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Geografia
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Percurso 2: Economia Global: transnacionais e trabalho
- 1 Fluxos de Mercadorias: o comércio global desigual
- Desde 1950 até 2017, por causa da globalização, o comércio internacional tem crescido muito.
- Alguns fatores foram decisivos para que isso ocorresse, entre eles está: a melhoria dos meios de transporte e de comunicação, a diminuição dos custos e dos fretes, o rápido crescimento da população mundial nos últimos 60 anos, o aumento do rendimento de muitas famílias, a entrada de novos países no comércio internacional mundial e a liberalização das regras comerciais - com o objetivo de facilitar a exportação e a importação de mercadorias entre países.
- Todas essas transformações resultaram em uma sociedade centrada no consumo. Por isso a expressão "sociedade do consumo", que é caracterizada por uma intensa procura por todo tipo de produto.
- O comércio internacional ainda apresenta muita desigualdade. Enquanto a América do Norte, Europa Ocidental e parte da Ásia têm grande participação no comércio mundial, muitos países da América Latina e da África, por exemplo, não têm grande fluxo de importação e exportação.
- Isso pode ser explicado, por parte, pela maior capacidade de produção e consumo dos países cuja industrialização é mais desenvolvida e pelo fato de vários desses países terem barreiras comerciais que impedem a passagem de produtos mais baratos, principalmente agropecuários, oriundos de países subdesenvolvidos e emergentes.
- O comércio internacional ainda apresenta muita desigualdade. Enquanto a América do Norte, Europa Ocidental e parte da Ásia têm grande participação no comércio mundial, muitos países da América Latina e da África, por exemplo, não têm grande fluxo de importação e exportação.
- Todas essas transformações resultaram em uma sociedade centrada no consumo. Por isso a expressão "sociedade do consumo", que é caracterizada por uma intensa procura por todo tipo de produto.
- Alguns fatores foram decisivos para que isso ocorresse, entre eles está: a melhoria dos meios de transporte e de comunicação, a diminuição dos custos e dos fretes, o rápido crescimento da população mundial nos últimos 60 anos, o aumento do rendimento de muitas famílias, a entrada de novos países no comércio internacional mundial e a liberalização das regras comerciais - com o objetivo de facilitar a exportação e a importação de mercadorias entre países.
- As transnacionais
- No mundo todo, grande parte da produção, comércio e consumo é influenciado pelas transnacionais - são empresas que atuam no país de origem e em outros países, por meio de filiais.
- Mesmo que existam transnacionais originárias de países emergentes - que é o caso da Petrobras e Vale no Brasil, que atuam em mais de 25 países -, a maioria e as mais poderosas dessas empresas estão sediadas em países desenvolvidos, como: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Suíça.
- O poder das transnacionais
- As transnacionais são tão importantes globalmente que podem até influenciar a economia global de acordo com seus interesses. Elas atuam também na política, podendo chegar ao ponto de interferir em decisões governamentais para estabelecer normas que facilitem seu desempenho.
- Elas atuam também na política, podendo chegar ao ponto de interferir em decisões governamentais para estabelecer normas que facilitem seu desempenho.
- Realizam grandes investimentos no país de origem e em outros países que oferecem diversas vantagens, como a disponibilidade de matéria-prima e mão de obra baratas, mercados consumidores promissores para poderem expandir seus negócios, leis de fiscalização mais brandas ou ausentes, além de grandes oportunidades oferecidas pelos governos locais de redução de impostos, que favorecem a lucratividade dessas empresas.
- E, de acordo com tudo isso, as transnacionais são responsáveis por uma nova forma de produção: A FÁBRICA GLOBAL.
- Realizam grandes investimentos no país de origem e em outros países que oferecem diversas vantagens, como a disponibilidade de matéria-prima e mão de obra baratas, mercados consumidores promissores para poderem expandir seus negócios, leis de fiscalização mais brandas ou ausentes, além de grandes oportunidades oferecidas pelos governos locais de redução de impostos, que favorecem a lucratividade dessas empresas.
- Elas atuam também na política, podendo chegar ao ponto de interferir em decisões governamentais para estabelecer normas que facilitem seu desempenho.
- As transnacionais são tão importantes globalmente que podem até influenciar a economia global de acordo com seus interesses. Elas atuam também na política, podendo chegar ao ponto de interferir em decisões governamentais para estabelecer normas que facilitem seu desempenho.
