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Flashcards

IEL - 1 semestre - Linguística

Dulcineia Santos Anglistik Inglês 139 flashcards

IEL - 1 semestre - Linguística

Flashcards do conjunto (139)

  1. 1Propriedade da produtividade ou criatividadecapacidade de produzirmos e interpretarmos enunciados que nunca ouvimos ou lemos anteriormente
  2. 2Propriedade do diferimentopossibilidade de utilizarmos as línguas naturais para veicularmos informações sobre entidades ou objectos que não estão presentes na situação de comunicação ou sobre eventos que não estão a ocorrer nesse momento.
  3. 3Propriedade da reflexividadepossibilidade de usarmos uma determinada linguagem ou forma de transmissão de informações para nos referirmos a esse mesmo sistema semiótico. Ex: usar o português para falarmos sobre a nossa própria língua. É o que possibilita a existência da Linguística.
  4. 4Linguagens não verbaisSurdos-mudos, sinalização de trânsito, código Morse, bandeiras
  5. 5SinalManifestação de algo que representa uma coisa distinta. A palavra cão representa um animal doméstico (Russell: "a palavra 'cão' não ladra")
  6. 6Semiose (disciplina: Semiótica ou Semiologia)Processo de interpretação do sinal.
    Elementos: sujeito--->sinal---->objeto
    (sujeito que interpreta o sinal; objeto para o qual o sinal remete)
  7. 7Diferença entre Semiótica e LinguísticaLinguística: estuda apenas os sinais utilizados no âmbito da linguagem verbal
    Semiótica: estuda todos os outros sinais artificiais que os seres humanos utilizam para comunicar
  8. 8Sinal naturalSEM intenção de comunicar
    ex: nuvem negra
    sintomas
  9. 9Sinal artificalCOM inteção de comunicar
    ex: sinal de fumaça
    tosse para chamar atenção
    todas as palavras
    sinais não verbais
    (Obs: sempre convencionais - imposição social)
  10. 10SímboloSinal artificial COM semelhança ao referente
    ex: cruz x Cristianismo
    balança x Justiça
    onomatopéias
    placa indicando travessia de pedestres (obs: forma e cor: signos)
  11. 11SignoSinal artificial SEM semelhança com referente
    Ex: bandeira vermelha indicando proibição de nadar
    semáforo
  12. 12Signos linguísticosTodas as palavras, já que não há analogia entre a palavra e o objeto a que se refere
    (ex: livro em Português, book em Inglês referem-se ao mesmo objeto)
  13. 13Tipologia de sinaisSinais
    :
    Naturais Artificiais
    : :
    Indícios Símbolos\Signos
    :
    Linguísticos\Não Ling
  14. 14Ferdinand de SaussureLinguista suíço - 1857-1913
    Obra póstuma: 1916
    Fundador da Linguística
  15. 15Dicotomia língua \ falalíngua = sistema abstrato de signos e regras (social). Objeto de estudo da Linguística
    fala = utilização concreta do sistema abstrato que é a língua (individual). "Matéria" linguística
    Ex: 9a sinfonia - língua \ execução: fala
  16. 16Sincronia \ DiacroniaDiacronia = alterações da língua através do tempo (evolutiva)
    Sincronia = descrição da língua em determinado momento (estática)
  17. 17Significante \ SignificadoSignificante = face material do signo linguístico (oral \ escrita)
    Significado = face conceitual do signo (representação mental)
    ambos são elementos INTERNOS ao signo linguístico
  18. 18Caráter biface do signoSignificante, manifesto, aponta para significado, não manifesto
    «o signo linguístico une não uma coisa e um nome, mas um conceito e uma imagem acústica" - Saussure
  19. 19caráter sonoro do signoO signo linguístico tem carácter sonoro, pois comunicamos verbalmente utilizando sons
  20. 20caráter arbitrário do signohá uma convenção que determina que um significante aponta para um significado
    cão = mamífero que ladra (Pt)
    dog = mamífero que ladra (ing)
  21. 21Significante, significado, referentesignificante = palavra
    significado = conceito
    referente = objeto que existe independente de haver uma palavra ou um conceito que o descreva
    Ex: o vencedor de Austerlitz é o vencido de Waterloo
  22. 22Estruturalismo"os diferentes elementos de um sistema devem ser estudados considerando-se a relação que mantêm uns com os outros"
  23. 23Relações sintagmáticas (horizontal)relação entre as unidades PRESENTES na frase
    Ex: A minha filha foi ao cinema
    "A minha filha" = sintagmas com relação de concordância e ordem
    ("filha" e "cinema" = ambos são substantivos, mas se um é substituído não afeta o outro)
  24. 24Sintagma (ou construção sintática) (PRESENTE)grupo de duas ou mais unidades que mantêm entre si uma determinada relação (de concordância\dependência ou de ordem) e que formam um conjunto no interior de uma frase.
