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Características das rochas ígneas

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Características das rochas ígneas
As Rochas Ígneas ou Magmáticas são aquelas formadas a partir de materiais fundidos no interior da Terra. Este material fundido, que corresponde ao protomaterial de origem das rochas ígneas, recebe a denominação de Magma, que é um termo geral utilizado para denominar misturas de material fundido e eventuais cristais ou materiais sólidos que se encontrem neste. Quando este material extravasa e flui em superfície, é denominado Lava. Em compensação, quando há referências ao líquido magmático, entende-se que este corresponde apenas à parte fundida, excluindo-se assim os possíveis cristais, cristalitos ou materiais sólidos que ocorram dispersos neste. O magma pode solidificar-se em subsuperfície, e neste caso dá origem às rochas plutônicas, ou em superfície com exposição subaérea, e neste caso dá origem às rochas vulcânicas. Rochas ígneas cristalizadas próximas à superfície, mas sem exposição subaérea, são classificadas como rochas hipoabissais.
A classificação de rochas igneas pode ser feita de diversas formas, sendo em geral baseada em elementos químicos maiores presentes na rocha, na forma de óxidos (SiO2, Al2O3, CaO, MgO, K2O, Na2O, etc., em %). A proporção entre estes elementos reflete a mineralogia presente, e portanto, através da identificação mineralógica, é possível classificar as rochas com maior ou menor precisão de acordo com seu conteúdo químico.
- Acidez: classificação quanto à porcentagem total de SiO2 presente na rocha, em: Ácida: mais de 65% de SiO2, Intermediária: de 52 a 65% de SiO2, Básica: 45 a 52% de SiO2 e Ultrabásica: menos de 45% de SiO2
- Sílica saturação: classificação da rocha quanto à saturação em sílica, identificada através da presença de minerais silicáticos saturados ( minerais não deficientes em sílica), insaturados (deficientes em sílica), e sílica livre (através da presença de quartzo), em: Supersaturada: Quartzo (apresenta excesso em SiO2), Insaturada: Feldspatoides (apresenta deficiência em SiO2) e Saturada: Piroxênios e feldspatos(apresenta equilíbrio em SiO2)
- Sílica saturação: classificação da rocha quanto à saturação em sílica, identificada através da presença de minerais silicáticos saturados ( minerais não deficientes em sílica), insaturados (deficientes em sílica), e sílica livre (através da presença de quartzo), em: Supersaturada: Quartzo (apresenta excesso em SiO2), Insaturada: Feldspatoides (apresenta deficiência em SiO2) e Saturada: Piroxênios e feldspatos(apresenta equilíbrio em SiO2)
- Acidez: classificação quanto à porcentagem total de SiO2 presente na rocha, em: Ácida: mais de 65% de SiO2, Intermediária: de 52 a 65% de SiO2, Básica: 45 a 52% de SiO2 e Ultrabásica: menos de 45% de SiO2
As texturas de rochas igneas são as feições globais e locais das rochas que descrevem as características de seus minerais constituintes (forma, dimensões, estrutura interna), e as relações que estes minerais guardam entre si (contatos, disposição, distribuição de tamanhos, etc.). Em geral, seis parâmetros conseguem descrever com alguma precisão as características texturais das rochas magmáticas. São estes: i) grau de cristalinidade; ii) grau de visibilidade; iii) granulação; iv) tamanho relativo dos cristais; v) forma geométrica dos cristais; vi) articulação entre os cristais. Além destes, também é possível descrever as texturas das rochas magmáticas de acordo com sua trama cristalográfica, ou seja, de acordo com a disposição espacial relativa entre as espécies minerais que constituem uma determinada rocha.
