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violencia

bruna kuchiki Portuguese 5 pages

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Globalmente, a taxa de homicídios entre homens é quase quatro vezes superior à das mulheres (9,7 contra 2,7 por 100 mil pessoas) e é mais alto na América (29,3 por 100 mil homens), onde é quase sete vezes maior do que na Ásia, Europa e Oceania (todos com menos de 4,5 por 100 mil homens). Em particular, a taxa de homicídios de vítimas do sexo masculino com idades entre 15 e 29 anos na América do Sul e Central é quatro vezes maior que a taxa média global para essa faixa etário. Mais de uma em cada sete vítimas de homicídio no mundo é um jovem do sexo masculino com idade entre 15 e 29 anos na América.

Enquanto os homens são, em sua maioria, mortos por alguém que eles provavelmente não conhecem, quase metade de todas as vítimas do sexo feminino são mortas por pessoas próximas a elas. Na Ásia, Europa e Oceania, a proporção de vítimas de violência doméstica é particularmente importante. Em todas essas regiões, a maioria das mulheres vítimas de homicídio é morta pelas mãos de seus parceiros ou familiares (na Ásia e na Europa, 55%, e na Oceania, 73%). Na Ásia, por exemplo, 19,7 mil mulheres foram assassinadas por seus parceiros ou membros da família em 2012. Quando observados apenas os números da violência por parceiro, a esmagadora maioria das vítimas de homicídios são mulheres (79% na Europa).

Causas do homicídio

O consumo de álcool e/ou drogas ilícitas aumenta o risco de cometer homicídio. Em alguns países mais da metade dos homicidas agiu sob a influência de álcool. Embora os efeitos de drogas ilícitas sejam menos bem documentados, cocaína e estimulantes do tipo anfetamina têm sido associados com comportamento violento e homicídio.

Armas de fogo são as armas do crime mais comumente utilizadas, causando quatro a cada 10 homicídios no mundo, ao passo que cerca de um quarto das vítimas são mortas com lâminas e objetos afiados e pouco mais de um terço morre por outros meios (tais como estrangulamento, envenenamento etc.) O uso de armas de fogo é particularmente prevalente na América, onde dois terços dos homicídios são cometidos com armas de fogo, enquanto objetos pontiagudos são usados com mais frequência na Oceania e Europa.

Sociedades pós-conflito inundadas de armas, combatendo um Estado de Direito fraco e a impunidade, são propícias para o crime organizado e para a violência interpessoal. O Haiti, por exemplo, viu as taxas de homicídio dobrarem de 5,1 em 2007 para 10,2 por 100 mil em 2012. No Sudão do Sul, a taxa de homicídios em 2013, de mais de 60 por 100 mil pessoas, esteve entre as mais altas do mundo. Em contraste, em Serra Leoa e na Libéria, onde os processos de reconciliação e de estratégias de combate ao crime estão criando raízes, a segurança está melhorando gradualmente.Cerca de 437 mil pessoas foram assassinadas no mundo em 2012, de acordo com novo estudo do UNODC

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Mulheres, crianças e idosos suportam o impacto das consequências não fatais de abusos físicos, sexuais e psicológicos: viii Resumo executivo • 25% de todos os adultos relatam ter sofrido abusos físicos quando crianças. • Uma em cada cinco mulheres relata ter sofrido abusos sexuais quando criança. • Uma em cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual praticada por parceiro íntimo em algum momento da vida. • Um em cada 17 idosos relatou ter sofrido abusos no mês que antecedeu a pesquisa. Essa violência contribui para problemas de saúde ao longo da vida – principalmente para mulheres e crianças – e para morte prematura. Muitas das principais causas de morte – como doenças cardíacas, acidentes vasculares, câncer e HIV/Aids – decorrem de comportamentos como tabagismo, consumo inadequado de álcool e drogas, e sexo inseguro, que as vítimas adotam em um esforço para lidar com o impacto psicológico da violência.

prevencao:É cada vez maior o número de estudos científicos que demonstram que a violência é evitável. Com base em revisões sistemáticas de evidência científica sobre a prevenção, a OMS e seus parceiros identificaram as sete melhores estratégias – seis delas centradas na prevenção da violência e uma que se concentra nos esforços de dar uma resposta ao problema. Essas estratégias têm potencial para reduzir a ocorrência de múltiplas formas de violência, e ajudam a reduzir a probabilidade de que indivíduos perpetrem violência ou se tornem vítima. Tais estratégias são: 1. desenvolver relacionamentos seguros, estáveis e protetores entre crianças e seus genitores e cuidadores; 2. desenvolver em crianças e adolescentes as habilidades para a vida; Resumo executivo ix 3. reduzir a disponibilidade e o uso nocivo do álcool; 4. reduzir o acesso a armas de fogo e facas; 5. promover igualdade de gênero, visando prevenir a violência contra a mulher; 6. mudar normas culturais e sociais que apoiam a violência; 7. criar programas de atendimento às vítimas, incluindo identificação e cuidados.

