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MAPA 2 UC14 - arboviroses

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MAPA 2 UC14 - arboviroses

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MAPA 2 UC14 - arboviroses

  1. DENGUE

    • é uma doença causada por qualquer um dos sorotipos dos vírus da dengue. Sorotipos denominados dengue-1, 2, 3 e 4 pertencem à família Flaviviridae, gênero Flavivirus
    • são transmitidos ao homem pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero Aedes aegypti
    • Período de incubação intrínseco (PII): - ocorre no ser humano e varia de 4 a 10 dias.
      • Período de incubação extrínseco (PIE): - acontece no vetor. Varia de 8 a 14 dias.
    • Patogenia e resposta imune
      • Resposta imune inata e celular: Esses vírus estimulam a produção de anticorpos IgM, detectáveis a partir do 4 dia após o início dos sintomas (com níveis elevados por volta do 7 dia)
        • Fase aguda
        • Anticorpos IgG elevam-se em 2 a 3 semanas. Conferindo imunidade contra o sorotipo infectante, provavelmente por toda a vida.
          • Fase crônica
      • Resposta imune humoral é fundamental para a prevenção e a cura das infecções pelos vírus da dengue. A proteína E, parte do envelope viral, é o alvo dominante dos anticorpos que promove a lise de células infectadas ou inibe a ligação dos vírus aos receptores celulares (neutralização viral).
      • A resposta imune celular contra o vírus é direcionada para múltiplas proteínas virais: C, prM, E, NS1, NS3, NS4B e NS5, porém a proteína NS3 parece ser a mais imunogênica, em relação à imunidade celular. (OBS: NS1 está presente no cpsídeo do vírus e não no material genético
        • As células T CD4+ e CD8+ reativas ao vírus da dengue produzem predominantemente altos níveis de IFN-γ, TNF-α, TNF-β e quimiocinas
          • os sintomas gerais de febre e mal-estar relacionam-se à presença, em níveis elevados, de citocinas séricas, como TNF-α, IL-6, IFN-γ
    • Fisiopatologia da dengue hemorrágica: A presença de antígenos de dengue, expressos na membrana macrofágica, induz fenômenos de eliminação imune por linfócitos T CD4+ e CD8+ citotóxicos. Os macrófagos, ativados pelos linfócitos e agredidos ou lisados pelas células citotóxicas, liberam tromboplastina, que inicia os fenômenos da coagulação e, também, liberam proteases ativadoras do complemento, causadoras da lise celular e do choque.
      • O TNF-α afeta células inflamatórias e endoteliais, podendo contribuir para a trombocitopenia e induz a IL-8, estimulando a liberação de histamina pelos basófilos e aumentando a permeabilidade vascular.
      • um aumento da carga viral resultante de uma cepa virulenta ou a facilitação da infecção mediada por anticorpos, leva a uma resposta imune exacerbada, envolvendo células do sistema imune, citocinas e imunocomplexos, causando aumento da permeabilidade por má função vascular endotelial, sem destruição do endotélio, causando queda da pressão arterial e manifestações hemorrágicas, associadas a trombocitopenia.
    • Quadro clínico
      • Fase febril
        • - Febre (1° manifestação, alta 39°C a 40°C, início abrupto e duração de 2 a 7 dias) - Cefaleia - Astenia - Mialgia - Dor retroorbitária - Anorexia - Náuseas e vômitos - Diarreia (não é volumosa, fezes pastosas, 3 a 4 evacuações por dia). - Lesão exantemática tipo maculopapular (presente em muitos casos, atingindo face, tronco e membros, não poupando regiões palmares e plantares). Pode se apresentar sob outras formas – com ou sem prurido, frequentemente no desaparecimento da febre.
      • FASE CRÍTICA:
        • - Inicia-se com o declínio da febre (defervescência); - Entre o 3° e o 7° dia do início da doença; - Nessa fase pode ter os “sinais de alarme”.
          • Dengue grave: ‣ pode manifestar-se com extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC).
            • • Choque: aumento do hematócrito ‣ ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido através do extravasamento, o que geralmente ocorre entre os dias 4 ou 5 (com intervalo entre 3 a 7 dias) de doença, geralmente precedido por sinais de alarme. ( Podendo levar o paciente ao óbito em um intervalo de 12 a 24 horas). OBS: O período de extravasamento plasmático e choque leva de 24 a 48 horas,
              • Choque (inicial): taquicardia, diminuição da pressão do pulso, taquipneia
                • choque tardio: Hipotensão
      • Fase de recuperação
        • haverá reabsorção gradual do conteúdo extravasado com progressiva melhora clínica. - Nesta fase o débito urinário se normaliza ou aumenta, podem ocorrer ainda bradicardia e mudanças no eletrocardiograma. - Alguns pacientes podem apresentar um rash cutâneo acompanhado ou não de prurido generalizado. - Infecções bacterianas poderão ser percebidas nesta fase ou ainda no final do curso clínico.
          • Diagnóstico
            • NS1, isolamento viral, RT-PCR e imunohistoquímica (fase aguda). Devem ser solicitados até o quinto dia do início dos sintomas
            • Sorológico: MAC-ELISA (após 6 dia)
            • Exames inespecíficos: O hematócrito, a contagem de plaquetas (baixa) e a dosagem de albumina
            • Tratamento: Paracetamol + dipirona, hidratação, repouso.
              • Evita-se o uso de salicilatos e AINES (causa hemorragia)
            • Diagnóstico Diferencial
              • Enteroviroses, influenza, rubéola, sarampo, febre amarela
              • Critérios de alta: hematórcrito normal, plaquetas > 50 mil,
                • Exame solicitado nos primeiros 5 dias de doença: RT-PCR
                  • A partir do 6 dia: ELISA
  2. Soraya Marques

