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Biossinalização e receptores
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Biossinalização e receptores
Transdutores de sinal são notavelmente específicos e extremamente sensíveis. A especificidade é alcançada por uma complementaridade molecular precisa entre as moléculas sinalizadoras e receptoras, mediada pelos mesmos tipos de forças fracas que controlam as interações enzima-substrato e antígeno-anticorpo.
A afinidade entre o sinal (ligante) e o receptor pode ser expressa na forma da constante de dissociação Kd, comumente 10 elevado a menos 10 M ou menos – ou seja, o receptor detecta concentrações picomolares da molécula sinalizadora.
A cooperatividade nas interações receptor-ligante causa grandes alterações na ativação do receptor em resposta a pequenas alterações na concentração do ligante.
A amplificação ocorre quando uma enzima associada a um receptor de sinal é ativada e, por sua vez, catalisa a ativação de muitas moléculas de uma segunda enzima, ativando muitas moléculas de uma terceira enzima, e assim por diante, em uma cascata enzimática.
A modularidade das proteínas de sinalização permite que a célula misture e combine um conjunto de moléculas sinalizadoras para a criação de complexos com diferentes funções ou localizações celulares.
Proteínas de ancoragem sem atividade enzimática com afinidade por diversas enzimas que interagem em cascatas aproximam essas proteínas, garantindo sua interação em locais celulares e momentos específicos.
Uma última característica notável dos sistemas de transdução de sinal é a integração, a capacidade de um sistema de receber múltiplos sinais e produzir uma resposta unificada apropriada às necessidades da célula ou do organismo.
Os receptores tirosina-cinases uma grande família de receptores da membrana plasmática com atividade cinásica intrínseca, transduzem os sinais extracelulares por um mecanismo fundamentalmente diferente daquele dos GPCR. Os RTK têm um domínio de interação com o ligante na face extracelular da membrana plasmática e um sítio ativo enzimático na face citoplasmática, conectados por um único segmento transmembrana.
Quando a insulina se liga, cada unidade alfa-beta do INSR fosforila a subunidade beta da unidade associada, ativando a função Tyr-cinásica do receptor. A cinase catalisa a fosforilação de resíduos de Tyr em outras proteínas, como IRS-1.
Os resíduos de fosfotirosina em IRS-1 servem como sítios de ligação para proteínas contendo domínios SH2. Algumas dessas proteínas, como a Grb2, têm dois ou mais domínios de ligação a proteínas e podem atuar como adaptadores que aproximam outras proteínas
MAPK que termina com a fosforilação de proteínas-alvo no citosol e no núcleo. O resultado são mudanças metabólicas específicas e alterações na expressão gênica.
A enzima PI3K, ativada pela interação com IRS-1, converte o lipídeo de membrana PIP2 em PIP3, tornando-o um ponto de nucleação para proteínas e ramificando a rota de sinalização da insulina
Uma proteína Tyr-cinase solúvel (JAK) é ativada pela associação com um receptor, e então fosforila o fator de transcrição STAT, que entra no núcleo e altera a expressão de um conjunto de genes
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- Mind Map on Biossinalização e receptores, created by Laiza Weber on 11/12/2022.
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- Laiza Weber
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