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Mapa mental

MALÁRIA

Sâmia Macário Enfermagem Português

MALÁRIA

Conteúdo do mapa

MALÁRIA

  1. DEFINIÇÃO:

    • É uma doença infecciosa causada por um protozoário do tipo Plasmodium.
  2. PLASMODIUM:

    • O que são?
      • São os parasitas causadores da malária que pertencem a:
        • Família Plasmodiidae
        • E ao gênero Plasmodium.
    • Apenas 4 tipos de espécie parasitam o homem:
      • Plasmodium falciparum:
        • Produz a “febre terçã maligna”
        • É responsável pela maioria dos casos fatais.
      • Plasmodium vivax:
        • Agente da “febre terçã benigna”
        • (A) e é a mais freqüente no Brasil.
      • Plasmodium ovale:
        • Outra forma de “febre terçã benigna”.
      • Plasmodium malariae:
        • Agente da “febre quartã”
        • Com acessos febris a cada 72 horas (B).
        • É pouco freqüente no Brasil.
    • Como evoluem?
      • Evoluem em:
        • Mamíferos
        • Aves
        • Répteis
        • Incluindo insetos.
    • Ciclo dos plasmódios:
      • O mosquito inocula os esporozoítas (A).
        • criptozoítas (B) de forma arredondada ou ovóide.
          • Os criptozoítas diferenciam-se em merozoítas
      • Esquizogonia eritrocítica:
        • Hemácias:
          • Evolução de merozoítas a esquizontes (D).
        • Depois, formam rosáceas
        • Formação de um zigoto amebóide (H)
        • Oocisto (I)
        • Neste formam-se numerosos esporozoítas
    • Formas assexuadas:
      • O aspecto passa a ser o de uma rosácea
      • Separam-se - merozoítas sanguíneos
      • Merozoítas resultante de cada esquizogonia varia, entre 6 e 32
      • Gametócitos faz-se a partir dos trofozoítas sanguíneos.
      • Macrogametócitos, ou gametócitos femininos, são os mais numerosos no sangue.
      • Coloração pelo Giemsa
      • Microgametócitos ou gametócitos masculinos
      • Ao se desprenderem da célula:
        • essas estruturas passam a constituir os gametas masculinos
      • Os macrogametas:
        • resultam de discretas modificações dos macrogametócitos.
    • Fisiologia:
      • Esporozoítas:
        • meses nas glândulas salivares
      • Trofozoítas e esquizontes:
        • hemoglobina da hemácia
      • Glicose, a metionina, vitaminas, etc.
      • Acúmulo de pigmento (hemozoína)
        • Dá ao fígado, baço e outros órgãos uma tonalidade escura
  3. A DOENÇA:

    • Paludismo, impaludismo e febre palustre ou segundo seus agentes e formas clínicas:
      • Febre terçã benigna:
        • (Plasmodium vivax)
      • Febre terçã maligna:
        • (P. falciparum)
      • Febre quartã:
        • (P. malariae).
  4. IMUNIDADE NATURAL:

    • Encontrar receptores que lhes permitem aí aderir e induzir a endocitose.
    • P. falciparum requer a presença da glicoforina A
    • Pessoas com deficiência da enzima G-6-PD
    • Os portadores de hemoglobina S são igualmente resistentes..
    • Apenas 5 a 10% das imunoglobulinas G produzidas reagem especificamente com os antígenos parasitários.
  5. PATOLOGIA:

    • Produz:
      • Anóxia dos tecidos devido a vários fatores.
      • Destruição de hemácias, ao serem liberados os merozoítas
      • Os macrófagos fagocitam os restos celulares (como hemozoína)
      • Vasoconstrição arteriolar e pela dilatação capilar, que agravam a anóxia.
      • Hemácias parasitadas apresentam protrusões da membrana
      • Há acumulação de ácido láctico, com aumento do consumo de glicose.
      • A hipoglicemia ocorre nas infecções por P. falciparum.
      • Lentamente, a hemozoína é transformada em hemossiderina
  6. ALTERAÇÕES ANÁTOMO E FISIOPATOLÓGICAS:

