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PSICANÁLISE

Yaritza Fernanda Portuguese

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PSICANÁLISE

  1. Sigmund Freud, médico vienense que alterou radicalmente o modo de pensar a vida psíquica.

    • O termo psicanálise é usado para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional.
      • Teoria caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica.
      • Método de investigação: busca o significado oculto daquilo que é manifesto por meio de ações e palavras ou pelas produções imaginárias (sonho, delírios, atos falhos).
      • Prática profissional: forma de tratamento que busca o autoconhecimento ou a cura.
  2. Descoberta do Inconsciente

    • Quando Freud abandonou as perguntas e deixou seus pacientes livres para se expressarem, notou que muitas vezes eles ficavam envergonhados ou embaraçados com ideias e imagens que lhe ocorriam.
      • E com isso ele chamou de resistência à força psíquica que se opunha a tornar consciente, a revelar um pensamento.
        • E de repressão o processo psíquico que visa encobrir, fazer desaparecer da consciência, uma ideia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem do sintoma.
  3. A Primeira Teoria do Aparelho Psíquico

    • Em 1900 Freud apresenta a primeira concepção sobre a estrutura e o funcionamento da personalidade. Esta teoria se refere à existência de três sistemas ou instâncias psíquicas: inconsciente, pré-consciente e consciente.
      • Inconsciente: conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual da consciência. É constituído por conteúdos reprimidos, que não têm acesso aos sistemas pré-consciente/consciente, pela ação de censuras internas. Podem ter sido conscientes em algum momento e terem sido reprimidos.
      • Pré-consciente: se refere ao sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na consciência neste momento, mas no momento seguinte pode estar.
      • Consciente: é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo interior. Destaca-se o fenômeno da percepção, a atenção e o raciocínio.
  4. Descoberta da Sexualidade Infantil.

    • Freud em suas investigações na prática clínica sobre as causas e o funcionamento dos neuroses, descobriu que a maioria dos pensamentos e desejos reprimidos se referem a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida.
      • As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica, e é postulada a existência da sexualidade infantil.
        • Os principais aspectos destas descobertas são:
          • A função sexual existe desde o princípio da vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes.
          • O período de desenvolvimento da sexualidade é longo e complexo até chegar à sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção do prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. Esta afirmação contrariava as ideias predominantes de que o sexo estava associado exclusivamente a reprodução.
      • No processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo nos primeiros tempos de vida, tem função sexual ligada à sobrevivência, e portanto, o prazer é encontrado no próprio corpo. O corpo é erotizado, ou seja, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo, e há um desenvolvimento progressivo que levou Freud a postular as fases do desenvolvimento sexual em:
        • Fase oral: zona de erotização é a boca.
        • Fase anal: zona de erotização é anus.
        • Fase fálica: zona de erotização é o órgão sexual.
        • Fase genital: é quando o objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo e sim no outro.
        • O complexo de Édipo: conjunto organizado de desejos amorosos que a criança apresenta em relação a suas figuras parentais. Ocorre entre 3 e 5 anos.
  5. A Segunda Teoria do Aparelho Psíquico.

    • Entre 1920 e 1923. Freud remodela a teoria do aparelho psíquico e introduz os conceitos de Id, Ego e Superego para se referir aos três sistemas da personalidade.
      • Id: constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se “localizam” as pulsões: de vida e de morte. É regido pelo princípio do prazer.
      • Superego: se origina com o complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. A moral, os ideais são funções do superego.
      • Ego: sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do Id, as exigências da realidade e as “ordens” do superego. É regido pelo princípio da realidade, que, com o princípio do prazer, rege o funcionamento psíquico. Tem como funções básicas a percepção, a memória, os sentimentos e o pensamento.
  6. Os Mecanismos de Defesa

    • A percepção de um acontecimento, do mundo externo ou do mundo interno, pode ser algo muito constrangedor, doloroso, desorganizador. E para evitar este desprazer, a pessoa “deforma” ou suprime a realidade.
    • São vários os mecanismos que o indivíduo pode usar para realizar esta deformação da realidade, chamados de mecanismos de defesa. São processos realizados pelo ego e são inconscientes, ocorrem independente da vontade do indivíduo.
      • Para Freud, defesa é a operação pela qual o ego exclui da consciência os conteúdos indesejáveis, protegendo o aparelho psíquico. O ego mobiliza estes mecanismos, que suprimem ou dissimulam a percepção do perigo interno, em função de perigos reais ou imaginários localizados no mundo exterior. Estes mecanismos são:
        • Formação reativa: o ego procura afastar o desejo que vai em determinada direção, e, para isso, o indivíduo adota uma atitude oposta a este desejo. Um bom exemplo são as atitudes exageradas.
        • Regressão: o indivíduo retorna a etapas anteriores de seu desenvolvimento.
        • Recalque: indivíduo “não ve”, “não ouve”. Existe a supressão de uma parte da realidade. Este aspecto que não é percebido pelo indivíduo faz parte de um todo e ao ficar invisível, altera, deforma o sentido todo. É o mais radical de todos.
        • Projeção: é uma confluência de distorções do mundo externo e interno.
        • Racionalização: o indivíduo constrói uma argumentação intelectual convincente e aceitável que justifica os estados “deformados” da consciência. Isto é, uma defesa que justifica as outras. Na racionalização o ego coloca a razão a serviço do irracional e utiliza para isto o material fornecido pela cultura, ou mesmo pelo saber científico.
        • Outros mecanismos: denegação, identificação, isolamento, anulação, retroativa, inversão e retorno sobre si.
        • Todos nós os utilizamos em nossa vida cotidiana, deformamos a realidade para nos defender de perigos internos ou externos, reais ou imaginários.
  7. BEHAVIORISMO