  25. 25* Frases agramaticaisfrases sintacticamente incorretas
    ex: *Minha a filha foi ao cinema ontem
  26. 26Relações paradigmáticas ou associativas (vertical)relações de oposição entre uma unidade que ocorre num enunciado e todas as outras AUSENTES que poderiam estar nesse mesmo lugar
    Ex: cinema poderia ser substituído por teatro
  27. 27Paradigma (AUSENTE)Ao conjunto de unidades substituíveis entre si na mesma posição relativa de uma determinada frase chamamos paradigma.
    Ex: cinema pode substituir-se por teatro
  28. 28Paradigma abertonr. infinito de possibilidades
    ex: cinema, teatro, café...
    advérbios de tempo (ontem, hoje, outro dia)
  29. 29Paradigma fechadonr. finito de possibilidades
    ex: pronomes possessivos
  30. 30Paradigmas de morfemasconstituem sufixos verbais de modo-tempo e de pessoa-número
    ex: À 3a fa, almoço\a\as\amos\ais\am na cantina
  31. 31Paradigmas de fonemas consonânticosde unidades sonoras constitutivas do significante de uma palavra
    ex: b\p\c\ch\ato
  32. 32Paradigmas de fonemas vocálicosde unidades sonoras constitutivas do significante de uma palavra
    ex: m-a\e\i-l
    (paradigmas fechados)
  33. 33Avram CHOMSKYLinguista americano
    Fundador da Linguística moderna
  34. 34competênciaconhecimento linguístico interiorizado que o sujeito falante possui de uma dada língua natural
    (dinâmico)
  35. 35desempenhouso que o falante faz da língua
  36. 36criatividadecapacidade de um sujeito falante produzir e compreender enunciados que nunca ouviu anteriormente
  37. 37gramáticadescrição do funcionamento de uma dada língua, isto é, como a enumeração das regras (em número finito) que permitem gerar um número infinito de frases no âmbito dessa mesma língua
  38. 38linguistacabe descobrir e explicitar as regras de uma língua, e não fazê-las ou impô-las.
  39. 39gramáticas prescritivasimposição de certos usos linguísticos aos sujeitos falantes
  40. 40gramáticas descritivasa descrição dos usos linguísticos dos sujeitos falantes
  41. 41gramaticalidade (sintática)diz respeito às combinatórias possíveis entre os elementos que constituem as frases
  42. 42Sintaxetrata dos modos como se combinam as unidades linguísticas para construir uma frase
  43. 43aceitabilidade (semântico-pragmático)tem a ver com o grau de aceitação que uma frase tem numa dada situação
    (convenção social)
  44. 44regras sintagmáticas (ou regras de reescrita)são instruções que explicitam os modos como os constituintes das frases podem ser combinados para que sejam geradas frases gramaticais
    (Sintagma nominal, verbal etc)
  45. 45regras sintagmáticas (onde: F = frase SN + SF = constituintes imediatos de F)regras sintagmáticas (onde: F = frase SN + SF = constituintes imediatos de F)
  46. 46recursividade das regras sintagmáticaspossibilidade de se reaplicarem um número indeterminado de vezes, podendo gerar frases infinitamente longas
    «João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém».
