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Compreensão e Interpretação de Textos FGV

paulo ferreira Portuguese 2 pages

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A questão aborda o modo de organização discursiva do texto argumentativo.

O texto Argumentativo é um dos tipos de texto dissertativo. Dentre suas várias características, ressalto uma:

o intuito da argumentação é elaborar uma defesa de ponto de vista, defesa essa capaz de convencer o leitor.

Vamos analisar as alternativas da questão. Precisamos encontrar uma alternativa que traga uma característica AUSENTE no texto argumentativo:

a) O destaque de um tema polêmico ou discutível.

Presente: Não só está presente como é a alma do texto argumentativo. Não faz muito sentido argumentar sobre algo que todos concordam (algo que não seja discutível), afinal o propósito da argumentação é convencer alguém de algo.

Os textos argumentativos buscam esses temas polêmicos, cujos pontos de vista podem ser discutidos. Ao encontrar um ponto de discussão, o autor precisa se posicionar sobre a polêmica e apresentar um ponto de vista: a tese.

Elaborada a tese, o texto inteiro vai se organizar em torno dela, para defendê-la e para convencer o leitor de que tal tese é verdadeira.

b) Caráter dialógico de confrontação entre proponente e oponente.

Presente: Embora não esteja presente em todos os textos argumentativos, a confrontação é sim um elemento que pode estar presente nos textos argumentativos.

A confrontação entre proponente e oponente é um método de raciocínio - uma forma de organizar a argumentação de maneira lógica. Esse método de confrontação também é conhecido como Método de Raciocínio Dialético. Ele funciona da seguinte forma - apresenta-se a tese, depois a antítese. A confrontação entre as duas gera a síntese.

A tese é o ponto de vista do autor (proponente). A antítese é o ponto de vista contrário ao do autor (oponente). Os argumentos da antítese são então desmontados, analisados e refutados em conformidade com os argumentos da tese. O resultado é a síntese, que fortalece a tese.

Para construir esse tipo de raciocínio, há sim uma espécie de "diálogo" entre tese e antítese, no qual proponente e oponente confrontam argumentos, até o ponto em que o proponente refuta cada argumento do oponente. Um exemplo clássico desse tipo de raciocínio é encontrado na Grécia Antiga, no livro "A República" de Platão.

c) Apresentação de um elemento básico de convencimento.

Presente: sim, a apresentação de elementos básico de convencimento está presente nos textos argumentativos - afinal o propósito desses textos é convencer alguém sobre algo.

O elemento básico de convencimento pode ser um fato, um dado, um exemplo, uma comparação, uma definição - enfim, algum tipo de argumento. Espera-se que, ao se deparar com o argumento, o leitor perceba a veracidade do que está sendo dito e se convença de que o ponto de vista do autor do texto está correto.

d) Apelo a uma série de distintos elementos que apoiam o tema básico do texto.

Presente: a alternativa D faz menção ao mesmo tipo de recurso da alternativa C: a estratégia argumentativa.

O apelo é um artifício pensado para convencer o leitor. Os elementos que vão sustentar esse convencimento precisam necessariamente apoiar o tema básico do texto - ou seja, a tese (o ponto de vista defendido).

Um texto argumentativo pode lançar mão de vários elementos de convencimento (argumentos). Dentre eles temos alguns mais sucintos, como os exemplos, os fatos, os dados e as definições. Estes, por si só, já mostram algo da verdade sobre algo.

Outros apelos são mais elaborados, como as comparações, as contraposições e as análises de causa e efeito - neste caso o autor precisa demonstra a veracidade de algo conduzindo o leitor através de um raciocínio que requer um pouco mais de compreensão.

e) O apelo obrigatório ao raciocínio lógico e ao bom-senso.

Ausente: A parte do "obrigatório" é o elemento ausente.

Um texto argumentativo não organiza seu discurso apelando obrigatoriamente ao raciocínio lógico e ao bom-senso.

Os elementos citados na alternativa E são apelos opcionais!

Há muitos aspectos que podem ser discutidos aqui. Vou focar apenas em alguns.

Em primeiro lugar, há várias formas de argumentar. Não é obrigatório que eu prove um ponto de vista usado raciocínio lógico (no sentido de construção de um silogismo) e bom-senso (argumentação com base na razoabilidade e sensatez).

É possível provar que um ponto de vista está correto apenas citando dados ou trazendo exemplos. Se o tema em análise for suficientemente simples, a mera citação de dados, fatos e exemplos pode dar conta de sustentar uma tese.

Em segundo lugar, convém ressaltar que é sim possível construir textos argumentativos sem base no bom-senso ou no raciocínio lógico.

É possível, por exemplo, construir argumentações baseadas em: falácias (falhas no raciocínio), perguntas retóricas (não exigem uma resposta, pois tem como objetivo provocar a reflexão), testemunhos de autoridade (aquilo que alguém que é considerado importante disse) e modalização (opiniões).