    • O Estudo do Comportamento
      • O termo behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em um artigo publicado em 1913, que apresentava o título “Psicologia: como os behavioristas a veem”. Watson defendia uma perspectiva funcionalista para a Psicologia, isto é, o comportamento deveria ser estudado como função de certas variáveis do meio. Certos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas e isso ocorre porque os organismos se ajustam aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários e pela formação de hábitos. Watson buscava a construção de uma Psicologia sem alma e sem mente, livre de conceitos mentalistas e de métodos subjetivos e que tivesse a capacidade de prever e controlar. Hoje não se entende comportamento como uma ação isolada de um sujeito, mas sim, como uma interação entre aquilo que o sujeito faz e o ambiente onde o seu “fazer” acontece. Behaviorismo se dedica ao estudo das interações do indivíduo entre o indivíduo e o ambiente, entre as ações do indivíduo e o ambiente.
    • A Análise Experimental do Comportamento
      • O sucessor de Watson, Skinner tem influenciado muitos psicólogos americanos e de vários países onde a Psicologia americana tem grande penetração. Esta linha de estudo ficou conhecida por Behaviorismo radical, termo criado pelo próprio Skinner para designar uma filosofia da Ciência do comportamento por meio da análise experimental do comportamento. A base da corrente skinneriana está na formulação do comportamento operante.
    • O Comportamento Respondente
      • Comportamento reflexo ou respondente é o que usualmente é chamado de “não-voluntário" e inclui as respostas que são “produzidas” por estímulos antecedentes do ambiente. Esses comportamentos são interações estímulo-resposta incondicionadas, nas quais certos eventos ambientais confiavelmente eliciam certas respostas do organismo que independem de “aprendizagem”.
    • O Comportamento Operante
      • Comportamento operante abrange um leque amplo da atividade humana, dos comportamentos do bebê de agarrar objetos e de olhar enfeites do berço aos mais sofisticados, apresentados pelo adulto.
    • Reforçamento
      • Chamamos de reforço toda consequência que, uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência da resposta. Pode ser positivo ou negativo:
        • Reforço positivo: todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz.
        • Reforço negativo: todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o remove ou atenua.
    • Extinção
      • Outros processos foram sendo formulados pela Análise Experimental do Comportamento. Um deles é o da extinção. A extinção é um processo no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada. Como consequência, a resposta diminuirá de frequência e até mesmo poderá deixar de ser emitida. O tempo necessário para que a resposta deixe de ser emitida dependerá da história e do valor do reforço envolvido.
    • Controles de Estímulos
      • Tem sido polêmica a discussão sobre a natureza ou extensão do controle que o ambiente exerce sobre nós, mas não há como negar que há algum controle. Assumir a existência desse controle e estudá-lo permite maior entendimento dos meios pelos quais os estímulos agem. Assim, quando a frequência ou a forma da resposta é diferente sob os estímulos diferentes,se diz que o comportamento está sob o controle de estímulos. Dois importantes processos devem ser apresentados: discriminação e generalização.
        • Generalização: um estímulo adquire controle sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estímulo similar, mas diferente. Frequentemente, a generalização depende de elementos comuns a dois ou mais estímulos.
        • Discriminação: se diz que desenvolveu uma discriminação de estímulos quando uma resposta se mantém na presença de um estímulo, mas sofre certo grau de extinção na presença de outro. Isto é, um estímulo adquire a possibilidade de ser conhecido como discriminativo da situação reforçadora.
    • Punição
      • É outro procedimento importante que envolve consequência à ação de uma resposta quando há apresentação de estímulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente. Os dados de pesquisa mostram que a supressão do comportamento punido só é definitiva se a punição for extremamente tensa, isto porque as razões que levaram à ação não são alteradas com a punição.

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Mind Map on PSICANÁLISE, created by Yaritza Fernanda on 04/06/2022.
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