado pe- ríodo. É nesse momento que o vírus irá se disseminar por todo o corpo do paciente estimulando a produção de citocinas pró-inflamatórias - como a TNF-a e IL-6, especialmente - e iniciando a fase sintomática da doença, sendo que uma das estruturas mais afetadas pela inflamação é a parede vascular, o que acaba aumentando a permeabilidade dela e, com isso, pode desencadear hemorragias
- A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Na infecção secundária com outro sorotipo, há formação de anticorpos parcialmente neutralizante e resposta imune celular, o que favorece o aumento da carga viral, da permeabilidade vascular e da coagulopatia, sinais característicos da forma hemorrágica da dengue.O Aedes tem vida média de 1 a 4 semanas, durante a qual permanece abrigado em ambientes domiciliares próximos ao criadouro de origem, com hábito diurno e voos curtos. Dessa forma, normalmente, um mesmo mosquito pica vários indivíduos no mesmo domicílio e nas suas imediações, onde, em geral, está presente o foco de procriação. O Aedes tem hábitos diurnos, o que facilita a transmissão em qualquer área urbana populosa. A maioria das fêmeas de outros mosquitos tem hábitos noturnos. Quando a fêmea do mosquito se alimenta de sangue de um indivíduo em fase virêmica, torna-se infectada, e então se inicia um período de multiplicação viral no vetor, chamado incubação extrínseca
- Quadro clínico
- Fases da doença
- Fase febril/fase prodrômica
- A primeira manifestação é a febre que tem duração de dois a sete dias, geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início abrupto, associada à cefaleia, à adinamia, às mialgias, às artralgias e a dor retroorbitária(são sinais clássicos). O exantema está presente em 50% dos casos, é predominantemente do tipo máculo-papular, atingindo face, tronco e membros de forma aditiva, não poupando plantas de pés e palmas de mãos, podendo apresentar-se sob outras formas com ou sem prurido, frequentemente no desaparecimento da febre. Anorexia, náuseas e vômitos podem estar presentes. A diarreia está presente em percentual significativo dos casos, habitualmente não é volumosa, cursando apenas com fezes pastosas numa frequência de três a quatro evacuações por dia, o que facilita o diagnóstico diferencial com gastroenterites de outras causas
- Fase crítica
- Esta fase pode estar presente em alguns pacientes, podendo evoluir para as formas graves e, por esta razão, medidas diferenciadas de manejo clínico e observação devem ser adotadas imediatamente. Tem início com a defervescência da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, acompanhada do surgimento dos sinais de alarme
- A maioria dos sinais de alarme é resultante do aumento da permeabilidade vascular, a qual marca o inicio do deterioramento clínico do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento de plasma. O quadro a seguir apresenta os Sinais de Alarme Sinais de alarme na dengue a) Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua. b) Vômitos persistentes. c) Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico). d) Hipotensão postural e/ou lipotimia. e) Hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal. f) Sangramento de mucosa. g) Letargia e/ou irritabilidade. h) Aumento progressivo do hematócrito
- Sinais de choque
- foto de thiago!!!!!
