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Mapa mental

Capítulo 1

MANUELA COLLETTI LOPES Ciências 9ºA Português

Conteúdo do mapa

Capítulo 1

  1. Por meio do conhecimento do céu noturno, a humanidade conseguiu explorar o mundo, conhecendo novas terras e povos. Alguns povos criavam mitos e lendas a partir dessas observações.

    • Essa constante observação permitiu ás civilizações da antiguidade perceber que algumas configurações do céu se repetiam em períodos regulares. Com isso, percebeu-se a oportunidade de utilizar as características do céu como guia para locomoção.
    • O conhecimento da estrela Arcrux da constelação de Cruzeiro do Sul no hemisfério sul ou da Polaris, da constelação Ursa Menor, no hemisfério norte, serviam como guia para os navegadores localizarem o sul e o norte geográficos.
      • As configurações do céu também foi propícia à marcação do tempo, ajudando os povos antigos a organizarem suas atividades cotidianas. As fases da Lua foram as principais referências de marcação de tempo, mesmo antes da invenção dos calendários. Para determinar os dias a partir das fases da lua, os povos faziam marcações diversas em gravetos e em ossos.
        • Outro calendário é o lunar romano, no qual os dias eram indicados considerando as fases da lua nova e lua cheia. O mês começava na lua nova, enquanto a lua cheia marcava a metade do mês. Ainda hoje existem vários tipos de calendários no mundo. O mais utilizado é o Calendário Gregoriano.
  2. Um dos instrumentos mais antigos utilizados para esse fim é o astrolábio, cuja invenção, em torno de 150 a.C., é atribuída aos gregos. Ele foi aperfeiçoado por outros povos e utilizado para se guiar em alto mar.

    • Ele tem a função de medir a altura dos astros a partir do horizonte. Com o auxilio desse instrumento e dos conhecimentos do céu, era possível saber a localização em que se estava e em qual direção se encontrava seu destino.
    • A bússola é outro aparelho que ajuda na localização, pois permite identificar os horizontes cardeais.
      • Hoje em dia nossos sistemas de localização são muito mais precisos do que os de antigamente. Temos o GPS que utiliza sistemas de satélites artificiais, resultando na localização com precisão de metros.
  3. Os fenômenos periódicos do céu ajudaram os seres humanos em sua própria organização e sobrevicências. A partir desses fenômenos, podiam saber quando plantar e quando colher, se preparar para as épocas mais frias, estocando alimentos quando necessário, saber a melhor época para engravidar, visto que uma criança que nascesse em períodos frios poderia ter menos chances de sobreviver às adversidades climáticas.

    • O povo Tupi-Guarani marcava o início das estações do ano a partir da visão de quatro constelações. Elas são representadas por visões dessa cultura e que apareciam no lado leste do céu noturno: Homem Velho (Verão), Cervo (Outono), Anta do Norte (primavera), e Ema (Inverno).
    • Outros povos de diferentes culturas também utilizavam o conhecimento dessas diferenças no céu ao longo do ano para a realização de suas atividades. Isso impulsionou a agricultura e trouxe consequências positivas para seu desenvolvimento.
    • Podemos citar as mudanças das fases da Lua, por meio das quais eles poderiam organizar as atividades de pesca e caça, uma vez que a Lua se encontra mais iluminada, o que deixa os animais mais agitados, tornando a caça mais difícil. Dessa forma, constataram que seria mais aconselhável caçar nas fases em que a Lua recebe menos luminosidade. Além disso, perceberam que a Lua exerce influência nas marés, logo, povos que viviam próximos ao mar baseavam-se nas fases da lua para indicar os períodos mais propensos à pesca.
  4. A forma como interpretamos o céu e as constelações que conseguimos observar são da cultura ocidental. Ptolomeu catalogou 48 partes do céu. Essas 48 partes foram chamadas de constelações e foram tomadas como base para o cenário mais completo que temos hoje, o qual divide o céu em 88 constelações.

    • Essas constelações são reconhecidas pela UAI (União Astronômica Internacional) e utilizadas pelos astrônomos de todo o mundo como uma forma de padronizar as localizações no céu. Popularmente, reconhecemos as constelações por meio das figuras representativas delas, os asterismos. Os asterismos não representam apenas constelações individuais, mais também podem ser figuras imaginárias que abrangem mais de uma constelação.
    • Apesar das constelações oficiais aceitas pela UAI, a maneira como visualizamos o céu é algo que depende da cultura. Dessa forma, uma mesma parte do céu pode ser identificada de diferentes maneiras de acordo com a cultura. É válido ressaltar que as constelações não são vistas todas do mesmo local da Terra ao mesmo tempo e dependem das condições climáticas da região. Algumas são visíveis apenas do hemisfério norte, e outras apenas do hemisfério sul. As constelações não contém divisões igualitárias, existem constelações de diferentes formatos e áreas.
      • No oriente a Via Láctea recebia o nome de "rio prateado", enquanto os hindus associavam a ela a representação do rio Ganges, um dos principais rios da Índia. Já os egípcios associavam a Via Láctea a uma bifurcação do rio Nilo, pois esse era um rio fundamental para a sobrevivência naquela região. para os indígenas brasileiros, a Via Láctea é "o caminho das antas", relacionado ao asterismo da Anta do Norte, que marcava a chegada da primavera para esses povos. Algumas etnias dos Estados Unidos associavam a Via Láctea a uma trilha percorrida pela corrida entre o cavalo e o búfalo, animais muitos presentes em sua cultura. Na mitologia grega, o motivo do nome dado á galáxia, que está associado ao 'caminho de leite", por causa da forma esbranquiçada observada. Para os gregos a Via Láctea foi formada por gotas de leite derramadas pela deusa Hera ao alimentar Hércules, tornando-o imortal.

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Manuela Colletti Lopes 9ºA
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