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Anatomia
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- 1Componentes do átrioOs átrios são formados por quatro componentes anatômicos principais: o corpo venoso, localizado posteriormente e superiormente, caracterizado por paredes lisas e responsável pela recepção das grandes veias (veias cavas e seio coronário no átrio direito; veias pulmonares no átrio esquerdo); o vestíbulo atrial, situado anteriormente e inferiormente, também de parede lisa, que circunda o anel das válvulas atrioventriculares e estabelece a transição anatômica com os ventrículos; o apêndice atrial, projeção anterolateral de parede trabeculada, rica em músculos pectíneos, com papel relevante na anisotropia de condução e na gênese de arritmias; e o corpo do átrio, porção muscular intermediária que integra funcionalmente as demais regiões, permitindo a condução do impulso elétrico entre o sistema de entrada venosa, o apêndice e o vestíbulo.
- 2Crista terminalMarco anatômico fundamental do átrio direito, visível no endocárdio, que separa o componente venoso (seio venoso) do apêndice atrial direito.
Tem formato em “C” e está intimamente relacionada ao nó sinusal, sendo um ponto-chave para arritmias atriais.
Origina os músculos pectíneos, cujos feixes apresentam orientação variável.
A disposição não uniforme dos miócitos nessa região favorece propagação anisotrópica do impulso, criando substrato para reentrada e taquiarritmias atriais.
Cristas mais espessas estão associadas a maior risco de arritmias atriais - 3No sinusalLocaliza-se subepicardicamente ( o que explica a necessidade de usar mais energia nas ablações) no sulco terminal, logo inferior à crista do apêndice atrial direito.
A posição do nó é variável, mas geralmente ocupa a porção anterolateral superior do átrio direito. Possui extensões nodais que podem se projetar para a crista terminal, epicárdio e veia cava superior. Irrigação:
~55% pela artéria coronária direita e ~45% pela artéria circunflexa - 4Triângulo de KochDelimita a localização do nó atrioventricular (NAV). Limites: Tendão de Todaro (válvula de Eustáquio), Anel da valva tricúspide e Óstio do seio coronário.
O ápice do triângulo corresponde ao corpo fibroso central, por onde o feixe de His penetra. A via rápida da TRNAV situa-se próxima ao ápice; a via lenta (patológica), mais inferior e posterior. Alterações anatômicas no tamanho do triângulo impactam diretamente a fisiopatologia da reentrada nodal - 5Nó AVEstrutura compacta, localizada próxima ao ápice do triângulo de Koch. Possui zona de transição, composta por células intermediárias entre miócitos nodais e de trabalho. Essas células estão imersas em tecido conjuntivo, o que retarda a condução, característica essencial para a função fisiológica do NAV. Participa ativamente da via lenta da TRNAV.
A proximidade com o feixe de His explica o risco de bloqueio AV completo durante tentativas de ablação inadequadas - 6Istmo cavotricuspideoRegião crítica para o flutter atrial típico.
Divide-se em três porções: parasseptal, inferior (central) e inferolateral. O istmo inferior (central) é o alvo ideal para ablação, por ser o segmento mais delgado entre: Óstio da veia cava inferior e Anel da valva tricúspide. Pode apresentar recesso subeustaquiano, dificultando a criação de linha de bloqueio completa. Flutter atrial crônico associa-se a aumento dos diâmetros do istmo - 7Valva/crista de EustáquioEstrutura variável que protege o óstio da veia cava inferior. Quando volumosa, pode:
• Dificultar o acesso ao istmo cavotricúspide,
• Exigir maior número de aplicações de radiofrequência.
* Espessamento excessivo pode impedir o bloqueio completo do istmo - 8Septo interatrial e acesso transseptalO septo verdadeiro corresponde à válvula (ae) da fossa oval. A borda da fossa oval (ad) forma uma invaginação, não um septo verdadeiro. A permeabilidade da fossa oval é frequente e clinicamente relevante para o acesso transseptal. O átrio esquerdo situa-se posteriormente ao direito, o que define a orientação espacial do septo
- 9AE de modo geralPrincipal alvo da ablação da fibrilação atrial. Apresenta: Parede posterior delgada,
• Relação íntima com o esôfago (os vasos que o nutrem estão em sua parede anterior, o que aumenta os riscos de lesão em ablações podendo levar a fístula átrio esofágica) e nervos frênicos.
