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Pele e anexos cutâneos

Julia Pires Medicina Portugiesisch

Pele e anexos cutâneos

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Pele e anexos cutâneos

  1. PELE

    • Recobre a superfície do corpo;
    • Epiderme, origem ectodérmica;
    • Derme, origem mesodérmica;
    • Espessura da epiderme:
      • Espessa = Palmas das mão e pés;
        • Fina = Resto do corpo.
    • 16% do peso corporal.
    • Funções:
      • Camada queratinizada da epiderme, protege o organismo contra desidratação e atrito;
      • Terminações nervosas sensoriaís, recebem constantemente informações sobre o ambiente e as enviam para o sistema nervoso central;
      • Vasos sanguíneos, glândulas e tecido adiposo, colaboram com a termorregulação do corpo;
      • Glândulas sudoríparas participam da termorregulação e da excreção de várias substâncias;
      • Melanina (pigmento que é produzido e acumulado na epiderme) , tem função protetora contra os raíos ultravioleta.
      • Na pele se forma vitamina D3 pela ação da radiação ultravioleta do sol sobre precursores sintetizados no organismo;
      • Apresenta ainda células do sistema imunitário, que atuam contra a invasão de microrganismos.
    • Epiderme
      • Constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado.
        • Constituída por:
          • Queratinócitos (células mais abundantes);
            • Ligados uns aos outros por desmossomos, os queratinócitos formam-se na camada basal a partir de células que se encontram sempre em divisão. A principal função dos queratinócitos é produzir queratina.
              • Psoríase
                • Doença da pele que afeta a epiderme e a derme, ocorre aumento acentuado no número de mitoses nas camadas basal e espinhosa e diminuição na duração do ciclo mitótico dessas células. A epiderme se torna mais espessa e se renova com mais rapidez. As áreas acometidas apresentam acúmulos de placas esbranquiçadas de queratina descamada. Há comprometimento dos capilares da derme e migração de neutrófilos, estabelecendo-se um processo inflamatório. Muitas vezes, existe uma zona avermelhada em tomo das áreas esbranquiçadas, outras vezes predominam as áreas avermelhadas. A psoríase pode ter repercussões mais gerais. Por exemplo, artrite (inflamação das articulações). A causa da psoríase ainda é desconhecida.
          • Melanócitos;
            • Estão entre a derme e a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal. Se originam das cristas neurais do embrião. Se prendem à membrana basal por meio de hemidesmossomos. A melanina é sintetizada nos melanócitos com a participação da enzima tirosinase. A melanina é um pigmento de cor marrom-escura; a pigmentação da pele é regulada por fatores genéticos, ambientais e endócrinos que modulam a quantidade, o tipo e a distribuição de melaninas na pele, nos pelos e olhos.
          • Células de Langerhans;
            • Estão em toda a epiderme entre os queratinócitos, são mais frequentes na camada espinhosa. Se originam de células precursoras da medula óssea que são transportadas pelo sangue circulante. As células de langerhans conseguem captar antígenos, processá-los e apresentá-los aos linfócitos T, estimulando essas células. Papel importante nas reações imunitárias cutâneas.
          • Merkel
            • Mecanoneceptores (sensibilidade tátil), também participam do sistema neuroendócrino difuso. Se localizam na parte profunda da epiderme (maior quantidade na pele espessa da palma das mãos e da planta dos pés, especialmente nas pontas dos dedos), apoiadas na membrana basal e presas aos queratinócitos por meio de desmossomos. Na base das células de Merkel existe uma estrutura em forma de disco, onde se inserem fibras nervosas aferentes (conduzem impulsos para o sistema nervoso central).
        • Estratos/Camadas:
          • Camada basal/ Germinativa
            • Células prismáticas ou cuboides, basófilas, que estão sobre a membrana basal (separa a epiderme da derme). A camada basal, rica em células-tronco da epiderme. Intensa atividade mitótica, sendo responsável, junto com a camada espinhosa, pela renovação da epiderme. Contém filamentos intermediários de queratina, que ficam mais numerosos à medida que a célula avança para a superfície.
          • Camada espinhosa
            • Células cuboides ou ligeiramente achatadas, de núcleo central, citoplasma com curtas expansões que contêm feixes de filamentos de queratina (tonofilamentos). Esses se aproximam e se mantêm unidos as das células adjacentes por meio de desmossomos (aspecto espinhoso). Os filamentos de queratina e os desmossomos proporcionam a manutenção da coesão entre as células da epiderme e a resistência ao atrito. Existem células-tronco dos queratinócitos, e as mitoses ocorrem em menor número na camada espinhosa.
          • Camada granulosa
            • Células poligonais achatadas, núcleo central e citoplasma carregado de grânulos basófilos/grânulos de querato-hialina, que não são envolvidos por membrana. Grânulos lamelares, que contêm discos lamelares formados por bicamadas lipídicas e são envoltos por membrana. Esses se fundem com a membrana plasmática e expulsam seu conteúdo para o espaço intercelular da camada granulosa, onde o material lipídico se deposita, formando uma barreira contra a penetração de substâncias e tornando a pele impermeável à água, impedindo a desidratação do organismo.
          • Camada lúcida
            • Evidente na pele espessa, é uma delgada camada de células achatadas, eosinófilas e translúcidas, cujos núcleos e organelas citoplasmáticas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram. O citoplasma apresenta muitos filamentos de queratina, compactados e envolvidos por material elétron-denso. Ainda pode-se ver desmossomos entre as células.
          • Camada córnea
            • Espessura variável, é constituída por células achatadas, mortas e sem núcleo. O citoplasma dessas células é repleto de queratina. Os tonofilamentos se modificam à medida que os queratinócitos se diferenciam. Os queratinócitos mais diferenciados sintetizam queratinas de peso molecular maior. Na camada córnea os tonofilamentos se aglutinam junto com uma matriz formada pelos grânulos de querato-hialina. Nessa etapa da diferenciação, os queratinócitos foram transformados em placas sem vida e descamam continuamente.
    • Derme
      • É o tecido conjuntivo em que se apoia a epiderme e une a pele ao tecido subcutâneo ou hipoderme.
        • Estratos/Camadas:
          • Camada papilar (superficial)
            • Delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas. Possui fibrilas especiais de colágeno, se inserem por um lado na membrana basal e pelo outro penetram profundamente a derme. Contribuem para prender a derme à epiderme. Os pequenos vasos sanguíneos dessa camada são responsáveis pela nutrição e oxigenação da epiderme.
          • Camada reticular (mais profunda)
            • Mais espessa, constituída por tecido conjuntivo denso. Ambas as camadas contêm muitas fibras do sistema elástico, responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele.
      • Além dos vasos sanguíneos e linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme as seguintes estruturas, derivadas da epiderme: folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas.
  2. ANEXOS CUTÂNEOS

