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Quiz

2º Reinado

Sandro Vital 10 perguntas

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Perguntas do quiz (10)

  1. 1(UNITAU SP/2018)
    Em relação à Lei de Terras de 1850, no Brasil Imperial, é CORRETO afirmar:
    1. AO produto da venda das terras públicas seria empregado para financiar a compra de terras por migrantes internos.
    2. BO tamanho das posses passou a ser relacionado ao prestígio social do comprador.
    3. CCriou-se um serviço burocrático encarregado de controlar as vendas das terras públicas e as doações de sesmarias.
    4. DO acesso às terras públicas seria dado apenas pela compra, colocando um fim às formas tradicionais de aquisição de terras, mediante posses e doações da Coroa.
  2. 2(ESPM/2017)
    Tratava-se de um parlamentarismo sem povo. Os partidos, criados pelas camadas economicamente dominantes, sem ideários muito nítidos, coagiam e manipulavam um eleitorado ínfimo, sem traduzir-lhes os interesses concretos. O caráter oligárquico definia tais partidos. Mais que isso, esta definição provinha de uma oligarquia enriquecida pelo oficialismo, em que só o controle do poder suscitava às maiorias vindas, do nada, levando-as a recear participação popular.
    (Adriana Lopez; Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação)

    A leitura do texto e o conhecimento do sistema político brasileiro do Segundo Reinado permitem afirmar que:
    1. Ao poder moderador conduzia o processo, as maiorias eram forjadas e o poder legislativo era subordinado ao poder executivo;
    2. Bhavia um pluripartidarismo que expressava uma rica diversidade de ideários;
    3. Cera expressiva a participação popular nos partidos, fato que era estimulado pelo sufrágio universal;
    4. Do parlamentarismo adotado no Brasil concentrou a autoridade no poder legislativo.
  3. 3(PUCCamp SP/2017)
    O setor fabril já se fazia notar, não só em São Paulo, como também em Campinas e Piracicaba, produzindo tecidos, chapéus e calçados. As casas de fundição colocavam à disposição serras, bombas, sinos, prensas e ventiladores (...). As narrativas de viagem, gênero de escrita muito apreciado por autores e leitores, registravam dessa nova sociedade as impressões colhidas em trânsito e dispostas em painel.
    (FERREIRA, Antonio Celso. A epopeia bandeirante. Letrados,
    instituições e invenção histórica (1870-1940). São Paulo: Editora Unesp, 2002, p. 78-79)

    As cidades mencionadas, que assistem ao surgimento de pequenas indústrias nas últimas décadas do século XIX, apresentavam em comum
    1. Agrandes concentrações urbanas provenientes da intensa imigração europeia, que as transformou nas três maiores cidades da região e contribuiu para a instalação de comerciantes e empreendedores responsáveis pelas primeiras indústrias paulistas.
    2. Boligarquias rurais endinheiradas, que compartilhavam ideais republicanos, abolicionistas, nacionalistas e que investiam parte substantiva de seu capital em indústrias voltadas para seu próprio consumo de artigos de luxo.
    3. Crápido desenvolvimento econômico proveniente do acúmulo de dividendos gerado pela produção cafeeira baseada no latifúndio e no trabalho escravo, que despontara nessas e em outras cidades do Vale do Paraíba, repercutindo no desenvolvimento fabril.
    4. Dricos agricultores latifundiários e o acesso facilitado por linhas férreas que se expandiram vigorosamente a partir de 1860, no oeste do Estado, momento em que a região se consolida como polo cafeeiro após o declínio das fazendas situadas no sudoeste do Rio de Janeiro.
  4. 4(Fac. Direito de Sorocaba SP/2016)
    Em meados do século XIX, ocorreu no Brasil um surto de prosperidade econômica, com a criação de fábricas e empresas diversas.
    Esse período, conhecido como “Era Mauá”, foi favorecido
    1. Apela diminuição das taxas de importação determinada pela Tarifa Alves Branco, que recebeu apoio dos norte-americanos.
    2. Bpelo desenvolvimento de tecnologia nacional, graças ao incentivo do governo com a criação de escolas técnicas.
    3. Cpela aplicação de capitais antes empregados no tráfico negreiro intercontinental, proibido pela Lei Eusébio de Queirós.
    4. Dpelo investimento dos lucros obtidos com a exploração de ouro e com a extração de borracha, base da economia da época.
  5. 5(FUVEST SP/2018)
    A operação era um pouco dolorosa e não durava mais que um minuto, mas era traumática. Seu significado simbólico estava claro para todos: este é um sinal indelével, daqui não sairão mais; esta é a marca que se imprime nos escravos e nos animais destinados ao matadouro, e vocês se tornaram isso. Vocês não têm mais nome: este é o seu nome. A violência da tatuagem era gratuita, um fim em si mesmo, pura ofensa: não bastavam os três números de pano costurados nas calças, no casaco e no agasalho de inverno?
    Primo Levi. Os afogados e os sobreviventes.
    Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

    Está de acordo com o texto a seguinte afirmação:
    1. AA tatuagem era uma forma de tortura e uma mensagem não verbal, que inscrevia a condenação no corpo do prisioneiro.
    2. BO uso de tatuagens era perturbador apenas para ciganos e judeus ortodoxos, pois violava o código moral e as leis religiosas dessas comunidades.
    3. CO recurso de tatuar o prisioneiro, além de impor um sofrimento físico e moral, discriminava o tipo de remuneração.
    4. DA tatuagem, assim como o trabalho voluntário, não tinham finalidade produtiva,mas contribuíam para o entendimento entre os prisioneiros.
  6. 6(Uni-FaceF SP/2017)
    Joaquim Nabuco desenha a escravidão como instituição total, entranhada na formação da sociedade, do estado e da cultura brasileiros, e como fenômeno relacional, de interdependência entre senhor e escravo, aprisionando os próprios donos de escravos em sua lógica perversa.
    Com tantos tentáculos, “a obra da escravidão” não se extinguiria por lei. Demandaria uma “refundação”: a geração de uma sociedade nova, com a abolição completada pela instituição da pequena propriedade e a atração de imigrantes europeus de classe média.
    (Angela Alonso. “Joaquim Nabuco: o crítico penitente”. In: André Botelho e
    Lilia Moritz Schwarcz (orgs.). Um enigma chamado Brasil, 2009. Adaptado.)