A carga do homicídio recai sobre jovens do sexo masculino A violência fatal não está distribuída uniformemente entre grupos etários e de gênero. Os homens correspondem a 82% de todas as vítimas de homicídio, com taxas estimadas mais de quatro vezes aquela das mulheres – 10,8 e 2,5, respectivamente, por cem mil pessoas (ver Tabela 2). Em termos globais, as maiores taxas homicídio estimadas encontram-se no grupo de homens entre 15 e 29 anos de idade – 18,2 por cem mil pessoas

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O Brasil registrou 61,6 mil mortes violentas em 2016, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado hoje (30). O número, que contabiliza latrocínios, homicídios e lesões seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em comparação com 2015, sendo o maior patamar da história do país. Em média, foram contabilizados 7 assassinatos por hora. Com o crescimento do número de mortes intencionais, a taxa de homicídios no Brasil por 100 mil habitantes ficou em 29,9.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número de vítimas (6,2 mil) e registrou o segundo maior crescimento na quantidade de casos, 24,3% em relação a 2015. Foram registrados 37,6 homicídios para cada 100 mil habitantes no estado.

A maior taxa de assassinatos foi, no entanto, verificada em Sergipe com 64 casos para cada grupo de 100 mil. Em números absolutos, o estado teve 1,4 mil mortes violentas em 2016, uma alta de 11,5% em relação ao ano anterior.

A maior elevação no número de assassinatos ocorreu no Amapá que teve 250 casos em 2015 e chegou a 388 em 2016, uma alta de 52,1%. O Rio Grande do Norte foi o terceiro em crescimento no número de mortes (18%). Com 1,9 mil casos, o estado tem a segunda maior taxa de assassinatos para cada 100 mil habitantes no estado – 56,9.

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De acordo com pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-2010), o Brasil apresenta 6.329 favelas em todo o país, sendo que 6% da população vive em moradias irregulares, processo comum nos grandes centros (maiores capitais) como São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Salvador, Recife e São Luís. Merece destaque a “Favela da Rocinha” posto que é a maior favela do Brasil, situada na zona sul do Rio de Janeiro com aproximadamente 70 mil habitantes.

Principais Causas da Favelização

A favelização é um problema socioeconômico causado pela estagnação econômica, pelo desemprego, pela falta de planejamento urbano, por desastres naturais e pelas guerras.

Ao contrário do que se pensa, a favelização não decorre do excesso populacional, mas do crescimento desordenado das cidades (Macrocefalia Urbana), as quais não são capazes de absorver a população e fornecer-lhe abrigo e renda.

Assim, ao migrarem em busca melhores condições de vida, os habitantes de uma região (geralmente pequenas e médias cidades) não encontram meios de subsistência no espaço urbano e acabam tendo de habitar os territórios que rodeiam a cidade, posto que fiquem mais próximos aos locais de trabalho. Isto ocorre por que aqueles meios de subsistência (principalmente alimentação e moradia) são muito mais caros nos centros urbanos do que em suas periferias.

Portanto, a favelização está ligada diretamente aos aspectos que tangem a urbanização e a industrialização, uma vez que elas são os principais causadores do êxodo rural, o qual tem sido cada vez mais rápido em direção às áreas urbanas

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Concentração e desigualdade Em 2016, o ganho médio de uma pessoas que integra o grupo de 1% mais rico da população era equivalente a 36 vezes do ganho de uma pessoa que integra o grupo da metade mais pobre do país. 889 mil é o número de pessoas que integram o grupo de 1% mais rico, que em 2016 teve rendimento médio de R$ 27 mil /mês 44,4 milhões é o número de pessoas que integram o grupo de 50% com menor renda e que em 2016 ganhou R$ 747 em média por mês, inferior ao salário mínimo

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Note on violencia, created by bruna kuchiki on 08/10/2018.
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