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EPICURO - O que é psicologia

Gi Fernandes Portuguese 2 pages

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Sua prática e pensamento levam para caminhos diferentes dos seguidos pelos pensadores de sua época. No epicurismo, a física e a ética são inseparáveis, esta é sua grande inovação. A psicologia, para Epicuro, permeia por três estágios: canônica (lógica, critérios para a verdade), física (átomos) e por último, ética.

Epicuro dizia acreditar que não existe separação entre nós e o mundo: o mundo se encontra conosco através da sensação, que gera prazer ou dor. A dor e o prazer são maneiras de conhecer, e a ética lida com esses afetos fundamentais.

Para Epicuro, existiriam apenas duas coisas no mundo: os átomos e o vazio. Tudo é feito de átomos, desde deuses até a alma. O filósofo dizia que a alma era composta por átomos sutilíssimos, leves, pequenos e redondos. Concluindo, a psicologia para Epicuro é a matéria para a física.

O corpo é animado pela alma, está que lhe dá movimento e a sensação; os dois entram em relação, portanto o corpo não pode existir sem a alma nem a alma sem o corpo. A alma é mortal, e viverá enquanto o corpo viver.

A alma tem como função levar as sensações e os movimentos de uma parte do corpo para outras.

Conhecer os átomos, as sensações, o prazer e a dor é o que permite à psicologia entender o ser humano.

A Ética de Epicuro é hedonista, ou seja, afirma que o homem busca, em todas as situações, o prazer e evitar a dor, assim como todos os animais. O ser humano, em sua essência, busca aquilo que convém com a natureza e evita aquilo que não convém. A finalidade da vida, diz Epicuro, é uma só: a felicidade!

Epicuro ensina que devemos evitar ou diminuir o máximo possível qualquer dor desnecessária/inútil. Isso ganhou o nome de aponia. Assim, reduzindo a dor, o caminho para a felicidade se tornará mais fácil.

Porém, o prazer não necessariamente significa a ausência da dor.

O filósofo nos diz que, reduzindo a dor, poderemos nos concentrar naquilo que realmente importa: uma ética da doçura.

Longe de superstições e medos, temos condições de buscar prazeres duráveis. O verdadeiro prazer, diria Epicuro, está na serenidade do sábio, na tranquilidade de corpo e alma que só um verdadeiro hedonista poderia encontrar.

O hedonismo é busca pelos prazeres justos, com temperança, moderados, levando em conta que todo prazer pode conter uma cota de desprazer e vice-versa. Estes prazeres, diria o sábio, são inúteis e desnecessários, causam apenas a atribulação da alma e afastam do caminho da felicidade.

Hedonismo pode ser visto também como prudência, para levar o prazer ao máximo.

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lição de filosofia - dia 14.07
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Gi Fernandes
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