Após o final da Segunda Guerra Mundial, os
anos 50 passaram a viver uma época próspera
e de mudanças políticas. O sonho americano
começa a surgir, e com ele, o crescimento do
consumo, da classe média e da indústria do
entretenimento. Devido à exibição dos filmes
em cores, agora se propagavam os ideais de
beleza dos filmes hollywoodianos, o que
faziam com que as mulheres tivessem sua
realização física baseada nas atrizes de
cinema, enquanto suas realizações pessoais
era conquistar um futuro onde se casavam,
cuidavam da casa e tinham muitos filhos. Pela
primeira vez os jovens tinham sua própria
cultura musical, sendo, pra eles, um momento
de realização, onde se podia extravasar
através das carregadas músicas do rock.
Anos 60
Já os anos 60 tiveram o reflexo da
cultura jovem dos anos 50,
principalmente no contexto ideológico.
Começa a surgir a questão da liberdade
e os movimentos contracultura,
expressados pelo rock, que buscavam
um novo estilo de vida contrário ao
imposto pela sociedade. A moda dos
anos 60 teve reflexo nos movimentos
libertários, passou a ser unissex, sendo
direcionada também para o público
masculino. Os estilistas não ditavam
mais a moda e sim as pessoas nas ruas.
Se vestir passou, então, a ser uma
questão de atitude, sendo que as
mulheres estavam mais livres para se
mostrar. A felicidade baseava-se na
liberdade de se expressar e contrarias
certos padrões.
Anos 70
Com a chegada dos anos 70,
podia-se notar o crescimento
e fortalecimento dos
remanescentes movimentos
pacifistas da década anterior,
sendo a moda agora baseada
nas roupas mais dispersas,
relaxadas e livres. Nesse
momento, a felicidade se
encontrava na luta pela paz,
nas paixões e amores jovens e
no brilho das danças e
discotecas propagado no
Brasil através da mídia na
telenovela "Dancin' Days".
Anos 80
Com o fim da ingenuidade feliz, pacifica e livre da
juventude anterior, essa é a década clássica das baladas
sem fim, do sexo livre e desimpedido, das grandes
substâncias alteradoras da consciência e de todos os
excessos que praticamos quando finalmente nos
sentimos adultos e independentes. Na música pop e no
cinema, essa sensação de “the dream is over” foi levada
ao extremo. Haviam músicas que traziam o sentimento de
precisar aproveitar tudo da vida ainda adolescente, como
a música “Advice for the young at heart”, do Tears for
Fears, com a sua mensagem de “aproveite a sua vida hoje,
pois amanhã você vai ficar velho e aí, já era”. O clima era
de rebeldia, e a felicidade estava em se libertar de
qualquer padrão social, se soltar e fazer o que quiser
enquanto jovem.
Anos 90
Um sucesso musical dos anos 90, Freedom 90, do George
Michael, levou essa década a ser reconhecida como a era da
felicidade minimizada. O espírito dessa época não é mais o da
balada sem fim, nem tampouco a inocência da década
anterior. Como a letra da música descreve bem, agora só
precisamos uma coisa: ser felizes. O narrador da música nem
sabia o que queria ser, mas sua vida era simples e suficiente
dessa forma. Ganhar a corrida era a realização de
consumismos superficiais: roupas novas, aparecer na televisão.
Mas agora, querendo fugir do vazio que as ressacas que os
anos 80 lhe deram, seu objetivo passou a apenas “ser feliz” e
pronto. Ficou mais fácil e simples que antes. Simplificando, a
pergunta que daria a resposta se determinada coisa ia lhe
trazer felicidade era: para você, isso parece mais fácil de
conseguir? Nesse conceito, as pessoas ficaram mais confusas,
tristes e conformadas, o que nos faz poder afirmar que a
felicidade dos anos 90 era a vida simples, pobre e atingível.
Para alguns, a infelicidade.
Anos 2000
Em 2000, tivemos um avanço tecnológico que impulsionou o
consumo de informática e a necessidade de obter um
videogame, por exemplo. Nesse tempo, a juventude começa a
encarar o surgimento das primeira redes sociais, e leva como
felicidade o acesso à internet e o consumo de quaisquer
tecnologias inovadoras.
2010
Com a chegada dos anos 2010, houve o 'boom' da
internet, sendo levado então, ás vidas dos jovens. O
conceito de felicidade baseia-se no nível de
popularidade virtual da pessoa que se considera feliz,
sendo essa popularidade representada pelo número
de amigos em uma rede social ou o número de
inscritos no seu canal do YouTube. Também através
dessa década foram chegando os empregos que,
aliados ao conceito de felicidade baseada no virtual,
puderam fazer com que a felicidade virtual seja
conquistada ainda por cima ganhando dinheiro.