Muita atenção aqui - o fato da argumentação não ser baseada em raciocínio lógico não significa que o texto como conjunto não tenha organização lógica. O conjunto pode e deve ter sim alguma organização lógica, caso contrário não seria inteligível ou compreensível. É apenas a estrutura de cada tópico da argumentação que não é baseada em raciocínio lógico.

Todas essas estratégias de argumentação podem ser extremamente eficientes no convencimento de leitor, mesmo que não sejam baseadas na lógica ou no bom-senso. O perigo desses tipos de argumentações é a capacidade que eles têm de passar despercebidos - não é incomum que um leitor não perceba uma falácia ou não consiga distinguir entre uma modalização e um fato.

A falácia é um raciocínio incorreto o qual, no entanto, parece verdadeiro. O leitor precisa prestar muita atenção para perceber quando uma falácia está presente. Se a falácia é construída de propósito, por vezes ela é chamada de sofisma. Os testemunhos de autoridade também podem ser problemáticos. Às vezes eles contrariam o bom-senso ou a lógica, mas, como são oriundos de alguém que "tem autoridade" no assunto, são tomados como verdadeiros. As modalizações embutidas no texto, frequentemente podem se passar como se fossem fatos.

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PROVA FGV CADERNO DE ERROS

TESE VERSUS ARGUMENTO

A questão trabalha a diferença entre TESE e ARGUMENTO. Vamos rever as principais características de cada conceito:

TESE: a tese nada mais é do que uma opinião, um ponto de vista = algo que o autor do texto defende. Por ser algo que parte do ponto de vista de alguém, a presença de Modalizadores é muito frequente. Os modalizadores são palavras que expressam, justamente, uma opinião, por exemplo: vital, melhor, pior, fundamental, etc. Os modalizadores provocam a reflexão do leitor, pois o fazem pensar se aquilo realmente é vital, fundamental, etc.

ARGUMENTO: é o raciocínio que serve para afirmar a tese. Há vários tipos de argumento, ou seja, há vários recursos discursivos que servem para fortalecer um ponto de vista e, simultaneamente, servem para convencer o leitor da veracidade da tese.

b) O transporte público é o principal agente causador da poluição ambiental em São Paulo.

Tese: Tese.

A letra B ilustra uma opinião, uma tese - observe o uso do modalizador "principal", palavra que denota opinião. O modalizador é a "porta de entrada" para a discussão.

Se você diz que o transporte público é o "principal" agente causador da poluição, eu posso discordar frontalmente desse termo "principal". Na minha opinião (tese) o transporte público é um agente insignificante dentre os causadores de poluição, para mim o "principal" causador são os carros.

A palavra "principal" depende do ponto de vista. Cada um trará seus argumentos para defender porque o agente X, Y ou Z é o principal causador da poluição.

Veja que, partindo da tese, podemos juntar vários argumentos, para defendê-la e para convencer o leitor de sua veracidade:

Tese: O transporte público é o principal agente causador da poluição ambiental em São Paulo.

Argumentos:

Na cidade X, os moradores contam apenas com transporte público e a poluição é elevada.

Quase 70% dos ônibus usados na cidade são velhos e emitem altos níveis de metais pesados.

O pesquisador Y concluiu que os ônibus empregados trancam o trânsito da cidade por horas, logo são agentes indiretos da maior parte das emissões de poluentes, vez que provocam congestionamentos.

Tipos de Argumentos:

Testemunho de autoridade - citação de uma fonte dada como confiável.

Evidência - comprovação de algo. Apresentação de fontes. Exempl

Dados, Estatísticas, Pesquisas, Fatos

Exemplo - caso concreto.

Analogia; relação de semelhança entre casos.

Confronto: comparação das diferenças entre os casos - estabelece oposição de ideias.

Causa e Consequência

Ilustração - utiliza uma pequena narração para ilustrar uma situação.

Contra-argumento - expor uma ideia contrária à tese, para em seguida refutá-la, fortalecendo a tese.

Opiniões pessoais (Modalizadores) - constrói argumentos com base em experiências/visões pessoais.

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Lingua Portuguesa- TRF1 2024 - Técnico Judiciário - Área Administrativa

Observe o seguinte fragmento argumentativo:

FGV - 2024 - Mediador Judicial (TJ RJ)

1) “A tristeza patológica, o desânimo, a irritabilidade ou a limitação de atividade vital e cognitiva são sintomas inequívocos de uma depressão.”

O tipo de argumento lógico racional que se aplica neste caso, é:

A - raciocínio por analogia.

B -emprego de generalização.

C - apelo a citações.

D- citação de exemplos.

E- relação causa / consequência

RESPOSTA:

d) citação de exemplos.