  47. 47Níveis de análise linguísticaNíveis de análise linguística
  48. 48Fonéticatrata dos sons da fala e do modo como estes sons são produzidos e recebidos.
  49. 49Fonética Acústicaestudo das ondas sonoras que produzem os sons
    (propriedades físicas dos sons)
  50. 50Fonética Articulatóriaestudo da produção dos sons
    (anatomia do ap fonador e articulação)
  51. 51Fonética Perceptivaestudo da percepção dos sons
    (ouvido capta)
  52. 52aparelho fonadortodos os órgãos do corpo que participam na produção dos fones
    (concretização da fala)
  53. 53fones (ou segmentos fonéticos)são os SONS, articulados pelos sujeitos falantes recorrendo ao aparelho fonador, que fazem parte de uma dada língua.
  54. 54aparelho fonador zona da respiraçãoé constituída pelos órgãos que participam na expiração do ar, como os brônquios, os pulmões e a traqueia. A matéria-prima da fala é o ar, designado em Fonética por sopro fónico
    (expiração)
  55. 55aparelho fonador zona da fonaçãoé composta pelos órgãos que participam na produção do som, nomeadamente as cordas vocais e a glote, localizadas na laringe
    (transporte do ar)
  56. 56aparelho fonador zona da articulaçãoé constituída pelos órgãos que participam na configuração articulatória do som: - a cavidade oral (ou tracto oral ou cavidade bucal) e a cavidade nasal (ou tracto nasal).
  57. 57articuladoressão os órgãos ou estruturas anatómicas que contribuem para a configuração dos fones
    (língua, palato, lábios, dentes, maxilares)
  58. 58Alfabeto Fonéticousado quando não há coincidência entre a oralidade e a escrita
    ex: ss\c\ç; ch\x
  59. 59sons consonânticoshá um obstáculo à passagem do sopro fónico na zona da articulação
  60. 60sons vocálicosnão existe qualquer obstáculo à passagem do sopro fónico
  61. 61consoantes - critérios de tipo articulatório1. Vibração laríngea
    a. vozeada (cordas vocais retesadas, produzindo vibração) - sonoras
    b. não vozeada (cordas vocais relaxadas, não produzindo vibração) - surdas
  62. 62consoantes - critérios de tipo articulatório2. Ressonância nas cavidades oral e nasal - quando véu palatino recua, fecha as
    fossas nasais à passagem do ar
    a. consoantes orais - ressonância apenas na cavidade oral
    b. consoantes nasais - ressonância na oral e nasal
  63. 63consoantes - critérios de tipo articulatório3. Obstáculo à passagem do sopro fónico
    a. consoantes momentâneas - quando há um obstáculo total à passagem do sopro fónico
    b. consoantes contínuas -
    obstáculo parcial
  64. 64consoantes - critérios de tipo articulatório4. Localização do ponto de articulação
    a. consoantes bilabiais - consoantes iniciais articuladas com
    os dois lábios ( pato, bato e mato). a.
    b. consoantes labiodentais - consoantes iniciais articuladascolocando os dentes incisivos sobre os lábios inferiores ( faca, vaca).
  65. 65consoantes - critérios de MODO articulatóriooclusivas
    (na produção das consoantes oclusivas, observa-se um fechamento ou oclusão total da cavidade oral)
    ex: P ato
  66. 66consoantes - critérios de MODO articulatóriofricativas (a articulação corresponde a uma espécie de fricção entre dois articuladores, decorrendo de uma constrição ou estreitamento do canal por onde passa o sopro fónico);
    ex: F aca, S aco
  67. 67consoantes - critérios de MODO articulatóriovibrantes (observa-se uma vibração, simples ou múltipla);
    ex: ca R o
  68. 68consoantes - critérios de MODO articulatóriolaterais (produção se dá com a aproximação da língua ao palato e a consequente passagem do sopro fónico por ambos os lados da língua)
    ex: L ata
  69. 69consoantes - critérios de MODO articulatórionasais ( quando o véu palatino baixa, e o sopro fónico passa quer pela cavidade oral, quer pela cavidade nasal).
