ANEMIA FALCIFORME
Slides do conjunto (18)
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- INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS
- CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
- DISCIPLINA: ESTUDOS APLICADOS A SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE
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- Mariana, 4 anos de idade
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- Srª Josefina (29 anos, doméstica, negra e moradora de bairro de periferia, secundípara), teve um relacionamento momentâneo com Srº Serafim (30 anos, vendedor de produtos porta a porta, negro e não tem uma residência fixa). Deste relacionamento momentâneo ela terminou engravidando de Mariana. Josefina, é mãe de duas crianças, a primeira é Carlos que tem 6 anos e a segunda é Mariana com 4 anos de idade, ela vem de uma família de origem humilde onde buscar atendimento médico nunca foi prioridade, inclusive não procurou a UBS para realizar o pré-natal de sua gestação, ela não sabe nenhuma informação a respeito do pai da criança. Quando Mariana nasceu, a mãe, senhora Josefina recebeu o encaminhamento na maternidade para a realização dos testes de triagem neonatal, pois, lá não estavam realizando e já que D.Josefina não tinha sido acompanhada durante o pré natal era de extrema importância que ela e a criança fossem avaliadas e acompanhadas. Mas, D.Josefina não procurou se informar e nem foi realizar o teste do pezinho e os demais testes de triagem neonatal. A mesma informou que precisava trabalhar para sustentar a filha, por isso retornou ao trabalho logo após o parto e ignorou as orientações que foram passadas na maternidade. Os anos se passaram e Mariana parecia uma criança saudável como outra qualquer, apesar de ter o desenvolvimento um pouco retardado se comparado a outras crianças de sua idade.
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- Os primeiros sinais apareceram após Mariana completar seu primeiro ano de vida, ela se apresentava como uma criança com uma série de infecções recorrentes, apresentando quadro de baixo peso e cansaço. A mãe acreditava que isso era decorrente da alimentação pobre em nutrientes que Mariana consumia. Por volta dos 3 anos de idade, Mariana começou a apresentar a pele ictérica e como já falava referiu sentir dor intensa na região do quadrante superior esquerdo, além de quadro febril e vômito. A mãe preocupada levou Mariana até uma UPA e lá foi informada que a filha precisaria ser encaminhada a um hospital para que pudessem investigar melhor o quadro clínico, uma vez que as hemácias se encontravam em estado alterado.
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- Ao buscar atendimento, foi realizado a anamnese a fim de identificar a história pregressa. Mariana apresentava temperatura 38,5ºC, batimentos cardíacos de 145 bpm, dor de intensidade 8 ( Escala analógica de dor) na região de quadrante superior esquerdo (com presença de choro e irritabilidade no momento da palpação), desidratada e palidez cutânea, além de icterícia em região de globo ocular e sem edema em região palmar e plantar.

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- Prescrição para melhora da dor:
- Dor graduada de 1 a 3
- • Iniciar dipirona, de 4/4 h; e
- • Suspender, após 24 h sem dor.
- dor graduada de 3 a 6
- • Iniciar dipirona, de 4/4 h + diclofenaco VO, de 8/8 h;
- • Após 24 horas sem dor, retirar o diclofenaco, e manter a dipirona, de 4/4 horas; e
- • Em caso de retorno da dor, retornar ao diclofenaco, e buscar emergência de referência.
- dor graduada de 6 a 10
- • Iniciar dipirona, de 4/4 h + codeína de 4/4 horas (intercalados) + diclofenaco VO, de 8/8 h;
- • Após 24 horas, sem dor, retirar a dipirona; e manter a codeí- na; de 4/4 horas com diclofenaco;
- • Após mais de 24 horas sem dor, retirar completamente a co- deína, mantendo o diclofenaco, por mais 24 horas; e
- • Em caso de retorno da dor, retornar ao diclofenaco, e buscar a emergência de referência.
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- Dor graduada de 3 a 6
- • Iniciar dipirona, de 4/4 h + diclofenaco VO, de 8/8 h;
- • Após 24 horas sem dor, retirar o diclofenaco, e manter a dipirona,
- de 4/4 horas; e
- • Em caso de retorno da dor, retornar ao diclofenaco, e buscar emergência de referência.
- Dor graduada de 6 a 10
- • Iniciar dipirona, de 4/4 h + codeína de 4/4 horas (intercalados)
- + diclofenaco VO, de 8/8 h;
- • Após 24 horas, sem dor, retirar a dipirona; e manter a codeína;
- de 4/4 horas com diclofenaco;
- • Após mais de 24 horas sem dor, retirar completamente a codeína,
- mantendo o diclofenaco, por mais 24 horas; e
- • Em caso de retorno da dor, retornar ao diclofenaco, e buscar a emergência de referência.
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- Ultrassom do abdômen total, Hemograma, Eletroforese de hemoglobina com pH alcalino da mãe e da criança.
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- É uma doença que passa dos pais para os filhos e altera os glóbulos vermelhos que diante de certas condições, tornam parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente causando anemia hemolítica - a pessoa apresenta-se pálida e com icterícia (a esclerótica ou “branco do olho ”, fica amarelo). Estas células alteradas são também mais aderentes aos vasos sanguíneos, e por isso podem causar obstrução, dificultar a circulação no local causando dor de intensidade variável (são as crises dolorosas) e com o tempo, causando lesões nos órgãos irrigados por estes vasos

