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Capítulo 10 - Setor externo
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Capítulo 10 - Setor externo
Acontece, que, atualmente, ao menos do ponto de vista econômico, o mundo se apresenta constantemente interligado, seja por meio dos fluxos comerciais, seja por meio dos fluxos financeiros. As relações econômicas internacionais tem posição fundamental para a maioria dos países. As importações representam parcela significativa da oferta dos países, enquanto as exportações constituem importante elemento de demanda. A constatação da importância do setor externo no funcionamento das econômias nacionais levou ao surgimento de importante ramo de estudo na Teoria Econômica, denominado "Econômia Internacional". Numa primeira aproximação, poder-se-ia dizer que os países comercializam entre si pois não são autosuficientes, isto é, não conseguem produzir tudo de que necessitam; assim, o bem-estar dos cidadãos e o desenvolvimento econômico podem ser maiores quando se comercializa com outros países.
- Em segundo lugar, a econômia internacional estuda os impactos macroeconômicos da relação entre os países. O primeiro aspecto é que essa relação envolve moedas diferentes, colocando-se assim um segundo grupo de questões para a Econômia Internacional, relativas as taxas de câmbio. O tipo de regime cambial traz consequências em termos de política monetária e fiscal, bem como sobre o nível de atividade, emprego e produto do país. Para avaliar esse impacto, devemos analisar o balanço de pagamentos dos países, que é o registro das operações dos países com o resto do mundo.
10.1 Balanço de pagamentos
- Um país realiza diversas transações com o resto do mundo. Estas envolvem compra e venda de bens e serviços, compra e venda de ativos, entre outros. A oferta agregada do país, por exemplo, deixa de ser composta apenas por produtos feitos internamente, mas passa a contar com bens e serviços elaborados no exterior. A demanda por produtos domésticos deixa de ser feita apenas por residentes, passando a ser feita também por não residentes. A poupança interna deixa de ser a única fonte para financiar os investimentos, pois o país pode recorrer à poupança externa, assim como a poupança interna não precisa mais necessariamente ser aplicada no país, podendo ser investida no exterior.
- O balanço de pagamentos de um país é um resumo contábil das transações econômicas que esse país faz com o resto do mundo, durante certo período de tempo. Com base nesse balanço pode-se avaliar a situação econõmica internacional do país. No Brasil, o balanço de pagamentos é elaborado pelo Banco Central baseado nos registros das transações efetuadas entre residentes no país e residentes em outras nações. Entende-se por residentes os agentes econômicos que possuem o centro de interesse no país. Na contabilização desses registros, adota-se o método das partidas dobradas. Nesses registros, toda transação que cria um direito constitui um crédito. As exportações, por exemplo, são créditos. Por outro lado, as importações são débitos, assim como os juros pagos ao exterior. De modo geral, pode-se considerar que toda entrada de divisas corresponde a um crédito, e toda saída a um débito.
- Sob a ótica do balanço de pagamentos, as transações internacionais podem ser de duas espécies: - Transações autonômas são as realizadas normalmente e que acontecem por si mesmas. Tais transações são motivadas pelos interesses dos agentes (empresas, consumidores, governo). E transações compensatórias que são as destinadas a financiar o saldo final das transações autonômas. O balanço de pagamentos procura resumir as diferentes contas ou transações internacionais de um país, sendo que os créditos entram com sinal positivo e os débitos com sinal negativo. Quando se diz que um país possui superávit (ou déficit), ou seja, quando se procura apurar o resultado do balanço de pagamentos de um país em determinada época, está-se pensando no saldo credor (ou devedor);
- A balança de transações correntes procura resumir a diferença entre o total das exportações e das Importações tanto de Mercadorias como de Serviços, sendo também incluído o saldo de Transferências Unilaterais Correntes executadas durante o período. As transações desta balança são as que afetam diretamente a Renda Nacional. Se esta conta for superavitária , isso significa que o país está recebendo recursos que podem ser utilizados: i - no pagamento de compromissos assumidos anteriormente (diminuição do endividamento externo); ii - para investimento do país no exterior (aumento do controle do país sobre empreendimentos no exterior) ou readquirir ativos no país pertencentes a estrangeiros; iii - para aumentar as reservas do país etc. - Se, porém, tal conta for deficitária, isso implica a necessidade: - i - de investimentos de estrangeiros no país; - ii - de se contraírem empréstimos no exterior; - iii - de diminuir as reservas nacionais de divisas internacionais.
- Por muito tempo a Balança de Transações Correntes foi praticamente identificada com a Balança Comercial; porém com o crescimento do chamado comércio de invisíveis, ou seja, com a crescente importância dos serviços e dos rendimentos, especialmente de capital (pagamentos de juros e remessas de lucro) buscou-se decompor melhor a Balança de Transações Correntes. A Balança Comercial (FOB) inclui basicamente as importações e exportações de mercadorias. Se as exportações forem maiores que as importações, a balança comercial do país será superavitária; se ocorrer o contrário, teremos uma balança comercial deficitária. Existem duas maneiras de se contabilizar o valor das exportações e importações. Existem as exportações e importações FOB em que as despesas incluídas no valor das mercadorias são as incorridas até o embarque da mercadoria, e as exportações e importações CIF , em que se incluem no valor das mercadorias, além de seu custo, também o frete e o seguro de seu transporte até o destino.
- Exportações: venda de mercadorias produzidas no país para outros países, isto é, corresponde à demanda de não residentes por mercadorias produzidas no país. - Importações: compra de mercadorias produzidas em outro país por residentes no país. - Saldo da balança comercial = Exportações (FOB) - Importações (FOB). Os principais fatores a determinarem o saldo da balança comercial são: o nível de renda da econômia e do resto do mundo, a taxa de câmbio e os termos de troca. A Balança de Serviços e Rendas representa as negociações internacionais dos chamados bens invisíveis e os rendimentos de investimentos e do trabalho. A Balança está subdividida em duas contas principais: serviços, que corresponde às transações que não envolvem negociação com fatores de produção, e Rendas referente a pagamentos a fatores de produção. A Conta de Serviços se divide em vários subitens que são: transportes e seguros, viagens, serviços financeiros.
