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01 - RESUMO
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OFERTA DE TRABALHO
Cesta de bens
Uma cesta de bens nada mais é do que determinada variedade e determinada quantidade de algo que pode satisfazer as necessidades de um indivíduo
Por convenção, colocamos o primeiro bem que for mencionado no eixo horizontal, e o segundo bem mencionado no eixo vertical. Portanto, se a questão falar que a cesta é composta por roupa e alimento, você vai colocar roupa nas abcissas (perdão pelo trocadilho) e alimento nas ordenadas. Normalmente, a questão vai falar em “bem x” e “bem y”, ou “bem a” e “bem “b”, reforçando que a ordem que importa. Mas se falar apenas “lazer e consumo”, por exemplo, você já sabe o que fazer: lazer no eixo horizontal, e consumo no vertical.
Utilidade
>Nota:
Se há uma “cesta A” e uma “cesta B”, o indivíduo pode preferir “A” a “B”. Também pode preferir “B” a “A”, ou ser indiferente entre “A” e “B”, ou seja, “tanto faz ‘A’ ou ‘B’”.
Utilizamos o símbolo ≻ para indicar que uma cesta é preferível à outra. O símbolo ≻ serve para indicar que uma cesta é ao menos tão preferida quanto a outra. Por fim, o símbolo ∼ indica que o indivíduo é indiferente entre as cestas.
Por exemplo:
A ≻ B significa que A é preferível a B.
A ≻ B significa que A é pelo menos tão boa quanto B.
A ∼ B significa que A e B são indiferentes.
Além disso, ≻ pode ser chamado de preferência forte, enquanto ≻ é a preferência fraca.
Ok. É assim que representamos as preferências do indivíduo.
>Utilidade Ordinal X Utilidade Cardinal
adotaremos o conceito de utilidade ordinal, ou seja, importará apenas o fato de uma cesta ser preferível à outra, e não quanto preferida ela é. A utilidade cardinal, aquela que procura determinar, através dos valores de suas utilidades, quanto uma cesta é preferida à outra.
>Função utilidade
Uma função é uma regra que relaciona elementos. No nosso caso, a função-utilidade irá determinar de que forma as quantidades de cada bem resultarão na utilidade obtida pelo indivíduo.
De forma genérica, representamos uma função de utilidade assim:
U = f (C, L)
Lemos a expressão acima deste jeito: a utilidade (U) é determinada em função (f) das quantidades de consumo (C) e de lazer (L).
U = C.L
>Curva de indiferença
ela mostra quais cestas, compostas cada uma por diferentes quantidades de lazer e de consumo, que são indiferentes para o indivíduo.
A relação entre a variação dos bens [∆C/∆L] determina o que chamamos de taxa de substituição. É simplesmente de quantas reais em Consumo o indivíduo está disposto a desistir para obter mais horas de lazer, permanecendo na mesma curva de indiferença, ou seja, obtendo o mesmo nível de utilidade.
a taxa de substituição é a inclinação da reta que passa pelas duas cestas em questão. Note que ainda não usei o termo marginal. A taxa marginal de substituição (TMS) é a taxa de substituição quando a variação na quantidade de lazer (∆L) é muito pequena.
TMS= -∆C/ ∆L
Se aumentamos o lazer, aumentamos a utilidade fornecida pelo lazer. Se diminuímos o lazer, diminuímos a utilidade fornecida pelo lazer. Essa variação na utilidade que ocorre quando variamos a quantidade de um bem recebe o nome de utilidade marginal. Sendo assim, a utilidade marginal do lazer (UMGL) é a quantidade adicional de utilidade que o indivíduo recebe quando aumentamos a quantidade de lazer. A utilidade marginal do consumo (UMGC), por sua vez, é a utilidade adicional que o indivíduo recebe quando obtém uma unidade adicional de consumo.
E a curva de indiferença, como você viu, demonstra determinado nível de utilidade. Portanto, quando “andamos” sobre a curva de indiferença, da esquerda para a direita, estamos diminuindo a utilidade obtida pelo consumo e aumentando a utilidade obtida pelo lazer na mesma medida, ou então não ficaríamos sobre a mesma curva de indiferença.
