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Doenças Orificiais
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Doenças Orificiais
Doença Hemorroidária
- Interna
- Quadro Clínico: Sangramento Vivo, indolor de pequena quantidade. Pode estar associada a um prolapso. Sensação de pressão retal
- Complicação: estrangulamento
- Tratamento: analgesia, amaciante de bolo fecal, banho de assento, anestésico tópico, ciurgico (se dor importante)
- Complicação: estrangulamento
- Acima da linha Pectínea, cobertas por mucosa (inervação visceral- não sente dor). Cor: rosadas
- Classificação/ Tratamento
- Grau I: somente sangramento
- Dieta (aumento da ingesta de fibras e água)
- Grau II: sangramento + redução espontânea
- Dieta e Ligadura (procedimento ambulatorial e não necessita sedação)
- Grau III: Sangramento + redução manual
- Dieta, Ligadura (se não responder ao tratamento- cirurgia)
- Grau IV: Sangramento + Irredutível
- Dieta e Cirurgia
- Grau I: somente sangramento
- Exames complementares
- Colonoscopia- Padrão ouro (pacientes com fatores de risco e > 50 anos
- Retosigmoidoscopia flexível (paciente sem fatores de risco)
- Tratamento cirúrgico
- Hemorroidectomia (padrão ouro)
- Técnica de Milligan Morgan: aberta, deixa cicatrizar por segunda intenção
- Técnica de Ferguson: fechada, complicação (estenose anal).
- Semi fechada: cicatrização mais rápida e menos complicações PO
- Obando: ligadura cirúrgica
- Anopexia mecânica (PPH)
- Menor dor PO, retorno ao trabalho mais precoce
- Ligadura Guiada por Doppler (TDH)
- Melhor para 2º e 3º grau, não tem dor no PO
- Complicações PO
- Retenção urinária, sangramento, dor, estenosa anal, incontinencia
- Hemorroidectomia (padrão ouro)
- Quadro Clínico: Sangramento Vivo, indolor de pequena quantidade. Pode estar associada a um prolapso. Sensação de pressão retal
- Externa
- Quadro Clínico: Assintomáticos , edema local, irritação e prurido
- Tratamento: expectante (não deixar o paciente fazer força), fezes amolecidas, não usar papel higiênico.
- Abaixo da linha pectínea, cobertas por anoderma/pele (inervação somática- sente dor). Cor: arroxeadas
- Complicação: trombose
- Quadro Clínico: Dor intensa em região anal, contínua, que piora a evacuação. Nodulação perianal constante. Sangramentos (necrose e ulceração)
- Tratamento
- 48-72h: hemorroidectomia
- Após 72H do inicio dos sintomas: Tratamento clínico (banho de assento, amaciador de bolo fecal, analgesia)
- Quadro Clínico: Assintomáticos , edema local, irritação e prurido
- Deslizamento das camadas mucosa e submucosa por perda de sustentação
- Anamnese, pesquisar sinais e sintomas de alarme, historia familiar e realizar inspeção, toque retal e anuscopia
- Interna
Plicoma Anal
- Tecido redundante na margem anal. Oriundo de uma reabsorção de hemorróidas externas trombosadas
- Quadro Clínico: Dificuldade de higiene, edema e dor local durante o esforço
- Tratamento: expectante
- Indicação de cirurgia: dificuldade de higiene, quadros repetitivos de edema e dor local, estético.
Fissura Anal
- Ulceração longitudinal distal a linha pectínea
- Fisiopatologia: menor irrigação da região posterior do anus, hipertonia esfincteriana
- Locais mais comuns: posterior (90%) e anterior
- Fator desencadeante: fezes endurecidas
- Quadro clínico: Dor a evacuação (intensa, "rasgante") que persiste por horas. Sangramento anal (visto no papel higiênico).
- Fissuras que necessitam investigação: várias fissuras, fissuras indolores (Crohn), Fora da linha média, fissuras que não cicatrizam com o tratamento
- Diagnóstico: inspeção, toque retal e anuscopia
- Classificação
- Aguda ( menos de 6 semanas): base rasa, bordas finas, não visualiza o EAI
- Tratamento: orientações dietéticas, banho de assento, AINE, Anestésico tópico
- Crônica (mais de 8-12 semanas): Base funda, bordas elevadas e duras, visualização do EAI.
- Tríade: Plicoma Sentinela, Fissura anal, Papila hipertrófica
- Tratamento: Orientações dietéticas (deixar as fezes moles), diminuir a hipertonia esfincteriana
- Aguda ( menos de 6 semanas): base rasa, bordas finas, não visualiza o EAI
- Exames complementares
- Retosigmoidoscopia
- Colonoscopia (se tiver fatores de risco)
- Manometria Anorretal (pré cirurgico)
- Tratamentos: Dilatação Anal, Esfincterotomia Lateral Interna (ELI), Avanço de Retalho, Esficterotomia Química (isorsobida, nifedipina, diltiazen), Toxina Botulínica
- Esfincterotomia Lateral Interna (ELI) (PADRÂO OURO), Complicação: Incontinencia
- Esficterotomia Química (bloqueadores dos canis de cálcio). Fazem o relaxamento do esfíncter, melhor como terapia tópica do que oral.
Abscesso Anorretal
- Causa: Infecção Criptoglandular inespecífica (obstrução do ducto, estase e proliferação bacteriana)
- Fatores Predisponentes: trauma local (fezes endurecidas)
- Classificação
- Perianal (mais comum): está bem na borda do anus, é superficial. Tem abaulamento, flutuação e fica vermelho.
