Educação Histórica: uma nova área de investigação.

Tainá  Felippe
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Tainá  Felippe
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TRABALHO DE HISTÓRIA

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Educação Histórica: uma nova área de investigação.
1 Isabel Barca
1.1 Ensino da história ancorada em áreas de conhecimento como a epistemologia da história, ciências sociais, psicologia cognitiva; constitui-se como teoria e aplicação à educação de princípios decorrentes da cognição histórica.
2 2. PROVISORIEDADE E OBJETIVIDADE EM HISTÓRIA
2.1 Assume-se atualmente que não há uma resposta final em história, podem encontrar-se diferentes explicações ao longo do tempo acerca de um mesmo acontecimento. Por que isto ocorre?
2.1.1 Debate teórico
2.1.1.1 Modelo Positivista
2.1.1.1.1 Objetividade
2.1.1.1.1.1 Neutralidade absoluta
2.1.1.1.1.1.1 Estabelecimento de leis gerais acerca do processo social, explicação da realidade social.
2.1.1.1.1.1.2 Neutralidade à recolha de fatos a partir de fontes viáveis, simples descrição em detrimento da explicação.
2.1.1.2 Tendência Relativista
2.1.1.2.1 Ponto de vista
2.1.1.2.2 Rejeição da neutralidade absoluta
2.1.1.3 Perspectiva "Pós-modernista"
2.1.1.3.1 Nega a possibilidade do acesso epistémico ao mundo real
2.1.1.3.2 A linguagem toma o lugar da verdade, os termos estão sujeitos à mudança.
2.1.1.3.2.1 Tendência de legitimação de produtos do senso comum ao nível da produção científica.
3 1 .COGNIÇÃO HISTÓRICA
3.1 1.1. INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL
3.1.1 Principais países: Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Estudo dos princípios e estratégias da aprendizagem em história. • Analise de ideias que os sujeitos manifestam em e acerca da história. • Aprendizagem qualitativa da história, afastando-se de uma compreensão mecanicista de noções estereotipadas.
3.1.1.1 “Understanding and research”, Dickinson e Lee, 1978. • Marco da investigação nessa área • Estudo com alunos de 12-18 anos de idade • Qual questionamento teórico que deveria presidir à investigação do pensamento histórico?  Logica não histórica  Noção piagetiana de invariância de estágios de desenvolvimento
3.1.1.1.1 Níveis de empatia histórica.
3.1.1.1.1.1 Ashby &Lee, 1987: 1. “O passado opaco”. 2. “Estereótipos generalizados” 3. “Empatia derivada do cotidiano”. 4. “Empatia histórica restrita”. 5. “Empatia histórica contextualizada”.
3.1.1.1.1.2 Shemilt, 1984: 1. “Ossos secos e sentimento de superioridade”. 2. “Consciência de uma humanidade partilhada”. 3. “Empatia do cotidiano aplicada à História”. 4. “Empatia histórica”. 5. “Metodologia empática”.
3.1.1.1.1.3 Nota-se uma convergência entre ambas as analises, em ambas se observa uma progressão irregular, que evolui da “imagem caótica do passado” à “noções históricas mais ou menos elaboradas”
3.1.1.1.1.3.1 Projeto CHATA (Concepts of History and Teaching Approaches), Ashby, Lee & Dickinson.
3.1.1.1.2 “Making sense of history”, Peter Lee, 1984 • Modelo de progressão de ideias em história relacionado com a natureza da explicação histórica. • Estudo com alunos de 8 à 18 anos de idade.
3.2 1.2. INVESTIGAÇÃO EM PORTUGAL
3.2.1 • Experimento: Como pensam em história os alunos portugueses? Conclusão:
3.2.1.1 Níveis conceituais:
3.2.1.1.1 1. A estória - Resposta de modo descritivo ou explicativo restrito; - Centrada na informação.
3.2.1.1.1.1 2. A explicação correta - Resposta de modo explicativo restrito ou pleno; - Senso comum; - Postura: realista ou cepticista ingênua.
3.2.1.1.1.1.1 3. Quanto mais fatores melhor (Padrão mais frequente) - Resposta de modo explicativo pleno; - Distingue fonte e explicação; - Senso comum; - Postura de realismo ou cepticismo ingênuo.
3.2.1.1.1.1.1.1 4. Uma explicação consensual - Resposta de modo explicativo pleno; - Evidencia é vista como verificação da verdade da explicação; - Valorização da neutralidade (positivismo); - Postura de objetividade ou relativismo histórico.
3.2.1.1.1.1.1.1.1 5. Perspectiva - Respostas em modo explicativo plano; - Evidencia é vista confirmação ou refutação da verdade da explicação; - Postura de neutralidade perspectivada (menos positivista).
3.2.2 • Experimento de interpretação cruzada de fontes:
3.2.2.1  Alunos de 11 à 12 anos;  Foram apresentados aos alunos quatro fontes primarias, com diferentes posturas a respeito da guerra colonial, uma visão crítica portuguesa e uma nacionalista africana.
3.2.3 • Experimento sobre a variância da narrativa histórica (Gago, 2001)
3.2.3.1  Alunos de 11à 12 anos;  Analise dois pares de narrativas com visões diferentes sore a invasão dos romanos e sobre a história do vinho do Porto;  As respostas dos alunos estavam dentro dos níveis propostos por Lee e Barca, que vão desde uma “não distinção das diferenças entre vários relatos” até uma “ideia sofisticada sore provisoriedade” do saber histórico.
4 3. PRINCÍPIOS DE APRENDIZAGEM EM HISTÓRIA.
4.1 Lógicas e estratégias no processo do conhecimento histórico:
4.1.1 A aprendizagem deve processar-se no contexto da resposta à natureza da disciplina.
4.1.2 A aprendizagem processa-se em contextos concretos. No entanto, é necessário que os conceitos façam sentido.
4.1.2.1 Aspectos fundamentais para a progressão do conhecimento:
4.1.2.1.1 Vivência prèvia
4.1.2.1.1.1 Tipos de tarefas a desempenhar
4.1.2.1.2 Aptidões individuais
4.1.2.1.3 Natureza específica do conhecimento
4.1.3 Os estágios de desenvolvimento mental variam de indivíduo para indivíduo.
5 4. FORMAÇÃO DE PROFESSORES
5.1 Professores devem ser aptos a atender às exigências do conhecimento atual, de uma sociedade da informação.
5.1.1 Professores devem:
5.1.1.1 Experimentar a pesquisa história e se aprofundar no debate acerca dos conceitos inerentes ao saber histórico.
5.1.1.2 Ter tido contato com os resultados recentes da investigação sobre o pensamento histórico de alunos e professores, pois estes poderão fornecer elementos para a elaboração de materiais criteriosos e aplicação de um ensino de História de qualidade.
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