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GESTÃO DE CUSTO LOGISTICO

William Santander Portuguese

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GESTÃO DE CUSTO LOGISTICO

  1. CUSTO

    • Os custos logísticos incluem os gastos relacionados à aquisição de recursos, distribuição de produtos e outras despesas que compõem a cadeia de produção, vendas e entregas de uma empresa
    • custos diretos são aqueles custos (ou despesas) que podem ser facilmente identificados com o objeto de custeio. São os custos diretamente identificados aos seus causadores, ou seja, quem consumiu aquele custo que se identifica com o produto vai ter que assumir o seu valor. Para que seja feita a identificação, não há necessidade de rateio. Exemplos: produção de pão (padaria industrial): matéria-prima, mãode-obra.
    • Custos indiretos, conforme Leone (2000), são os gastos que não podem ser alocados de forma direta ou objetiva aos produtos ou a um grupo ou a outro segmento ou atividade operacional, e caso sejam atribuídos aos produtos, serviços ou departamentos, serão mediante critérios de rateio. São os gastos que a empresa tem para exercer suas atividades, mas que não tem relação direta com um produto ou serviço específico, pois se relacionam com vários produtos ao mesmo tempo. Às vezes, por causa de sua não relevância, alguns custos são alocados aos objetos do custeio através de rateios. Neste caso, adotando o rateio, os custos serão considerados indiretos. Exemplos: produção de pão (padaria industrial): seguros, manutenção dos equipamentos, assessorias, aluguel, entre outros.
    • Custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou venda. Quanto maior for o volume de produção, maiores serão os custos variáveis totais. São os valores consumidos ou aplicados que têm seu crescimento vinculado à quantidade produzida pela empresa. Segundo Horngren, Foster e Datar (1999), um custo variável é um custo que se altera em montante em proporção às alterações num direcionador de custo. Um direcionador de custo é qualquer fator que afeta os custos totais.
    • Custos fixos são aqueles gastos que tendem a se manter constantes nas alterações de atividades operacionais, independentemente do volume de produção. São os custos que têm seu montante fixado não em função de oscilações na atividade, ou seja, sem vínculo com o aumento ou diminuição da produção. Assim, esses custos permanecem no mesmo valor independentemente da quantidade produzida. Relacionam-se com a capacidade instalada que a empresa possui e seu valor independe do volume de produção, existindo independentemente de a empresa estar produzindo ou parada. Segundo Horngren, Foster e Datar (1999), um custo fixo é um custo que não se altera em montante apesar de alterações num direcionador de custo.
    • As etapas para rateio dos custos indiretos
      • Primeira: separar os gastos em custos e despesas;
      • Segunda: separar os custos em custos diretos e indiretos;
      • Terceira: inserir os custos indiretos no Mapa de Localização de Custos (MLC), para serem rateados nos departamentos que os utilizaram, ou seja, nos departamentos auxiliares e de produção;
      • Quarta: ratear os custos indiretos aos departamentos auxiliares e produtivos da empresa conforme critérios pré-estabelecidos. Exemplos: aluguel – conforme a área ocupada por cada departamento, setor, atividade;
      • Quinta: cabe aos departamentos auxiliares, que não trabalham com o produto, dar o suporte para que a produção aconteça com sucesso e estes não repassam seus custos aos departamentos de produção conforme critérios estabelecidos a partir de discussões com os gestores dos departamentos envolvidos. Exemplos: o almoxarifado pode repassar os custos do seu departamento para os departamentos de produção conforme o critério de número de requisições solicitadas pelos departamentos produtivos. Os custos do departamento de administração podem ser rateados aos departamentos de produção conforme o tempo despendido no gerenciamento de cada departamento produtivo, ou conforme o número de colaboradores;
      • Sexta: portanto, agora quem tem custos são somente os departamentos de produção, e para distribuir os custos indiretos de cada departamento de produção aos seus produtos é necessário definir mais um critério de rateio, o qual pode ser pelo numero de unidades produzidas, pelo tempo total de produção, pela matéria-prima, pela mão-de-obra, ou seja, cada empresa vai definir o critério mais adequado ao seu tipo de produto e processo de produção;
      • Sétima: juntar ao custo indireto de cada produto, os custos diretos de matéria-prima, mão-de-obra e embalagem para formar o custo total de produção;
      • Oitava: baseado no custo total de produção você pode montar o preço de venda orientativo; mas é preciso verificar também o preço de mercado, o preço praticado pela concorrência, e avaliar a composição do custo, do volume e do lucro desejado e se é factível a sua aplicação.
    • Bases para Rateio dos Gastos Gerais
      • Combustíveis e lubrificantes: pode ser rateado de acordo com o consumo de cada seção produtiva, fator conhecido pela análise das requisições.