O apêndice atrial esquerdo possui trabeculação variável e importância tromboembólica. O feixe de Bachmann é a principal via de condução interatrial, conectando o nó sinusal ao átrio esquerdo.
A disposição preferencial das fibras explica vias rápidas de propagação do impulso - 10Feixe de BachmannAnatomicamente, ele é um feixe de fibras musculares especializadas que se origina na região anterior do átrio direito, próxima ao nó sinusal, cruza a porção superior do septo interatrial e alcança a parede anterior do átrio esquerdo. Funcionalmente, garante que os dois átrios se despolarizem quase ao mesmo tempo, permitindo uma contração atrial coordenada. Alterações ou interrupções nesse feixe podem causar atraso de condução interatrial, favorecer dessincronia atrial e contribuir para arritmias, como a fibrilação atrial.
- 11Veias pulmonaresVeia pulmonar superior direita localiza se próxima a veia cava superior e átrio direito; a inferior se projeta horizontalmente; superior esquerda próxima ao apêndice atrial esquerdo e a inferior a aorta descendente. As veias costumam ser maiores em pacientes com FA. Além de relação próxima com o esôfago já comentada anteriormente, também tem íntima relação com os frênicos > direito (próximo a veia cava superior e veia pulmonar superior direita), esquerdo (mais difícil levar a lesão, mas já risco em ablações de apêndice atrial esquerdo), e laríngeo recorrente esquerdo (quando a ablação for no átrio esquerdo)
- 12Plexos gânglios dos cardíacosO coração possui sistema nervoso intrínseco, formado por plexos ganglionados. Localizam-se principalmente: na superfície superior e posterior do átrio direito; e na superfície superior, póstero medial (com extensão ao septo interatrial) e ínfero lateral posterior e veias pulmonares do átrio esquerdo.
Importância clínica: ablação endocárdica dessas estruturas apresenta risco colateral, enquanto a abordagem epicárdica permite maior direcionamento. - 13Morfologia do VDCâmara mais anteriormente localizada do coração, que apresenta formato triangular em visão anterior e curva-se sobre o ventrículo esquerdo (VE). Diferencia-se do VE por:
• trabeculações musculares mais grosseiras;
• presença da banda moderadora;
• ausência de continuidade fibrosa entre valvas de entrada e saída. - 14Trabeculacao septomarginalA trabeculação septomarginal:
• tem forma de Y;
• adere ao septo interventricular;
• conecta-se à banda moderadora.
Conduz o ramo direito do feixe de His até o músculo papilar anterior, sendo elemento-chave na integração entre anatomia ventricular e condução elétrica.
Obs - 15Anel mitral e continuidade fibrosaA valva mitral possui dois folhetos:
• anterior (aórtico);
• posterior (mural) .
• Os folhetos conectam-se aos músculos papilares:
• anterolateral;
• inferosseptal.
• O folheto anterior da mitral apresenta continuidade fibrosa com dois folhetos da valva aórtica: esquerdo e o não coronariano. Essa continuidade forma:
• trígonos fibrosos direito e esquerdo;
• corpo fibroso central, essencial para a condução atrioventricular. - 16Explique melhor esses trigonos fibrososO folheto anterior (aórtico) da valva mitral não se insere em músculo, mas em tecido fibroso, mantendo continuidade direta com a base da valva aórtica, especialmente com os folhetos aórticos esquerdo e não coronariano, formando a continuidade fibrosa mitroaórtica. Nas extremidades dessa continuidade surgem dois espessamentos triangulares de tecido conjuntivo denso, os trígonos fibrosos direito e esquerdo, responsáveis pela ancoragem estrutural das valvas mitral e aórtica. O trígono fibroso direito, ao se unir ao septo membranoso e aos anéis fibrosos valvares adjacentes, constitui o corpo fibroso central, principal componente do esqueleto fibroso cardíaco, através do qual atravessa o feixe de His, explicando a íntima relação entre essa região anatômica e o sistema de condução atrioventricular.
