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doença hemorroidária- Cirurgia
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doença hemorroidária- Cirurgia
Os fatores de risco para doença hemorroidária são condições associadas ao aumento das pressões intra-abdominais, como:
- Isso também ocorre em pacientes com DPOC, pacientes com esforço crônico devido ao aumento da próstata ou estenose uretral
- pacientes com lesão intra-abdominal que ocupa espaço, como um tumor ovariano ou um grande carcinoma retossigmóide
- gravidez, obesidade, diarreia, constipação e esforço durante a defecação, uso repetido da manobra de Valsalva e tosse crônica.
- Essas condições levam a hemorroidas sintomáticas
- causando uma diminuição no retorno venoso das veias hemorroidárias
- o que leva a um aumento patológico no tamanho dos coxins vasculares
- O plexo hemorroidário se situa na porção distal do reto, no canal anal
- mais comumente nos quadrantes laterais esquerdo, anterior direito e posterior direito do cana
- São “coxins”, ou “almofadas” muito vascularizadas e especializadas
- que formam massas de submucosa espessa contendo vasos sanguíneos, músculo liso e tecido elástico conjuntivo
- São “coxins”, ou “almofadas” muito vascularizadas e especializadas
- As hemorroidas externas
- se localizam no terço distal do canal anal, distal da linha pectínea e são recobertas por anoderma
- São formadas pelo plexo hemorroidário inferior
- é subsidiário das artérias e veias retais inferiores e apresentam sensibilidade ao toque, temperatura, distensão e dor
- São formadas pelo plexo hemorroidário inferior
- se localizam no terço distal do canal anal, distal da linha pectínea e são recobertas por anoderma
- mais comumente nos quadrantes laterais esquerdo, anterior direito e posterior direito do cana
- O plexo hemorroidário se situa na porção distal do reto, no canal anal
- o que leva a um aumento patológico no tamanho dos coxins vasculares
- causando uma diminuição no retorno venoso das veias hemorroidárias
- Isso também ocorre em pacientes com DPOC, pacientes com esforço crônico devido ao aumento da próstata ou estenose uretral
Classificação da doença hemorroidária (sistema Goligher)
- As hemorroidas de grau 1 não prolapsam fora do canal anal
- No Grau 2, há prolapso ao forçar a defecação, mas retrai-se espontaneamente
- as hemorroidas de grau 3 prolapsam ao defecar, mas requerem redução manual
- o Grau 4, há uma hemorroida prolapsada persistente não redutível
- as hemorroidas de grau 3 prolapsam ao defecar, mas requerem redução manual
- No Grau 2, há prolapso ao forçar a defecação, mas retrai-se espontaneamente
- As hemorroidas de grau 1 não prolapsam fora do canal anal
Quadro clínico
- sangramento retal, sensação de lesão prolapsada, dor anal, irritação anal e/ou sujidade anal
- A apresentação mais comum da DH é o sangramento retal indolor
- ocorre durante ou imediatamente após a defecação
- Geralmente, é um sangramento leve a moderado vermelho brilhante
- Às vezes, a DH pode causar hemorragia maciça, exigindo hospitalização urgente e transfusões de sangue
- Outros sintomas a serem considerados são:
- inchaço, prolapso, sujidade, irritação da pele perianal, coceira e desconforto
- Geralmente, é um sangramento leve a moderado vermelho brilhante
- ocorre durante ou imediatamente após a defecação
- Um exame proctológico completo é imperativo para o diagnóstico de hemorroidas
- A inspeção externa pode revelar hemorroidas externas trombosadas
- marcas na pele ou hemorroidas internas prolapsadas
- Um exame anorretal digital pode detectar massas ou abscessos
- permite a avaliação do tônus e da contratilidade esfincteriana
- A anoscopia visualizará as hemorroidas internas que se parecem com protuberâncias arroxeadas
- podem ajudar a excluir uma massa retal distal ou outras condições que mimetizam doença hemorroidária
- A inspeção externa pode revelar hemorroidas externas trombosadas
Tratamento
- As hemorroidas sintomáticas
- são autolimitadas e geralmente respondem bem ao tratamento médico conservador:
- aumentar a ingestão de líquidos e fibras, praticar exercícios regularmente
- evitar constipação e esforço e passar menos tempo no banheiro durante a evacuação
- aumentar a ingestão de líquidos e fibras, praticar exercícios regularmente
- A ligadura elástica
- é o procedimento de consultório mais comumente realizado para sangramento de hemorroidas grau II e III.
