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Síndromes Geriátricas

CYNTHIA SILVA SANTOS Portuguese

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Síndromes Geriátricas

  1. Incontinência urinária

    • Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra
      • Orientar e supervisionar a ingestão adequada de líquidos;
      • Orientar para realização do diário miccional e avaliá-lo
      • Orientar e supervisionar a redução do consumo de cafeína, álcool e cigarros;
      • Tratar a constipação: medidas alimentares e comportamentais;
      • Tratar a tosse com medidas ambientais e demais medidas não farmacológicas
      • Aplicar e orientar a realização de exercícios para a musculatura perineal
      • Treinamento vesical: micção em intervalos curtos (1-2 horas), com aumento gradativo;
      • Parceria com o médico na adesão ao tratamento medicamentoso e/ou a participação no tratamento cirurguco.
  2. Incontinência fecal

    • É a perda involuntária de fezes e flatos pelo reto
      • PREVENÇÃO
        • Incentivar o esvaziamento regular e completo do intestino
        • Incentivar a evacuação no vaso sanitário ou dispositivo auxiliar
        • Evitar a evacuação livre com uso de fraldas
        • Incentivar horários regulares de evacuação
      • ESTRATÉGIAS DE TREINAMENTO INTESTINAL
        • Posicionar a pessoa no vaso sanitário, confortavelmente
        • Incentivar leve pressão para baixo e contrair músculos abdominais e massagear reguão abdominal
        • Aproveitar o reflexo gastrocólico cerca de 30 minutos após refeições principais
        • Posicionar a pessoa em decúbito lateral esquerdo, pernas flexionadas, cabeceira de 30º a 45º;
      • MANEJO
        • Investigar e tratar as causas da incontinência fecal;
        • Dar suporte de orientações e treinamento para familiares/ cuidadores lidarem com a situação crônica
        • Manter fezes em consistência pastosas ou moldadas, se possível;
        • Reforçar higiene da pele em região perineal e nádegas
  3. Imobilidade

    • A síndrome de imobilidade (SI) é um conjunto de alterações que podem ocorrer no idoso dependente, devido à insuficiência de movimentos no leito por período prolongado.
      • Investigação precoce e detecção do risco;
      • Investigar e tratar fatores contribuintes: suporte social, ambiente, agravamento da doença, depressão, outros
      • Iniciar medidas de otimização da mobilidade em parceria com a fisioterapia;
      • Incentivar o cuidado restaurador: adoção de medidas que estimulem a mobilização ativa ou assistida no cuidado cotidiano
      • Iniciar medidas de prevenção de úlceras por pressão (UP):
  4. Incapacidade de comunicação

    • As habilidades comunicativas compreendem quatro áreas distintas: linguagem, audição, motricidade oral e voz/fala.
      • DIFICULDADES DA FALA
        • Investigar nível de consciência e orientação; Demonstrar empatia e atenção; Evitar completar as frases; Manter contato visual; Observar a linguagem corporal; Fazer perguntas simples, que exijam respostas objetivas; Oferecer alternativa de comunicação escrita, se for viável.
      • DÉFICIT VISUAL
        • Manter lentes corrigidas; Manter óculos limpos; Aumentar a luminosidade dos ambientes; Usar luzes de segurança nos corredores à noite; Evitar objetos que atrapalhem o caminho; Aumentar a segurança do ambiente; Cuidar dos pés; Facilitar a comunicação; Encaminhar periodicamente ao oftalmologista.
      • DÉFICIT AUDITIVO
        • Investigar causas primárias; Encaminhar para avaliação otorrinolaringológica; Orientar familiares e/ou cuidadores, possibilidades de comunicação; Readaptar o ambiente sonoro e hábitos; Aumentar o som na medida em que o idoso solicitar; alar pausadamente. E usar frases curtas e simples; Facilitar leitura labial e facial; Incentivar reabilitação se for viável: colocação de prótese auditiva, tratamento fonoaudiológico.
  5. Isolamento social

    • O fato de morar só não caracteriza isolamento social do idoso. Sua rede de suporte deverá ser investigada e sua suficiência diagnosticada.. Cabe verificar o real estado cognitivo e capacidade para autocuidado. Mais de 2 sim para as seguintes perguntas evidencia risco ou insuficiência de suporte social
      • Usa CORRETAMENTE os medicamentos e tem acesso a eles?
      • Fica períodos sem medicamento de uso contínuo por não ter quem ou como comprar?
      • Automedica-se sem conhecimento do profissional de saúde?
      • Perde datas de consultas e exames?
      • Já se perdeu na rua?
      • Teve queda ou lesão em casa quando estava só?
      • Tem apresentado sinais de inadequação alimentar?
      • Queixa-se de solidão?
  6. Instabilidade postural/quedas

    • O equilíbrio e capacidade de marcha são fatores primordiais na saúde do idoso. Sua vulnerabilidade pode comprometer seriamente a autonomia e independência, por gerar insegurança e o risco real de lesões e/ou quedas.
      • PREVENÇÃO
        • Verificar ocorrências anteriores
        • Investigar fatores causais: ambiente, roupas, calçados inadequados, óculos desatualizados, visão, audição, tonteiras, outras.
        • Encaminhar para fisioterapia (fortalecimento muscular, articular, equilíbrio);
      • ORIENTAÇÕES
        • Conscientizar para o risco previsível de queda
        • Sentar-se na beira da cama antes de levantar
        • Usar calçados com a frente fechada e preso nos pés, evitando chinelos, tamancos
        • Evitar vestidos ou calças que arrastem no chão
        • Nunca sair de casa com estômago vazio
        • Atentar para animais domésticos
        • Manter luzes baixas acesas à noite
        • Usar corrimão nas escadas
        • Evitar subir em bancos ou escadas
        • Remover tapetes, objetos e brinquedos soltos no chão
  7. Incapacidade cognitiva

    • É o comprometimento de funções cognitivas que afetam a funcionalidade, com prejuízo no desempenho das AVDs. Quando não afeta o desempenho das AVDs, caracteriza um déficit cognitivo leve
      • Manter rotinas estáveis;
      • Permitir que o idoso tome decisões simples sobre sua rotina;
      • Incentivar a realização de ações de autocuidado
      • Estimular a participação nas rotinas domésticas e vida social familiar
      • Supervisionar sem sufocar
      • Evitar mudanças de casa, rotina e de cuidador
      • Desviar o foco de interesse, em vez de tentar convencê-lo, em discussões sem solução
      • Trazer para a realidade nas desorientações no tempo e espaço, mas sem tentar “convencê-lo”
      • Lidar com delicadeza diante de inevitáveis esquecimentos
  8. Iatrogenia

    • Dano não intencional causado ao cliente ou paciente a partir da ação de um profissional de saúde no exercício de suas funções.
      • Quedas frequentes, no idoso, podem indicar um quadro infeccioso
      • Agitação e piora na desorientação também podem indicar sinais de infecção
      • Um quadro infeccioso geralmente não apresenta febre
      • Um ansiolítico, de determinado tipo, pode causar agitação ao invés de acalmar

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Discente: Cynthia Siva
Created by
CYNTHIA SILVA SANTOS · Jul 2021
Updated
Jul 15, 2021
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