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PROBLEMAS DERMATOLÓGICOS
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PROBLEMAS DERMATOLÓGICOS
ÚLCERAS
- Nome genérico dado a quaisquer lesões superficiais em tecido cutâneo ou mucoso, popularmente denominadas feridas.
- Cutâneas
- São lesões que acometem a pele, podendo ocorrer em áreas não pilificadas ou em couro cabeludo;
- Mucosas
- São lesões que acometem a as mucosas, podendo ocorrer em mucosas externas (boca, narinas, glande peniana, intróito vaginal e ânus) ou em mucosas internas ao corpo (vias respiratórias, tubo digestivo, vias urinárias);
- Serosas
- São lesões que acometem serosas do corpo, como o peritônio.
- Traumáticas
- São lesões agudas ou crônicas causados por agentes externos que lesam tecidos por impacto, abrasão, lesão por radiação ionizante, perfuração, laceração, sucção etc.
- Isquêmicas
- São lesões que surgem espontaneamente ou a partir de pequenos traumas desproporcionalmente leves em áreas nas quais a pele foi se adelgaçando ao longo do tempo em função de isquemia relativa persistente de tegumento, geralmente por insuficiência arterial crônica;
- Pressão
- Patologia
- São ferimentos oriundos de degeneração progressiva de tecidos submetidos ao efeito contínuo da pressão mecânica contra área de pele
- Fisiopatologia
- São áreas de tecido necrótico (amolecido) que ocorrem quando a pressão aplicada sobre a pele ao longo do tempo é maior que a pressão de oclusão capilar normal, que é de aproximadamente 32 mmHg.
- A pressão sobre a proeminência óssea prejudica a circulação sanguínea favorecendo a morte celular e o conseqüente aparecimento da úlcera
- Sinais e sintomas
- Edema
- Eritema
- Escarificação da pele
- Dor
- Plurido
- Varia com acometimento da epiderme e tecidos mais profundos.
- Cuidados de enfermagem
- 1. Mudanças de decúbito frequentes para aliviar e redistribuir a pressão sobre a pele do cliente e promover o fluxo sanguíneo para a pele e tecidos subcutâneos.
- 2. Incentivar o cliente a permanecer ativo e deambular sempre que possível, pois a atividade e os exercícios e o reposicionamento melhoram a perfusão tissular.
- 6. Após o desenvolvimento de um plano alimentar que atenda as necessidades nutricionais do cliente e promova a cicatrização, fornecer orientações sobre a alimentação para o cliente e a família.
- 3. Ajudar o cliente a reconhecer e compensar a percepção sensorial alterada.
- 4. Evitar a umidade contínua na pele com medidas de higiene meticulosas
- 5. Estimula¬se uma dieta que contenha alto teor de proteínas, vitaminas C e A, ferro e zinco para promover a cicatrização
- Evolução clínica.
- Não estadiável
- Perda de toda a espessura do tecido, em que a base da úlcera está coberta por esfacelo e/ou escara no leito da ferida.
- Até que esfacelo e/ou escara seja removida para expor a base da ferida, não é possível determinar a verdadeira profundidade e, por conseguinte, o estágio não pode ser determinado.
- Estágio I
- Hiperemia não branqueável da pele intacta de uma área localizada geralmente sobre uma saliência óssea. Descoloração da pele, calor, edema, endurecimento ou dor também podem estar presentes.
- Estágio II
- Perda parcial da espessura da derme apresentando uma úlcera superficial com leito da ferida vermelhorosa, sem esfacelo. Também podem apresentar como uma bolha preenchida de soro ou serosanguinolenta intacta ou aberta / rompida.
- Estágio III
- Perda total da espessura do tecido. Tecido adiposo pode ser visível, mas não há exposição de osso, tendão ou músculo. Alguns esfacelos podem estar presentes. Pode incluir descolamento e túnel.
- Estágio IV
- A perda total de espessura de tecido com tendão, osso ou músculo exposto. Necrose ou esfacelo podem estar presentes. Muitas vezes incluem descolamento e túnel.
- Não estadiável
- Patologia
- Varicosas
- Patologia
- São lesões que surgem espontaneamente ou a partir de pequenos traumas desproporcionalmente leves em áreas nas quais a pele foi se adelgaçando ao longo do tempo em função de dilatação progressiva de alguma porção de sistema venoso superficial.
- Maior frequencia em porção mais distal de membros inferiores;
- Fisiopatologia
- A falha no mecanismo fisiológico do fluxo venoso desencadeia a hipertensão venosa em deambulação, afetando a microcirculação, causando danos às paredes e o aumento da permeabilidades das mesmas ocorrendo a liberação de macromoléculas do seu interior para a pele, provocando alterações cutâneas, que culminam com a ulceração do tecido.