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- Carlos, o primogênito de D.Josefina (29 anos, mulher negra, doméstica e moradora de uma periferia) é fruto de um relacionamento longo com seu primeiro primeiro namorado Sr.Cléber (32 anos, homem branco, comerciante e morador da mesma comunidade que D.Josefina), já Mariana sua segunda filha é fruto de um relacionamento momentâneo com o Sr.Serafim (30 anos, homem negro, vendedor de produtos porta a porta, sem residência fixa) um homem que D.Josefina afirma não ter muitas informações sobre o mesmo e que não sabe pode o encontrar.
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- https://www.menti.com/zdjh56cx3r
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- MENTI.COM
- CÓDIGO: 1730 5372
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- Em primeiro lugar devemos saber que a HEMOGLOBINA normal é chamada de A e os indivíduos normais são considerados AA, sendo uma parte A recebida do pai e outra parte A da mãe. Já na Anemia Falciforme a HEMOGLOBINA é produzida de forma anormal, chamada de S.

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- Crise de dor: (Crise Álgica): É o sintoma mais frequente, causado pela obstrução dos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em formatos de foice que causam hipóxia e isquemia. A dor é mais frequente nos ossos e articulações, podendo atingir qualquer parte do corpo.
- O que fazer? Analgesia com dipirona ou paracetamol; Calor no local; Orientar a ingestão de bastante líquido.
- Icterícia: É o sinal mais frequente, quando o glóbulo vermelho se rompe aparece um pigmento amarelo chamado bilirrubina que faz o branco dos olhos ficar amarelo. Não é contagioso e não deve ser confundido com hepatite.
- O que fazer? Orientar ingestão de bastante líquido; Deve-se investigar com ultra-sonografia e sorologias.
- Infecções : Os indivíduos estão mais propensos a desenvolver pneumonias e meningites.
- Febre: Temperatura <38,5°c
- O que fazer? Administração de antitérmico; Verificar as vacinas do calendário; Observar se apresenta diarréia, vômito e se está desidratada.
- Sequestro do sangue do baço: O paciente apresenta palidez e aumento de volume do baço repentinamente. É considerada EMERGÊNCIA, ocorre mais em crianças menores de 5 anos.
- O que fazer? Ensinar à família a palpar o baço e monitorizar o seu tamanho; Realizar eletroforese de hemoglobina; Realizar transfusão sanguínea; Orientar a ingestão de bastante líquido.
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- Fornecer o cuidado ao paciente e aos familiares;
- •Educar o paciente sobre a doença, para que eles consigam lidar melhor com sua condição;
- •Educar os membros da família, para que haja apoio mais intenso no tratamento.
- •Saber trabalhar em equipe;
- •Conhecer os protocolos de diretrizes de tratamento e os efeitos adversos;
- Fornecer o cuidado ao paciente e aos familiares;
- •Educar o paciente sobre a doença, para que eles consigam lidar melhor com sua condição;
- •Educar os membros da família, para que haja apoio mais intenso no tratamento.
- •Saber trabalhar em equipe;
- •Conhecer os protocolos de diretrizes de tratamento e os efeitos adversos;
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- Anemia falciforme e comorbidades associadas na infância e na adolescência / Ana Marice Ladeia, Cristina Salles, Cristiane Dias (organizadoras). - 1. ed. – Curitiba: Appris, 2020.
- Manual do Agende de Saúde- Anemia Falciforme; Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Doença falciforme: condutas básicas para tratamento / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
- ALVES NETO, D. K. R. ; FEITOSA, A. N. A. ; BRAGA, K. L. ; SARMENTO, T. A. B. . RELATO DE CASO: ANEMIA FALCIFORME EM ADOLESCENTES NO ALTO SERTÃO PARAIBANO.
- Revista Interdisciplinar em Saúde, v. 5, p. 69, 2017. Tratado de Hematologia, capítulo 27, Anemia Falciforme Fernando Ferreira Costa, Nicola Conran, Kleber Yotsumoto Fertrin.
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada.
- Tratado de Hematologia, capítulo 27, Anemia Falciforme. Fernando Ferreira Costa, Nicola Conran, Kleber Yotsumoto Fertrin.
- http://ba.corens.portalcofen.gov.br/papel-da-enfermagem-no-tratamento-da-doenca-falciforme-e-debatido-em-simposio_6675.html
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- Que comece os jogos (Incorporar)
- ATIVIDADE 1:
- https://wordwall.net/play/21392/767/871
- ATIVIDADE 2:
- https://wordwall.net/play/21313/551/360
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Informações
- Descrição
- Enfermagem Slides sobre ANEMIA FALCIFORME, criado por Henrique Lima em 09-09-2021.
- Criado por
- Henrique Lima · set 2021
- Atualizado
- 10 set 2021
- Visualizações
- 22
- Avaliação