    ex: M ato
  70. 70consoantes - critérios de PONTO de articulaçãobilabiais (os articuladores que permitem a produção destas consoantes são os lábios)
    ex: B ato
  71. 71consoantes - critérios de PONTO de articulaçãolabiodentais (quando os dentes incisivos superiores se encostam ao lábio inferior);
    ex: V aca
  72. 72consoantes - critérios de PONTO de articulaçãoapicodentais (quando o ápice – ou ponta da língua – se encosta aos dentes incisivos do maxilar superior, permite a produção das consoantes apicodentais);
    ex: D ado
  73. 73consoantes - critérios de PONTO de articulação(apico)alveoleares (quando o ápice da língua toca ou se aproxima dos alvéolos, zona da cavidade oral onde se aloja a raiz dos dentes incisivos superiores)
    ex: N ata
  74. 74consoantes - critérios de PONTO de articulaçãopalatais (quando a coroa da língua se encosta ao palato ou se aproxima dele, são produzidas consoantes palatais);
    ex: J á
  75. 75consoantes - critérios de PONTO de articulação- velares (na produção destas consoantes, a língua encosta-se ao véu palatino);
    ex: G ato
  76. 76consoantes - critérios de PONTO de articulaçãouvulares (a vibração da úvula dá origem a consoantes vibrantes múltiplas).
    ex: ca RR o
  77. 77consoantes - critérios de PONTO de articulaçãovelarizada - quando a consoante lateral se apresenta em contexto de final de sílaba (como em mal e malta)
  78. 78vogais - critérios de tipo articulatório1. Localização do ponto de articulação
    Consoante a língua se situe na parte anterior, na parte central ou na parte posterior da cavidade oral, são articuladas vogais anteriores, centrais ou posteriores.
  79. 79vogais - critérios de tipo articulatório2. Grau de abertura
    Existem quatro graus de abertura da cavidade oral, que possibilitam a produção de vogais abertas, semiabertas, semifechadas e fechadas.
  80. 80vogais - critérios de tipo articulatório3. Nasalidade
    Quando o sopro fónico passa apenas pela cavidade oral produzem-se vogais orais. Quando passa pelas cavidades oral e nasal produzem-se vogais nasais.
  81. 81semivogais(Ditongos)
    partilham características das vogais e das consoantes: aproximam-se das vogais porque, do ponto de vista da sua articulação, não encontram obstáculo na passagem do sopro fónico; aproximam-se das consoantes porque, tendo em conta a posição que podem ocupar no interior da sílaba, nunca constituem núcleo de sílaba.
  82. 82ditongossequências de vogal + semivogal (decrescentes)
    ou de semivogal + vogal (crescentes)
    ditongos orais (sai, sei, dói, foi, fui; mau)
    - ditongos nasais (mãe, põe, muito; levarão/levaram).
  83. 83hiatohiato é uma sequência de dois sons vocálicos articulados em duas sílabas diferentes.
  84. 84Fonologiaanalisa a estrutura abstracta subjacente aos sons da fala.
  85. 85diferença entre Fonologia e FonéticaA Fonética é a disciplina que descreve os sons da fala
    (fone, [ ], significante)
    A Fonologia é a disciplina que se ocupa da organização desses sons no plano da língua
    (fonema, \ \, significante em relação ao referente ).
  86. 86fonemaé a unidade mínima distintiva, ou seja, é o mais pequeno segmento da cadeia falada.
    Distingue os significantes dos signos.
  87. 87traço distintivo (ou traço pertinente ou traço diferencial)a unidade que permite distinguir dois fonemas no âmbito de uma língua natural.
    +-consoante\nasal\vozeado
  88. 88transcriçõesfonéticas [ ]
    fonológicas \ \
  89. 89identificação das unidades fonológicasidentificação das unidades fonológicas (os fonemas) faz-se através das operações de segmentação (divisão) e de comutação (substituição
  90. 90segmentaçãoconsiste na divisão de um enunciado (frase ou palavra) nas suas unidades mínimas distintivas, ou seja, nos fonemas que constituem o seu significante.
