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doença hemorroidária- Cirurgia

mateus teixeira matos Portuguese

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doença hemorroidária- Cirurgia

  1. Os fatores de risco para doença hemorroidária são condições associadas ao aumento das pressões intra-abdominais, como:

    • Isso também ocorre em pacientes com DPOC, pacientes com esforço crônico devido ao aumento da próstata ou estenose uretral
      • pacientes com lesão intra-abdominal que ocupa espaço, como um tumor ovariano ou um grande carcinoma retossigmóide
    • gravidez, obesidade, diarreia, constipação e esforço durante a defecação, uso repetido da manobra de Valsalva e tosse crônica.
    • Essas condições levam a hemorroidas sintomáticas
      • causando uma diminuição no retorno venoso das veias hemorroidárias
        • o que leva a um aumento patológico no tamanho dos coxins vasculares
          • O plexo hemorroidário se situa na porção distal do reto, no canal anal
            • mais comumente nos quadrantes laterais esquerdo, anterior direito e posterior direito do cana
              • São “coxins”, ou “almofadas” muito vascularizadas e especializadas
                • que formam massas de submucosa espessa contendo vasos sanguíneos, músculo liso e tecido elástico conjuntivo
            • As hemorroidas externas
              • se localizam no terço distal do canal anal, distal da linha pectínea e são recobertas por anoderma
                • São formadas pelo plexo hemorroidário inferior
                  • é subsidiário das artérias e veias retais inferiores e apresentam sensibilidade ao toque, temperatura, distensão e dor
  2. Classificação da doença hemorroidária (sistema Goligher)

    • As hemorroidas de grau 1 não prolapsam fora do canal anal
      • No Grau 2, há prolapso ao forçar a defecação, mas retrai-se espontaneamente
        • as hemorroidas de grau 3 prolapsam ao defecar, mas requerem redução manual
          • o Grau 4, há uma hemorroida prolapsada persistente não redutível
  3. Quadro clínico

    • sangramento retal, sensação de lesão prolapsada, dor anal, irritação anal e/ou sujidade anal
    • A apresentação mais comum da DH é o sangramento retal indolor
      • ocorre durante ou imediatamente após a defecação
        • Geralmente, é um sangramento leve a moderado vermelho brilhante
          • Às vezes, a DH pode causar hemorragia maciça, exigindo hospitalização urgente e transfusões de sangue
          • Outros sintomas a serem considerados são:
            • inchaço, prolapso, sujidade, irritação da pele perianal, coceira e desconforto
    • Um exame proctológico completo é imperativo para o diagnóstico de hemorroidas
      • A inspeção externa pode revelar hemorroidas externas trombosadas
        • marcas na pele ou hemorroidas internas prolapsadas
      • Um exame anorretal digital pode detectar massas ou abscessos
        • permite a avaliação do tônus e da contratilidade esfincteriana
      • A anoscopia visualizará as hemorroidas internas que se parecem com protuberâncias arroxeadas
        • podem ajudar a excluir uma massa retal distal ou outras condições que mimetizam doença hemorroidária
  4. Tratamento

    • As hemorroidas sintomáticas
      • são autolimitadas e geralmente respondem bem ao tratamento médico conservador:
        • aumentar a ingestão de líquidos e fibras, praticar exercícios regularmente
          • evitar constipação e esforço e passar menos tempo no banheiro durante a evacuação
      • A ligadura elástica
        • é o procedimento de consultório mais comumente realizado para sangramento de hemorroidas grau II e III.
          • Nesse procedimento, um elástico é colocado ao redor de uma coluna hemorroidária
            • causando necrose tecidual e fixação à mucosa
      • A escleroterapia
        • outro procedimento em consultório para o tratamento de hemorroidas internas de grau I e II
          • é um tratamento especialmente bom para aqueles em anticoagulação ou com coagulopatia
        • A coagulação infravermelha
          • é uma variação da escleroterapia em que as hemorroidas são esclerosadas usando um coagulador infravermelho
    • O tratamento cirúrgico
      • está indicado para hemorroidas internas grau III ou IV e para hemorroidas externas trombosadas com sintomas persistentes
        • A hemorroidectomia operatória é necessária para grandes hemorroidas de 3° e 4° grau nas seguintes situações:
          • falha na gestão não operacional;
            • hemorroidas mistas com componente externo saliente;
              • hemorroidas internas encarceradas que necessitam de intervenção urgente;
          • o processo avançado da doença provavelmente não responderá ao tratamento conservador;
            • pacientes coagulopáticos que requerem tratamento de sangramento hemorroidário
      • A ligadura da artéria hemorroidária guiada por Doppler (DGHAL)
        • é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo
          • que utiliza uma sonda de ultrassom Doppler como guia para ligar as artérias nutridoras dentro do canal anal
  5. Abscesso Anorretal