      • Energia elétrica: pode ser rateado com base em medidor instalado em cada unidade produtiva ou por meio do metro quadrado que nem sempre retrata o correto.
      • Aluguel e IPTU: pode ser feita pelo metro quadrado na área de ocupação.
      • Amortização e depreciação: do imobilizado da área produtiva em relação à proporcionalidade percentual do ativo imobilizado num todo.
      • Material de limpeza e outros de consumo: pode ser atribuído a cada unidade de acordo com as requisições ao almoxarifado.
      • Mão-de-obra de terceiros: pode ser rateado de acordo com as ordens de serviço por elas emitidas.
      • Despesas com conservação e reforma: podem ser rateados de acordo com a metragem ocupada por cada uma das seções beneficiadas com a despesa
      • Limpeza e conservação: podem ser rateados pelo número de funcionários ou área ocupada de cada unidade produtiva.
      • Sistemas de Custeio
        • Os sistemas de custeio podem também ser denominados sistema de acumulação de custos, ou sistemas de custeamento, ou simplesmente sistema de acumulação. Conforme Padoveze (2003), “compreendem os instrumentos, critérios e sistemas para registro, guarda e acumulação das informações dentro de um ordenamento lógico e coerente nos produtos e sistemas produtivos das empresas”. A escolha do sistema de custeio a ser adotado pela empresa baseia-se, portanto, no seu sistema produtivo. E só depois a empresa deverá escolher o método de custeio
      • SISTEMA DE ACUMULAÇÃO POR PROCESSO
        • O setor produtivo, também chamado de indústria, fábrica, células de produção, é o local da empresa onde são executados os processos de transformação dos materiais em produtos finais. A fábrica produz de modo contínuo, em série ou em massa. Por isso, podemos encontrar na literatura também o nome de sistema de custeio contínuo.
      • SISTEMA DE ACUMULAÇÃO POR ORDEM
        • Quando o fator determinante de produção é a autorização de fabricação de um produto ou serviço. Essa autorização de produção pode ser denominada ordem de produção; de serviço; de trabalho; de execução; etc. Por isso, verificamos na literatura, nomes similares para o sistema por ordem, mais comumente chamado sistema por ordem de produção, e também podemos encontrar a denominação sistemas por encomenda.
      • MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO
        • O método de Custeio por Absorção é bastante utilizado pelas empresas brasileiras, pois além de respeitar os Princípios Fundamentais de Contabilidade, é aceito pela legislação comercial e pela legislação fiscal. Segundo Leone (2000, p. 242), o critério do custo por absorção é aquele que inclui todos os custos indiretos de fabricação de certo período nos custos de suas diferentes atividades industriais, sejam produtos, processos ou serviços. O critério para tanto precisa recorrer a uma série de rateios por causa dos custos comuns, de difícil identificação ou não relevantes. A finalidade principal do critério é ter o custo total (direto e indireto) de cada objeto de custeio. Este custo total se destina, entre outros fins, a determinar a rentabilidade de cada atividade, a avaliar os elementos que compõem o patrimônio e a compor uma informação significativa no auxílio à decisão de estabelecer os preços de venda dos produtos ou dos serviços
      • CUSTOS NAS DECISÕES DE PREÇOS
        • m base no custo de produção. Uma das formas de precificar um produto é com base no seu custo, seja no custo de produção (indústria) ou no custo de aquisição (comércio). Chamamos atenção que precificar com base no custo é uma alternativa. Paralelamente é necessário avaliar mercado, concorrência, demanda, entre outros fatores determinantes na formação de preços.
        • O Processo de Formação de PreçosO processo de determinação de preços de venda deve merecer a atenção da alta administração da empresa dado a importância que o assunto representa, inclusive em termos de obtenção de resultados, grau de retorno do investimento, fatia de mercado desejada pela empresa e demais fatores de caráter empresarial.
      • APURAÇÃO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO, DO PONTO DE EQUILÍBRIO E DA MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL
        • Margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o custo e despesas variáveis de cada produto ou serviço; é o valor com que cada unidade contribui para o pagamento dos custos e despesas fixas e para a formação do lucro. A margem de contribuição pode ser: unitária quando a contribuição é oriunda de uma só unidade de produto; ou total quando provém de diversas unidades de produto e indica quantitativamente a importância do produto no desempenho global da empresa (Berti, 2006)
        • Ponto de Equilíbrio Para a formação do ponto de equilíbrio é preciso levar em conta as receitas e as despesas, calculando os parâmetros que indicam a capacidade mínima em que a empresa deve operar para não ter prejuízo, sendo necessário, para tanto, saber a margem de contribuição em percentual ou em quantidades unitárias, que é provocada pela ocorrência de custos e despesas variáveis na produção e comercialização de produtos.
  2. DESESPESA

