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A Idade Média Latina
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A Idade Média Latina
1. Dante e os antigos poetas
- Virgílio, “o altíssimo poeta”
- Horácio, representante da sátira romana
- Ovídio
- Estácio, cantor da epopeia da guerra civil tebana.
- As histórias de Tebas
- Estácio, cantor da epopeia da guerra civil tebana.
- Ovídio
- Horácio, representante da sátira romana
- Virgílio, “o altíssimo poeta”
2. A antiguidade e o mundo moderno
- O Mundo antigo compreende toda a antiguidade.
- Antiguidade = desde Homero até a invasão dos bárbaros
- O modo de existir da Antiguidade na Idade Média era ao mesmo tempo aceitação e transformação.
- O mundo europeu consta do Antigo e do Moderno.
- Mundo antigo = “passou por todos os estádios envolventes, desde o homem chamado primitivo até as formas superiores e conscientes da Cultura”
- Mundo moderno = “a contar de Carlos Magno da contribuição dos povos romanos e germanos, sempre na mesma continuidade de evolução gradativa”.
- "A modernidade, em qualquer um de seus aspectos [...] está impregnada de Antiguidade e vive na sua dependência".
- Carlos Magno: “primeiro representante do Mundo Moderno”.
- “O começo do “Mundo Moderno” deve fixar-se por volta de 675”.
- O imperium romano é a fase final do Estado universal da cultura helênica. Seguem-se-lhe, de 375 a 675, um interregnum e, depois, a cultura ocidental. Ela está para a helênica em relação de "filiação", logo é sua filha cultural.
- Decomposição cultural do mundo antigo, no sentido de decadência, ocorreu na França entre 425 e 755, e foi reparada.
- “Nova decomposição começou no século XIX e assumiu forma catastrófica no século XX”.
- Decomposição cultural do mundo antigo, no sentido de decadência, ocorreu na França entre 425 e 755, e foi reparada.
- O imperium romano é a fase final do Estado universal da cultura helênica. Seguem-se-lhe, de 375 a 675, um interregnum e, depois, a cultura ocidental. Ela está para a helênica em relação de "filiação", logo é sua filha cultural.
- “O começo do “Mundo Moderno” deve fixar-se por volta de 675”.
- O mundo europeu consta do Antigo e do Moderno.
- O modo de existir da Antiguidade na Idade Média era ao mesmo tempo aceitação e transformação.
- Antiguidade = desde Homero até a invasão dos bárbaros
- O Mundo antigo compreende toda a antiguidade.
3. Idade Média
- Antiguidade, Idade Média e Tempos Modernos são três épocas da história da Europa.
- "Para o começo da Idade Média [...] têm sido indicadas diferentes datas, do século III até ao VII”.
- Se Pirenne vê o limite entre a Antiguidade e a Idade Média na repercussão econômica e política da irrupção dos árabes, está de acordo com a data 675, aceita por Toynbee.
- Começo da dissolução da fase final da Antiguidade por volta de 375.
- Com boas razões também se deu como ano separador das épocas o da morte do imperador Teodósio (395).
- Ele executa a política religiosa de Constantino, com a elevação do cristianismo a religião do Estado (381).
- A época de Teodósio à Carlos Magno (século V ao século VII) é da máxima importância para a tradição Europeia. Entre os autores desse tempo encontram-se grandes personalidades, que o erudito americano E. K. Rand denominou "fundadores da Idade Média". (Conferir principais autores nas páginas 23-24)
- Século V: Jerônimo, Agostinho, Prudêncio (O primeiro grande poeta cristão), Orósio (Primeiro historiador universal cristão. Sidônio, escritor gaulês de prosa e verso, no período de 450-480.
- Segundo W. P. Ker: quase tudo o que é comum à Idade Média e muito do que permanece até além da Renascença encontra-se nos autores do século VI.
- Século VI: Boécio (524 - traduziu escritos de Aristóteles, e escreveu a Consolatio philosophiae, composta no cárcere); São Bento; Cassiodoro (490-583)
- Atingem ou transcendem os limites do século VI para o Século VII: Venâncio Fortunato (último poenta romano); papa Gregório o Grande (escritos educativos e edificantes); Isodoro de Sevilha (enciclopédia); Gregório de Tours (historiador dos francos)
- Século VII: decai a vida espiritual do continente. Mas na Irlanda [...] desenvolveu-se uma peculiar cultura monacal (relativo aos monges) que, com Columbano, irradiou para o continente.
- Desde 1492 aparecem na Europa ocidental, como novos corpos históricos, os modernos Estados nacionais. A Itália começa os Tempos Modernos com a Renascença e a Alemanha com a Reforma.
- A fixação de um início de época, pouco antes ou depois de 1500, repousa, porém, na admissão mais ou menos confessa de que os Tempos Modernos até 1914 realizaram ura progresso: no sentido do esclarecimento (Aufklärung) e democracia (Inglaterra e França) e no sentido do Estado nacional (Alemanha e Itália).
- G. M. Trevelyan explica que a Idade Média só acaba no século XVIII. Ela foi substituída pela "Revolução industrial", que alterou mais a vida do que a Renascença e a Revolução. Poderemos mostrar que também na Inglaterra, por volta de 1750, se patenteou um rompimento da tradição literária mais que milenária da Europa. (Idade média = 400-1750?)
- Toynbee, no curso da cultura ocidental, distingue quatro épocas: 1ª. de 675 a 1075; 2ª. cerca de 1075 a 1475; 3ª. cerca de 1475 a 1875; 4ª. cerca de 1875 a X.