- Sinais de choque
- A maioria dos sinais de alarme é resultante do aumento da permeabilidade vascular, a qual marca o inicio do deterioramento clínico do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento de plasma. O quadro a seguir apresenta os Sinais de Alarme Sinais de alarme na dengue a) Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua. b) Vômitos persistentes. c) Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico). d) Hipotensão postural e/ou lipotimia. e) Hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal. f) Sangramento de mucosa. g) Letargia e/ou irritabilidade. h) Aumento progressivo do hematócrito
- Esta fase pode estar presente em alguns pacientes, podendo evoluir para as formas graves e, por esta razão, medidas diferenciadas de manejo clínico e observação devem ser adotadas imediatamente. Tem início com a defervescência da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, acompanhada do surgimento dos sinais de alarme
- Fase recuperação
- Nos pacientes que passaram pela fase crítica haverá reabsorção gradual do conteúdo extravasado com progressiva melhora clínica. É importante estar atento às possíveis complicações relacionadas à hiper-hidratação. Nesta fase o débito urinário se normaliza ou aumenta, podem ocorrer ainda bradicardia e mudanças no eletrocardiograma. Alguns pacientes podem apresentar um rash cutâneo acompanhado ou não de prurido generalizado. Infecções bacterianas poderão ser percebidas nesta fase ou ainda no final do curso clínico. Tais infecções em determinados pacientes podem ter um caráter grave, contribuindo para o óbito
- Dengue Grave
- Dengue grave As formas graves da doença podem manifestar-se com extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC)hoque: O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido através do extravasamento, o que geralmente ocorre entre os dias quatro ou cinco (com intervalo entre três a sete dias) de doença, geralmente precedido por sinais de alarme. O período de extravasamento plasmático e choque leva de 24 a 48 horas, devendo a equipe assistencial estar atenta à rápida mudança das alterações hemodinâmicas O choque na dengue é de rápida instalação e tem curta duração. Podendo levar o paciente ao óbito em um intervalo de 12 a 24 horas ou a sua recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada
- RESUMO:Fase febril: queixas de febre e dor no corpo; Fase crítica: quando a febre já diminuiu, mas há desidratação e sinais de sangramento; Fase de recuperação: sem riscos, mas apresenta sintomas de astenia e e fadiga intensas.
- Fase febril/fase prodrômica
- Fases da doença
- Diagnóstico
- 1. Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lado (ou uma área ao redor do polegar) no antebraço da pessoa e verificar a pressão arterial (em posição deitada ou sentada); 2. Calcular o valor médio: pressão arterial sistólica + pressão arterial diastólica divididas por 2; 3. Insuflar novamente o manguito até o valor médio e manter por 5 minutos (em crianças, 3 minutos) ou até o aparecimento das petéquias; 4. Contar o número de petéquias no quadrado. A prova será positiva se houver mais de 20 petéquias em adultos e mais de 10 em crianças.
- DIFERENCIAL
- LARIIIIII
- Exames específcios
- Sorológica ,isolamento viral,• Detecção de antígenos virais e/ou ácido nucléico viral ,• Reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR),• Imunofluorescência,• Imunohistoquímica,• Hibridização in situ,• Diagnóstico histopatológico
- DIAGNÓSTICO+
- Tipos
- DENV-1,DENV-2,DENV-3,DENV-4,DENV-5
- 4 sorotipos bem estabelecidos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e o DENV-4, sendo que em termos de virulência, o 2 é o que mais se destaca, seguido pelo 3, depois o 4 e, por último, o sorotipo 1
- DENV-1,DENV-2,DENV-3,DENV-4,DENV-5
- TRATAMENTO
- FOTO DE MARIIIIIII
- Dengue Hemorrágica/febre hemorrágica da dengue
Chikungunya
- Definição
- A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae e do gênero Alphavirus. A viremia persiste por até dez dias após o surgimento das manifestações clínicas. A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo CHIKV. Casos de transmissão vertical podem ocorrer quase que exclusivamente no intraparto de gestantes virêmicas e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave. Pode ocorrer transmissão p por via transfusional, todavia é rara se os protocolos forem observados
- Epidemiologia
- no Brasil a letalidade pelo vírus é alta quando comparada ao restante da América. Introduzido no Brasil em 2014. Mediana de idade de óbitos = 68 anos. Maior letalidade em extremos de idades. A região com maior concentração de casos e óbitos foi a Nordeste, com destaque para o Ceará.
- Fatores de risco
- IGUAL!!!!
- Etiopatogenia
- Fisiopatologia
- Durante a inoculação do CHIKV na pele humana através da picada do mosquito, a saliva desse é inoculada para o hospedeiro juntamente com o vírus, que contém uma série de moléculas com propriedades anti-hemostáticas e imunomoduladoras, o que induz a uma infiltração celular precoce e o aumento de citocinas. Em seguida, ocorre uma fase de intensa reprodução viral nos fibroblastos e macrófagos cutâneos, disseminação por drenagem para os gânglios linfáticos, onde a reprodução é intensi intensificada antes de o vírus ser liberado para a circulação, com posterior disseminação e consequente comprometimento de órgãos-alvo, como articulações e músculos.
