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Locke 1632–1704
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Locke 1632–1704
- Sendo os homens por natureza todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem com segurança, conforto e paz umas com as outras, gozando garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. (Locke)
Inglês, médico e de família de comerciantes
- Esteve refugiado na Holanda, por ter-se envolvido com pessoas acusadas de conspirar contra o rei Carlos II.
Estado de Natureza
- Não há situação de guerra, porém cada um é juiz em causa própria, portanto, os riscos das paixões e da parcialidade são muito grandes e podem desestabilizar as relações entre os homens.
- Visando a segurança e a tranqüilidade necessárias ao gozo da propriedade, as pessoas consentem em instituir o corpo político
- Os homens isolados no estado de natureza se uniram mediante contrato social para constituir a sociedade civil. Portanto, apenas o pacto torna legítimo o poder do Estado.
- Não há situação de guerra, porém cada um é juiz em causa própria, portanto, os riscos das paixões e da parcialidade são muito grandes e podem desestabilizar as relações entre os homens.
Homem
- Visão individualista
Contrato
- Entre eles, porém os direitos naturais não desaparecem, subsistem para limitar o poder soberano, justificando a insurreição
- Poder somente um depósito, podendo ser retirado e confiado a outra pessoa
- Pacto de consentimento
- Em todos os estados e condições, o verdadeiro remédio contra a força sem autoridade é opor-lhe a força. O emprego da força sem autoridade coloca sempre quem dela faz uso num estado de guerra, como agressor, e sujeita-o a ser tratado da mesma forma.
Estado
- Não intervir, mas garantir e tutelar o livre exercício da propriedade, da palavra e da iniciativa econômica
- Soberania
- Soberania legislativa
- Ao qual deve se subordinar tanto o executivo quanto o poder federativo (encarregado das relações exteriores).
- Não é necessário que o poder legislativo esteja sempre reunido; mas é absolutamente necessário que o poder executivo seja permanente, visto como nem sempre há necessidade de elaborar novas leis, mas sempre existe a necessidade de executar as que foram feitas.
- Soberania legislativa
- Estabelece a distinção entre o público e o privado, que devem ser regidos por leis diferentes. Assim, o poder político não deve, em tese, ser determinado pelas condições de nascimento
Dois Tratados sobre o Governo Civil
- Com a obra, tornou-se o teórico da revolução liberal inglesa, cujas idéias iriam fecundar todo o século XVIII, dando fundamento filosófico às revoluções ocorridas na Europa e nas América.
Ensaio Sobre o Entendimento Humano
- Defende a teoria empirista
- Discussão sobre a teoria do conhecimento
Propriedade
- Sua vida, sua liberdade e seus bens
- Todos são proprietários: mesmo quem não possui bens é proprietário de sua vida, de seu corpo, de seu trabalho
- Direito à ilimitada acumulação de propriedade produz logicamente um desequilíbrio na sociedade, criando um estado de classes que Locke dissimula
- Todos são considerados membros da sociedade civil mas apenas os que têm fortuna podem ter plena cidadania
- Apenas os de fortuna têm pleno interesse na preservação da propriedade, e apenas esses são integralmente capazes de vida racional — aquele compromisso voluntário para com a lei da razão — que é a base necessária para a plena participação na sociedade civil. A classe operária, não tendo fortunas, está submetida à sociedade civil, mas dela não faz parte.
- Elitismo
- Todos são membros com a finalidade de serem governados, e apenas os homens de fortuna para a finalidade de governar
- Sua vida, sua liberdade e seus bens