- 17Localização topográfica desses trigonosO trígono fibroso esquerdo fica: entre o folheto anterior (aórtico) da mitral e o folheto aórtico esquerdo; mais lateral e posterior; afastado do sistema de condução.
O trígono fibroso direito fica: entre o folheto anterior da mitral e o folheto aórtico não coronariano; mais medial; em continuidade com o septo membranoso;
participa da formação do corpo fibroso central e tem relação direta com o feixe de His. - 18Feixe de his e ramo esquerdoO corpo fibroso central é atravessado pelo sistema de condução, a partir dele emerge o ramo esquerdo do feixe de His. O ramo esquerdo: divide-se em fascículos principais; forma rede fina de fibras de Purkinje no ventrículo esquerdo.
O marco anatômico do local onde o feixe atrioventricular de His perfura o corpo
fibroso central é o ponto em que as linhas de dobramento crescentes do folheto
coronariano direito da valva aórtica se encontram - 19Tratos de saídaO trato de saída do ventrículo direito (TSVD): segue trajeto superior e cefálico;
cruza o trato de saída do ventrículo esquerdo (TSVE) (a maior parte se localiza à esquerda do TSVE devido o cruzamento); apresenta relação espacial complexa com os seios aórticos. Devido ao desvio proximal-distal:
• porção direita do TSVD → região do feixe de His;
• porção esquerda do TSVD → miocárdio supravalvar pulmonar.
O TSVE é menor, em função da continuidade fibrosa entre os folhetos da valva aórtica. - 20Arritmias ventriculares e localização anatômicaExtrassístoles ventriculares, taquicardias ventriculares e batimentos iniciadores de fibrilação ventricular:
• localizam-se com frequência nos tratos de saída direito e esquerdo;
• ocorrem geralmente em corações estruturalmente normais.
• A proximidade anatômica entre: TSVD; seios aórticos; feixe de His; o que
explica a possibilidade de abordagens cruzadas na ablação. - 21O que são os seios aorticos?Os seios aórticos, também chamados de seios de Valsalva, são dilatações da raiz da aorta localizadas logo acima da valva aórtica e abaixo da junção sinotubular, entre cada folheto valvar e a parede da aorta. Existem três seios aórticos: o direito e o esquerdo, que originam as artérias coronárias direita e esquerda, respectivamente, e o seio não coronariano, que não origina coronária. Essas estruturas facilitam o fechamento da valva aórtica, permitem o enchimento das coronárias durante a diástole e têm grande importância anatômica e clínica por sua relação com os tratos de saída ventriculares e o sistema de condução cardíaco.
- 22Seio aórtico não coronariano• O seio aórtico não coronariano: está próximo à região parasseptal; relaciona-se à junção atrioventricular superior.
Pode ser utilizado para:
• mapeamento;
• ablação de arritmias focais próximas ao feixe de His. - 23Seio transverso e oblíquoO acesso pericárdico ao átrio esquerdo e às veias pulmonares é limitado pelo fato de o saco pericárdico envolver o coração. O acesso entre as veias pulmonares ocorre pelo seio oblíquo, formado pela continuidade das reflexões ao longo das veias pulmonares e das veias cavas. Trata-se de um grande fundo de saco localizado atrás do átrio esquerdo. O acesso à porção anterior do átrio esquerdo pode ser alcançado pelo seio transverso, situado entre a face posterior da bifurcação da aorta ascendente/tronco pulmonar e a face anterior das câmaras atriais
Informationen
- Beschreibung
- 2º ano EEF Karteikarten am Anatomia , erstellt von Ana Borges am 01/02/2026.
- Erstellt von
- Ana Borges
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