    • são classificados de acordo com a sua localização nos espaços anais:
      • perianal (subcutâneo), interesfincteriano, isquiorretal e pelvirretal (supralevador).
      • Os abscessos perianais e isquiorretais representam 80% dos casos.
        • Alguns pacientes podem ter mais de um compartimento acometido
      • FISIOPATOLOGIA
        • A origem mais comum é a obstrução de glândulas anais, ocorrendo acúmulo de pus.
        • Causas mais raras incluem:
          • trauma, doença inflamatória intestinal, tuberculose ou complicação de procedimentos cirúrgicos locais.
        • Os abscessos são tipicamente polimicrobianos, com bactérias aeróbias e anaeróbias, como:
          • S. aureus, Streptococcus, Enterococcus, E. coli, Proteus e Bacteroides.
        • QUADRO CLÍNICO
          • A principal queixa é a dor anal que começa com desconforto
            • se torna intensa e constante, sendo, às vezes, incapacitante.
              • Febre e mal-estar nem sempre estão presentes
          • os abscessos de origem anorretal estão localizados a no máximo 5 cm de distância do bordo anal
            • associado a eritema, calor e hipersensibilidade
          • Síndrome de Fournier (fascite necrotizante de períneo)
            • ao se detectar enfisema de subcutâneo e crepitação
              • ou dor e febre desproporcionais ao processo inflamatório visto no exame físico
          • TRATAMENTO
            • DRENAGEM CIRÚRGICA: tratamento mandatório do abscesso anorretal.
            • FÍSTULAS PERIANAIS
              • originam-se após drenagem, espontânea ou cirúrgica, dos abcessos perianais
                • A apresentação clínica das fístulas perianais é muito mais insidiosa
                  • a drenagem através da fístula pode ser parcial e intermitente.
                    • classificação de Parks
                      • define 4 tipos de fístulas de acordo com a relação do trajecto primário com o aparelho esfincteriano:
                        • fístulas interesfincterianas (45%), transesfincterianas (30%), supraesfincterianas (20%) e extraesfincterianas (5%)
                    • Associação Americana de Gastrenterologia
                      • classifica as fístulas em fístulas simples e fístulas complexas, definindo as últimas como:
                        • fístulas que envolvam mais de 30% do esfíncter externo, proximais à linha pectínea, extraesfinctéricas
                          • fístulas anteriores em mulheres, com múltiplos trajectos, recorrentes e em doentes com história de incontinência fecal
              • diagnostico
                • RM (PO); ultrasonografia endoscópica
                  • A combinação destas modalidades diagnósticas pode aumentar a taxa de diagnóstico para valores próximos dos 100%
              • TRATAMENTO
                • GRUPO 1:
                  • técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal aceitável
                    • FISTULOTOMIA (é a técnica cirúrgica standard e a mais eficaz para o tratamento da fístula perianal)
                      • SETON LAXO (o é um tratamento eficiente na diminuição da taxa de abcessos recorrentes)
                • GRUPO 2:
                  • técnicas com taxa de sucesso aceitável e taxa de incontinência fecal aceitável
                    • LIFT (taxas de sucesso da ordem de 78,1% e taxas de incontinência fecal da ordem de 1,6%)
                      • RETALHO DE AVANÇO ENDORECTAL (A taxa de incontinência fecal, nesta técnica, é superior ao LIFT)
                • GRUPO 3:
                  • técnicas com taxa de sucesso variável ou baixo e taxa de incontinência fecal baixa
                    • PLUGS; COLAS DE FIBRINA; LASER
                • GRUPO 4:
                  • técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal alta
                    • SETON CORTANTE
  6. fissura anal

    • é uma ulceração linear da anoderme do canal anal que se estende da linha pectínea à margem do ânus
      • A fissura anal aguda
        • apresenta-se habitualmente como uma laceração linear simples na anoderme
          • cicatriza com medidas terapêuticas simples em até 60% dos casos
      • A fissura anal crónica
        • é caracterizada por um leito escavado, exposição das fibras do esfíncter anal interno (EAI), presença de fibrose, edema e bordos elevados
    • Os fatores envolvidos na patogénese da fissura anal são:
      • trauma da anoderme (por obstipação, diarreia, pós-parto ou penetração anal)
        • hipertonicidade do EAI e hipoperfusão das comissuras anterior e posterior
    • Clinicamente, manifesta-se por dor anal durante
      • após a defecação em 90% dos doentes
        • retorragia de sangue vivo em pequena quantidade
          • o diagnóstico de fissura anal é clínico e confirma-se através de exame proctológico
    • Tratamento cirúrgico
      • O tratamento cirúrgico está indicado nas seguintes situações:
        • Fissura anal aguda incapacitante e com intratabilidade clínica; complicada; atípica;crónica refratária ao tratamento médico
      • Técnica cirúrgica
        • Esfincterotomia anal; Fissurectomia; Anoplastia com retalho; Dilatação Anal; Dilatação Anal com Balão Calibrado

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Mind Map on doença hemorroidária- Cirurgia, created by mateus teixeira matos on 26/07/2025.
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