- Isquioanal: está mais profunda , não abaula, não tem sinais de flutuação. O Pct terá um endurecimento perianal mais para o lado do glúteo
- Supra elevador (mais raro): geralmente oriundos de infecções intraabdominais. Não se deve drenar para baixo e sim para dentro.
- Interesfincteriana: fica entre os esfíncteres
- Submucoso
- Quadro Clínico: Dor anal constante, de forte intensidade, pulsátil, Secreção, Febre, Abaulamento Local.
- Tratamento (SEMPRE CIRURGICO): Drenar
- Indicação de Antibioticoterapia: uso de próteses, celulite extensa, DM, Imunossuprimidos, Sepse
Fístula Perianal
- Secundário a abscesso anorretal. Comunicação da pele com canal anal ou reto.
- Classificação
- Interesficnteriano (mais comum e mais simples): só pega o esfincter interno
- Transesfincteriana (mais complicada): pega os 2 músculos
- Supraesfincteriana: tem maior risco de incontinencia
- Extraesfincteriana (mais raro): é a pior
- Diagnóstico: inspeção (tecido de granulação com saída de pus)
- Toque retal e anuscopia: serve para identificar o orifício interno
- Quadro clínico: saída de secreção que mancha cueca. Prurido (as vezes). Presença de caroço no anus (orifício externo)
- Regra de GODSAL: ajuda a identificar o orifício interno
- Todo orifício externo que estiver anterior, segue-se um trajeto radial e é onde estará o orifício interno
- Todo orifício externo localizado posteriormente, drena para linha média posterior
- Exames complementares: Retosigmoidoscopia, Colonoscopia (sinais e sintomas sugestivos de DII, fístulas múltiplas ou recorrentes), USG Endorretal. Ressonância magnética (RNM) e fistulografia: envolvimento dos esfíncteres, sepse oculta , avaliar trajeto da fístula.
- Tratamento: Cirúrgico
- Fisutulotomia (mais usado): acha o orifício interno, abre-se o trajeto da fístula e faz-se a curetagem. Deixa cicatrizar por segunda intenção.
- Avanço de retalho: usada em pct com muita musculatura envolvida, ao invés de cortar o trajeto corta-se o retalho . Taxa de recorrência maior.
- Setton: é um fio que amarra o músculo e fibrosa o caminho da fístula.
- Cola de Fibrina: fibrinogênio e trombina são colocadas dentro do trajeto da fístula.
- Plug: é um plug que se coloca no trajeto.
Fístula pilonidal
- Não é uma patologia proctológica. É uma infeção que ocorre no subcutâneo na região sacrococcígea, no sulco interglúteo.
- Quadro Agudo: apresenta-se como abscesso. Tratamento: Drenagem
- Quadro crônico: forma uma fístula. Tratamento: Cirúrgico
- Iremos ver: orifício na linha média coberto de tecido epitelial. Orifício de drenagem (localizado mais lateralmente) com tecido de granulação. Pelos entrando dentro do orifício
Neoplasias do Canal Anal
- Carcinoma de Células Escamosas (CEC)
- Corresponde a 75%. Mulheres > Homens
- Subtipos
- Células transacionais
- Basaloide
- Cloacogenicos
- Fatores de risco
- Infecção pelo HPV
- Números de parceiros sexuais , sexo anal, infecção pelo HIV, DSTs
- Tabagismo , imunossupressão, radioterapia
- Fístulas anais crônicas , doença de Crohn
- Quadro clínico:
- sangramento, Dor, prurido, mucorréia, alteração do hábito intestinal , tenesmo .
- AVANÇADO: incontinência, fístula vaginal , sintomas obstrutivos
- Exame Proctológico
- Massa, nódulo, ulcera profunda
- Invasão da parede intestinal ou da parede perianal (50%)
- Disseminação para linfonodos inguinais
- Diagnóstico
- BIÒPISA + inspeção, toque retal (massa endurecida, ulcera profunda), Anuscopia
- Estadiamento
- Local: profundidade de invasão e linfonodos periretais. USG Endoanal, RNM de pelve.
- Colonoscopia: Lesões sincrônicas
- Metástase a distancia: TC de Abdome, RX de Tórax
- Tratamento
- Excisão local isolada: tumores superficiais em estágio precoce, se menor que 2cm
- Protocolo de NIGRO (PADRÂO): Radioterpia + Quimioterapia. 5 Fluoracil + Mitomicina C.
- Cirurgico
- Indicação de Abdomino perineal de Reto: incontinencia necessitando colostomia. Não responsivos ao protocolo de nigro.
- Linfadenectomia inguinal; se persistencia de linfonodos aumentados após quimio/radioterapia
- Adenocarcinoma de Canal Anal
- Idade: 59 a 71 anos
- Mais Agressivos que o CEC
- Correspondem a 3 tipos: zona de transição reto x canal anal; base das glândulas anais; fístula anorretal crônica.
- Quadro clínico (igual ao CEC): sangramento, Dor, prurido, mucorréia, alteração do hábito intestinal , tenesmo .
- Diagnóstico (igual ao CEC( : Biópsia
- Carcinoma de Células Escamosas (CEC)
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- Mind Map on Doenças Orificiais, created by Julio César Henke on 16/09/2021.
- Created by
- Julio César Henke
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