- Não estando incluído juros pagos por empréstimos e financiamentos. A Conta Rendas é referente aos rendimentos do fator trabalho e às rendas de investimento. Esta se subdivide em subitens, que correspondem às remunerações dos investimentos elencados na Conta Financeira dentro da Conta Capital e Financeira. A divisão se dá em termos de investimentos diretos e investimentos em carteira e dividem-se as remunerações desses investimentos em lucros e dividendos ou juros. Na Conta Rendas estão incluídas os juros pagos ao exterior por conta de títulos da dívida, tanto da emissão doméstica quanto no exterior, e também os lucros e dividendos.
- Balança de Serviços e Rendas - registra as exportações e importações de serviços pelo país. Podemos dividi-lá em: i - Rendas: corresponde ao pagamento pela utilização de fatores de produção, como, por exemplo, trabalho e capital e corresponde ao serviço de fatores. - ii - Serviços: não envolve negociação com fatores de produção, como, por exemplo, turismo, frete etc. São os chamados serviços de não fatores. As Transferências Unilaterais Correntes refere-se a pagamentos sem contrapartida de um país para outro, são transferências de bens e moedas para consumo corrente. Existem nesse caso, dois elementos principais: i - as remessas feitas por empregados migrantes para suas famílias no país de origem. ii - as ''doações'' feitas por um governo para o outro
- As transações descritas (transações correntes) não implicam aquisição (ou venda) de direitos (futuros) sobre os residentes de outros países nem aquisição (ou venda) de obrigações no país por parte de não residentes. Esses elementos compõem o Balanço de Pagamentos: - Conta Capital e Financeira: agrupa as transações que representam modificações nos direitos e obrigações de residentes no país para com não residentes. No balanço de pagamentos inclui: - Conta Capital: se incluem as transferências unilaterais relativas ao patrimônio de migrantes internacionais, assim como aquisição (ou alienação) de bens não financeiros não produzidos, como cessão de marcas e patentes. - Conta Financeira: é a principal conta dessa parte do Balanço de Pagamentos, congregando todos os fluxos com ativos e passivos financeiros entre residentes e não residentes no país. Destacam-se quatro subitens nessa conta:
- Investimentos diretos: se subdividem em dois subitens: as participações no capital relativas à aquisição, subscrição, aumento do capital social de empresas e os empréstimos intercompanhias relacionados principalmente aos créditos concedidos pelas matrizes e suas filiais e em certas situações, aos créditos concedidos por filiais às matrizes. - Investimento em carteiras: compreendem os fluxos de capital relacionados à aquisição de títulos negociáveis em mercados secundários, dividido em títulos de variável (ações) e de renda fixa. Nesta conta incluem-se as operações ativas, ou seja, de residentes no Brasil adquirindo posições no exterior, e passivas, em que não residentes adquirem posições de emissão brasileira. -Derivativos Financeiros: incluem-se os fluxos relativos à liquidação de haveres e obrigações de operações de swap, futuros e opções, assim como os prêmios relativos a estas últimas operações.
- Outros investimentos: Incluem-se os créditos comerciais, empréstimos e financiamentos, além das disponibilidades em moedas e depósitos. A principal variável a explicar o movimento de capitais entre os países é a taxa de juros. Quanto maior a taxa de juros em um país em relação ao resto do mundo, maior será o estímulo a aplicar recursos naquele país. A esse processo de homogeneização dos rendimentos entre diferentes países dá-se o nome de arbitragem, que opera da seguinte forma: se em determinado país a taxa de juros está muito elevada em relação a outro país, teremos uma fuga de recursos do país com baixa taxa de juros em direção ao país que está com taxas elevadas, de tal modo que a taxa de juros do primeiro tende a elevar-se, enquanto no segundo (receptor), tende a cair, levando à igualdade entre as taxas dos dois países.
- Conta Capital e Financeira - envolve as operações que modificam a estrutura de direitos e obrigações de um país em relação ao resto do mundo. Inclui: i - Conta Capital: transferências unilaterais patrimoniais e aquisição (ou alienação) de bens não financeiros, não produzidos, como cessão de marcas e patentes. ii - Conta Financeira: todos os fluxos com ativos e passivos financeiros entre residentes e não residentes (investimentos, empréstimos, amortizações etc). A conta Erros e Omissões surge em função de equívocos existentes no registro das operações do país com o exterior. O resultado do balanço de pagamentos é de superávit quando positivo e déficit quando negativo. A Conta de Transações Compensatórias equaliza os débitos e créditos no balanço. A conta compensatória é conhecida como Variação de Reservas, que registra a variação nos haveres em moeda estrangeira e ouro possuídos em reserva pelo país.
- Com a crise da dívida externa em 1982, verificou-se profunda retração na entrada de capitais no país, que inclusive chegou a ser negativa na segunda metade dos anos 80. A partir de 1992, o país voltou a receber uma massa significativa de recursos externos, o que, juntamente com o bom desempenho das transações correntes, permitiu ao país acumular um volume de reservas internacionais que nunca tinha atingido. Entretanto, após o Plano Real, os saldos da Balança Comercial e o das transações correntes se inverteram. Enquanto o saldo das transações correntes foi compensado pelas entradas de capital na Conta Capital e Financeira. Houve grande endividamento externo ao longo da década de 70 e nos primeiros anos da década de 80.
- Após esse período, a dívida se estabilizou e voltou a crescer na década de 90, sendo que esse crescimento se materializou em parte em aumentos das reservas. O primeiro indicador, chamado índice ou coeficiente de vulnerabilidade, calculado pela relação dívida externa líquida/exportações, mostra quantos anos de exportação são necessários para pagar a dívida externa. O momento crítico da econômia brasileira foi na década de 80 e, que, atualmente, depois de uma substantiva elevação no final da década passada, este apresenta tendência para queda. O segundo indicador mostra qual a parcela das exportações comprometida com o pagamento de juros nas exportações. O terceiro indicador mostra quanto de importações está garantido pelas reservas do país, caso não entre nenhuma divisa no país. Os dois últimos indicadores mostram o grau de abertura da econômia brasileira.
- Com a crise da dívida externa em 1982, verificou-se profunda retração na entrada de capitais no país, que inclusive chegou a ser negativa na segunda metade dos anos 80. A partir de 1992, o país voltou a receber uma massa significativa de recursos externos, o que, juntamente com o bom desempenho das transações correntes, permitiu ao país acumular um volume de reservas internacionais que nunca tinha atingido. Entretanto, após o Plano Real, os saldos da Balança Comercial e o das transações correntes se inverteram. Enquanto o saldo das transações correntes foi compensado pelas entradas de capital na Conta Capital e Financeira. Houve grande endividamento externo ao longo da década de 70 e nos primeiros anos da década de 80.
