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DPI III - Aula 1

Leny Frossard Diagnóstico por Imagem III 2º ano Portuguese

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DPI III - Aula 1

  1. 1.Métodos de Imagem

    • Tomografia linear progrediu para T.C.
    • Broncografia não de faz mais
    • Cintilografia progrediu para PET (Tomografia de Emissão de Pósitrons
      • Pode ser acoplada tanto a TC quanto a RM
    • Arteriografia convencional ainda pode ser utilizada em casos com efeito terapêutico (ex: em embolização, aneurisma, mal-formações vasculares), mas para efeito diagnóstico é feita associada a TC ou RM, para avaliar os vasos e o ambiente ao seu redor.
    • Raio-x e fluoroscopia (esse último é um método em tempo real em que se avalia a movimentação dos órgãos através da radiação ionizante ou para guiar procedimentos como cateterismo)
    • Ultrassonografia: usada com indicações seletivas para a avaliação do tórax
  2. 2.Radiografia

    • Opacidades Radiográficas
      • Opacas/Hipotransparente/Brancas
      • Hipertransparentes/Pretas
      • +Opacas-: Metal, Meio de contraste, Ossos, Líquido ou tecidos de partes moles, Gordura, Ar.
    • Olhando de frente para uma radiografia, o lado direito do paciente vai estar do lado esquerdo da radiografia e vice-versa. Imagine-se como se estivesse olhando o filme, que em PA fica colado ao tórax, então é como se ficasse olhando logo de frente para o paciente em PA.
    • Tórax
      • Póstero-anterior (PA): paciente em ortostase
        • Se fizer em AP, pode simular uma cardiomegalia porque haverá magnificação da silhueta cardíaca, porque o coração ficou longe do filme fotográfico
          • Só faz em AP se não puder ficar em ortostase, como por exemplo no leito, acamado. Incursão respiratória diminuída, diafragma mais levantado, também pode simular cardiomegalia. Os braços também acabam ficando mais abaixados, com sobreposição das escápulas.
      • Perfil esquerdo (do paciente)
        • É usado para topografar determinadas lesões
        • Para o coração ficar mais próximo do filme
      • Manter o paciente de braços abertos para não haver a sobreposição/magnificação das escápulas
      • Incidências Complementares a PA e Perfil
        • Radiologia Convencional
          • Incidência em Laurell/decúbito lateral com raios horizontais (ex: paciente com suspeita de líquido na pleura esquerda se deita de perfil esquerdo)
          • Incidência Apicolordótica (feixe anteroposterior inclinado, para evitar as clavículas)
          • Expiração (Ex: em casos de aprisionamento aéreo, em que o paciente fica com a mesma transparência na fase inspiratória e expiratória)
            • Normalmente na expiração os pulmões ficam mais hipotransparentes porque o ar saiu, as hemicúpulas diafragmáticas se elevam porque houve redução de volume pulmonar e a silhueta cardíaca também parece mais aumentada.
          • Oblíquas: antigamente eram usadas para avaliar aumento da câmera cardíaca, mas hoje em dia são usadas para avaliação de fraturas dos arcos costais
          • Identificação de Radiografias
            • Sempre feitas do lado esquerdo da radiografia
            • Identificadas com a Numeração, iniciais do técnico e data. Radiografia digital já tem todos os dados do paciente
  3. 3.Semiologia Técnica (AEIO)