Correta: a exemplificação é a ilustração ou representação de algo (fato-exemplo). O leitor entende o que esse "algo" significa através dos exemplos trazidos.

“A tristeza patológica, o desânimo, a irritabilidade ou a limitação de atividade vital e cognitiva são sintomas inequívocos de uma depressão.”

Exemplificar é apresentar fatos ou cenários que demonstram uma verdade.

Na frase dada, como o autor ilustra os sintomas da depressão? Através de exemplo:

São sintomas inequívocos de depressão:

Tristeza patológica

Desânimo

Irritabilidade

Limitação de atividade vital e cognitiva.

Logo, qualquer um que apresente esse conjunto de sintomas tem inequivocamente depressão. O leitor, por consequência, aprende como identificar uma depressão através da exemplificação de seus sintomas. O cenário traçado pelos exemplos dados também permite ao leitor formar um conceito do que é uma depressão, ainda que a definição explícita dessa doença não tenha sido apresentada.

FGV - 2024 - Mediador Judicial (TJ RJ)

2) “O regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol deve ser alterado: foi penoso observar a torcida do Santos, aos prantos, em função de o time ter sido rebaixado pela primeira vez em sua história.”

TESE: O regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol deve ser alterado

Estratégia de Persuasão: Sentimentalismo - argumenta-se de modo a comover o leitor

"foi penoso observar a torcida aos prantos"

a) Os argumentos utilizados para a defesa da tese são do tipo afetivo.

Correta: sim, são do tipo afetivo.

A tese do autor é pela mudança do regulamento do Campeonato.

Qual é o argumento trazido para justificar a necessidade dessa mudança? É um argumento afetivo - o autor diz que foi "penoso" ver a torcida do Santos "aos prantos". Esses elementos denotam o apelo ao sentimento do leitor. Não são medidas práticas. Em resumo, o autor do texto argumenta que se deve mudar o regulamento pois é muito sofrido ver casos como o do Santos.

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)

2) O segmento narrativo abaixo que NÃO mostra qualquer interferência do narrador no que é narrado é:

B) Os agricultores retiraram as pragas das plantas, regaram o terreno e procuraram descobrir onde se localizavam as tocas dos gambás que comeram as frutas na noite anterior;

RESPOSTA:

A "interferência do narrador" ocorre quando este se posiciona em relação aos eventos narrados, expressando sua opinião, seja a favor ou contra, ou atribuindo julgamentos, como elogios ou críticas. Em outras palavras, a interferência manifesta-se sempre que há subjetividade no relato.]

Para reconhecer trechos em que o narrador emite sua opinião, é preciso identificar marcas de pessoalidade, também conhecidas como marcadores ou modalizadores. Entre os principais indicativos de pessoalidade estão os adjetivos qualificativos, que revelam a avaliação do narrador, e os advérbios terminados em "-mente", que funcionam como modalizadores textuais, conferindo um tom opinativo ou subjetivo ao que é narrado.

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/

3)- A oração adversativa abaixo sublinhada que estabelece entre os segmentos indicados uma relação de real oposição é:

e) Os sábios descreem, mas os tolos creem.

Precisamos indicar a oração adversativa que estabelece uma relação de REAL OPOSIÇÃO. Isso significa que a oposição precisa estar estruturada em termos antônimos (com sentidos opostos).

s termos "sábios" e "tolos" são antônimos, assim como os verbos "crer" e "descrer" (prefixo "-des" = ausência, negação). Assim, há uma completa oposição entre as orações que formam o período.

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)

4) Em todas as frases abaixo há uma locução introduzida pela preposição “sem”; a frase em que a substituição proposta é adequada é:

d) Estar sem fome é sinal de desequilíbrio físico. / inapetente;

RESPOSTA:

Esta é uma questão bem comum nas provas da FGV. Precisamos indicar a alternativa que propõe uma substituição CORRETA de uma locução por um único vocábulo. Para isso, o substituto e a locução devem ser sinônimos, ou seja, devem apresentar o mesmo significado. Vamos lá?

d) Estar sem fome é sinal de desequilíbrio físico. / inapetente;

Correta. O adjetivo "inapetente" vem de apetite e contém o prefixo "in-", indicando ausência ou falta. Assim, inapetente significa "sem apetite", "sem fome". A substituição preservaria inteiramente o sentido original.

e) Um casal sem filhos parece infeliz. / órfão.

Incorreta. O adjetivo "órfão" significa sem pais, e não sem filhos. (ERREI)

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)

5) Sabendo que o texto argumentativo é aquele que apresenta razões para defender ou atacar uma opinião ou tese, com a finalidade de convencer alguém sobre algo, o segmento abaixo que pode ser classificado como argumentativo, pois mostra uma tese e argumentos, é:

A) A educação é a chave de todas as portas, como já dizia um sábio latino.