- Conta Capital e Financeira - envolve as operações que modificam a estrutura de direitos e obrigações de um país em relação ao resto do mundo. Inclui: i - Conta Capital: transferências unilaterais patrimoniais e aquisição (ou alienação) de bens não financeiros, não produzidos, como cessão de marcas e patentes. ii - Conta Financeira: todos os fluxos com ativos e passivos financeiros entre residentes e não residentes (investimentos, empréstimos, amortizações etc). A conta Erros e Omissões surge em função de equívocos existentes no registro das operações do país com o exterior. O resultado do balanço de pagamentos é de superávit quando positivo e déficit quando negativo. A Conta de Transações Compensatórias equaliza os débitos e créditos no balanço. A conta compensatória é conhecida como Variação de Reservas, que registra a variação nos haveres em moeda estrangeira e ouro possuídos em reserva pelo país.
- Outros investimentos: Incluem-se os créditos comerciais, empréstimos e financiamentos, além das disponibilidades em moedas e depósitos. A principal variável a explicar o movimento de capitais entre os países é a taxa de juros. Quanto maior a taxa de juros em um país em relação ao resto do mundo, maior será o estímulo a aplicar recursos naquele país. A esse processo de homogeneização dos rendimentos entre diferentes países dá-se o nome de arbitragem, que opera da seguinte forma: se em determinado país a taxa de juros está muito elevada em relação a outro país, teremos uma fuga de recursos do país com baixa taxa de juros em direção ao país que está com taxas elevadas, de tal modo que a taxa de juros do primeiro tende a elevar-se, enquanto no segundo (receptor), tende a cair, levando à igualdade entre as taxas dos dois países.
- Investimentos diretos: se subdividem em dois subitens: as participações no capital relativas à aquisição, subscrição, aumento do capital social de empresas e os empréstimos intercompanhias relacionados principalmente aos créditos concedidos pelas matrizes e suas filiais e em certas situações, aos créditos concedidos por filiais às matrizes. - Investimento em carteiras: compreendem os fluxos de capital relacionados à aquisição de títulos negociáveis em mercados secundários, dividido em títulos de variável (ações) e de renda fixa. Nesta conta incluem-se as operações ativas, ou seja, de residentes no Brasil adquirindo posições no exterior, e passivas, em que não residentes adquirem posições de emissão brasileira. -Derivativos Financeiros: incluem-se os fluxos relativos à liquidação de haveres e obrigações de operações de swap, futuros e opções, assim como os prêmios relativos a estas últimas operações.
- As transações descritas (transações correntes) não implicam aquisição (ou venda) de direitos (futuros) sobre os residentes de outros países nem aquisição (ou venda) de obrigações no país por parte de não residentes. Esses elementos compõem o Balanço de Pagamentos: - Conta Capital e Financeira: agrupa as transações que representam modificações nos direitos e obrigações de residentes no país para com não residentes. No balanço de pagamentos inclui: - Conta Capital: se incluem as transferências unilaterais relativas ao patrimônio de migrantes internacionais, assim como aquisição (ou alienação) de bens não financeiros não produzidos, como cessão de marcas e patentes. - Conta Financeira: é a principal conta dessa parte do Balanço de Pagamentos, congregando todos os fluxos com ativos e passivos financeiros entre residentes e não residentes no país. Destacam-se quatro subitens nessa conta:
- Balança de Serviços e Rendas - registra as exportações e importações de serviços pelo país. Podemos dividi-lá em: i - Rendas: corresponde ao pagamento pela utilização de fatores de produção, como, por exemplo, trabalho e capital e corresponde ao serviço de fatores. - ii - Serviços: não envolve negociação com fatores de produção, como, por exemplo, turismo, frete etc. São os chamados serviços de não fatores. As Transferências Unilaterais Correntes refere-se a pagamentos sem contrapartida de um país para outro, são transferências de bens e moedas para consumo corrente. Existem nesse caso, dois elementos principais: i - as remessas feitas por empregados migrantes para suas famílias no país de origem. ii - as ''doações'' feitas por um governo para o outro
- Não estando incluído juros pagos por empréstimos e financiamentos. A Conta Rendas é referente aos rendimentos do fator trabalho e às rendas de investimento. Esta se subdivide em subitens, que correspondem às remunerações dos investimentos elencados na Conta Financeira dentro da Conta Capital e Financeira. A divisão se dá em termos de investimentos diretos e investimentos em carteira e dividem-se as remunerações desses investimentos em lucros e dividendos ou juros. Na Conta Rendas estão incluídas os juros pagos ao exterior por conta de títulos da dívida, tanto da emissão doméstica quanto no exterior, e também os lucros e dividendos.
- Exportações: venda de mercadorias produzidas no país para outros países, isto é, corresponde à demanda de não residentes por mercadorias produzidas no país. - Importações: compra de mercadorias produzidas em outro país por residentes no país. - Saldo da balança comercial = Exportações (FOB) - Importações (FOB). Os principais fatores a determinarem o saldo da balança comercial são: o nível de renda da econômia e do resto do mundo, a taxa de câmbio e os termos de troca. A Balança de Serviços e Rendas representa as negociações internacionais dos chamados bens invisíveis e os rendimentos de investimentos e do trabalho. A Balança está subdividida em duas contas principais: serviços, que corresponde às transações que não envolvem negociação com fatores de produção, e Rendas referente a pagamentos a fatores de produção. A Conta de Serviços se divide em vários subitens que são: transportes e seguros, viagens, serviços financeiros.
- Por muito tempo a Balança de Transações Correntes foi praticamente identificada com a Balança Comercial; porém com o crescimento do chamado comércio de invisíveis, ou seja, com a crescente importância dos serviços e dos rendimentos, especialmente de capital (pagamentos de juros e remessas de lucro) buscou-se decompor melhor a Balança de Transações Correntes. A Balança Comercial (FOB) inclui basicamente as importações e exportações de mercadorias. Se as exportações forem maiores que as importações, a balança comercial do país será superavitária; se ocorrer o contrário, teremos uma balança comercial deficitária. Existem duas maneiras de se contabilizar o valor das exportações e importações. Existem as exportações e importações FOB em que as despesas incluídas no valor das mercadorias são as incorridas até o embarque da mercadoria, e as exportações e importações CIF , em que se incluem no valor das mercadorias, além de seu custo, também o frete e o seguro de seu transporte até o destino.
