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Níveis de Consciência

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Níveis de Consciência
Conceito de consciência
- Correlatos neurais da experiencia: são os míni mos eventos neuronais suficientes para uma dada percepção consciente
- é um efeito visual que tem sido bastante utilizado para investigar as bases neurais da percepção consciente, em que diferentes imagens são observadas pelos dois olhos, e a percepção consciente é alternada entre as duas imagens
- Percepção visual consciente e atividade encefá lica humana
- Áreas do lobo temporal
- Área fusiformes de faces (FFA): parece responder preferencialmente a figuras de faces
- r preferencialmente a figuras de faces - Área para-hipocampal de lugar (PPA): responde a figuras de casas e de outros lugares, mas não a outra classe de estímulos
- Áreas do lobo temporal
Coma
- é um conhecimento adequado de si mesmo e do meio ambiente; significa um comportamento vígil, acompanhado da capacidade de reagir de maneira adequada a alguns estímulos externos
- ativar os hemisférios cerebrais - Dano estrutural ou depressão funcional do sistema reticular ativador ascendente: pode determinar inconsciência pela destruição ou interrupção dos mecanismos responsáveis pela consciência vígil
- Estado de coma
- Características: o estado de inconsciên cia não pode ser revertido por estímulos externos comuns, critério que torna possível distinguir o coma do estado de inconsciência do sono fisiológico
- Definição: é a expressão sindrômica de uma falência das funções encefálicas, podendo ser determinado por lesões estruturais do parênquima encefálico, disfunções metabólicas e intoxicações exógenas com repercussão no SNC
Avaliação
- dados clínicos
- Evolução mais subaguda: é observada em tumores, abscessos ou hematoma subdural crônico
- Coma precedido por estado confusional ou agitação e delirium: é decorrente de distúrbio metabólico ou infecção (meningite)
- Cefaleia súbita + rigidez da nuca: sugere hemorragia subaracnóidea
- Exame físico
- Pele: pesquisar petéquias, equimoses, ferimentos, hematomas, palidez, cianose, icterícia, exantemas, telangiectasias ou circulação colateral
- Sinal de Battle: é uma mancha amarelo cinzenta localizada na região mastoidea, que sugere fratura na base do crânio e as vezes é o único indício de que o paciente sofreu traumatismo cranioencefálico
- Crânio: a palpação pode revelar anormalidades nos traumatismos cranioencefálicos, como fraturas, afundamentos, lacerações v
- Orelhas: supuração em uma das orelhas pode sugerir diagnostico de abscesso intracraniano
- Boca: o exame da cavidade bucal deve ser feito com o intuído de surpreender sinais de mordedura de língua, achado que denuncia a ocorrência de crise convulsiva
- Olhos: hipotonia dos globos oculares pode ser observada na cetoacidose diabética
- Pescoço: a rigidez nucal traduz irritação meníngea
- Pressão arterial
- Pressão arterial ↑ em um paciente comatoso: pode refletir hipertensão arterial de longa data, que predispõe à hemorragia intracerebral ou ao acidente vascular
- Pressão arterial ↑ como consequência do processo que causa o coma: como na hemorragia intracerebral ou na hemorragia subaracnóidea
- Temperatura
- Hipertermia: é observado em coma por choque de calor, status epiléptico, hipertermia maligna relacionada com analgésicos intoxicação por drogas colinérgicas etc
- Hipotermia: ocorre no coma causado por intoxicação por etanol ou sedativos, hipoglicemia, encefalopatia de Wernicke, encefalopatia hepática e mixedema
- Pele: pesquisar petéquias, equimoses, ferimentos, hematomas, palidez, cianose, icterícia, exantemas, telangiectasias ou circulação colateral
- Exame neurológico
- Aspectos que devem ser avaliados: tamanho e a reatividade pupilar, os movimentos reflexos do olho e a resposta motora à dor
- Avaliação do nível de consciência
- Pupilas
- pupilas talàmicas
- pupilas fixas dilatadas
