Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da “invenção do outro” Santiago
Castro-Gómez
BASE TEÓRICA: ESTUDOS CULTURAIS E FILOSOFIA PÓS-MODERNA
CRÍTICA
PATOLOGIAS DA OCIDENTALIZAÇÃO
MODERNIDADE
Modernidade como "projeto"
razão científico-técnica
projeto da
governamentalidade
ESTADO
Regulação das instituições
estatais (escola, constituições,
o direito, hospitais, prisões e
etc.)
CIÊNCIAS SOCIAIS
As ciências sociais
ensinam quais são as
“leis” que governam a
economia, a
sociedade, a política e
a história.
O Estado define suas políticas
governamentais a partir
desta normatividade
cientificamente legitimada.
Perfis de subjetividade estatalmente coordenados
A INVENÇÃO DO
OUTRO
“ocultamento” de uma identidade cultural preexistente
Constituição venezuelana de 1839
(consideram-se cidadãos homens casados,
maiores de 25 anos , que saibam ler e escrever,
proprietários de bens de raiz e rendas anuais não
inferiores a 400 pesos)
ESCOLA
Ideal regulador útil à Pátria juntamente com os manuais
de urbanidade
as gramáticas buscam gerar uma cultura
do “bem dizer” com o fim de evitar “as
práticas viciosas da fala popular” e os
barbarismos grosseiros da plebe
VIOLÊNCIA
EPISTÊMICA
submissão dos instintos,
supressão da
espontaneidade e o
controle sobre as
diferenças
Alteridades que suprimiram de seu imaginário
contingência
ambiguidade
multiplicidade
hibridez
RELAÇÕES MODERNAS DE PODER
COLONIALIDADE DO PODER
Projeto de modernidade chega ao fim
O Estado nacional perde a capacidade de
organizar a vida social e material das
pessoas.
O sistema-mundo permanece como esse
grande objeto ausente da representação que
nos oferecem os estudos culturais. Como se o
nomear a “totalidade” se houvesse
transformado num tabu para as ciências sociais
Qualquer narrativa da modernidade que não leve em
conta o impacto da experiência colonial na formação das
relações propriamente modernas de poder é não apenas
incompleto, mas também ideológico.
A tarefa de uma teoria crítica da sociedade é, então, tornar
visíveis os novos mecanismos de produção das diferenças em
tempos de globalização. Para o caso latino-americano, o desafio
maior reside numa “descolonização” das ciências sociais e da
filosofia.