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Orçamento Empresarial

Elide Leao Portuguese

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Orçamento Empresarial

  1. O orçamento, apesar de ser um artefato tecnicamente de gestão financeira, tem um escopo muito mais amplo, pois ele formaliza o fluxo, o compartilhamento e o uso de informações entre diversas áreas/unidades das empresas.

  2. Cabe destacar que no contexto das múltiplas funções, a discussão de que o orçamento é percebido diferentemente por gestores dentro de uma única empresa ainda é pequena na literatura.

    • Kihn (2011) discute que esses papéis podem ser percebidos diferentemente dentro das empresas e que sofrem influência tanto de características do indivíduo quanto do contexto.
  3. Os estudos indicam que o orçamento empresarial ainda mantém o seu papel de protagonista dentro das empresas.

  4. Segundo Frezatti, Nascimento, Junqueira e Relvas (2011) não há uma norma que determina como o orçamento deve ser concebido, desenvolvido e utilizado pelas empresas; essas características devem ser analisadas como ocorrem no campo.

  5. Por outro lado, o estudo demonstra empiricamente que as funções do orçamento são associadas positivamente, apontando também que a importância das funções ex post (diálogo) é dependente da importância dada pelos executivos às funções ex ante (planejamento), ou seja, o orçamento deve ser visto como um processo.

  6. Se o orçamento é utilizado para influenciar ações e comportamentos, além do tradicional planejamento e alocação de recursos, ele de fato contribui para percepções positivas relacionadas à ferramenta.

  7. As Múltiplas Funções do Orçamento Empresarial

    • Malmi e Brown (2008), o orçamento se caracteriza com foco dentro dos controles cibernéticos e no conceito de controle.
    • Fisher, Maines, Peffer e Sprinkle (2002) discutem que, apesar de servir a funções múltiplas, a combinação das mesmas pode criar mais valor à empresa ao melhorar o desempenho das pessoas e diminuir a folga financeira (slack).
    • Hansen e Van der Stede (2004) revelam o dilema e a controvérsia em se determinar as funções do orçamento para as organizações e explicam sucintamente quais conceitos fazem parte das quatro funções para o orçamento, subdividas em:
      • Foco operacional e no curto prazo (planejamento operacional e avaliação de desempenho).
      • Foco estratégico e no longo prazo (comunicação de metas e formação da estratégia).
    • Ekholm e Wallin (2011) sugeriram duas principais razões para o orçamento:
      • O orçamento como função de planejamento (planejamento, coordenação, alocação de recursos e determinação dos volumes operacionais).
      • O orçamento como função de diálogo (comunicação, criação de consciência, motivação).
    • Kihn (2011) traz a visão de uso ex ante de informação para o foco em planejamento, coordenação e alocação de recursos (funções de planejamento) em linha com as estratégias da organização, e o uso ex post mais próximo do diálogo, pois trata de funções relacionadas às ações, ao monitoramento e ao controle para o alcance das metas estabelecidas
      • De modo complementar, Kihn (2011) sugere que o orçamento é percebido diferentemente por cada indivíduo dentro de uma mesma organização. Para a autora, enquanto algumas interpretações são claras, as variações a nível individual podem ocorrer conforme os significados pessoais e subjetivos que gestores dão às funções do orçamento em sua própria consciência, situacionalidade e corporalidade
      • Kihn (2011), as percepções em relação às funções do orçamento empresarial diferem entre cada gestor, alguns expressando significados limitados e outros, amplos, acerca do artefato.
    • Hansen e Van der Stede (2004) e Piccoli, Warken, Lavarda, Mazzioni e Carpes (2014) contribuem para a discussão empírica de que o orçamento possui diversos papéis dentro das organizações; por outro lado, não exploram claramente que essas funções podem diferir dentro de uma mesma empresa, o que foi endereçado por Kihn (2011) e Frezatti et al. (2011) e que se pretende explorar no presente trabalho.
    • Assim, as funções do orçamento não são estáticas, interagem e são dependentes entre si, tendo em vista que o orçamento consiste em um processo dinâmico dentro do Sistema de Controle Gerencial da empresa, e deve ser visto como tal.
  8. Utilidade do Orçamento Empresarial

    • A percepção de utilidade (valor, sucesso, satisfação) é uma variável que tem sido utilizada em estudos que abordaram o orçamento empresarial sob diversos aspectos, dentre eles, as funções que o orçamento desempenha, suas dimensões e o seu estilo de uso, consideram que as diferenças de percepção de valor em relação ao orçamento (budget value) podem estar associadas ao modo como o orçamento é desenvolvido e usado pelas organizações.
    • Hart e Porter (2004) definem a utilidade como “o grau em que uma pessoa considera que a utilização de um sistema particular aumentaria o seu desempenho no trabalho”.
    • Já o conceito de relevância é tratado como a percepção do gestor quanto ao grau em que o sistema atende às suas necessidades de informação, auxiliando na tomada de decisões (Pizzini, 2006).
    • , Lu (2011) aborda que a atitude relacionada ao orçamento abrange a percepção de utilidade e de relevância.
    • A percepção de utilidade se refere à medida que os gestores consideram o processo orçamentário como importante e válido, e a percepção de relevância remete a quão relevante a informação constante no orçamento é para a tomada de decisões.
  9. O orçamento é protagonista para o sistema de gestão de diversas empresas, pois fornece suporte para gestão das equipes, por meio da formalização de metas, bem como fornece informações importantes para a tomada de decisões no dia a dia que auxiliem o alcance dos objetivos estratégicos da organização.

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Mind Map on Orçamento Empresarial, created by Elide Leao on 27/10/2021.
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