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TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR E IL-TB

Lorena Elza Rego Portuguese

Mapa mental sobre tuberculose extrapulmonar e IL-TB: definição, tipos, tratamento e manejo de toxicidade

Mapa mental: Tuberculose extrapulmonar e IL-TB

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TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR E IL-TB

  1. DEFINIÇÃO

    • é uma reativação do bacilo que ficou latente. Alguns macrófagos contendo os bacilos podem migrar para outros tecidos e a reativação pode ocorrer em qualquer órgão do corpo como: como: Pleura; Linfonodos; Sistema nervoso central; Trato urogenital; Osso / coluna vertebral; Trato gastrointestinal; Pericárdio.
  2. TIPOS

    • TUBERCULOSE PLEURAL
      • é a forma extrapulmonar mais comum
      • Ocorre por continuidade ao pulmão lesionado ou via hematogenica.
      • diagnostico: através da biópsia pleural.
      • quadro de derrame pleural, e o liquido pleural apresenta-se como exsudato.
      • quadro clínico: tosse seca, dor pleurítica, derrame pleural, exsudato, linfomonocitário, ADA aumentado.
    • MAL DE POTT
      • Lesão osteolitica, possui uma evolução insidiosa e destrói o corpo medular.
      • acomete com mais frequência as crianças e adultos a partir da quarta década de vida.
      • Quando o acometimento é da coluna vertebral, que é o local mais frequente, ela recebe o nome de mal de Pott.
      • Quadro clínico: tríade - dor lombar, dor a palpação do local e sudorese noturna- .
      • RX/CT/RM: lesão ossea lítica com destruicao do disco vertebral, forma paucibacilar. Biopsia por punção guiada por imagem: granuloma com necrose.
    • GANGLIONAR (escrófula)
      • decorre, com mais frequência, da reativação da doença em locais em que o bacilo se disseminou por via hematogênica durante a infecção pela tuberculose primária.
      • é a mais comum em pacientes com HIV e em crianças, principalmente pessoas abaixo dos 40 anos.
      • Quadro clínico: Adenomegalia cervical com ou sem sinais sistémicos, supuração.
      • Diagnóstico: biopsia ganglionar (necrose caseosa) ou aspirado por agulha. BAAR negativo
    • TUBERCULOSE EM SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
      • Mais grave. É mais frequente em pacientes com HIV. Para facilitar seu aprendizado, ela foi abordada juntamente com outras doenças infecciosas do SNC, como as meningites.
      • Quadro clínico: cefaleia, vomitos, sinais meníngeos (é comum meningite) e sinais neurológicos focais.
      • é subagudo com evolução insidiosa.
      • Diagnóstico: punção liquórico <500 células, com proteinorraquia, baixa glicose, predominio de linfomononucleares, pleocitose e ADA> 10
    • TUBERCULOSE UROGENITAL
      • é a terceira forma de TB extrapulmonar mais comum, perde para a pleural e ganglionar.
      • Quadro clínico: se acometer a bexiga, alguns pacientes podem queixar-se de disúria, urgência e polaciúria. Achados laboratoriais frequentes incluem uroculturas repetidas negativas, com piúria persistente e urina ácida.
      • Diagnóstico: coleta de três a seis amostras do primeiro jato de urina do dia para baciloscopia, cultura para micobactéria e PCR (polymerase chain reaction).
    • TUBERCULOSE AUTOIMUNE
      • A incidência é aumentada nos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide
      • alguns estudos sugerem que os glucocorticoides são um fator de risco importante para tuberculose
      • A Tb associada ao tratamento de doenças reumáticas surge nas primeiras semanas do tratamento com infliximabe, principalmente na forma extrapulmonar e disseminada
  3. TRATAMENTO

    • RIPE/RHZE por 2 meses + RI/RH por 4 meses = total de 6 meses de tratamento
    • Tratamento da tuberculose meningoencefálica ou osteoarticular: RIPE/RHZE por 2 meses + RI/RH por 10 meses = total de 12 meses de tratamento
  4. INFECÇÃO LATENTE PELO M. TUBERCULOSIS (ILTB)

    • o paciente entra em contato com o bacilo, mas não desenvolve a doença.
      • No entanto, a IL Tb pode virar Tb ativo
    • É importante saber que antes de se confirmar que um indivíduo tem IL Tb, é fundamental excluir a Tb ativa, por meio da anamnese, exame clínico e Rx
    • Na maioria dos pacientes (cerca de 90% dos infectados), o contato inicial com o bacilo não leva ao desenvolvimento de doença sintomática (tuberculose primária). O sistema imune do paciente consegue conter a infecção e ele permanece assintomático.
    • Diagnóstico: A IL-TB é identificada através de exames de rastreio de contato prévio com a micobactéria como a prova tuberculínica (PT), também chamado de PPD. O IGRA (Interferon-Gamma Release Assays) é um outro exame que também consegue informar se o paciente está infectado
      • PPD: Resultados positivos (> 5 mm ou > 10mm) devem ser documentados
      • PPD: > 5mm indicado tratamento para criança e pessoas com HIV. PPD: > 10mm população em geral.
    • TRATAMENTO DA IL-TB
      • Adultos e adolescentes (> 10 anos): isoniazida 5-10 mg/kg/dia de peso até a dose máxima de 300 mg/dia
      • Crianças: isoniazida 10 mg/kg/dia de peso até dose máxima de 300 mg/dia
      • Tempo estimado de 6 a 9 meses, sendo 180 doses
        • a utilização de 270 doses que poderão ser tomadas de 9 a 12 meses
  5. DESBRAVANDO A MEDICINA

  6. MANEJO DE TOXIDADE

    • Hepatotoxidade: 3 a 5 x ictericia. Moderada/ Grave? suspende o esquema e reintroduz droga a droga -> R + E / I / P

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Mind Map on TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR E IL-TB, created by Lorena Elza Rego on 20/03/2024.
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