TMS = -∆C /∆L = UMGL /UMGC
>Monotonicidade
Quando falamos de bens, e não de males, é razoável supor que o indivíduo prefira mais, e não menos. Digamos então que A é uma cesta composta por uma quantidade x de Lazer e uma quantidade x de consumo, então: A=(xL,xC). B é composta por quantidades y desses bens, e assim: B=(yL,yC). Então, se A tem pelo menos a mesma quantidade dos dois bens que B, e um bem a mais, então A≻B. Essa suposição é chamada monotonicidade forte das preferências. Ela garante que as curvas de indiferença:
Sejam negativamente inclinadas;
Mais distantes da origem sejam preferíveis (veja gráfico abaixo);
Demonstrem as preferências antes da saciedade, ou seja, enquanto mais ainda for melhor para o indivíduo
>Restrição Orçamentária
Parte da renda de uma pessoa vem de seu trabalho, e depende da quantidade de horas que ela trabalha. Portanto, ele recebe determinado salário (w) por hora trabalhada (h). Essa é sua “renda trabalho”, dada por w.h (salário vezes número de horas). Outra parte, vem de fontes que não têm relação com o tanto que ela trabalha, como rendimentos de investimentos, aluguéis de propriedades entre outros. Essa parte é chamada “renda não trabalho”, representada por “V”. Em outras palavras, a renda total de um indivíduo é dada pela soma de sua renda trabalho (w.h) com sua renda não trabalho (V), e essa renda total indica o máximo de consumo (C) que ele pode obter
C = wh + V
Essa é a restrição orçamentária, e nos leva a algumas conclusões importantes, além de permitir traçarmos a reta orçamentária.
C = wT - wL + V
A inclinação da reta orçamentária é determinada pelo salário (w), com sinal negativo, ou seja, -w.
O trabalhador maximizará sua utilidade escolhendo a cesta de consumo/lazer cuja taxa marginal de substituição tangencia a linha orçamentária. Em outras palavras, o trabalhador escolherá a cesta que fica no ponto exato onde curva de indiferença e linha orçamentária têm a mesma inclinação.
Portanto, o trabalhador sempre escolherá a cesta de bens que faz com que a inclinação da linha orçamentária seja igual à TMS, e por consequência determinará sua oferta de trabalho.
>Variações na renda não trabalho
isso de aumentar a renda, mas reduzirmos o consumo de algo, é um tanto contraintuitivo, e por isso tem até um nome na economia: bens inferiores.
>Variações no salário
O efeito 1 é chamado de efeito renda. Ele é resultado de o indivíduo ficar relativamente mais rico, ou seja, ampliar suas possibilidades de consumo.
O efeito 2 é chamado de efeito substituição. Ele é resultado de o lazer ficar relativamente mais caro quando há um aumento no salário.
Se o efeito renda for mais intenso que o efeito substituição, o indivíduo aproveitará seu aumento salarial para trabalhar menos, elevando seu consumo de bens e de lazer. Por outro lado, se o efeito substituição superar o efeito renda, o indivíduo vai preferir trabalhar mais para aproveitar o aumento, reduzindo seu lazer que ficou relativamente caro.
A CURVA DE OFERTA DE TRABALHO
A curva de oferta de trabalho é representada por um gráfico, no qual as diferentes quantidades de trabalho ofertada pelo indivíduo dependem dos diferentes níveis salariais. Ou seja, a curva de oferta relaciona duas variáveis:
1. Horas de trabalho ofertadas
2. Valores de salários
salários muito elevados podem levar as pessoas a ofertarem menos trabalho. Tecnicamente, o que ocorre é que o efeito substituição é mais forte no começo, com salários mais baixos, mas acaba por ser superado pelo efeito renda.
Curva de oferta de mercado
a curva de oferta de mercado é a soma horizontal das curvas de oferta individuais, ficando à direita delas.
ELASTICIDADES DA OFERTA
ELASTICIDADE-SALÁRIO DA OFERTA DE TRABALHO (E) É uma medida de quanto varia, percentualmente, a oferta de trabalho (OT) diante de uma variação no salário (w) pago ao trabalhador por hora trabalhada.
E= ∆%OT /∆%w
Quanto mais alto o valor da elasticidade, mais sensível a oferta de trabalho é a mudanças no salário;
Quanto mais baixo o valor da elasticidade, menos sensível a oferta de trabalho é a mudanças no salário;
Valores positivos indicam relação positiva (direta), com aumentos salariais elevando a oferta de trabalho. Portanto, a curva de oferta é positivamente inclinada no trecho em que a elasticidade é positiva;
Valores negativos indicam relação negativa (inversa), com aumentos salariais reduzindo a oferta de trabalho. Portanto, a curva de oferta é negativamente inclinada no trecho em que a elasticidade é negativa.
SALÁRIO DE RESERVA E RENDA ECONÔMICA
salário de reserva, que nada mais é do que o menor salário pelo qual o indivíduo aceitaria trabalhar. Abaixo dele, nada de trabalho, acima dele, haverá trabalho.
definimos renda econômica como o valor que o trabalhador recebe acima de seu salário de reserva
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- Concursos Públicos Sociologia e psicologia aplicadas ao trabalho Note on 01 - RESUMO, created by Laerte Bezerra on 21/01/2024.
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