    • ALTERAÇÕES ANÁTOMO
      • No sangue:
        • Há anemia de grau variável visto.
      • Anóxia nos tecidos.
      • A permeabilidade capilar e os edemas aumentam com a hipoproteinemia
      • Nesta, formam-se trombos ou êmbolos devidos à aderência das hemácias ao endotélio vascular
    • ALTERAÇÕES FISIOPATOLÓGICAS:
      • No baço
      • No fígado
      • Na medula
      • No cérebro
  7. O QUADRO CLÍNICO:

    • Incubação:
      • Cefaléia, mal-estar, dores pelo corpo e ligeira febre,
    • O acesso malárico apresenta 3 fases:
      • 1° FASE:
        • O início súbito, com sensação de frio intenso ou calafrios
        • O paciente apresenta-se pálido e cianótico, com a pele fria.
        • O frio passa depois de 15 minutos a meia hora.
      • 2° FASE:
        • Calor
      • 3° FASE:
        • Sudorese
  8. VARIAÇÕES CLÍNICAS:

    • É raro o envolvimento cerebral na febre terçã benigna
    • Nas formas prolongadas há esplenomegalia importante e anemia
    • Os quadros intestinas não se distinguem dos de outras etiologias
  9. FORMAS GRAVES:

    • Outras características que podem estar presentes são:
      • Hiperparasitemia
      • Quadro de malária cerebral
      • Anemia grave Icterícia
      • Insuficiência renal
      • Distúrbios hidreletrolíticos
      • Hipertermia
      • Colapso circulatório (choque, hipotensão)
      • Outras alterações podem ocorrer, como:
        • Edema pulmonar
        • Hemoglobinúria
    • Malária cerebral:
      • Febre, cefaléia, confusão mental e sonolência
      • Convulsões e vômitos
      • Quadros espásticos ou flácidos se sucedem.
    • Malária grave em crianças:
      • A infecção congênita é rara
      • A mortalidade é máxima nos 2 primeiros anos
      • Alta parasitemia a anemia costuma ser grande, com taquicardia
    • Malária grave na gestação:
      • Abortamento
      • Prematuridade ou ao baixo peso ao nascer
      • Também predispõe para a eclâmpsia e as toxemias nefréticas.
      • A malária predispõe para a hipoglicemia
      • Há também risco de edema pulmonar agudo pós-parto
      • Na terçã malígna a anemia pode ser profunda.
    • Febre hemoglobinúrica:
      • Complicação rara da terçã malígna com crises hemolíticas.
    • Nefropatias maláricas:
      • Glomerulonefrite e síndromes nefróticas agudas ou leves
      • Os sintomas são ligeiros, com albuminúria.
    • Síndrome esplenomegálica tropical
      • A esplenomegalia é normal na malária crônica e diminui com o tempo e a imunidade.
      • Com níveis elevados de IgM específico no soro.
      • Ocorre em áreas endêmicas com P. vivax ou P. falciparum.
  10. DIAGNÓSTICO CLÍNICO:

    • Febre intermitente com sintomas que se repete
    • Anemia hipocrômica com taxa de leucócitos normal ou ligeiramente baixa e percentagem elevada de monócitos.
    • Baço aumentado e doloroso
    • Residência ou procedência de zona endêmica
    • Resposta favorável e rápida aos antimaláricos.
  11. TRATAMENTO:

    • Amino-4-quinoleínas
    • Cloroquina
    • Amodiaquina
    • Quinina
    • Primaquina
    • Mefloquina
    • Trimetoprim
    • Sulfamidas

Imagens e arquivos do mapa

  • MALÁRIA

Informações

Descrição
Enfermagem Mapa Mental sobre MALÁRIA, criado por Sâmia Macário em 26-04-2020.
Criado por
Sâmia Macário
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