- Fisiopatologia
- Quadro clínico
- Fase aguda
- é caracterizada por febre de início repentino (acima de 39 °C) e dor articular intensa. Pode incluir, ainda: cefaleia, dor difusa nas costas, mialgia, náusea, vômito, poliartrite, erupção cutânea e conjuntivite, com duração de 3 a 10 dias.
- Fase subaguda
- é caracterizada pela recidiva dos sinais e sintomas ocorridos na fase aguda, após os primeiros 10 dias, incluindo poliartrite distal, exacerbação da dor nas articulações e ossos e tenossinovite hipertrófica subaguda nos punhos e tornozelos. Em alguns casos, desenvolvem-se distúrbios vasculares periféricos (síndrome de Raynaud), sintomas depressivos, cansaço geral e fraqueza. Em geral, esse quadro tem duração entre 2 e 3 meses após o início da doença.
- Fase crônica
- possui as mesmas características da fase subaguda, com persistência dos sinais e sintomas por mais de 3 meses e que pode se estender, mas com menor frequência, por anos. Em geral, mantém-se a artralgia inflamatória nas mesmas articulações afetadas anteriormente.
- ATIPICAS
- Fase aguda
- Diagnóstico+
- Do ponto de vista laboratorial, não existe alteração plaquetária tão intensa como ocorre na dengue, e casos de óbitos por sangramento são raros. A doença é autolimitada na maioria dos casos. O diagnóstico pode ser feito por sorologia ou PCR. Quando feito por PCR, deve ser coletado sangue na primeira semana – habitualmente, nos primeiros 5 dias – de sintomas para detectar a viremia. Em se tratando de diagnóstico por meio de sorologia, a coleta deve ser feita a partir do sétimo dia do início dos sintomas, com presença de IgM.PRNT (teste de neutralização por redução de placas). Este é o padrão ouro para arboviroses.
- Tratamento
- QUADRO DO MINISTÉRIO
- Definição
Zika
- Definição
- É uma doença viral aguda, transmitida principalmente, pelos mosquitos Ae. Aegypti e Ae. albopictus. A maior parte dos casos apresentam evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias. No entanto, observa-se a ocorrência de óbitos pelo agravo, aumento dos casos de microcefalia e de manifestações neurológicas associadas à ocorrência da doença
- Epidemiologia
- o Brasil, casos de doença exantemática têm sido reportados desde final de 2014 e, no começo do ano de 2015, pacientes da cidade de Natal, estado de Rio Grande do Norte, apresentaram sintomas compatíveis com a febre da dengue. Neste mesmo ano, foram identificados os primeiros casos do vírus Zikaem amostras de soro de pacientes da cidade de Natal (estado de Rio Grande do Norte) e de Camaçari (Bahia) , neste último com cocirculação de dengue e chikungunya. As análises filogenéticas dos isolados demonstraram 99% de identidade com a linhagem asiática, reportada em epidemias das Ilhas do Pacífico Mais recentemente, o vírus Zika circula em outros estados como: NORDESTE>CENTRO OESTE>NORTE.
- Fatores de risco
- Igual o dengue, transmissão sexual,transfusão sanguinea.
- Etiopatogenia
- A predileção do vírus da zika pelo sistema nervoso parece cada vez mais evidente. Existem, até o momento, escassas informações sobre a patogênese do vírus zika. Sabe-se, porém, que os flavivírus replicam-se inicialmente nas células dendríticas e no citoplasma dos fibroblastos e queratinócitos da epiderme e derme, dispersando-se posteriormente para os nodos linfáticos e para a corrente sanguínea. O vírus tem tropismo pelo sistema nervoso central, sendo considerado de alto risco em gestantes nos primeiros 3 meses de gravidez (primeiro trimestre), momento em que o feto está sendo formado. O risco parece existir também, porém em menor grau, quando a virose é adquirida no segundo trimestre de gestação. Aparentemente, a partir do terceiro trimestre, o risco de microcefalia é baixo, pois o feto já está completamente formado. Mesmo assim, o vírus pode levar a alterações ao feto mesmo com infecções no terceiro trimestre da gestação.