- Grau de cristalinidade: refere-se à proporção entre material vítreo e material cristalino em uma rocha. É classificado como: Holocristalina: rocha constituída só de material cristalino, Hipocristalina: rocha constituída predominantemente de material cristalino, Hipovítrea: rocha constituída predominantemente de material vítreo e Holovítrea: rocha constituída só de material vítreo
- Grau de visibilidade: indica a fração cristalina de uma rocha visível com a vista desarmada. É classificado como: Fanerítica: constituída integralmente de material cristalino identificável com a vista desarmada, Subfanerítica: constituída apenas parcialmente por material cristalino identificável com a vista desarmada e Afanítica: não contém material cristalino identificável com a vista desarmada
- Granulação: classificação baseada no tamanho dos cristais observáveis na amostra. Classifica-se como: Gigante: cristais com mais de 10 cm, Muito grossa: cristais entre 3 e 10 cm, Grossa: cristais entre 1 e 3 cm, Média: cristais entre 1 e 10 mm, Fina: cristais entre 0,1 e 1 mm e Densa: cristais entre 0,009 e 0,1 mm Vítrea: sem cristais (material vítreo)
- Tamanho relativo dos cristais: comparação relativa das dimensões dos diversos cristais de uma rocha, enquadrando as rochas nas categorias: Equigranular: os cristais de uma rocha tem aproximadamente o mesmo tamanho, Inequigranular: os cristais apresentam dimensões variáveis, Megaporfirítica: coexistem na rocha grandes cristais (fenocristais), inseridos numa matriz de granulação média, Porfirítica: rochas com pequenos fenocristais, imersos numa matriz de granulação fina a densa.; o termo pórfiro é usado para os casos em que os fenocristais perfazem mais de 50% do volume da rocha Vitrofírica: coexistem pequenos cristais, inseridos numa matriz essencialmente vítrea (vitrófiros)
- Forma geométrica dos cristais: caracterização textural fundamentada na proporção entre minerais euédricos (minerais delimitados por faces externas cristalinas), subédricos (parcialmente delimitados por faces cristalinas) e anédricos (desprovidos de faces cristalinas) constituintes da rocha. Panidiomórfica ou Automórfica: predominam minerais com formas euédricas, Hipautomórfica ou Hipidiomórfica: predomínio de minerais com formas subédricas e Xenomórfica ou Alotriomórfica: Predominam minerais com formas anédricas
- Articulação entre os cristais: descrição da superfície limítrofe entre os minerais, onde estes estão em contato, o que contribui para as características de resistência mecânica das rochas. Os contatos mais comuns podem ser: Planares: ocorrem por justaposição (mosaico ou de calçamento) e Irregulares: Contatos por imbricamento mineral (côncavo-convexo ou serrilhado)
- Forma geométrica dos cristais: caracterização textural fundamentada na proporção entre minerais euédricos (minerais delimitados por faces externas cristalinas), subédricos (parcialmente delimitados por faces cristalinas) e anédricos (desprovidos de faces cristalinas) constituintes da rocha. Panidiomórfica ou Automórfica: predominam minerais com formas euédricas, Hipautomórfica ou Hipidiomórfica: predomínio de minerais com formas subédricas e Xenomórfica ou Alotriomórfica: Predominam minerais com formas anédricas
- Tamanho relativo dos cristais: comparação relativa das dimensões dos diversos cristais de uma rocha, enquadrando as rochas nas categorias: Equigranular: os cristais de uma rocha tem aproximadamente o mesmo tamanho, Inequigranular: os cristais apresentam dimensões variáveis, Megaporfirítica: coexistem na rocha grandes cristais (fenocristais), inseridos numa matriz de granulação média, Porfirítica: rochas com pequenos fenocristais, imersos numa matriz de granulação fina a densa.; o termo pórfiro é usado para os casos em que os fenocristais perfazem mais de 50% do volume da rocha Vitrofírica: coexistem pequenos cristais, inseridos numa matriz essencialmente vítrea (vitrófiros)