    De acordo com a concepção de Joaquim Nabuco, apresentada no fragmento, é correto afirmar que o processo de abolição dos escravos no Brasil
    1. Arestringia-se a demandas e discussões no âmbito jurídico.
    2. Bseria concluído com reformas sociais, algumas delas vinculadas à estrutura agrária do país.
    3. Cdependeria de uma rebelião dos escravos em defesa de mudanças sociais radicais.
    4. Dseria consolidado com a concessão de uma indenização aos proprietários de escravos.
  7. 7(Liceu de Artes e Ofícios SP/2016)
    Atualmente, a Europa vem recebendo levas de refugiados da África e do Oriente Médio. Porém, na segunda metade do século XIX, milhões de europeus deixaram seus países e cruzaram o oceano Atlântico, na esperança de “fazer a América”, muitos com destino ao Brasil.
    Esta grande imigração pode ser explicada
    1. Apelo atraso tecnológico e pelos movimentos de unificação na Europa, além da doação de escravos a quem viesse para o Brasil.
    2. Bpelo aumento do desemprego e pelos conflitos na Europa, além da necessidade de mão de obra para a lavoura de café no Brasil.
    3. Cpelas guerras de religião e pela intolerância na Europa, além da riqueza proporcionada pelo início da extração de ouro no Brasil.
    4. Dpelo avanço industrial e pela crise do feudalismo na Europa, além da falta de trabalhadores devido ao declínio demográfico no Brasil.
  8. 8(UNESP SP/2016)
    Os colonos que emigram, recebendo dinheiro adiantado, tornam-se, pois, desde o começo, uma simples propriedade de Vergueiro & Cia. E em virtude do espírito de ganância, para não dizer mais, que anima numerosos senhores de escravos, e também da ausência de direitos em que costumam viver esses colonos na província de São Paulo, só lhes resta conformarem-se com a ideia de que são tratados como simples mercadorias ou como escravos.
    (Thomas Davatz. Memórias de um colono no Brasil (1850), 1941.)

    O texto aponta problemas enfrentados por imigrantes europeus que vieram ao Brasil para
    1. Atrabalhar nas primeiras fábricas, implantadas na região Sudeste do país, para reduzir a dependência brasileira de manufaturados ingleses.
    2. Bsubstituir a mão de obra escrava nas lavouras de café e cana-de-açúcar, após a decretação do fim da escravidão pela lei Áurea.
    3. Ctrabalhar no sistema de parceria, estando submetidos ao poder político e econômico de fazendeiros habituados à exploração da mão de obra escrava.
    4. Dsubstituir a mão de obra indígena na agricultura e na pecuária, pois os nativos eram refratários aos trabalhos que exigiam sua sedentarização.
  9. 9(UNESP SP/2018)
    É correto interpretar a charge, que representa D. Pedro II e foi publicada em 1887, como uma
    Imagem da pergunta 9
    1. Ademonstração da exaustão provocada pela diversidade de atividades exercidas pelo imperador.
    2. Bvalorização do esforço do imperador em manter-se atualizado em relação ao que acontecia no país.
    3. Ccrítica à passividade e à inoperância do imperador em meio a um período de dificuldades no país.
    4. Dcelebração da serenidade e harmonia das relações sociais no país durante o Império.
  10. 10(PUCCamp SP/2017)
    É interessante notar como, em Machado de Assis, se aliavam e se irmanavam a superioridade de espírito, a maior liberdade interior e um marcado convencionalismo. Dois termos que se repelem, pensador e burocrata, são os que melhor o exprimem. Entre Memórias póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, a vida nacional passara pelas profundas modificações da Abolição e da República.
    − Que pensa de tudo isso Machado de Assis? indagava Eça de Queirós.
    À queda da Monarquia, disse Machado no seu gabinete de burocrata, diante da conveniência de tirar da parede o retrato do imperador:
    − Entrou aqui por uma portaria, só sairá por outra portaria.
    Era o que tinha a dizer aos republicanos, atônitos com esse acatamento ao ato de um regime findo.
    (Adaptado de: PEREIRA, Lúcia Miguel. Machado de Assis. 6. ed. rev.,
    Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1988, p. 208)
    O republicanismo no Brasil, sobretudo a linha defendida pelos militares, sofreu forte influência do positivismo – forma de pensamento característico do século XIX −, filosofia de Auguste Comte. Os republicanos positivistas
    1. Apretendiam chegar ao regime republicano por meio de mudanças decorrentes de movimentos de luta entre os monarquistas e os positivistas.
    2. Bconcebiam o Estado como uma entidade voltada ao aprimoramento positivo da sociedade, independentemente do regime de governo.
    3. Cconsideravam que só seria possível a criação de uma sociedade igualitária através do republicanismo e de “reformas positivas do trabalho”.
    4. Ddefendiam que a monarquia seria superada pelo “estágio positivo da história da humanidade”, representado de modo especial pela república.

Informações

Descrição
Vestibular História Quiz sobre 2º Reinado, criado por Sandro Vital em 04-03-2019.
Idioma
Português
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