- A balança de transações correntes procura resumir a diferença entre o total das exportações e das Importações tanto de Mercadorias como de Serviços, sendo também incluído o saldo de Transferências Unilaterais Correntes executadas durante o período. As transações desta balança são as que afetam diretamente a Renda Nacional. Se esta conta for superavitária , isso significa que o país está recebendo recursos que podem ser utilizados: i - no pagamento de compromissos assumidos anteriormente (diminuição do endividamento externo); ii - para investimento do país no exterior (aumento do controle do país sobre empreendimentos no exterior) ou readquirir ativos no país pertencentes a estrangeiros; iii - para aumentar as reservas do país etc. - Se, porém, tal conta for deficitária, isso implica a necessidade: - i - de investimentos de estrangeiros no país; - ii - de se contraírem empréstimos no exterior; - iii - de diminuir as reservas nacionais de divisas internacionais.
- Sob a ótica do balanço de pagamentos, as transações internacionais podem ser de duas espécies: - Transações autonômas são as realizadas normalmente e que acontecem por si mesmas. Tais transações são motivadas pelos interesses dos agentes (empresas, consumidores, governo). E transações compensatórias que são as destinadas a financiar o saldo final das transações autonômas. O balanço de pagamentos procura resumir as diferentes contas ou transações internacionais de um país, sendo que os créditos entram com sinal positivo e os débitos com sinal negativo. Quando se diz que um país possui superávit (ou déficit), ou seja, quando se procura apurar o resultado do balanço de pagamentos de um país em determinada época, está-se pensando no saldo credor (ou devedor);
- O balanço de pagamentos de um país é um resumo contábil das transações econômicas que esse país faz com o resto do mundo, durante certo período de tempo. Com base nesse balanço pode-se avaliar a situação econõmica internacional do país. No Brasil, o balanço de pagamentos é elaborado pelo Banco Central baseado nos registros das transações efetuadas entre residentes no país e residentes em outras nações. Entende-se por residentes os agentes econômicos que possuem o centro de interesse no país. Na contabilização desses registros, adota-se o método das partidas dobradas. Nesses registros, toda transação que cria um direito constitui um crédito. As exportações, por exemplo, são créditos. Por outro lado, as importações são débitos, assim como os juros pagos ao exterior. De modo geral, pode-se considerar que toda entrada de divisas corresponde a um crédito, e toda saída a um débito.
- Um país realiza diversas transações com o resto do mundo. Estas envolvem compra e venda de bens e serviços, compra e venda de ativos, entre outros. A oferta agregada do país, por exemplo, deixa de ser composta apenas por produtos feitos internamente, mas passa a contar com bens e serviços elaborados no exterior. A demanda por produtos domésticos deixa de ser feita apenas por residentes, passando a ser feita também por não residentes. A poupança interna deixa de ser a única fonte para financiar os investimentos, pois o país pode recorrer à poupança externa, assim como a poupança interna não precisa mais necessariamente ser aplicada no país, podendo ser investida no exterior.
10.2 Mercado Cambial
- Uma importante diferença do comercio internacional em relação ao comércio doméstico é que este último é realizado com uma mesma moeda nacional, enquanto no comércio internacional existe a necessidade de conversão entre diferentes moedas. Dentro do Brasil, a compra e a venda de mercadorias são feitas com o real. Taxa de câmbio: é o valor que uma moeda nacional possui em termos de outra moeda nacional; é a taxa pela qual duas moedas de países diferentes podem ser trocadas (cambiadas). Mercado cambial: é o mercado em que as moedas dos diferentes países são transacionadas. Nesse mercado, existem ofertas e demandas pelas várias moedas. Assim, há, por um lado, aqueles (agentes privados ou públicos) que demandam determinada moeda. Com base nesses agentes, têm-se a demanda brasileira por dólar. Todavia, ao mesmo tempo, esses agentes também estão oferecendo reais no mercado cambial. Por outro lado, há outros agentes (que também podem ser privados ou públicos) que oferecem dólar e procuram reais
- Desse modo, compõem-se a demanda e a oferta por dólares e reais. Da mesma forma isso se realiza, no Brasil, com outras moedas e no resto do mundo, também em relação ao dólar e às diveresas moedas nacionais. O equilíbrio entre a oferta e a demanda das diferentes moedas nacionais estabelece as taxas de câmbio, isto é, os preços relativos entre as moedas nacionais assim como as quantidades de moedas transacionadas. O processo de arbitragem deriva na compra de uma moeda em determinado mercado e na venda dessa mesma moeda em outro país. As oscilações na demanda e na oferta de determinada moeda devem conduzir as modificações no equilíbrio desse mercado (taxa de câmbio e quantidade de moeda transacionada). Um aumento nos investimentos norte-americano no Brasil significa um aumento na oferta de dólares e também um aumento na demanda de reais. Esses aumentos fazem com que a taxa de câmbio se modifique, valorizando o real e desvalorizando o dólar.
- Cabe distinguir variações nominais e variações reais da taxa de câmbio. Taxa de câmbio real é a taxa de câmbio nominal, deflacionada pela razão entre inflação doméstica e inflação externa. Taxa de câmbio é o valor que uma moeda nacional possui em termos de outra moeda nacional. Valorização ou depreciação cambial da moeda nacional ocorre quando o poder de compra desta em relação às demais cresce; e desvalorização ou depreciação cambial, quando seu poder de compra cai. Taxa de câmbio real é a taxa de câmbio nominal deflacionada pela razão entre a inflação doméstica e a inflação externa.
- A determinação da taxa cambial no mercado envolve diversas variáveis, sendo as importações e exportações consideradas as principais. Atualmente, nota-se crescente importância dos fluxos de capital em nível mundial. Desse modo, outra variável que influencia (e que pode ser influenciada pela) taxa de câmbio é a taxa de juros, à medida que taxa de juros elevadas dentro de um país atraem a entrada de capitais nesse país, podendo pressionar o câmbio no sentido de uma valorização. A taxa de câmbio é uma variável muito importante dentro de uma econômia, pois pode influenciar o nível de produção e de inflação dessa econômia, além do próprio comércio externo e dos movimentos de capital relacionados a esse país, e de outros vários aspectos de sua econômia.