- O poder das transnacionais
- Mesmo que existam transnacionais originárias de países emergentes - que é o caso da Petrobras e Vale no Brasil, que atuam em mais de 25 países -, a maioria e as mais poderosas dessas empresas estão sediadas em países desenvolvidos, como: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Suíça.
- No mundo todo, grande parte da produção, comércio e consumo é influenciado pelas transnacionais - são empresas que atuam no país de origem e em outros países, por meio de filiais.
- Desde 1950 até 2017, por causa da globalização, o comércio internacional tem crescido muito.
- 2 A Fábrica global
- O objetivo das transnacionais é aumentar o lucro, por isso elas se apoiam em uma forma descentralizada de produção. Cada etapa pode ser efetuada em um país diferente, de acordo com as vantagens que o país oferece quanto as custos de produção, a margem de lucro e a possibilidade de aumentar sua competitividade no mercado global.
- E essa ação de uma etapa ser feita em um país, outra etapa em outro e mais outra etapa em um outro país se chama CADEIA PRODUTIVA INDUSTRIAL, mas as empresas mantém o centro administrativo em seu país de origem.
- Para que isso possa acontecer, as transnacionais contam com uma eficiente estrutura de distribuição e sofisticados sistemas de transporte e comunicação, que conseguem "encurtar" o espaço mundial e isso permite a chegada de produtos de uma forma mais rápida a diferentes pontos do mundo com preços mais competitivos.
- Essa realidade atual é bem diferente da realidade do século XIX e meados do século XX, quando os países industriais, principalmente as potências europeias e os Estados Unidos, exportavam manufaturados para os países de economia primária da América Latina, África e Ásia, que exportavam produtos agrícolas e minerais para os países industriais.
- Na fábrica global, a cadeia produtiva descentralizada e as inovações tecnológicas intensificaram os fluxos comerciais e modificaram o mercado de trabalho, necessitando, assim, de mão de obra qualificada e criando novas formas de desemprego.
- O mercado de trabalho
- Por causa da característica mais recente da globalização, a forte concorrência, as empresas são levadas a buscar a contínua renovação das estratégias de produção e comercialização de seus produtos. Durante essa jornada, elas adotam novas tecnologias no processo produtivo, aumentando, assim, a demanda por trabalhadores criativos e qualificados, com níveis mais altos de escolaridade, e capazes de se adaptarem constantemente às mudanças em todos os setores de produção.
- Geralmente os trabalhadores têm dificuldade de se manterem nos postos de trabalho e conservar a estabilidade de seus rendimentos. E isso acontece porque a remuneração se dá cada vez mais a produtividade, e nem sempre os trabalhadores contam com jornadas de trabalho regulares - essa situação que estabelece as chamadas relações de trabalho flexíveis, em que a carga horária é menos importante do que a qualidade e produtividade do trabalho que se é capaz de realizar.
- O aumento do desemprego na economia global
- Atualmente existem vários motivos para o desemprego, mas considerando a fase atual da globalização, a inserção de novas tecnologias nos processos produtivos tem contribuído para aumentar o problema. Esse tipo de desemprego recebe o nome de tecnológico ou estrutural. Isso significa que a mão de obra foi substituída pela mecanização, pela automação e pela informatização do processo produtivo. Embora seja mais presente nos países desenvolvidos, o desemprego estrutural também atinge os outros países.
- Mas é bom saber que não é apenas a introdução de novas tecnologias na cadeia de produção que causa o desemprego estrutural, mas sim a lógica do capital que, por meio de novas técnicas de produção, visa economizar com o pagamento de mão de obra e obter mais lucros.
- As dificuldades impostas pelo desemprego estrutural ainda são somadas as dificuldades impostas pelo desemprego conjuntural ou cíclico, que diz respeito à dispensa de mão de obra durante uma crise econômica - período em que as demissões são temporárias e os empregos são retomados quando a crise é superada.
- As consequências do desemprego e o futuro
- Nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, o desemprego é uma realidade que afeta muitos trabalhadores e famílias. Provoca desestruturação do convívio familiar, das relações sociais, aumenta a violência, o trabalho informal e causa traumas psicológicos.