- G. M. Trevelyan explica que a Idade Média só acaba no século XVIII. Ela foi substituída pela "Revolução industrial", que alterou mais a vida do que a Renascença e a Revolução. Poderemos mostrar que também na Inglaterra, por volta de 1750, se patenteou um rompimento da tradição literária mais que milenária da Europa. (Idade média = 400-1750?)
- A fixação de um início de época, pouco antes ou depois de 1500, repousa, porém, na admissão mais ou menos confessa de que os Tempos Modernos até 1914 realizaram ura progresso: no sentido do esclarecimento (Aufklärung) e democracia (Inglaterra e França) e no sentido do Estado nacional (Alemanha e Itália).
- Com boas razões também se deu como ano separador das épocas o da morte do imperador Teodósio (395).
- Começo da dissolução da fase final da Antiguidade por volta de 375.
- Se Pirenne vê o limite entre a Antiguidade e a Idade Média na repercussão econômica e política da irrupção dos árabes, está de acordo com a data 675, aceita por Toynbee.
- "Para o começo da Idade Média [...] têm sido indicadas diferentes datas, do século III até ao VII”.
- Antiguidade, Idade Média e Tempos Modernos são três épocas da história da Europa.
4. Idade Média Latina
- As invasões dos germanos e dos árabes na fase final do Mundo Antigo são fenômenos paralelos com uma diferença fundamental: os germanos assimilaram-se, os árabes não.
- Enquanto os germanos nada tinham a opor ao cristianismo do Império Romano, os árabes estavam inflamados por uma nova fé. Isso, só isso, os tornou inassimiláveis." Pois, afora isso, eles não alimentam mais preconceitos do que os germânicos contra a cultura daqueles a quem subjugaram
- O germano, ao entrar na România, romaniza-se; o romano, ao contrário, arabiza-se, logo que é envolvido pela conquista árabe".
- Os germanos, nos lugares onde conquistaram, deixaram persistir a língua latina como único meio de comunicação.
- A absorção do Mediterrãneo ocidental pelo Islão rebaixou a cultura carolíngia a um nível rústico. Desapareceu, entre os leigos, a capacidade de ler e escrever. [...] Então o latim se torna língua erudita e como tal permanece durante toda a Idade Média.
- Pela assimilação dos germanos à língua e à Igreja de Roma, a Antiguidade tornou-se para a Idade Média um "patrimônio” autoritário que a todos serve de orientação" (A. Weber). Ensina-se na enciclopédia de Isidoro de Sevilha († 636) que só o latim proporciona a "verdadeira e natural designação das coisas" e possui também o primado metafísico ante todas as outras línguas; é a língua absoluta.
- A florescência, desde os séculos XII e XIII, das línguas vulgares de modo algum significa o estancamento ou retrocesso da literatura latina. Os séculos XII e XIII até valem como ponto culminante na poesia e na ciência latinas. Nessa época, a língua e a literatura latinas se espalharam pela Europa.
- O homem comum sabe, como o instruído, que há duas línguas: a do povo e a dos letrados (clerici, litterati).
- Durante séculos, ainda permaneceu o latim como língua viva do ensino, da ciência, da administração, da justiça e da diplomacia. [...] Mesmo como língua literária, o latim sobreviveu por muito tempo ao fim da Idade Média.
- Com razão se distingue essa poesia humanista, como "neolatina", da do latim médio. Entretanto, nos séculos XIV e XV ainda não se verifica tal separação. Com Petrarca e Bocácio vigora ainda a herança da Idade Média. Ainda em 1551 um humanista italiano tem de defender-se contra os "maus poetas" do século XII.
- Mas os grandes autores latinos do século XII encontravam ainda, como provam as novas impressões, leitores ardentes nos séculos XVI e XVII. A literatura latina da Idade Média continua atuando ao lado e dentro dos grandes movimentos do princípio dos Tempos Modernos - o Humanismo, a Renascença, a Reforma e a Contra-reforma - sobretudo na Espanha.
- Com razão se distingue essa poesia humanista, como "neolatina", da do latim médio. Entretanto, nos séculos XIV e XV ainda não se verifica tal separação. Com Petrarca e Bocácio vigora ainda a herança da Idade Média. Ainda em 1551 um humanista italiano tem de defender-se contra os "maus poetas" do século XII.
- A florescência, desde os séculos XII e XIII, das línguas vulgares de modo algum significa o estancamento ou retrocesso da literatura latina. Os séculos XII e XIII até valem como ponto culminante na poesia e na ciência latinas. Nessa época, a língua e a literatura latinas se espalharam pela Europa.
- Pela assimilação dos germanos à língua e à Igreja de Roma, a Antiguidade tornou-se para a Idade Média um "patrimônio” autoritário que a todos serve de orientação" (A. Weber). Ensina-se na enciclopédia de Isidoro de Sevilha († 636) que só o latim proporciona a "verdadeira e natural designação das coisas" e possui também o primado metafísico ante todas as outras línguas; é a língua absoluta.
- A absorção do Mediterrãneo ocidental pelo Islão rebaixou a cultura carolíngia a um nível rústico. Desapareceu, entre os leigos, a capacidade de ler e escrever. [...] Então o latim se torna língua erudita e como tal permanece durante toda a Idade Média.
- As invasões dos germanos e dos árabes na fase final do Mundo Antigo são fenômenos paralelos com uma diferença fundamental: os germanos assimilaram-se, os árabes não.
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- Mapa mental para ajudar a entender a primeira aula de Literatura Portuguesa !
- Created by
- Israel Leite
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