  91. 91comutaçãosubstituição de um único fone por outro no mesmo contexto
  92. 92oposição fonológica (ou oposição distintiva) PAR MÍNIMOrelação de oposição entre duas unidades fónicas cuja comutação implica alterações ao nível do significado
  93. 93par mínimodois significantes semelhantes que têm um único elemento diferencial NA MESMA POSIÇÃO (e têm, por isso, significados diferentes)
    ex: avô \ avó
    fonemas identificados:
  94. 94alofonesquando, num dado contexto, a substituição de um fone (entidade concreta) por outro não comporta diferenças de significado, estamos em presença de alofones de um mesmo fonema (entidade abstracta).
  95. 95tipos de alofonesVariantes livres ou individuais são alofones NÃO determinados pelo contexto
    Variantes contextuais ou combinatórias são alofones determinados pelo contexto.
    O falante não é livre de escolher: a ocorrência de uma ou outra variante está condicionada ao fato de o fonema aparecer em começo ou final de sílaba.
  96. 96neutralização de oposição fonológicaquando dois fonemas que se opõem em certas posições não se opõem noutras
  97. 97ProsódiaEsta disciplina procede ao estudo da entoação, da intensidade, da duração, do ritmo e do tom da cadeia falada.
  98. 98acentoé o processo fónico que permite colocar em relevo uma determinada sílaba
    Proparoxítona ou esdrúxula - antepenúltima sílaba
    paroxítona ou grave - penúltima sílaba
    oxítona ou aguda - última sílaba
  99. 99entoaçãoconsiste na curva melódica do enunciado
    ascendentes, descendentes ou uniformes.
    (ex: interrogação, imperativo)
  100. 100MorfologiaMorfologia procura descrever a estrutura interna dos significantes e as regras que determinam a formação das palavras
  101. 101morfemaé a unidade mínima significativa;
    é, portanto, um signo linguístico, dotado de significante e de significado; é o signo linguístico mínimo
    Obs.: palavras tbm são signos linguísticos, porém podem ter mais que um signif
  102. 102palavras monomorfémicas (ou monomorfemáticas)são palavras constituídas por um único morfema
    ex: pai, feliz
  103. 103palavras polimorfémicas (ou polimorfemáticas)são palavras constituídas por mais do que um morfema
    (pais, infelizmente)
  104. 104morfemas de significação lexicalremetem para a realidade extralinguística, para uma significação externa ao discurso: pessoas, seres, objectos, ideias, estados de coisas, qualidades, etc. (paradigmas abertos)
    ex: gato (dá para apontar para quem não sabe o que é)
  105. 105morfemas de significação gramaticalremetem para uma significação interna ao discurso, para as relações entre as unidades das frases e para as funções dessas unidades nas frases. Estes morfemas pertencem a paradigmas fechados.
    (ex: preposição "de")
  106. 106Morfemas livressão aqueles que podem ocorrer isoladamente
    (como mãe)
  107. 107Morfemas presossão aqueles que só ocorrem agregados a outros morfemas
    (ex: o morfema de plural presente em mães;
    sufixo "mente" em "infelizmente"
  108. 108morfemas - exemplosTodas estas palavras incluem um morfema lexical (cujo significante é,
    respectivamente, gat-, mes- e dorm-), mas esse morfema nunca ocorre isoladamente, sem estar agregado a morfemas gramaticais. Nestes casos, trata-se dos morfemas de género (masculino em gato, feminino em mesa), assim como a vogal temática e o morfema de infinitivo (em dormir).
  109. 109palavras primitivassão aquelas que não se formaram a partir de nenhuma palavra e podem, além disso, dar origem a novas palavras
    (como sapato ou tecla)
  110. 110palavras derivadasformadas a partir de outras palavras (primitivas).