- Nos países desenvolvidos, cerca de 80% dos desempregos estão relacionados à implantação de novas tecnologias no sistema produtivo e o restante ao desemprego conjuntural e à transferência de empresas para países menos desenvolvidos. E, assim, com a descentralização da atividade produtiva realizada pelas transnacionais em direção aos países menos desenvolvidos, é de se esperar que o desemprego estrutural se agrave nesses países, em que se inclui o Brasil.
- Mas, se entendermos que a Revolução Técnico-Científico-Informacional prosseguirá seu curso, novas profissões serão criadas. E, por causa disso, não só o Brasil mas os outros países deverão reformular os seus modelos de educação para fazer frente a esse desafio.
- As crianças que ingressam hoje nas escolas se defrontarão com novas profissões no futuro, por isso precisarão estar preparadas. A escola não pode omitir o seu papel ou sua função de instruir e de desenvolver atitudes sociais - solidariedade, ética, respeito às diferenças e ao meio ambiente, etc. -, mas também o de preparar para as atuais e novas profissões.
- Mas, se entendermos que a Revolução Técnico-Científico-Informacional prosseguirá seu curso, novas profissões serão criadas. E, por causa disso, não só o Brasil mas os outros países deverão reformular os seus modelos de educação para fazer frente a esse desafio.
- Nos países desenvolvidos, cerca de 80% dos desempregos estão relacionados à implantação de novas tecnologias no sistema produtivo e o restante ao desemprego conjuntural e à transferência de empresas para países menos desenvolvidos. E, assim, com a descentralização da atividade produtiva realizada pelas transnacionais em direção aos países menos desenvolvidos, é de se esperar que o desemprego estrutural se agrave nesses países, em que se inclui o Brasil.
- Nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, o desemprego é uma realidade que afeta muitos trabalhadores e famílias. Provoca desestruturação do convívio familiar, das relações sociais, aumenta a violência, o trabalho informal e causa traumas psicológicos.
- As consequências do desemprego e o futuro
- As dificuldades impostas pelo desemprego estrutural ainda são somadas as dificuldades impostas pelo desemprego conjuntural ou cíclico, que diz respeito à dispensa de mão de obra durante uma crise econômica - período em que as demissões são temporárias e os empregos são retomados quando a crise é superada.
- Mas é bom saber que não é apenas a introdução de novas tecnologias na cadeia de produção que causa o desemprego estrutural, mas sim a lógica do capital que, por meio de novas técnicas de produção, visa economizar com o pagamento de mão de obra e obter mais lucros.
- Atualmente existem vários motivos para o desemprego, mas considerando a fase atual da globalização, a inserção de novas tecnologias nos processos produtivos tem contribuído para aumentar o problema. Esse tipo de desemprego recebe o nome de tecnológico ou estrutural. Isso significa que a mão de obra foi substituída pela mecanização, pela automação e pela informatização do processo produtivo. Embora seja mais presente nos países desenvolvidos, o desemprego estrutural também atinge os outros países.
- O aumento do desemprego na economia global
- Geralmente os trabalhadores têm dificuldade de se manterem nos postos de trabalho e conservar a estabilidade de seus rendimentos. E isso acontece porque a remuneração se dá cada vez mais a produtividade, e nem sempre os trabalhadores contam com jornadas de trabalho regulares - essa situação que estabelece as chamadas relações de trabalho flexíveis, em que a carga horária é menos importante do que a qualidade e produtividade do trabalho que se é capaz de realizar.
- Por causa da característica mais recente da globalização, a forte concorrência, as empresas são levadas a buscar a contínua renovação das estratégias de produção e comercialização de seus produtos. Durante essa jornada, elas adotam novas tecnologias no processo produtivo, aumentando, assim, a demanda por trabalhadores criativos e qualificados, com níveis mais altos de escolaridade, e capazes de se adaptarem constantemente às mudanças em todos os setores de produção.
- O mercado de trabalho
- Na fábrica global, a cadeia produtiva descentralizada e as inovações tecnológicas intensificaram os fluxos comerciais e modificaram o mercado de trabalho, necessitando, assim, de mão de obra qualificada e criando novas formas de desemprego.
- Essa realidade atual é bem diferente da realidade do século XIX e meados do século XX, quando os países industriais, principalmente as potências europeias e os Estados Unidos, exportavam manufaturados para os países de economia primária da América Latina, África e Ásia, que exportavam produtos agrícolas e minerais para os países industriais.