- Entende-se por regime ou sistema cambial o conjunto de regras, acordos e instituições por meio dos quais são feitos os pagamentos internacionais e, portanto, pelos quais se regula e acaba funcionando o mercado cambial. Nas transações internacionais, uma moeda nacional pode ser conversível, quando é livremente cambiável por outras moedas estrangeiras (ou antigamente por ouro), ou inconversível, quando não tem aceitação fora do seu país, não tendo conversibilidade garantida em outra moeda nacional (ou ouro). Há dois grandes tipos de regime cambial: - regime de taxas de câmbio fixas: a taxa de câmbio do país (ou o valor da moeda do país em relação às outras divisas), é fixa e o que se ajusta no mercado é apenas a quantidade demandada e ofertada àquele valor. Nesse regime, o governo, geralmente, por meio do seu Banco Central, intervém, de modo a equilibrar a oferta e a demanda de divisas no nível da taxa de câmbio estabelecida.
- No regime de câmbio fixo, as oscilações nas demandas e ofertas de divisas não repercutem sobre a taxa de câmbio, mas apenas sobre o volume de reservas internacionais do país e também sobre a oferta de moeda primária nesse país, pois a oferta de moeda dentro do país aumenta quando o governo compra divisas e diminui quando há venda de divisas. No regime de taxas de câmbio flutuantes, há um regime de liberdade do mercado cambial e o governo intervém apenas como ofertante e demandante de divisas em função de suas necessidades, do mesmo modo que o setor privado. As alterações na oferta e na demanda de divisas tem efeito sobre a taxa de câmbio, que deverá valorizar-se ou desvalorizar-se em função de tais alterações.
- Regimes Cambiais - i. Taxa de câmbio fixa: aquela em que o preço da moeda nacional em termos de moeda estrangeira é dado e o equilíbrio do mercado é obtido pela compra e venda de divisas (moeda ativa de aceitação internacional) pelo Banco Central. - ii. Taxa de câmbio flutuante: o preço da moeda nacional em termos de moeda estrangeira oscila livremente, para garantir o equilíbrio entre a oferta e demanda de divisas.
- Dois são os limites dos déficits em transações correntes: a) o volume das reservas do país; e b) mesmo quando o déficit é totalmente financiado, este pode ser um processo temporário pelo peso futuro que representa a dívida externa (pagamento de juros). Para resolver problemas de déficit, podem-se utilizar políticas de contenção de demanda (recessão) para diminuir as importações e, por meio de taxas de juros elevadas, facilitar o funcionamento; quando, porém, o problema é estrutural, deve-se recorrer a desvalorizações cambiais (medidas opostas seriam utilizadas no caso de superávits. Nesse sentido, na busca de equilíbrio das transações correntes a longo prazo é que a taxa de câmbio deve refletir o grau de competitividade da econômia
- Um sistema muito utilizado a partir de meados da década de 70 foi o de flutuação suja. Esse sistema difere do flutuante por estar sujeito a intervenções pontuais do Banco Central, com o objetivo de diminuir a volatilidade associada ao sistema de câmbio flutuante. No final da década de 70 surgiu outro regime cambial, denominado Sistema de Banda. O Sistema de Banda tem a seguinte lógica: definem-se valores limites que a taxa de câmbio pode assumir; dentro desses limites, o sistema deveria funcionar, como se fosse câmbio flutuante, e, nos limites, como câmbio fixo. Assim, no sistema de bandas, define-se uma taxa central e um intervalo de variação. Em alguns casos, os Bancos Centrais intervém nos mercados antes que se alcancem os limites, que são chamadas intervenções intramargem. As dificuldades associadas a esse regime são: a definição da taxa central (dificuldade semelhante a se definir qual a taxa de câmbio em um regime de câmbio fixo) e a definição da amplitude das margens.
- Dois são os limites dos déficits em transações correntes: a) o volume das reservas do país; e b) mesmo quando o déficit é totalmente financiado, este pode ser um processo temporário pelo peso futuro que representa a dívida externa (pagamento de juros). Para resolver problemas de déficit, podem-se utilizar políticas de contenção de demanda (recessão) para diminuir as importações e, por meio de taxas de juros elevadas, facilitar o funcionamento; quando, porém, o problema é estrutural, deve-se recorrer a desvalorizações cambiais (medidas opostas seriam utilizadas no caso de superávits. Nesse sentido, na busca de equilíbrio das transações correntes a longo prazo é que a taxa de câmbio deve refletir o grau de competitividade da econômia
- Regimes Cambiais - i. Taxa de câmbio fixa: aquela em que o preço da moeda nacional em termos de moeda estrangeira é dado e o equilíbrio do mercado é obtido pela compra e venda de divisas (moeda ativa de aceitação internacional) pelo Banco Central. - ii. Taxa de câmbio flutuante: o preço da moeda nacional em termos de moeda estrangeira oscila livremente, para garantir o equilíbrio entre a oferta e demanda de divisas.
- No regime de câmbio fixo, as oscilações nas demandas e ofertas de divisas não repercutem sobre a taxa de câmbio, mas apenas sobre o volume de reservas internacionais do país e também sobre a oferta de moeda primária nesse país, pois a oferta de moeda dentro do país aumenta quando o governo compra divisas e diminui quando há venda de divisas. No regime de taxas de câmbio flutuantes, há um regime de liberdade do mercado cambial e o governo intervém apenas como ofertante e demandante de divisas em função de suas necessidades, do mesmo modo que o setor privado. As alterações na oferta e na demanda de divisas tem efeito sobre a taxa de câmbio, que deverá valorizar-se ou desvalorizar-se em função de tais alterações.
- Entende-se por regime ou sistema cambial o conjunto de regras, acordos e instituições por meio dos quais são feitos os pagamentos internacionais e, portanto, pelos quais se regula e acaba funcionando o mercado cambial. Nas transações internacionais, uma moeda nacional pode ser conversível, quando é livremente cambiável por outras moedas estrangeiras (ou antigamente por ouro), ou inconversível, quando não tem aceitação fora do seu país, não tendo conversibilidade garantida em outra moeda nacional (ou ouro). Há dois grandes tipos de regime cambial: - regime de taxas de câmbio fixas: a taxa de câmbio do país (ou o valor da moeda do país em relação às outras divisas), é fixa e o que se ajusta no mercado é apenas a quantidade demandada e ofertada àquele valor. Nesse regime, o governo, geralmente, por meio do seu Banco Central, intervém, de modo a equilibrar a oferta e a demanda de divisas no nível da taxa de câmbio estabelecida.