- pupilas fixas de tamanho médio
- pupilas puntiormes
- pupilas assimétricas
- Vias testadas
- pontomedular (nervo vestibular VIII)
- ponte caudal (nervo abducente VI)
- região central do sistema reticular ativador (fascículo longitudinal medial)
- mesencéfalo contralateral (nervo oculomotor III)
- métodos
- Manobra dos olhos de boneca (oculocefálica): é realizada pela rotação horizontal da cabeça para provocar movimentos oculares horizontais e pela rotação vertical para provocar movimentos verticais; os olhos devem se mover na direção oposta da rotação da cabeça
- Estimulação calórica com água fria (oculovestibular): é um estímulo mais potente, realizado por meio da irrigação da membrana timpânica com água gelada; é contraindicada quando a membrana timpânica está perfurada; em pacientes conscientes a irrigação unilateral com agua fria produz nistagmo
- movimentos anormais
- elementos anormais: - Lesões afetando o nervo oculomotor (III) ou o núcleo oculomotor: o teste calórico com água fria não produz adução do olho ipsilateral, enquanto o olho contralateral abduz normalmente
- Irresponsividade completa ao teste calórico com água fria: indica lesão estrutural do tronco cerebral afetando a ponte ou distúrbio metabólico afetando o tronco cerebral
- Desvio para baixo de um ou de ambos os olhos em resposta a um teste calórico unilateral: sugere intoxicação por sedativos
- Glasgow
- Em 2018: houve uma atualização da escola, ocorrendo a inclusão da avaliação da reatividade pupilar, podendo variar de 1 a 15
- Abertura ocular: varia de 1 a 4
- Resposta verbal: varia de 1 a 5
- Melhor resposta motora: varia de 1 a 6
- Reatividade pupilar: varia de -2 a 0
- Grau de lesão
- Entre 13 e 15 – LEVE;
- Entre 9 e 12 – MODERADA
- Entre 3 e 8 – GRAVE
- Menor que 3 – COMA
- Reatividade a dor
- Reatividade inespecífica: pode ser avaliada pelo reflexo cocleopalpebral; reação de orientação pode ser explorada pela execução de um estímulo sonoro, podendo ocorrer a rotação dos olhos na direção da fonte sonora
- Reatividade à dor: é feita aplicando estímulos dolorosos, devendo ser considerado mímica reacional de dor (fazer careta), acompanhada ou não de vocalização, reação de despertar (abertura dos olhos) e reatividade motora
- Reatividade autonômica: é realidade por estímulos dolorosos, que podem determinar a variação do ritmo respiratório e cardíaco ou desencadear o aparecimento de modificações vasomotoras
- Avaliação fisiopatológica
- Lesões estruturais supratentoriais
- Lesões estruturais infratentoriais
- Encefalopatias difusas
- dados clínicos
Graus de profundidade do coma
- Grau I ou esturpor
- paciente reage aos estímulos abrindo os olhos, movimentando-se e/ou emitindo alguma resposta verbal simples, com o tônus muscular havendo estímulos doloroso com respostas em descorticação
- deglutição, reflexos corneanos, fotomotores, funções autonômicas
- Grau II ou coma superficial
- O comprometimento da consciência acentua se, interrompendo-se por completo as conexões do paciente com o meio
- o paciente não reage aos estímulos dolorosos ou o faz por meio de agitação
- Aspectos conservados: reflexos corneanos, fotomotores e funções autonômicas
- Aspectos abolidos: deglutição
- Grau III ou coma profundo
- O comprometimento está maior e o paciente não reage a estímulos dolorosos
- Aspectos deprimidos: reflexos corneanos e fotomotores
- Aspectos abolidos: consciência completa
- Distúrbios frequentes: termorregulação, alterações respiratórias, taquicardia ou bradicardia
- Grau IV ou coma dépassé
- As funções vegetativas não se mantêm, necessitando de recursos especiais (respiração artificial, estimulação cardíaca e tratamento do colapso cardiovascular)
- É o estado denominado morte cerebral
- Grau I ou esturpor
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- Mind Map on Níveis de Consciência, created by Felipe Greiner on 30/01/2024.
- Created by
- Felipe Greiner
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