- Granulação: classificação baseada no tamanho dos cristais observáveis na amostra. Classifica-se como: Gigante: cristais com mais de 10 cm, Muito grossa: cristais entre 3 e 10 cm, Grossa: cristais entre 1 e 3 cm, Média: cristais entre 1 e 10 mm, Fina: cristais entre 0,1 e 1 mm e Densa: cristais entre 0,009 e 0,1 mm Vítrea: sem cristais (material vítreo)
- Grau de visibilidade: indica a fração cristalina de uma rocha visível com a vista desarmada. É classificado como: Fanerítica: constituída integralmente de material cristalino identificável com a vista desarmada, Subfanerítica: constituída apenas parcialmente por material cristalino identificável com a vista desarmada e Afanítica: não contém material cristalino identificável com a vista desarmada
- Grau de cristalinidade: refere-se à proporção entre material vítreo e material cristalino em uma rocha. É classificado como: Holocristalina: rocha constituída só de material cristalino, Hipocristalina: rocha constituída predominantemente de material cristalino, Hipovítrea: rocha constituída predominantemente de material vítreo e Holovítrea: rocha constituída só de material vítreo
índice de cor
- índices de cor (M): ultramáficas têm índice 70 < M < 100; máficas, 40 < M < 70; intermediárias, 20 < M < 40; e félsicas, 0 < M < 20. Os minerais de cores claras têm composição principal de SiO2, Al2O3, Na2O e K2O e baixos teores de MgO e FeO – por exemplo, quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio e feldspatoides. Os minerais escuros são silicatos compostos principalmente de altos teores de MgO, FeO e Fe2O3 – por exemplo, olivina, ortopiroxênio, clinopiroxênio, hornblenda e biotita. Os minerais muito escuros, opacos, quimicamente são óxidos, sulfetos, e hidróxidos de metais pesados – magnetita, ilmenita e pirita são os exemplos mais comuns.
- Espectralmente, as reflectâncias das rochas ígneas em geral se ajustam a essas formas de classificação. Como mostra a Fig. 4.2, as rochas ígneas ácidas, intermediárias, básicas e ultrabásicas diferenciam-se relativamente bem entre si por meio de seus albedos, o que é em boa parte consequência da variação de seus índices de cor. As rochas de composição ácida mais claras apresentam albedo mais alto e espectros com frequentes absorções de hidroxila e de água em 1.400 nm e 1.900 nm
- As rochas intermediárias e ultrabásicas têm albedo de nível médio de reflectância; as intermediárias possuem feições de absorção muito pouco intensas e por isso mais difíceis de detectar, e as ultrabásicas típicas mostram larga absorção em torno de 1.000 nm. A ausência de bandas de água nas básicas, juntamente com o aumento de minerais opacos (magnetita), causa o mais baixo albedo dessas rochas.
- Espectralmente, as reflectâncias das rochas ígneas em geral se ajustam a essas formas de classificação. Como mostra a Fig. 4.2, as rochas ígneas ácidas, intermediárias, básicas e ultrabásicas diferenciam-se relativamente bem entre si por meio de seus albedos, o que é em boa parte consequência da variação de seus índices de cor. As rochas de composição ácida mais claras apresentam albedo mais alto e espectros com frequentes absorções de hidroxila e de água em 1.400 nm e 1.900 nm
- índices de cor (M): ultramáficas têm índice 70 < M < 100; máficas, 40 < M < 70; intermediárias, 20 < M < 40; e félsicas, 0 < M < 20. Os minerais de cores claras têm composição principal de SiO2, Al2O3, Na2O e K2O e baixos teores de MgO e FeO – por exemplo, quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio e feldspatoides. Os minerais escuros são silicatos compostos principalmente de altos teores de MgO, FeO e Fe2O3 – por exemplo, olivina, ortopiroxênio, clinopiroxênio, hornblenda e biotita. Os minerais muito escuros, opacos, quimicamente são óxidos, sulfetos, e hidróxidos de metais pesados – magnetita, ilmenita e pirita são os exemplos mais comuns.
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- Mind Map on Características das rochas ígneas, created by Raquel da Cruz Silva on 08/07/2021.
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- Raquel da Cruz Silva
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