- Para que isso possa acontecer, as transnacionais contam com uma eficiente estrutura de distribuição e sofisticados sistemas de transporte e comunicação, que conseguem "encurtar" o espaço mundial e isso permite a chegada de produtos de uma forma mais rápida a diferentes pontos do mundo com preços mais competitivos.
- E essa ação de uma etapa ser feita em um país, outra etapa em outro e mais outra etapa em um outro país se chama CADEIA PRODUTIVA INDUSTRIAL, mas as empresas mantém o centro administrativo em seu país de origem.
- O objetivo das transnacionais é aumentar o lucro, por isso elas se apoiam em uma forma descentralizada de produção. Cada etapa pode ser efetuada em um país diferente, de acordo com as vantagens que o país oferece quanto as custos de produção, a margem de lucro e a possibilidade de aumentar sua competitividade no mercado global.
- 3 Globalização e capital financeiro
- Com a globalização houve também o aumento do fluxo de capitais financeiros em todo o mundo, por meio de operações realizadas por bancos, empresas, agências ou escritórios de corretagens de ações e títulos espalhados por vários países.
- A globalização das finanças ou do capital financeiro favoreceu o capital especulativo, em que os especuladores de moedas e ações, ou seja, pessoas e instituições financeiras que possuem grande poder de compra e que adquirem, por exemplo, milhões de dólares de moedas nacionais quando estão desvalorizadas e as vendem, posteriormente, quando se valorizam, assegurando grandes lucros. Com as ações das empresas também ocorre a compra e venda realizada nas bolsas de valores dos países.
- A compra e venda de ações apresenta duas faces. Por meio da venda de ações, a empresa obtém dinheiro para se modernizar e aumentar sua capacidade de produção. Entretanto, há também outra face, que é a especulação do valor das ações, ou seja, quando o valor das ações de uma empresa está baixo, investidores, percebendo que ela poderá apresentar lucratividade em futuro próximo, as compram em um dia e vedem logo em seguida, quando há valorização delas, obtendo, assim, lucros independentemente dos resultados da empresa.
- A rede global de computadores permite a movimentação instantânea de capitais financeiros, fato que acelerou a internacionalização das finanças. Hoje em dia, operadores do mercado financeiro transferem milhões de dólares de um país para outro ao primeiro sinal de insegurança no mercado de capitais, o que pode gerar graves crises nas economias onde o capital havia sido aplicado.
- No Brasil, por exemplo, está ocorrendo concentração do capital financeiro. Apenas quatro instituições financeiras acumulam 80% desse capital em circulação.
- A rede global de computadores permite a movimentação instantânea de capitais financeiros, fato que acelerou a internacionalização das finanças. Hoje em dia, operadores do mercado financeiro transferem milhões de dólares de um país para outro ao primeiro sinal de insegurança no mercado de capitais, o que pode gerar graves crises nas economias onde o capital havia sido aplicado.
- A compra e venda de ações apresenta duas faces. Por meio da venda de ações, a empresa obtém dinheiro para se modernizar e aumentar sua capacidade de produção. Entretanto, há também outra face, que é a especulação do valor das ações, ou seja, quando o valor das ações de uma empresa está baixo, investidores, percebendo que ela poderá apresentar lucratividade em futuro próximo, as compram em um dia e vedem logo em seguida, quando há valorização delas, obtendo, assim, lucros independentemente dos resultados da empresa.
- A globalização das finanças ou do capital financeiro favoreceu o capital especulativo, em que os especuladores de moedas e ações, ou seja, pessoas e instituições financeiras que possuem grande poder de compra e que adquirem, por exemplo, milhões de dólares de moedas nacionais quando estão desvalorizadas e as vendem, posteriormente, quando se valorizam, assegurando grandes lucros. Com as ações das empresas também ocorre a compra e venda realizada nas bolsas de valores dos países.
- Com a globalização houve também o aumento do fluxo de capitais financeiros em todo o mundo, por meio de operações realizadas por bancos, empresas, agências ou escritórios de corretagens de ações e títulos espalhados por vários países.
- 1 Fluxos de Mercadorias: o comércio global desigual
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- Geografia Mind Map on Geografia, created by Giovanna Pisciotta Guariglia on 04/03/2021.
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- Giovanna Pisciotta Guariglia
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