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EXECUÇÃO DE TERRAPLENAGEM - NORMAS DNIT - ES

Edivania Felix Portuguese

EXECUÇÃO DE TERRAPLENAGEM - NORMAS DNIT - ES

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EXECUÇÃO DE TERRAPLENAGEM - NORMAS DNIT - ES

  1. ES 107/2009 - EMPRÉSTIMOS

    • Estabelece diretrizes para empréstimos em cortes e aterros.
    • O posicionamento e exploração dos aterros, devem:
      • Em CORTES
        • Adotar maior inclinação nos taludes;
        • Rebaixar o fundo do corte, com modificação do greide.
        • Atentar-se à condição de visibilidade, drenagem, estabilidade dos taludes, entre outras.
        • Corte é a retirada do solo até ser atingido um nível necessário.
    • Os empréstimos devem ser constituídos de materiais de 1° ou 2° categoria. Devem atender:
      • Qualidade e destinação prévia do projeto;
      • Ser isento de matéria orgânica, micáceas, diatomáceas, etc.
      • Para execução do CORPO DO ATERRO, apresentar ISC MAIOR OU IGUAL A 2% E EXPANSÃO MENOR OU IGUAL A 4%.
        • Mediante Ensaio de Compactação;
        • Mediante Ensaio de Índice de Suporte Califórnia;
      • Para execução da CAMADA FINAL DO ATERRO ou substituição da CAMADA SUPERFICIAL DE CORTES, apresentar a melhor capacidade de ISC e EXPANSÃO MENOR OU IGUAL A 2%.
    • Seguir a "Segmentação do Diagrama de Brukner" para o processo de execução.
    • Equipamentos
      • Escavação
        • Tratores equipados com lâminas, escavo-transportadores ou escavadores conjugados com transportadores diversos; tratores empurradores (pushers)
      • Escarificação, manutenção dos caminhos de serviço
        • moto-niveladoras e tratores
      • Transporte
        • caminhões basculante
  2. Terraplenagem (Manual de Implantação do DNIT) – conjunto de operações de escavação, carga, transporte, descarga e compactação dos solos, aplicadas na construção de aterros e cortes, dando à superfície do terreno a forma projetada para construção de rodovias.

  3. Movimento de terra que caracteriza o conjunto de operações realizadas para remover terra de onde existe excesso e adicionar aonde existe falta.

