Parnasianismo Brasileiro

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Parnasianismo Brasileiro
1 Academicismo Brasileiro
1.1 Se referia a todo o sistema de arte institucionalizado no país. Teve como influências as academias de arte da Europa.
1.1.1 Iniciou-se com a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios fundada por Dom João VI em 1816, incentivado pela Missão Artística Francesa; decorrendo com o surgimento da Academia Imperial de Belas Artes.
2 Materialismo
2.1 É a linha interpretativa de textos de Marx, geralmente oposta ao materialismo dialético de Engels e de outras linhas de interpretação que entendem o marxismo como ciência da economia e da história.
2.1.1 Para Marx, o Homem é antes de tudo parte da Natureza mas, diferentemente de Feuerbach, considera que o ser humano possui uma característica que lhe é particular, a consciência - que se manifesta como saber através de sua atividade consciente o ser humano se objetiva no mundo natural, aproximando-o sempre mais de si, fazendo-o cada vez mais parecido com ele:
3 O Parnasianismo tem seu marco inicial com a publicação de “Fanfarras” de Teófilo Dias, em 1882. Contudo, Alberto de Oliveira, Olavo Bilac e Raimundo Correia também auxiliaram a implantação do Parnasianismo no Brasil.
3.1 Principais Características Da Poética Parnasiana
3.1.1 A poética parnasiana se baseia no binômio culto da forma/objetividade temática, em uma postura totalmente anti-romântica.
3.1.1.1 A objetividade temática surge como uma negação ao sentimentalismo romântico, tentando atingir a impessoalidade e impassibilidade.
3.1.1.1.1 Era uma poesia carregada de descrições objetivas e impessoais, se opondo ao subjetivismo decadente do universalismo Francês
3.1.1.1.1.1 Foi uma poesia de meditação filosófica, no entanto artificial.
3.1.1.1.1.1.1 Retomava os conceitos da Idade Antiga clássica: o racionalismo e formas perfeitas.
3.1.1.1.1.1.1.1 Suas poesias tinham uma perfeição formal, com forma fixa dos sonetos, métrica dos versos alexandrinos (12 sílabas poéticas) e decassílabos perfeitos, rima rica, rara e perfeita.
4 Principais Autores Do Parnasianismo Brasileiro E Suas Obras
4.1 Adalberto de Oliveira: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).
4.1.1 Olavo Bilac: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, Crônicas (1916), Tarde (1919).
4.1.1.1 Raimundo Correia: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias (1883), Versos e Versões (1887), Aleluias (1891), Poesias (1898).
4.1.1.1.1 Curiosidade: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada “Tríade Parnasiana”.
5 Nel mezzo del camin   (Olavo Bilac)
5.1 Após uma primeira leitura do poema, já podemos ver que seu assunto é o encontro seguido - após longos anos - da separação e da dor, ou perplexidade, advinda da partida do outro ser, que percebemos (pelas desinências de gêneros de alguns substantivos) ser feminino, enquanto o eu-lírico se apresenta masculino.
5.1.1 Observando o texto com mais atenção e realizando a marcação das rimas externas assim como a escansão dos versos, podemos constatar que se trata de um soneto dividido em 2 quartetos e 2 tercetos com todos os versos decassílabos e rimas externas que seguem o seguinte padrão:  A/B/A/B - A/B/A/B - C/D/C - E/D/E. Todas são cruzadas, ou alternadas.
5.1.1.1 Observando o ritmo resultante das alternâncias de sílabas tônicas e átonas, podemos constatar que nos quartetos alternam-se versos decassílabos heróicos (marcação nas sextas e décimas sílabas) com decassílabos sáficos (marcação nas quarta, oitava e décima sílabas). No primeiro terceto, os versos são todos heróicos e no segundo  terceto são: sáfico, heróico e sáfico. Em suma, assim como as rimas, quase todos os versos alternam-se (cruzam-se) em seu ritmo. Isso só não acontece no primeiro terceto.
5.1.1.1.1 Observando com atenção a primeira estrofe, desperta a atenção as repetições  invertidas de termos que se cruzam (quiasmo) juntamente com as repetições paralelísticas. Pode-se constatar, em cada parelha de versos, o que me parece um paradoxo estilístico: paralelismo sintático e semântico + quiasmos. Vejamos os dois quiasmos: Vinhas X fatigada / fatigado X vinha
5.1.1.1.1.1 Na 2a estrofe, é interessante observarmos a sonoridade do primeiro verso e o enjambement ao fim de cada verso. Com relação à sonoridade: o baque da surpresa da separação é marcado pelo som da sílaba tônica [sU] - "E paramos de súbito na estrada". Nela, ocorre uma elevação do tom da voz para depois cair em intensidade.
5.1.1.1.1.1.1 No primeiro terceto é interessante observarmos a cesura após "novo" (no primeiro verso), o enjambement entre esse verso e o seguinte, e o fato de que o sujeito lírico deixa de falar sobre ele e a amada (eu + ela = nós) e passa a falar exclusivamente dela.
5.1.1.1.1.1.1.1 No terceto final, em que se fecha o desenvolvimeto do tema (geralmente com chave-de-ouro), o sujeito lítrico encerra falando apenas de si, do estado em que ficou após a partida da amada.
6 Olavo Bilac além de poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista e autor de livros didáticos, deixou também na imprensa do tempo do Império e dos primeiros anos da República vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., assinando, em outras vezes, o seu próprio nome. Nascido no Rio de Janeiro a 16 de dezembro de 1865, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em que ocupou a cadeira nº. 15, que tem Gonçalves Dias por patrono. No seu principal livro, "Poesias", incluiu Bilac alguns sonetos satíricos , sob o título de "Os Monstros". Escreveu livros em colaboração com Coelho Neto, Manuel Bonfim e Guimarães Passos, sendo que, com este último, o volume intitulado "Pimentões", de versos humorísticos.
6.1 Frase de Olavo Bilac (Olha: não posso mais! Ando tão cheio Deste amor, que minh alma se consome De te exaltar aos olhos do universo... Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio: E, fatigado de calar teu nome, Quase o revelo no final de um verso)

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