- Nesse procedimento, um elástico é colocado ao redor de uma coluna hemorroidária
- causando necrose tecidual e fixação à mucosa
- Nesse procedimento, um elástico é colocado ao redor de uma coluna hemorroidária
- é o procedimento de consultório mais comumente realizado para sangramento de hemorroidas grau II e III.
- A escleroterapia
- outro procedimento em consultório para o tratamento de hemorroidas internas de grau I e II
- é um tratamento especialmente bom para aqueles em anticoagulação ou com coagulopatia
- A coagulação infravermelha
- é uma variação da escleroterapia em que as hemorroidas são esclerosadas usando um coagulador infravermelho
- outro procedimento em consultório para o tratamento de hemorroidas internas de grau I e II
- são autolimitadas e geralmente respondem bem ao tratamento médico conservador:
- O tratamento cirúrgico
- está indicado para hemorroidas internas grau III ou IV e para hemorroidas externas trombosadas com sintomas persistentes
- A hemorroidectomia operatória é necessária para grandes hemorroidas de 3° e 4° grau nas seguintes situações:
- falha na gestão não operacional;
- hemorroidas mistas com componente externo saliente;
- hemorroidas internas encarceradas que necessitam de intervenção urgente;
- hemorroidas mistas com componente externo saliente;
- o processo avançado da doença provavelmente não responderá ao tratamento conservador;
- pacientes coagulopáticos que requerem tratamento de sangramento hemorroidário
- falha na gestão não operacional;
- A hemorroidectomia operatória é necessária para grandes hemorroidas de 3° e 4° grau nas seguintes situações:
- A ligadura da artéria hemorroidária guiada por Doppler (DGHAL)
- é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo
- que utiliza uma sonda de ultrassom Doppler como guia para ligar as artérias nutridoras dentro do canal anal
- é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo
- está indicado para hemorroidas internas grau III ou IV e para hemorroidas externas trombosadas com sintomas persistentes
- As hemorroidas sintomáticas
Abscesso Anorretal
- são classificados de acordo com a sua localização nos espaços anais:
- perianal (subcutâneo), interesfincteriano, isquiorretal e pelvirretal (supralevador).
- Os abscessos perianais e isquiorretais representam 80% dos casos.
- Alguns pacientes podem ter mais de um compartimento acometido
- FISIOPATOLOGIA
- A origem mais comum é a obstrução de glândulas anais, ocorrendo acúmulo de pus.
- Causas mais raras incluem:
- trauma, doença inflamatória intestinal, tuberculose ou complicação de procedimentos cirúrgicos locais.
- Os abscessos são tipicamente polimicrobianos, com bactérias aeróbias e anaeróbias, como:
- S. aureus, Streptococcus, Enterococcus, E. coli, Proteus e Bacteroides.
- QUADRO CLÍNICO
- A principal queixa é a dor anal que começa com desconforto
- se torna intensa e constante, sendo, às vezes, incapacitante.
- Febre e mal-estar nem sempre estão presentes
- se torna intensa e constante, sendo, às vezes, incapacitante.
- os abscessos de origem anorretal estão localizados a no máximo 5 cm de distância do bordo anal
- associado a eritema, calor e hipersensibilidade
- Síndrome de Fournier (fascite necrotizante de períneo)
- ao se detectar enfisema de subcutâneo e crepitação
- ou dor e febre desproporcionais ao processo inflamatório visto no exame físico
- ao se detectar enfisema de subcutâneo e crepitação
- TRATAMENTO
- DRENAGEM CIRÚRGICA: tratamento mandatório do abscesso anorretal.
- FÍSTULAS PERIANAIS
- originam-se após drenagem, espontânea ou cirúrgica, dos abcessos perianais
- A apresentação clínica das fístulas perianais é muito mais insidiosa
- a drenagem através da fístula pode ser parcial e intermitente.