  3. ZIKA

    • Gênero flavivirus, família Flaviviridae, sorocomplexo Spondweni
      • Período de incubação: no homem de 3 a 6 dias. No mosquitos é cerca de 10 dias
        • Modo de transmissão: picada de mosquitos do gênero Aedes, perinatal, Transmissão sexual, transfusão de sangue
          • Quadro clinico: febre baixa (entre 37,8ºC e 38,5ºC), conjuntivite não purulenta, dor de cabeça, artralgia normalmente em mãos e pés, em alguns casos com inflamações das articulações, fatiga ou mialgia, astenia, rash maculopapular, anorexia, vômitos, diarreia e dor abdominal, aftas. Astenia pós infecção é frequente. Os sintomas desaparecem em até 7 dias. A dor articular pode estar presente até um mês do início da doença; a artralgia não é tão intensa como a que ocorre em chikungunya. DOR ARTICULAR MODERADA.
            • Diagnóstico Diferencial: Dengue, Chikungunya, Febre Amarela.
              • Exames laboratoriais: RT-PCR (nos primeiros 5 dias). testes de ELISA (a partir do 5 dia após os sintomas). Redução por Neutralização de Placas (PRNT) (IgG)
                • Tratamento: Paracetamol ou-e dipirona. Nos casos de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Hidratação, repouso, monitoramento.
                  • É desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas
                  • Não há vacina contra o vírus da zika
                • Observa-se: leucopenia, trombocitopenia, ligeira elevação da desidrogenase láctica sérica, gama glutamil transferase e de marcadores de atividade inflamatória (proteína C reativa, fibrinogênio e ferritina
  4. Chikungunya

    • Etiologia: é uma arbovirose causada pelo vírus chikungunya (CHIK V), da família Togaviridae
      • gênero Alphavirus
        • período de incubação intrínseco, no ser humano, é em média de 3 a 7 dias (podendo variar de 1 a 12 dias).
          • período de incubação extrínseco, que ocorre no vetor, dura em média 10 dias.
            • fase aguda ou febril: dura até o 14º dia
              • início súbito e surgimento de intensa poliartralgia, geralmente acompanhada de dores nas costas, rash cutâneo, cefaleia e fadiga, dor retro-ocular, calafrios, conjuntivite sem secreção, faringite, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal e neurite.
            • fase subaguda, com duração de até 3 meses
              • a febre normalmente desaparece, podendo haver persistência ou agravamento da artralgia, incluindo poliartrite distal, exacerbação da dor articular, exantema maculopapular, além do surgimento de lesões purpúricas, vesiculares e bolhosas.
            • fase crônica: após 3 meses
              • persistência dos sintomas, principalmente DOR ARTICULAR INTENSA e musculoesquelética e neuropática
                • Fase crônica: pedir: Raio X de tórax, sorologia para hepatite, toxoplasmose
        • Transmissão: vetorial, vertical, transfusão
      • vetor aedes
    • RT-PCR ( 1 ao 5 dia), qRT- PCR.
      • IgM
      • IgG (a partir do 6 dia)
      • Diagnóstico Diferencial: Malária, Leptospirose, Febre Reumática, Artrite séptica, Zika, Mayaro
      • ELISA, teste imunocromatográfico - POC (a partir do 6 dia)
      • Diagnóstico Laboratorial específico:
  5. Febre Amarela

    • gênero Flavivirus da família Flaviviridae
      • ciclo silvestre: primatas não humanos (macacos) e mosquitos Haemagogus da floresta
        • CICLO URBANO: homem como reservatório do vírus, vetor Aedes aegypti.
          • período de incubação é habitualmente de 3 a 6 dias (podendo ser até 15 dias)
    • Quadro clínico
      • Período de infecção
        • dura cerca de 3-6 dias; tem início súbito e sintomas inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia, lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, mal-estar, tonturas, náuseas e vômitos, pode ocorrer infecção conjuntival e bradicardia.
      • Período de remissão
        • ocorre declínio da temperatura e diminuição da intensidade dos sintomas, provocando sensação de melhora no paciente. Dura de poucas horas até, no máximo, dois dias.
      • Período toxêmico
        • caracterizado por resposta infl amatória exacerbada associada a colapso hemodinâmico. Reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café, também pode ocorrer dor abdominal intensa. Instala-se quadro de insufi ciência hepatorrenal caracterizado por icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhado de manifestações hemorrágicas: gengivorragias, epistaxe,
    • Fisiopatologia
    • Exames laboratoriais específicos
      • Sorologia com captura de anticorpos IgM da classe pela técnica ELISA.
      • Isolamento viral
        • Pesquisa de genoma viral (RT-PCR)
          • Pesquisa de antígeno viral que consiste na detecção de antígeno viral pela técnica de imuno-histoquímica.
      • Diagnóstico diferencial:
        • Na forma leve e moderada: malária, dengue, mononucleose infecciosa, influenza, hepatites virais, rickettsioses, zika, Chikungunya, febre tifoide e outra síndromes febris agudas.
          • Na forma grave: malária por Plasmodium falciparum, leptospirose, hepatites, febres hemorrágicas de etiologia viral, como dengue hemorrágica, sepse e outras doenças com curso íctero-hemorrágico.
    • Exames inespecíficos: creatinina, ureia, TGO, TGP, INR (tempo de protrombina) ou TAP

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Medicina Mind Map on MAPA 2 UC14 - arboviroses, created by soraya marques on 27/09/2021.
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  • Created by soraya marques · Sep 25, 2021
  • Copied by soraya marques · Sep 25, 2021
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