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Pulpopatias

Larissa Odonto Portuguese

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Pulpopatias

  1. Etiologia

    • Fatores físicos
      • Calor, ação mecânica das brocas, trauma, fratura, pressão durante moldagem.
    • Fatores químicos
      • Toxicidade de materiais restauradores temporários e definitivos, condicionamento ácido, dessecantes e desinfetantes de cavidade.
    • Fatores biológicos
      • Microorganismos, como cárie, causando uma agressão persistente.
  2. Patogenia, sinais e sintomas

    • Mecanismos de proteção pulpar
      • Cárie chega na dentina ➜ aumento da atividade metabólica dos odontoblastos ➜produção de dentina peritubular ➜ esclerose tubular.
      • Cárie progride pela dentina ➜ células mesenquimais indiferenciadas se diferenciam em odontoblastos ➜há produção de dentina reparadora (é amorfa, menos tubulosa, menos sensível).
      • Defesa inata não induzida (pré-inflamatória): a polpa reage à cárie muito antes delas se encontrarem.
      • Progressão da cárie em dentina ➜ liberação de citocinas pelas células de defesa ➜ vasodilatação, quimiotaxia e aumento da permeabilidade vascular ➜ inflamação aguda, chamada também de pulpite.
    • Inflamação aguda
      • Vasodilatação ➜ aumento do fluxo sanguíneo e da pressão hidrostática vascular ➜ hiperemia.
      • Aumento da permeabilidade vascular ➜ saída de exudato ➜ edema
      • Migração dos leucócitos para os tecidos ➜ fagocitose dos antígenos
      • Inflamação leve (agressão transitória): Localizada, zona livre de células, polpa organizada, remoção do agente agressor (reparo) ➜ pulpite reversível
    • Pulpite reversível
      • Sinais e sintomas: dor provocada, localizada e de curta duração.
      • Testes de sensibilidade pulpar: frio (positivo imediato, curta duração) e calor (positivo tardio, curta duração).
      • Há cavidade, não há mobilidade.
      • Conduta clínica: remoção da cárie/restauração defeituosa, proteção pulpar indireta e restauração.
      • Inflamação moderada a severa (persistência da agressão): dano tecidual sem reparo ➜ microabscessos ➜ pulpite irreversível
    • Pulpite irreversível
      • Pulpite irreversível assintomática: dor provocada, persistente e localizada, analgésico pode ou não ser eficaz; responta aos testes de frio e calor de imediato. ➜ com o tempo a polpa não responde mais ao teste de frio.
      • Pulpite irreversível sintomática: dor espontânea e analgésico não é eficaz; a polpa responde a teste de calor de imediato e no frio há alívio da dor.
      • Há cavidade, não há mobilidade.
      • Conduta clínica: pulpectomia, preparo químico-mecânico e obturação.
      • Inflamação crônica: mediadores químicos estimulam a proliferação de tecido para reparo ➜ pulpite crônica hiperplásica
    • Pulpite crônica hiperplásica:
      • A proliferação tecidual destrói a coroa do dente e extravasa para a cavidade pulpar (pólipo pulpar).
      • Sinais e sintomas: assintomática, dor à mastigação. Negativo à palpação e percussão.
      • Conduta clínica: pulpectomia.
      • Com a inflamação crônica há alterações degenerativas, como reabsorção interna.
      • Aumento da inflamação ➜ aumento do edema ➜ aumento de alterações vasculares ➜ aumento de produtos tóxicos e queda do pH ➜ necrose pulpar.
    • Necrose pulpar
      • Há perda da capacidade de defesa e avanço das bactérias em direção apical.
      • Sinais e sintomas: assintomática, pode haver dor prévia; há escurecimento da coroa.
      • Testes de sensibilidade pulpar: negativo para frio e calor.
      • Não há cavidade nem mobilidade, negativo para testes de palpação e percussão.
      • Conduta clínica: neutralização do conteúdo necrótico, preparo químico-mecânico, medicação intracanal, obturação.

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Mind Map on Pulpopatias, created by Larissa Odonto on 23/02/2025.
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Larissa Odonto
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