- Quadro clínico
- quadro
- quadro
- Diagnóstico
- O PCR para zika é realizado, preferencialmente, para o diagnóstico de viremia aguda: gestantes e pacientes com síndrome de Guillain- Barré que precisem de investigação. Na rotina, a sorologia (IgG e IgM) pode ser feita em qualquer gestante no início da gestação para conhecimento do perfil sorológico. Se houver apenas IgG positivo, isso indicará infecção prévia e ausência de risco durante a gestação. Lembre-se de que o diagnóstico do vírus zika para pacientes com suspeita de doença ativa é realizado por técnicas moleculares, com uso da técnica de RT-PCR em tempo real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. São usados reagentes importados, e, para descartar a presença dos vírus da dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.O diagnóstico de zika para casos em que se procura a doença aguda – gestantes e pacientes com síndrome de Guillain-Barré – é feito apenas com PCR.
- DIFERENCIAL
- az-se principalmente com dengue e chikungunya. As doenças exantemáticas causadas por vírus como o Human parvovirus B19, infeção pelo vírus EpsteinBarr, sarampo e rubéola entre outras devem também ser investigadas pela sua alta capacidade de transmissão na comunidade.
- DIFERENCIAL
- O PCR para zika é realizado, preferencialmente, para o diagnóstico de viremia aguda: gestantes e pacientes com síndrome de Guillain- Barré que precisem de investigação. Na rotina, a sorologia (IgG e IgM) pode ser feita em qualquer gestante no início da gestação para conhecimento do perfil sorológico. Se houver apenas IgG positivo, isso indicará infecção prévia e ausência de risco durante a gestação. Lembre-se de que o diagnóstico do vírus zika para pacientes com suspeita de doença ativa é realizado por técnicas moleculares, com uso da técnica de RT-PCR em tempo real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. São usados reagentes importados, e, para descartar a presença dos vírus da dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.O diagnóstico de zika para casos em que se procura a doença aguda – gestantes e pacientes com síndrome de Guillain-Barré – é feito apenas com PCR.
- Tratamento
- O tratamento dos casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.
- Complicações
- Microcefalia
- Os achados característicos da infecção congênita por ZIKV incluem dobras cutâneas no crânio, baixo peso ao nascer, poli-hidrâmnio, anasarca e artrogripose. Clinicamente, todos os recém-nascidos apresentam sequelas neurológicas, com retardo mental, sequelas motoras ou alterações auditivas ou visuais. A microcefalia pode ser diagnosticada precocemente, intraútero, através da ultrassonografi a (USG) obstétrica, pela medida da circunferência craniana e posterior comparação com padrões estabelecidos para a normalidade.Exames laboratoriais inespecíficos devem ser solicitados (hemograma com plaquetas, dosagens séricas de aminotransferases hepáticas (AST/TGO e ALT/TGP), uréia, creatinina e outros, na dependência das alterações clínicas do RN). Exames específicos para avaliar infecções de transmissão vertical (sorologias para dengue, chikungunya, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, sífilis e Herpes simples I e II, dentre outros) devem ser realizados para afastar outras causas de microcefali
- Microcefalia
- Definição
Notificação compulsória
- Notificação rápida e investigação de casos graves e óbitos suspeitos de arboviroses urbanas (dengue, chikungunya e Zika),informar em até 24 horas em casos suspeitos.
Medidas de combate
- Em áreas com Aedes, o monitoramento do vetor deve ser realizado constantemente, para conhecer as áreas infestadas e desencadear as medidas de combate. Entre as medidas de combate constam: •manejo ambiental: mudanças no meio ambiente que impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais do Aedes; •controle químico: consiste em tratamento focal (elimina larvas), peri-focal (em pontos estratégicos de difícil acesso) e por ultra baixo volume - “fumacê” (elimina alados). Este último deve ter uso restrito em epidemias, como forma complementar de interromper a transmissão de dengue, ou quando houver infestação predial acima de 5% em áreas com circulação comprovada de vírus. •melhoria de saneamento básico; •participação comunitária no sentido de evitar a infestação domiciliar do Aedes, por meio da redução de criadouros potenciais do vetor (saneamento domiciliar).
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- Mind Map on Arboviroses, created by Dulcinete Valéria on 30/11/2020.
- Created by
- Dulcinete Valéria
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