RESPOSTA:

O texto argumentativo tem o objetivo de convencer o leitor sobre determinada ideia (a tese) e é marcado pelo uso de exemplos e comparações, pela apresentação de dados e outros recursos utilizados para convencer o leitor sobre certo ponto de vista.

Precisamos indicar o texto argumentativo em que há tese e argumentos. Prestem atenção! Não basta que o texto seja argumentativo! É preciso que, além da tese, exista(m) argumento(s) que a sustente(m). E essa situação só ocorre na alternativa "A" (correta): A educação é a chave de todas as portas, como já dizia um sábio latino. → A tese corresponde ao segmento "A educação é a chave de todas as portas". O segmento "como já dizia um sábio latino" representa um argumento de autoridade, recurso que consiste na apresentação do ponto de vista de um especialista no assunto, uma entidade de credibilidade, uma instituição de renome etc. É uma forma que conferir mais credibilidade à informação apresentada, o que ajuda a convencer o leitor sobre aquele ponto de vista. É como se o autor dissesse: "olha, não precisa confiar em mim. Confie nessa pessoa, que é especialista no assunto".

e) A arte não é uma coisa e sim um caminho.(ERREI)

Há somente a opinião do enunciador.

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/Administrativa/Agente da Policia Judicial (e mais 7 concursos)

6) A frase em que a substituição da oração reduzida sublinhada por uma oração desenvolvida de mesmo significado foi feita de forma adequada é:

E) A vida que esse povo viveu não o deixou viver. / A vida que esse povo viveu não deixou que ele vivesse.

A questão envolve a transformação da oração reduzida em desenvolvida.

As orações reduzidas caracterizam-se pela presença de verbos na forma nominal e pela ausência de conjunções integrantes e pronomes relativos.

As orações desenvolvidas possuem verbos flexionados e são introduzidas por conjunção ou pronome relativo.

Para transformar uma oração desenvolvida em reduzida, devemos:

passar o verbo flexionado para uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio);

eliminar o pronome relativo ou a conjunção.

Nesta questão, devemos fazer o caminho inverso (reduzida ⇒ desenvolvida), respeitando sempre o tempo verbal da frase original.

e) A vida que esse povo viveu não o deixou viver. / A vida que esse povo viveu não deixou que ele vivesse.

Correta. A oração reduzida de infinitivo ("viver") foi adequadamente transformada em desenvolvida ("que ele vivesse"), com a flexão do verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo.

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/Administrativa/Agente da Policia Judicial (e mais 7 concursos)

7) A frase abaixo em que houve troca indevida entre “afim” e “a fim” é:

C) O STF não fica a fim do Palácio do Planalto;

Esta questão envolve a diferença entre AFIM e A FIM:

afim: indica afinidade, semelhança ou proximidade. Exemplos: João e José possuem opiniões afins.

a fim: locução que expressa ideia de finalidade (sentido de "para"). Também pode ter sentido de "com intenção ou vontade; com interesse amoroso".

Exemplo: Ela ligou a fim de conversar com você.

Exemplo: Ele disse que estava a fim da moça.

Exemplo: Estou a fim de conhecer aquele restaurante novo.

✅ Se puder substituir por "para" → Use "A FIM DE".

✅ Se for afinidade ou semelhança → Use "AFIM".

✅ Se for desejo ou vontade → Use "A FIM DE".

Precisamos indicar a alternativa INCORRETA quanto ao uso desses termos.

c) O STF não fica a fim do Palácio do Planalto;

Incorreta. Nesse caso, devemos empregar o termo "afim" para indicar proximidade. (ERREI)

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FGV - 2024 - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região)/Administrativa

8) A frase em que as palavras sublinhadas repetidas mostram significados diferentes é:

C) A guerra é a guerra dos homens; a paz é a guerra das ideias;

RESPOSTA:

Esta questão envolve conhecimentos semânticos. Precisamos indicar a frase que apresenta o mesmo vocábulo empregado duas vezes, mas com significados diferentes.

A) No Brasil é igual lá em casa: quem fala não manda e quem manda não fala;

b) Uma batalha perdida é uma batalha que se crê perdida;

Mesmo significado. Nas duas ocorrências, o termo "batalha" refere-se a um grande esforço (sentido figurado).(ERREI)

GABARITO

c) A guerra é a guerra dos homens; a paz é a guerra das ideias;

Significados diferentes. O termo "guerra" foi empregado duas vezes, mas com sentidos diferentes:

guerra dos homens: com sentido denotativo, a ideia é de luta armada, combate;

guerra das ideias: com sentido conotativo (figurado), a ideia é de controvérsia, debate, discussão.

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Note on Compreensão e Interpretação de Textos FGV, created by paulo ferreira on 02/03/2025.
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