- A determinação da taxa cambial no mercado envolve diversas variáveis, sendo as importações e exportações consideradas as principais. Atualmente, nota-se crescente importância dos fluxos de capital em nível mundial. Desse modo, outra variável que influencia (e que pode ser influenciada pela) taxa de câmbio é a taxa de juros, à medida que taxa de juros elevadas dentro de um país atraem a entrada de capitais nesse país, podendo pressionar o câmbio no sentido de uma valorização. A taxa de câmbio é uma variável muito importante dentro de uma econômia, pois pode influenciar o nível de produção e de inflação dessa econômia, além do próprio comércio externo e dos movimentos de capital relacionados a esse país, e de outros vários aspectos de sua econômia.
- Cabe distinguir variações nominais e variações reais da taxa de câmbio. Taxa de câmbio real é a taxa de câmbio nominal, deflacionada pela razão entre inflação doméstica e inflação externa. Taxa de câmbio é o valor que uma moeda nacional possui em termos de outra moeda nacional. Valorização ou depreciação cambial da moeda nacional ocorre quando o poder de compra desta em relação às demais cresce; e desvalorização ou depreciação cambial, quando seu poder de compra cai. Taxa de câmbio real é a taxa de câmbio nominal deflacionada pela razão entre a inflação doméstica e a inflação externa.
- Desse modo, compõem-se a demanda e a oferta por dólares e reais. Da mesma forma isso se realiza, no Brasil, com outras moedas e no resto do mundo, também em relação ao dólar e às diveresas moedas nacionais. O equilíbrio entre a oferta e a demanda das diferentes moedas nacionais estabelece as taxas de câmbio, isto é, os preços relativos entre as moedas nacionais assim como as quantidades de moedas transacionadas. O processo de arbitragem deriva na compra de uma moeda em determinado mercado e na venda dessa mesma moeda em outro país. As oscilações na demanda e na oferta de determinada moeda devem conduzir as modificações no equilíbrio desse mercado (taxa de câmbio e quantidade de moeda transacionada). Um aumento nos investimentos norte-americano no Brasil significa um aumento na oferta de dólares e também um aumento na demanda de reais. Esses aumentos fazem com que a taxa de câmbio se modifique, valorizando o real e desvalorizando o dólar.
- Uma importante diferença do comercio internacional em relação ao comércio doméstico é que este último é realizado com uma mesma moeda nacional, enquanto no comércio internacional existe a necessidade de conversão entre diferentes moedas. Dentro do Brasil, a compra e a venda de mercadorias são feitas com o real. Taxa de câmbio: é o valor que uma moeda nacional possui em termos de outra moeda nacional; é a taxa pela qual duas moedas de países diferentes podem ser trocadas (cambiadas). Mercado cambial: é o mercado em que as moedas dos diferentes países são transacionadas. Nesse mercado, existem ofertas e demandas pelas várias moedas. Assim, há, por um lado, aqueles (agentes privados ou públicos) que demandam determinada moeda. Com base nesses agentes, têm-se a demanda brasileira por dólar. Todavia, ao mesmo tempo, esses agentes também estão oferecendo reais no mercado cambial. Por outro lado, há outros agentes (que também podem ser privados ou públicos) que oferecem dólar e procuram reais
10.3 Determinantes do saldo em transações correntes e movimento de capitais
- Caso ocorra déficit em transações correntes, o país deverá ou receber recursos externos para financiá-lo, ou diminuir suas reservas internacionais (ou aumenta a dívida externa, ou diminui a quantidade de direitos que possui em relação ao resto do mundo). O inverso ocorrerá caso obtenha superávit: ou aumento os investimentos/créditos no exterior, ou acumula reservas internacionais. O saldo de Transações Correntes, como visto anteriormente, balanço de pagamentos, é composto pelo saldo da balança de serviços e rendas e pela transferências unilaterais correntes. Pode-se separa a balança de pagamento em duas partes: serviços de não fatores - (aqueles não relacionados a pagamentos pela utilização de fatores de produção, isto é, referem-se a ''mercadorias'', por exemplo: frete, turismo, seguros etc. e serviço de fatores (referentes ao pagamento pela utilização de fatores de produção: juros da dívida externa, remessa de lucros, ordenados, etc.
- A soma do saldo da balança comercial e do balanço de serviços não fatores (serviços) é chamada de Transferência Líquida de Recursos ao Exterior (TLRE), e o saldo do balanço e rendas, acrescido das transferências unilaterais correntes, é a chamada Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE). O primeiro item (TLRE) corresponde às transferências reais que um país faz para outro, isto é, a diferença entre a quantidade de bens e serviços produzidos no país que vai para o exterior e aqueles que o país recebe. Essa medida mostra o quanto do esforço dos fatores de produção do país está sendo transferido para fora. Se o valor for negativo, significa que o país é receptor de mercadorias, isto é, absorve internamente mais do que produz e transfere parcela da produção para o exterior.
- O segundo item (RLEE) refere-se à remuneração de fatores de produção. Chama-se renda líquida enviada ao exterior quando o país paga mais ao exterior pela utilização de fatores de produção (renda enviada ao exterior) estrangeiros do que recebe como remuneração pelos fatores de produção nacionais utilizados no exterior (renda recebida do exterior). Com essa divisão, pode-se definir o saldo em Transações Correntes como a diferença entre a Transferência Líquida de Recursos ao Exterior e a Renda Líquida Enviada ao Exterior. TC = TLRE - RLEE
- O nível de exportações e importações de determinado país depende basicamente das condições de demanda interna e externa. As exportações do país, correspondem à demanda de não residentes por produtos nacionais, isto é, ampliam a demanda agregada do país; assim dependem do preço do produto e da renda no resto do mundo. Quanto menor o preço do produto nacional e quanto maior for a renda externa, maior será o volume de exportações. Quanto menor o preço do produto importado e quanto maior a renda interna, maior será o volume de importações. A produção de todos os países depende, em geral, de certa quantidade de matérias-primas importadas; assim, sempre que se quiser aumentar a produção, dever-se-á aumentar a importação de matérias-primas. O segundo elemento a afetar o saldo em transações correntes é a competitividade dos produtos, isto é, mesmas características (qualidade) entre o produzido internamente e o produzido externamente.