- Sinais e sintomas
- Hiperpigmentação
- Extremidade quente
- Edema
- Presença de varizes
- Alterações cutâneas como eczema de estase
- Esclerose
- Cuidados de enfermagem
- 3. Estimula¬-se uma dieta que contenha alto teor de proteínas, vitaminas C e A, ferro e zinco para promover a cicatrização.
- 1. Evitar traumatismos nos membros inferiores é imperativo na promoção da integridade cutânea.
- 2. A atividade promove o fluxo arterial e o retorno venoso e é estimulada após a fase aguda do processo ulceroso. Até que a atividade integral seja retomada.
- Evolução clínica.
- Dentre as complicações mais graves destacamos a celulite, a osteomielite e até mesmo a transformação maligna.
- Patologia
- Pé diabético
- Patologia
- O pé diabético é considerado uma consequência de infecção, ulceração e ou destruição dos tecidos profundos, associados a anormalidades neurológicas e a vários graus da doença vascular periférica nos MMII.
- Fisiopatologia
- São lesões que surgem geralmente a partir de pequenos traumas em áreas nas quais a pele foi se adelgaçando ao longo do tempo ou houve descolamento progressivo da interface derme / epiderme.
- Surge, possivelmente, devido à insuficiência arterial de microvasculatura cujo endotélio foi deteriorado em função do Diabetes.
- Sinais e sintomas
- Alteração na percepção de pressão sobre os pés.
- Dor
- Queimação
- Formigamento
- Dormência
- Perda da capacidade de reconhecer calor e frio
- Cuidados de enfermagem
- 4. Recomendar exames diários dos pés em todas as superfícies e entre os dedos em busca de áreas avermelhadas, inchaço, calor, ressecamento, maceração, sensibilidade ou áreas abertas.
- 1. Repouso no leito.
- 2. Antibióticos e desbridamento.
- 3. Controlar os níveis de glicose, que tendem a aumentar quando ocorrem infecções.
- Evolução clínica
- As úlceras do pé diabético crônicas não cicatrizantes são susceptíveis a infecções, o que pode levar a sérias complicações, incluindo osteomielite, septicemia, gangrena e amputação.
- Patologia
CELULITE
- Lipodistrofia ginoide
- Depósito de gordura sob a pele, caracterizada por um aspecto acolchoado ou “casca de laranja”. Definida, ainda, como uma desordem metabólica localizada no tecido subcutâneo.
- O formato da celulite é dado pelas depressões aparentes, que têm como causa a retração da pele através dos septos fibrosos subcutâneos e as áreas levantadas são projeções de gordura também subcutânea.
- Fatores predisponentes
- Sexo
- etnia
- biotipo corporal
- Distribuição de gordura
- Características clínicas
- Número e profundidade de depressões;
- Aspecto das áreas elevadas da celulite;
- Presença de flacidez;
- Presença de lesões elevadas;
- Casos graves
- Pele com aspecto irregular.
- Região mais fria;
- Endurecimento, dor e sensibilidade;
- Prevenção
- Investir em hábitos saudáveis
- Beber uma grande quantidade de água
- Diminuir a ingestão de sódio
- Evitar alimentos gordurosos e muito doces
- Praticar alguma atividade física
- Investir em hábitos saudáveis
- Infecciosa/bacteriana
- Patologia
- Infecção da derme profunda e tecido subcutâneo
- Fisiopatologia
- A celulite ocorre quando um ponto de acesso pelas barreiras normais da pele possibilita a entrada de bactérias e a liberação de suas toxinas nos tecidos subcutâneos, e passam a lesioná-lo.
- Frequentemente, a celulite infecciosa causa lesões regionais, ou seja, tecidos próximos aos atingidos inicialmente também vão sofrendo infecção.
- Sinais e sintomas
- Linfonodos regionais também podem estar sensíveis e aumentados
- Início agudo de edema
- Rubor localizado
- Dor com frequência
- Febre
- Calafrios
- Sudorese
- Cuidados de enfermagem
- 1. Orientar o cliente a elevar a área afetada 7,5 a 15 cm acima do nível do coração e aplicar bolsas quentes e úmidas no local a cada 2 a 4 h.
- 2. O cliente com doença vascular periférica ou diabetes deve receber orientações ou reforços a respeito dos cuidados da pele e dos pés.
- Evolução clínica
- O maior risco de complicação da celulite infecciosa é a ocorrência de septicemia
- Patologia
- Lipodistrofia ginoide
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- Mind Map on PROBLEMAS DERMATOLÓGICOS, created by Thainan Mesquita on 24/05/2021.
- Created by
- Thainan Mesquita
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