    • O que é despesa logística? Os custos logísticos incluem os gastos relacionados à aquisição de recursos, distribuição de produtos e outras despesas que compõem a cadeia de produção, vendas e entregas de uma empresa.
  3. Insumos: são bens adquiridos para o consumo no processo de produção de novos bens ou de prestação de serviços. Exemplo: material secundário; matéria-prima; embalagens; mãode-obra direta ou indireta; combustíveis e outros utilizados para o funcionamento dos equipamentos na produção

  4. Investimentos: São todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são estocados nos Ativos da empresa para baixa (saída) ou amortização (quitação) quando de sua venda, de seu consumo, de seu desaparecimento ou de sua desvalorização. Exemplo: compras de máquinas para a produção

  5. Perdas: bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária, que representa a diminuição de um ativo sem que haja a contrapartida de uma receita ou de um ganho. São itens que vão diretamente à Conta de Resultados, ou seja, são descontados do resultado final após o lançamento das receitas menos as despesas (sobras). As perdas de pequeno valor são consideradas dentro dos custos ou das despesas, sem ser feita separação, pois os valores envolvidos são irrelevantes. Exemplos: perdas de tecido durante a fabricação de camisetas, perda na evaporação de produtos químicos durante a elaboração de um medicamento, são perdas que são lançadas no custo de produção, são perdas previsíveis. As perdas anormais são perdas não desejadas e não programadas durante um processo de produção. Exemplos: perdas com incêndio, obsolescência de estoques, inundações, entre outras.

  6. Desperdícios: Pode ser considerado um dos vilões da lucratividade devido à falta de controle e improdutividade, ocasionando um ônus financeiro evitável. O professor Berti (2006) esclarece que desperdícios são gastos ocorridos nos processos produtivos ou de geração de receitas que podem ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade de bens, serviços ou receitas geradas. Exemplos: trabalho decorrente de defeitos de fabricação; estocagem e manutenção de estoques desnecessários, retrabalhos durante um processo de produção, etc.

  7. DEPARTAMENTALIZAÇÃO

    • Departamentos Auxiliares: têm como característica auxiliar os departamentos produtivos; existem para prestar serviços aos demais departamentos. Neles não ocorre nenhuma ação direta sobre o produto. Exemplo: indústria de camisas.
    • Departamentos Produtivos: atuam diretamente na industrialização do produto ou na prestação do serviço. Neles promovem-se modificações no produto.
  8. Centro de Custos

    • Centro de Custos: é a menor unidade de acumulação de custos, sendo representada por homens, máquinas e equipamentos de características semelhantes que desenvolvem atividades homogêneas relacionadas com o processo produtivo
    • Centros de Custos Produtivos (CCP): centros de custos por onde os produtos passam durante o processo de fabricação e nos quais são transformados ou beneficiados. Exemplo: corte, costura, pintura, acabamento, etc.
    • Centros de Custos Auxiliares (CCA): centros de custos que fazem parte do processo produtivo, mas não atuam diretamente nos produtos. Prestam serviços ou dão apoio aos CCP. Exemplo: manutenção, planejamento, refeitório, administração, almoxarifado, etc.

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Mind Map on GESTÃO DE CUSTO LOGISTICO, created by William Santander on 03/12/2022.
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