- classificação de Parks
- define 4 tipos de fístulas de acordo com a relação do trajecto primário com o aparelho esfincteriano:
- fístulas interesfincterianas (45%), transesfincterianas (30%), supraesfincterianas (20%) e extraesfincterianas (5%)
- define 4 tipos de fístulas de acordo com a relação do trajecto primário com o aparelho esfincteriano:
- Associação Americana de Gastrenterologia
- classifica as fístulas em fístulas simples e fístulas complexas, definindo as últimas como:
- fístulas que envolvam mais de 30% do esfíncter externo, proximais à linha pectínea, extraesfinctéricas
- fístulas anteriores em mulheres, com múltiplos trajectos, recorrentes e em doentes com história de incontinência fecal
- fístulas que envolvam mais de 30% do esfíncter externo, proximais à linha pectínea, extraesfinctéricas
- classifica as fístulas em fístulas simples e fístulas complexas, definindo as últimas como:
- classificação de Parks
- a drenagem através da fístula pode ser parcial e intermitente.
- A apresentação clínica das fístulas perianais é muito mais insidiosa
- diagnostico
- RM (PO); ultrasonografia endoscópica
- A combinação destas modalidades diagnósticas pode aumentar a taxa de diagnóstico para valores próximos dos 100%
- RM (PO); ultrasonografia endoscópica
- TRATAMENTO
- GRUPO 1:
- técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal aceitável
- FISTULOTOMIA (é a técnica cirúrgica standard e a mais eficaz para o tratamento da fístula perianal)
- SETON LAXO (o é um tratamento eficiente na diminuição da taxa de abcessos recorrentes)
- FISTULOTOMIA (é a técnica cirúrgica standard e a mais eficaz para o tratamento da fístula perianal)
- técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal aceitável
- GRUPO 2:
- técnicas com taxa de sucesso aceitável e taxa de incontinência fecal aceitável
- LIFT (taxas de sucesso da ordem de 78,1% e taxas de incontinência fecal da ordem de 1,6%)
- RETALHO DE AVANÇO ENDORECTAL (A taxa de incontinência fecal, nesta técnica, é superior ao LIFT)
- LIFT (taxas de sucesso da ordem de 78,1% e taxas de incontinência fecal da ordem de 1,6%)
- técnicas com taxa de sucesso aceitável e taxa de incontinência fecal aceitável
- GRUPO 3:
- técnicas com taxa de sucesso variável ou baixo e taxa de incontinência fecal baixa
- PLUGS; COLAS DE FIBRINA; LASER
- técnicas com taxa de sucesso variável ou baixo e taxa de incontinência fecal baixa
- GRUPO 4:
- técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal alta
- SETON CORTANTE
- técnicas com taxa de sucesso alto e taxa de incontinência fecal alta
- GRUPO 1:
- originam-se após drenagem, espontânea ou cirúrgica, dos abcessos perianais
- A principal queixa é a dor anal que começa com desconforto
- são classificados de acordo com a sua localização nos espaços anais:
fissura anal
- é uma ulceração linear da anoderme do canal anal que se estende da linha pectínea à margem do ânus
- A fissura anal aguda
- apresenta-se habitualmente como uma laceração linear simples na anoderme
- cicatriza com medidas terapêuticas simples em até 60% dos casos
- apresenta-se habitualmente como uma laceração linear simples na anoderme
- A fissura anal crónica
- é caracterizada por um leito escavado, exposição das fibras do esfíncter anal interno (EAI), presença de fibrose, edema e bordos elevados
- A fissura anal aguda
- Os fatores envolvidos na patogénese da fissura anal são:
- trauma da anoderme (por obstipação, diarreia, pós-parto ou penetração anal)
- hipertonicidade do EAI e hipoperfusão das comissuras anterior e posterior
- trauma da anoderme (por obstipação, diarreia, pós-parto ou penetração anal)
- Clinicamente, manifesta-se por dor anal durante
- após a defecação em 90% dos doentes
- retorragia de sangue vivo em pequena quantidade
- o diagnóstico de fissura anal é clínico e confirma-se através de exame proctológico
- retorragia de sangue vivo em pequena quantidade
- após a defecação em 90% dos doentes
- Tratamento cirúrgico
- O tratamento cirúrgico está indicado nas seguintes situações:
- Fissura anal aguda incapacitante e com intratabilidade clínica; complicada; atípica;crónica refratária ao tratamento médico
- Técnica cirúrgica
- Esfincterotomia anal; Fissurectomia; Anoplastia com retalho; Dilatação Anal; Dilatação Anal com Balão Calibrado
- O tratamento cirúrgico está indicado nas seguintes situações:
- é uma ulceração linear da anoderme do canal anal que se estende da linha pectínea à margem do ânus
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- Mind Map on doença hemorroidária- Cirurgia, created by mateus teixeira matos on 26/07/2025.
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- mateus teixeira matos
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