AVALIAÇÃO MULTIFONTE OU DE 360 GRAUS

Jorge Arevalo
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CONTEÚDO DA X SEMANA DO CURSO DE AVALIAÇÃO

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AVALIAÇÃO MULTIFONTE OU DE 360 GRAUS

A avaliação de 360 graus tem-se aplicado amplamente em escolas de Medicina e em hospitais para o controle de qualidade, melhora das prestações de serviço e para identificar níveis de desempenho profissional. Permite criar uma avaliação mais ampla que inclui a todos os profissionais que trabalham com o avaliado.A avaliação de 360 graus é um método adequado para avaliar o desempenho, já que entram em jogo vários avaliadores, minimizando-se a subjetividade. Representa o método ideal para a valorização da comunicação e as relações interpessoais, as qualidades humanas e o profissionalismo.

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Esta técnica, que tem demonstrado ser o método com maior impacto na melhora da prática profissional, procede do mundo da empresa privada, onde se começou a popularizar seu uso na década de 1980 para avaliar as competências de altos executivos. Esta avaliação rompe, na empresa, com o velho princípio que só o supervisor pode avaliar seus subordinados. Os avaliadores podem ser os superiores, os companheiros ou os subordinados, portanto pode ser o pessoal da saúde propriamente dito como o administrativo. Também os pacientes e familiares podem avaliar, especialmente aspetos relacionados com a comunicação, o comportamento e a ética. Também os pacientes e familiares podem avaliar, especialmente aspectos relacionados com a comunicação, o comportamento e a ética. Pode haver avaliações parciais de 180 graus, nas quais os avaliadores são apenas uma parte dos descritos. No uso desta metodologia temos que tomar muito cuidado para não ferir a pessoa avaliada, sobretudo quando se avaliam comportamentos, uma vez que algumas pessoas acham ameaçadora esta metodologia.

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As características fundamentais deste tipo de avaliação são: Da finalidade: pode ser utilizada para avaliar individualmente e corrigir atitudes e comportamentos, para detectar problemas do coletivo e estabelecer atuações concretas do ponto de vista da organização. Também é utilizada como auto avaliação.Do número de avaliadores: é necessária uma ampla amostra de avaliadores (10 a 30) o que pode incluir toda a gama de funcionários da saúde que trabalham na instituição, pacientes, familiares e colegas, médicos do “staff”, pessoal administrativo. Mesmo que não se consiga esse número, é desejável que estejam incluídas, de preferência, pessoas os vejam trabalhando no dia a dia.Do formulário: deve ser desenhado em função do se quer procurar, e deve estar adaptado à cultura da organização e da sociedade, especialmente no caso de avaliar comportamentos e atitudes. Podem-se desenhar tantos formulários como necessidades tenham os avaliadores das instituições de saúde, que podem incluir competências relacionadas com: boas práticas clínicas, segurança do paciente, docência, gestão e organização, profissionalismo, comunicação e relações interpessoais.

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A seguir mostramos um formulário específico de uma instituição:É relutante em aceitar as decisões acordadas pelo grupo? Ao resolver as dificuldades do dia a dia sabe expor suas necessidades e fazer perguntas que o auxiliem?Aceita opiniões divergentes da sua com facilidade e respeito?É um exemplo para todos ao defender os valores da empresa?Empenha-se para que os resultados do grupo sejam os melhores possíveis?É autoconfiante?Demonstra autonomia para decidir?Sabe administrar o tempo para superar seus desafios?Sabe se comunicar de forma clara e coesa?Utiliza técnicas administrativas para melhorar o ambiente e a colaboração no trabalho?Procura auxiliar na redução de despesas e desperdícios?Encara as necessidades da organização como mais importantes que as necessidades pessoais?Está disposto a aceitar riscos?Desiste com facilidade ao primeiro sinal de dificuldade?Sabe usar a tecnologia e os recursos da instituição em prol da produtividade de seu trabalho? Das escalas de pontuação: variam em função do propósito das avaliações: de três, quatro ou mais níveis, embora no geral não mais de seis. Exemplos de escalas verbais: “motivo de grande preocupação” , “nenhuma preocupação”, “excelente”, inaceitável”, “abaixo do esperado”, “supera o esperado”. Deve existir sempre uma opção de: “não sabe”, “não responde”. Do “feed back”, a devolutiva posterior pelo tutor é fundamental para sua função formativa.

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No formulário denominado de Mini-Pat (Peer Assesment tabs? Avaliam-se quinze aspectos agrupados em cinco domínios relacionados com:A qualidade dos cuidados clínicos: habilidade para diagnosticar problemas do paciente, formular planejamentos apropriados, consciência de suas próprias limitações, capacidade para responder a aspectos psicossociais da doença, uso apropriado dos recursos. Manutenção de boas práticas clínicas: gestão de tempo, priorizar, habilidade técnica apropriada à práticaEnsino, autoaprendizagem e auto avaliaçãoRelação com os pacientesTrabalho com os colegas

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FIM

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