    • A: Paciente deve estar centralizado através da Angulação (distância das clavículas até o externo). As clavículas devem estar equidistantes para não se ter o paciente rotacionado. As extremidades mediais das clavículas estão equidistantes da linha média/processos espinhosos da coluna?. Paciente descentralizado pode aparentar ter pseudolesões, porque expõe mais determinadas estruturas. Primeira coisa a se analisar é se o paciente está com a angulação adequada, centralizado.
    • E: A Exposição é importante para as avaliações, e depende de Quilovoltagem e Miliamperagem adequadas (tipo saturção de cores em foto). Se os órgãos de análise são os pulmões, a Kv e mA deverão favorecer a visualização melhor do pulmão, mopstrando a trama vascular, mas por outro lado isso dificultará observar os ossos e partes moles, por exemplo, que ficarão muito opacos.
    • I: A Inspiração deve ser adequada. Quando se inspira, a caixa torácica anterior se expande mais do que a posterior, então os arcos costais anteriores terão orientação oblíquas em relação aos feixes de raio-x. Os arcos costais poteriores, que são mais fixos, se expandem menos, então permanecerão mais retilíneos do que os anteriores. Vê-se menos arcos anteriores do que posteriores. Rx bem inspirada tem de 9 a 11 arcos costais posteriores, e 7 a 9 arcos costais anteriores. Com 5 arcos costais anteriores a radiografia está expirada.
    • O: Omoplatas e Ortostase. Tentar tirar as escápulas do campo de visão e sempre fazer a radiografia em ortostase, porque se tem maior capacidade respiratória, e evita-se a possibilidade de pseudo-infiltrados pulmonares.
  4. Semiologia Radiológica do Tórax

    • 4. Artefatos: Sempre retirar artefatos, se possível, como colares. Outros não é possível retirar, como próteses mamárias e marca-passo.
    • 5. Preconizar iniciar a análise da imagem a partir das partes moles e arcabouço ósseo, depois partindo para o mediastino, superfícies pleurais, seios costofrênicos e cardiofrênicos, hilos pulmonares, deixando por último o parênquima pulmonar que é o maior objeto de investigação, para se evitar perder detalhes como a percepção de uma paciente mastectomizada, o que pode afetar uma avaliação.
      • Hilos Pulmonares: representam a somatória de várias estruturas, como brônquios, artérias, veias e vasos linfáticos. São a trama vascular. A radiografia em perfil é muito complexa e sujeita a erros, pois além de contar com a sobreposição normal das estruturas, ainda tem a sobreposição de um lado sobre o outro.
      • Hemicúpulas diafragmáticas: hemicúpula esquerda é menos elevada que a direita devido ao repouso do coração sobre ela. No perfil, a hemicúpula que respeita o limite com o coração é a esquerda, enquanto a que tem sobreposição com o coração é a direita. Normalmente a diferença normal de altura de uma hemicúpula para a outra é de 3 cm.
      • Seios costofrênicos: quando a hemicúpula diafragmática se encontra com o arcabouço ósseo costal, forma-se um ângulo que é chamado de seio costofrênico, e isso é visível tanto em PA quanto em perfil, delimitando os seios costofrênicos direito e esquerdo e os seios c. anterior e posterior, respectivamente.
      • Seios cardiofrênicos: o ângulo que as hemicúpulas diafragmáticas formam com o coração. São direito, esquerdo, anterior e posterior.
      • Parênquima Pulmonar: O pulmão direito apresenta 2 cissuras, uma maior oblíqua e uma menor horizontal, que divide em lobos superior, médio e inferior. Os lobo superior e médio são anteriores e o inferior é posterior, chegando na altura do terço médio do pulmão. O pulmão esquerdo tem apenas uma cissura, a oblíqua, que divide em lobos superior (anterior contando com a língula) e inferior (posterior). A cissuras normalmente não é detectada na imagem. Existe sobreposição do lobo médio (anterior) do pulmão direito com o lobo inferior (posterior), então para saber se uma opacidade está no lobo médio ou inferior, é necessário realizar uma radiografia em perfil. A mesma coisa acontece com o pulmão direito.
        • https://docs.google.com/document/d/12f_N8fIyokmRDTrHt4rX9y5AdzPcVmfr2PL7vHMOMec/edit
    • 6.Interpretação da radiografia: depende de elementos técnicos (deve estar apta para ser avaliada), de reparos anatômicos (para topografar a lesão) e reconhecer as limitações do método. Existem áreas de risco/cegas para avaliação, porque ocorre sobreposição de estruturas , então pequenos espessamentos ou massas podem ser obscurecidos pelas sobreposições.

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2º ano Diagnóstico por Imagem III Mind Map on DPI III - Aula 1, created by Leny Frossard on 22/06/2021.
Created by
Leny Frossard · Jun 2021
Updated
Jun 28, 2021
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