  4. ES 106/2009 - CORTES

    • As áreas a ser objeto de escavação do segmento de corte devem se apresentar convenientemente desmatadas e destocadas e estando o respectivo entulho removido
    • Os segmentos em aterro e caixas de empréstimos, em cuja execução serão utilizados, de forma parcial ou total, os materiais escavados do segmento do corte a ser implantado, devem estar devidamente tratados em termos de desmatamento, destocamento e remoção do entulho e obstruções.
    • As caixas de empréstimos que, de forma conjugada com os cortes serão utilizados na execução dos aterros deverão estar devidamente tratadas em termos de desmatamento, destocamento e remoção dos entulhos e, assim, em condições de serem exploradas.
    • Estabelece diretrizes e condições mínimas para operações de escavação, carga, transporte e classificação dos materiais para execução dos cortes com objetivo de implantação da plataforma de rodovia.
    • Materiais
      • O processo de execução dos cortes compreende a escavação do terreno natural, cuja constituição envolve formações de solos, de alteração de rocha, rocha ou associações destes tipo
      • A caracterização terreno natural, configurado através do perfil geotécnico do subleito, estabelecido no projeto de engenharia, se distribuirá, para efeito de escavação, nas três categorias, a saber: 1ª categoria, 2ª categoria e 3ª categoria.
        • 1° CATEGORIA: diâmetro igual ou inferior a 0,15m; extração se dá com a utilização de Dozer ou Scraper.
        • 2° CATEGORIA: diâmetro compreendido entre 0,15 m e 1,0 m; incluindo blocos de rocha com volume inferior a 2 m³, podendo, eventualmente haver a utilização de explosivos para extraí-lo.
        • 3° CATEGORIA: diâmetro superior a 1,0 m; inclui blocos de rochas com volume superior a 2 m³. Extração se dá mediante o emprego de explosivos.
    • Equipamentos
      • Corte em solo
        • Utilizam-se, em geral, Tratores equipados com lâminas, escavo-transportadores, ou escavadores conjugados com transportadores diversos. A operação deve incluir, complementarmente, a utilização de tratores e moto-niveladoras para escarificação, manutenção de caminhos de serviço e áreas de trabalho, além de tratores empurradores (“pushers”).
      • Corte em rocha
        • Utiliza-se perfuratrizes pneumáticas ou elétricas para o preparo das minas; tratores equipados com lâmina para a operação de limpeza da praça de trabalho, e carregadores conjugados com transportadores para a carga e transporte do material extraído.
      • Remoção de solos orgânicos, turfa ou similares, inclusive execução de corta-rios
        • Utilizam -se retroescavadeiras e escavadeiras com implementos adequados, podendo ser complementado com uso de equipamentos que são utilizados para corte em solo e em rocha.
    • Execução
      • Devem obedecer rigorosamente à programação de obras estabelecida e consignada na Segmentação do Diagrama de Bruckner.
      • OBS1: Caso seja verificada a ocorrência de rocha sã ou em decomposição, deve-se promover o rebaixamento do greide, da ordem de 0,40 m, e o preenchimento do rebaixo com material inerte, indicando no projeto de engenharia ou em sua revisão;
      • OBS2: Caso seja verificada a ocorrência de solos de expansão maior que 2% e baixa capacidade de suporte, deve-se promover sua remoção, com rebaixamento de 0,60 m; em se tratando de solos orgânicos, o projeto ou sua revisão fixarão a espessura a ser removida
      • Os segmentos que não atingirem as condições mínimas de compactação devem ser escarificados, homogeneizados, levados à umidade adequada e, então, devidamente compactados, de sorte a alcançar a energia estabelecida no Projeto de Engenharia
      • Atenção especial à execução dos cortes em rochas, objetivando a segurança do pessoal e dos equipamentos, sendo:
        • Estabelecer um horário rígido de detonação, com horas certas de fogo, e cumpri-lo à risca;
        • Não trabalhar com explosivos à noite;
        • Abrigar bem o equipamento e fazer com que o pessoal se proteja, de modo que as pedras da explosão não o atinjam;
        • Avisar a comunidade local e ao tráfego usuário, eventualmente existente, e colocar vigias para evitar a aproximação de pessoal estranho nas vizinhanças do corte na hora da explosão;
        • Não permitir a permanência de pessoas estranhas ao serviço durante qualquer fase do ciclo, pois todas elas são perigosas;
        • Somente permitir o manuseio de explosivo por pessoa habilitada e usar sempre as mesmas pessoas nesse serviço, e num número o mais reduzido possível (somente o estritamente necessário);
        • Somente trazer do depósito a quantidade de explosivo necessária à detonação, não permitindo sobras.
  5. ES 108/2009 - ATERROS