- Pode-se definir o grau de competitividade do produto nacional pelo preço relativo entre o nacional e o estrangeiro. Se essa relação for maior que um, significa que o produto nacional não possui competitividade, assim, não conseguirá ser exportado e, se a econômia for aberta, será melhor importar o bem; se for igual a um, será indiferente e, se for menor que um, o produto será competitivo. O preço dos produtos depende, em primeiro lugar, dos custos de produção interno e externo. O custo depende da tecnologia (produtividade) para a produção desse bem, do preço dos fatores de produção e do quadro institucional. Os dois primeiros elementos são os utilizados para explicar a tendência do comércio internacional dentro das ideias das vantagens comparativas e da dotação de fatores de produção dos países.
- Quanto ao quadro institucional, está-se considerando que os países não possuem os mesmos sistemas tributários (inclusive encargos sobre mão de obra, por exemplo), dotação e eficiência da infraestrutura (por exemplo, transportes, portos, etc; que podem ser incluídos no item tecnologia), sistemas financeiros e linhas de financiamento de apoio ao comércio exterior etc. Percebe-se, portanto, que. quanto mais valorizada for a moeda nacional, menor o poder de competitividade do produto nacional; logo, pior será o saldo em transações correntes. Uma valorização cambial estimula as importações e desestimula as exportações, e o inverso ocorre com uma desvalorização cambial.
- Em geral se diz que um déficit em transações correntes reflete excesso de demanda interna, isto é, traz subjacente a ideia de um país que vive acima de seus limites. É diferenciado o serviço de fatores e de não fatores. O serviço de fatores reflete em grande parte o que aconteceu com a conta de capitais. Assim, em determinado instante do tempo, o país pode ser superavitário em termos de balança comercial e serviço de não fatores, isto é, consumir menos do que produz e, apesar disso, o saldo em transações correntes, como definido, ser deficitário, devido ao pagamento de juros. Ou seja, o país realiza uma transferência líquida de recursos ao exterior, mas esta pode ser insuficiente para compensar a renda líquida enviada ao exterior.
- O saldo em transações correntes - seus determinante - Sendo o saldo em transações correntes a diferença entre as exportações e importações de bens e serviços de um país em determinado período de tempo, pode-se estabelecer as seguintes relações: O volume de exportações do país, demanda do resto do mundo por produtos nacionais, depende da renda do resto do mundo (Y*) (quanto maior a renda externa, maiores serão as exportações) e do grau de competitividade do produto nacional (preço relativo do produto nacional/produto importado). O volume de importações depende da renda interna (Y) e da competitividade do produto nacional. Como o nível de produtividade e custos pode ser considerado constante, a competitividade a curto prazo depende principalmente do nível da taxa de câmbio (e).
- Assim: X = X(Y*; E) - M = M(Y; e) - Saldo de transações correntes TC = X - M = TC(Y,Y*;E) - O saldo em transações correntes (TC) será tanto maior quanto maior Y*, menor Y e mais desvalorizada a taxa de câmbio.
- Quando o país incorre em déficit nas transações correntes, independentemente da razão, deverá recorrer à poupança externa para financiá-lo, ampliando assim seu endividamento. Caso apresente superávit em transações correntes, será exportador de poupança, ou seja, estará acumulando direitos em relação ao resto do mundo. Isso quer dizer que a contrapartida do saldo em transações correntes é o movimento de capitais. Quanto maior a taxa de juros de um país em relação a taxa internacional, maior será o estímulo à entrada de recursos externos. Assim, um país que apresenta déficit em transações correntes, deverá manter uma taxa de juros elevada para poder financiar aquele déficit. Caso tenha um superávit, deverá fazer o contrário. O Movimento de Capitais para um país depende essencialmente do diferencial entre as taxas de juros interna e internacional.
- Se esse diferencial for maior que zero, isto é, se a taxa de juros interna for maior que a internacional, o país deve receber um afluxo de capital. Caso esse diferencial seja menor que zero, deve ocorrer uma saída de capital do país. Em um regime de taxas de câmbio flutuantes, um déficit no balanço de pagamentos pressionará a demanda por moeda estrangeira, forçando a desvalorização da moeda nacional e permitindo reequilibrar a conta; o inverso ocorrerá com superávit. Em um regime de taxa de câmbio fixa, um superávit no balanço de pagamentos levará a expansão monetária, e um déficit, à contração monetária. De acordo com os economistas clássicos, a expansão monetária aumentaria o preço dos produtos internos, fazendo com que estes perdessem competitividade, desestimulando as exportações, incentivando as importações e eliminado o superávit. O inverso ocorreria com a existência de um déficit.
- Esse mecanismo corresponde ao chamado ajustamento automático do balanço de pagamentos do padrão-ouro. Outra forma de ver o ajustamento é considerar o impacto da oferta de moeda sobre a taxa de juros. É importante nesse ponto que o equilíbrio externo depende da combinação entre taxa de juros e taxa de câmbio . Se o país optar por uma taxa de câmbio fixa, deverá deixar a taxa de juros flutuar de modo a permitir que o movimento de capitais compense o saldo em transações correntes. Se o país tiver como objetivo de política o controle da taxa de juros, deverá deixar o câmbio flutuar de modo a ajustar om saldo de transações correntes.
- Se esse diferencial for maior que zero, isto é, se a taxa de juros interna for maior que a internacional, o país deve receber um afluxo de capital. Caso esse diferencial seja menor que zero, deve ocorrer uma saída de capital do país. Em um regime de taxas de câmbio flutuantes, um déficit no balanço de pagamentos pressionará a demanda por moeda estrangeira, forçando a desvalorização da moeda nacional e permitindo reequilibrar a conta; o inverso ocorrerá com superávit. Em um regime de taxa de câmbio fixa, um superávit no balanço de pagamentos levará a expansão monetária, e um déficit, à contração monetária. De acordo com os economistas clássicos, a expansão monetária aumentaria o preço dos produtos internos, fazendo com que estes perdessem competitividade, desestimulando as exportações, incentivando as importações e eliminado o superávit. O inverso ocorreria com a existência de um déficit.
- Quando o país incorre em déficit nas transações correntes, independentemente da razão, deverá recorrer à poupança externa para financiá-lo, ampliando assim seu endividamento. Caso apresente superávit em transações correntes, será exportador de poupança, ou seja, estará acumulando direitos em relação ao resto do mundo. Isso quer dizer que a contrapartida do saldo em transações correntes é o movimento de capitais. Quanto maior a taxa de juros de um país em relação a taxa internacional, maior será o estímulo à entrada de recursos externos. Assim, um país que apresenta déficit em transações correntes, deverá manter uma taxa de juros elevada para poder financiar aquele déficit. Caso tenha um superávit, deverá fazer o contrário. O Movimento de Capitais para um país depende essencialmente do diferencial entre as taxas de juros interna e internacional.