    (como sapateiro ou teclado)
  111. 111constituintes de palavrasunidades que se associam entre si de acordo com regras morfológicas próprias de cada língua. Ex: barco, barquinho, embarcar
    radical: barc
    afixo (prefixo): em
    afixo (sufixo): inho
    base: barc
    vogal temática: a
    radical: r
    tema: ar
  112. 112radicalé o segmento do significante que permanece comum numa
    família de palavras
    ex: barc
  113. 113afixossão as unidades que podem ser agregadas ao radical, quer em posição anterior (prefixo), quer em posição posterior (sufixo)
    ex: em - inho
  114. 114palavras cognatasconjunto de palavras que se formaram em torno de um mesmo radical
    ex: barco, barquinho, embarcar
  115. 115baseA base distingue-se do radical pelo seguinte: ela é o segmento do
    significante da palavra que é susceptível de receber afixos.
  116. 116vogal temáticaé a vogal que se agrega ao radical (em posição final) dando origem ao tema do verbo. Permite identificar o verbo como pertencendo a uma das três conjugações existentes em português55
  117. 117temaé constituído pelo conjunto formado por radical e vogal temática
  118. 118palavras simplespossuem um único radical
    (por exemplo, couve e chuva).
  119. 119palavras compostasintegram mais do que um radical (couve-flor e guarda-chuva)
  120. 120morfeé uma entidade concreta do plano da fala, pelo que o seu significante é a manifestação física do significante da unidade abstracta que é o morfema.
  121. 121alomorfesvariantes fonéticas do significante de um morfema;
    qdo dois (ou mais) significantes distintos possuem o mesmo significado.
  122. 122amálgamaquando dois ou mais morfemas combinam os seus significantes de tal forma que não é possível segmentá-los.
    ex: à; dela
  123. 123Morfologia flexionalestuda todas as formas presas que expressam significação de tipo gramatical.
  124. 124morfemas flexionaisaqueles que expressam categorias gramaticais: género, número, grau, modo, tempo e pessoa
  125. 125morfologia flexionalestuda todas as formas presas que expressam significação de tipo gramatical.
  126. 126flexão nominaldiz respeito aos substantivos, adjectivos, pronomes e artigos (e alguns numerais).
    Substantivos: aumentativo e diminutivo
    adjetivos: normal, comparativo, superlativo
  127. 127flexão verbaldesigna os fenómenos de flexão que se verificam apenas nos verbos.
  128. 128flexõesflexões
  129. 129morfologia derivacionalprocede-se ao estudo dos mecanismos que permitem a formação de novas palavras a partir das já existentes no léxico de uma língua.
  130. 130operação aditivaa) derivação ou afixação: formação de palavras por junção de afixos
    prefixação: fazer-REfazer
    sufixação: fácil-facilITAR
    circunfixação ou parassíntese: ENtardECER
  131. 131operação aditivab) composição: junção de duas ou mais bases
    justaposição: quando as bases mantêm a sua integridade silábica e acentual: segunda-feira
    aglutinação: quando as bases PERDEM a sua integridade silábica e acentual: aguardente
  132. 132operação aditivac) Reduplicação: consiste na repetição de um ou vários sons da palavra primitiva
    ex: Lurdes-Lulu; avó-vovó
  133. 133hipocorísticospalavras criadas com intenção de manifestar afecto entre pessoas com elevado grau de familiaridade
    ex: Luisinho; Lulu
  134. 134operação subtractivasa) Derivação regressiva (ou regressão): a vogal temática e o morfema de infinitivo são substituídos por uma marca de género
    ex: chorar-choro
  135. 135operação subtractivasé um processo que permite simplificar sequências linguísticas extensas.
    ex: PSP
  136. 136operação subtractivasc) Acronímia: os acrónimos são palavras formadas com recurso às letras ou sílabas iniciais de outras palavras
    ex: SIDA, BANIF
  137. 137operação subtractivasd) Abreviação (ou truncamento): consiste na supressão de uma parte da palavra primitiva.
    ex: otorrino, Zé
  138. 138enriquecimento do léxicoa) Derivação imprópria (ou conversão):
    mudança de classe gramatical da palavra, sem que haja qualquer alteração formal.
    ex: - O carro AZUL é meu (adjectivo)
    - O azul daquele carro é bonito (substantivo).
  139. 139enriquecimento do léxico

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Anglistik FlashCards sobre IEL - 1 semestre - Linguística, criado por Dulcineia Santos em 20-01-2018.
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