    • Materiais
      • Devem ser enquadrados em: 1ª categoria e de 2ª categoria. Devendo atender:
        • Ser preferencialmente utilizados, de conformidade com sua qualificação e destinação prévia fixada no projeto.
        • Ser isentos de matérias orgânicas, micáceas e diatomáceas. Não devem ser constituídos de turfas ou argilas orgânicas.
        • Para efeito de execução do corpo do aterro, apresentar capacidade de suporte adequada (ISC ≥ 2%) e expansão menor ou igual a 4%, quando determinados por intermédio dos seguintes ensaios
        • Para execução da camada final dos aterros, apresentar dentro das disponibilidades e em consonância com os preceitos de ordem técnico-econômica, a melhor capacidade de suporte e expansão ≤ 2%.
        • Em regiões que houver ocorrência de materiais rochosos e na falta de materiais de 1ª e/ou 2ª categoria admite-se, desde que devidamente especificado no projeto de engenharia, o emprego destes materiais de 3ª categoria (rochas), atendidas as condições prescritas no projeto de engenharia.
    • Execução
      • O início e o desenvolvimento dos serviços de execução dos aterros devem obedecer, rigorosamente, à programação de obras estabelecida e consignada na Segmentação do Diagrama de Bruckner.
      • Descarga, espalhamento em camadas, homogeneização, conveniente umedecimento ou aeração, compactação dos materiais selecionados procedentes de cortes ou empréstimos, para a construção do corpo do aterro até a cota correspondente ao greide de terraplenagem.
      • Descarga, espalhamento em camadas, conveniente umedecimento ou aeração, e compactação dos materiais procedentes de cortes ou empréstimos, destinados a substituir eventualmente os materiais de qualidade inferior, previamente retirados, a fim de melhorar as fundações dos aterros.
      • O lançamento do material para a construção dos aterros deve ser feito em CAMADAS SUCESSIVAS, em toda a largura da seção transversal, e em extensões tais que permitam seu umedecimento e compactação. Deve obedecer:
        • Para o CORPO DOS ATERROS, a espessura de cada camada compactada não deve ultrapassar de 30 cm.
        • Para as CAMADAS FINAS essa espessura não deve ultrapassar de 20 cm.
      • Aterros sobre solos de baixa resistência, solos moles e quando previsto no projeto de engenharia, para a remoção de tais solos devem ser adotados os seguintes procedimentos:
        • Iniciar as escavações para remoção dos solos moles no local exato. Atentar-se a necessidade da execução de estacas-prancha ou outras formas.
        • Escavar em nichos de, no máximo, 10 m ao longo do eixo e 5 m perpendiculares ao eixo da rodovia.
        • Reaterrar os nichos logo após concluída a escavação.
        • Evitar rebaixar o nível de água dentro da escavação, ou seja, a escavação deve ser feita de forma lenta o suficiente para evitar que o equipamento de escavação remova água, mas o mais rápido possível para minimizar o tempo de escavação aberta.
        • É inadmissível que qualquer escavação seja deixada aberta durante paralisações de construção, ou mesmo interrupções não previstas.
        • Os taludes da escavação devem ser o mais íngreme possível e garantindo a sua estabilidade.
        • O material de enchimento das cavas de remoção, como em geral estas compreendem áreas com nível d’água elevado, deve ser constituído por material inerte granular até o nível em que seja possível, inclusive com previsão de uso de bombeamento de vala, e prosseguimento do reaterro com solo compactado a seco.
        • Tão logo o material de preenchimento esteja acima do nível d’água na escavação, o material deve ser compactado com rolo liso.
        • O material removido deve ser depositado convenientemente ao lado da rodovia; outro local qualquer definido pela Fiscalização, e provido de diques de retenção dos materiais, de forma que a água contida no solo se esvaia, permitindo uma pré-secagem do solo antes do mesmo ter sua conformação definitiva, ou ser transportado para os locais de bota-fora ou de recomposição de empréstimos, conforme designado no Projeto.
      • Em regiões onde houver ocorrência predominante de materiais rochosos, deve ser admitida a execução do corpo do aterro com o emprego dos mesmos materiais, conforme definido no projeto de engenharia, ou desde que haja conveniência, e a critério da Fiscalização. Obedecendo:
        • A rocha deve ser depositada em camadas, cuja espessura não deve ultrapassar a 75 cm.
        • Os últimos 2,00 m do corpo do aterro devem ser executados em camadas de no máximo 30 cm de espessura.
        • A conformação das camadas deve ser executada mecanicamente, devendo o material ser espalhado com equipamento apropriado e devidamente compactado por meio de rolos vibratórios
      • Em regiões onde houver ocorrência predominante de areia, deve ser admitido seu uso na execução de aterros.
        • Em regiões onde houver ocorrência predominante de areia, deve ser admitido seu uso na execução de aterros. Ambas as camadas devem ser convenientemente compactadas. A camada de material terroso deve receber leivas de gramíneas, para sua proteção.
    • Condições especiais
      • Em regiões que houver ocorrência de materiais rochosos e na falta de materiais de 1ª e/ou 2ª categoria admite-se, desde que devidamente especificado no projeto de engenharia, o emprego destes materiais de 3ª categoria (rochas), atendidas as condições prescritas no projeto de engenharia.

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