- Assim: X = X(Y*; E) - M = M(Y; e) - Saldo de transações correntes TC = X - M = TC(Y,Y*;E) - O saldo em transações correntes (TC) será tanto maior quanto maior Y*, menor Y e mais desvalorizada a taxa de câmbio.
- O saldo em transações correntes - seus determinante - Sendo o saldo em transações correntes a diferença entre as exportações e importações de bens e serviços de um país em determinado período de tempo, pode-se estabelecer as seguintes relações: O volume de exportações do país, demanda do resto do mundo por produtos nacionais, depende da renda do resto do mundo (Y*) (quanto maior a renda externa, maiores serão as exportações) e do grau de competitividade do produto nacional (preço relativo do produto nacional/produto importado). O volume de importações depende da renda interna (Y) e da competitividade do produto nacional. Como o nível de produtividade e custos pode ser considerado constante, a competitividade a curto prazo depende principalmente do nível da taxa de câmbio (e).
- Em geral se diz que um déficit em transações correntes reflete excesso de demanda interna, isto é, traz subjacente a ideia de um país que vive acima de seus limites. É diferenciado o serviço de fatores e de não fatores. O serviço de fatores reflete em grande parte o que aconteceu com a conta de capitais. Assim, em determinado instante do tempo, o país pode ser superavitário em termos de balança comercial e serviço de não fatores, isto é, consumir menos do que produz e, apesar disso, o saldo em transações correntes, como definido, ser deficitário, devido ao pagamento de juros. Ou seja, o país realiza uma transferência líquida de recursos ao exterior, mas esta pode ser insuficiente para compensar a renda líquida enviada ao exterior.
- Quanto ao quadro institucional, está-se considerando que os países não possuem os mesmos sistemas tributários (inclusive encargos sobre mão de obra, por exemplo), dotação e eficiência da infraestrutura (por exemplo, transportes, portos, etc; que podem ser incluídos no item tecnologia), sistemas financeiros e linhas de financiamento de apoio ao comércio exterior etc. Percebe-se, portanto, que. quanto mais valorizada for a moeda nacional, menor o poder de competitividade do produto nacional; logo, pior será o saldo em transações correntes. Uma valorização cambial estimula as importações e desestimula as exportações, e o inverso ocorre com uma desvalorização cambial.
- Pode-se definir o grau de competitividade do produto nacional pelo preço relativo entre o nacional e o estrangeiro. Se essa relação for maior que um, significa que o produto nacional não possui competitividade, assim, não conseguirá ser exportado e, se a econômia for aberta, será melhor importar o bem; se for igual a um, será indiferente e, se for menor que um, o produto será competitivo. O preço dos produtos depende, em primeiro lugar, dos custos de produção interno e externo. O custo depende da tecnologia (produtividade) para a produção desse bem, do preço dos fatores de produção e do quadro institucional. Os dois primeiros elementos são os utilizados para explicar a tendência do comércio internacional dentro das ideias das vantagens comparativas e da dotação de fatores de produção dos países.
- O nível de exportações e importações de determinado país depende basicamente das condições de demanda interna e externa. As exportações do país, correspondem à demanda de não residentes por produtos nacionais, isto é, ampliam a demanda agregada do país; assim dependem do preço do produto e da renda no resto do mundo. Quanto menor o preço do produto nacional e quanto maior for a renda externa, maior será o volume de exportações. Quanto menor o preço do produto importado e quanto maior a renda interna, maior será o volume de importações. A produção de todos os países depende, em geral, de certa quantidade de matérias-primas importadas; assim, sempre que se quiser aumentar a produção, dever-se-á aumentar a importação de matérias-primas. O segundo elemento a afetar o saldo em transações correntes é a competitividade dos produtos, isto é, mesmas características (qualidade) entre o produzido internamente e o produzido externamente.
- O segundo item (RLEE) refere-se à remuneração de fatores de produção. Chama-se renda líquida enviada ao exterior quando o país paga mais ao exterior pela utilização de fatores de produção (renda enviada ao exterior) estrangeiros do que recebe como remuneração pelos fatores de produção nacionais utilizados no exterior (renda recebida do exterior). Com essa divisão, pode-se definir o saldo em Transações Correntes como a diferença entre a Transferência Líquida de Recursos ao Exterior e a Renda Líquida Enviada ao Exterior. TC = TLRE - RLEE
- A soma do saldo da balança comercial e do balanço de serviços não fatores (serviços) é chamada de Transferência Líquida de Recursos ao Exterior (TLRE), e o saldo do balanço e rendas, acrescido das transferências unilaterais correntes, é a chamada Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE). O primeiro item (TLRE) corresponde às transferências reais que um país faz para outro, isto é, a diferença entre a quantidade de bens e serviços produzidos no país que vai para o exterior e aqueles que o país recebe. Essa medida mostra o quanto do esforço dos fatores de produção do país está sendo transferido para fora. Se o valor for negativo, significa que o país é receptor de mercadorias, isto é, absorve internamente mais do que produz e transfere parcela da produção para o exterior.
- Caso ocorra déficit em transações correntes, o país deverá ou receber recursos externos para financiá-lo, ou diminuir suas reservas internacionais (ou aumenta a dívida externa, ou diminui a quantidade de direitos que possui em relação ao resto do mundo). O inverso ocorrerá caso obtenha superávit: ou aumento os investimentos/créditos no exterior, ou acumula reservas internacionais. O saldo de Transações Correntes, como visto anteriormente, balanço de pagamentos, é composto pelo saldo da balança de serviços e rendas e pela transferências unilaterais correntes. Pode-se separa a balança de pagamento em duas partes: serviços de não fatores - (aqueles não relacionados a pagamentos pela utilização de fatores de produção, isto é, referem-se a ''mercadorias'', por exemplo: frete, turismo, seguros etc. e serviço de fatores (referentes ao pagamento pela utilização de fatores de produção: juros da dívida externa, remessa de lucros, ordenados, etc.
Considerações finais
- O objetivo deste livro foi apresentar as relações do país com o resto do mundo e como estas influem no desempenho econômico do país.
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- Mind Map on Capítulo 10 - Setor externo, created by Thiago Silva Linhares on 13/10/2023.
- Created by
- Thiago Silva Linhares
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