    • Pelos
      • Delgados e queratinizados, se desenvolvem a partir de uma invaginação de epiderme. A cor, o tamanho e a disposição deles variam de acordo com a cor da pele e a região do corpo. São estruturas que crescem descontinuamente, com fases de repouso e fases de crescimento. A duração das fases de repouso e crescimento é varia conforme região.
        • Folículo piloso
          • Invaginação da epiderme que, no pelo em fase de crescimento, apresenta-se com uma dilatação terminal o...
            • Bulbo piloso
              • em cujo centro se observa uma...
                • Papila dérmica
                  • As células que recobrem a papila dérmica formam a...
                    • Raiz do pelo
                      • de onde emerge o...
                        • Eixo do pelo
                      • Na fase de crescimento, as células da raiz multiplicam-se e diferenciam-se em vários tipos celulares.
                        • Células centrais da raiz produzem células grandes, vacuolizadas e fracamente queratinizadas, que formam a...
                          • Medula do pelo
                            • Em volta da medula diferenciam-se células mais queratinizadas e dispostas compactamente, formando o...
                              • Córtex do pelo.
                                • Células mais periféricas formam a...
                                  • Cutícula do pelo
                                    • Células fortemente queratinizadas que envolvem o córtex como escamas. Das células epiteliais mais periféricas de todas, originam-se duas...
                                      • Bainhas epiteliais (uma interna e outra externa), que envolvem o eixo do pelo na sua porção inicial.
                                        • A bainha externa se continua com o epitélio da epiderme, enquanto a interna desaparece na altura da região onde desembocam as glândulas sebáceas no folículo. Entre o folículo piloso e o tecido conjuntivo que o envolve, encontra-se uma membrana basal muito desenvolvida que recebe o nome de...
                                          • Membrana vítrea
                                            • O conjuntivo que envolve o folículo apresenta-se mais espesso, formando a...
                                              • Bainha conjuntiva do folículo piloso
                                                • Dispostos obliquamente e inseridos de um lado nessa bainha e do outro na camada papilar da derme encontram-se os...
                                                  • Músculos eretores dos pelos
                                                    • Sua contração puxa o pelo para uma posição mais vertical, tornando-o eriçado.
      • A cor do pelo depende dos melanócitos que estão entre a papila e o epitélio da raiz do pelo; fornecem melanina às células do córtex e da medula do pelo. O processo de queratinização na epiderme e no pelo diferem em alguns aspectos:
        • A epiderme produz uma camada superficial de células mortas contendo queratina relativamente mole que se descama continuamente, no pelo acontece o oposto. Os pelos têm uma estrutura compacta constituída de queratina mais dura.
        • Na epiderme, a diferenciação e queratinização é contínua e tem lugar sobre toda a superfície. No pelo, é intermitente e localizada no bulbo piloso. A papila do pelo tem ação indutiva sobre o epitélio que o recobre, por isso a ausência de pelos quando ocorre a destruição da papila.
        • Na epiderme as células se diferenciam de modo uniforme, as células epiteliais da raiz do pelo diferenciam-se em múltiplos tipos celulares, cada qual com sua ultraestrutura, histoquímica e funções características. A atividade mitótica das células dos folículos dos pelos é influenciada pelos hormônios androgênicos (hormônios masculinos).
    • Unhas
      • São placas de células queratinizadas localizadas na superfície dorsal das falanges terminais dos dedos.
        • A parte proximal da unha é a raiz da unha. O epitélio da dobra de pele que cobre a raiz da unha são camadas usuais da epiderme. A camada córnea forma a cutícula da unha. Na raiz da unha se observa a sua formação, devido a proliferação e diferenciação das células epiteliais aí colocadas, que se queratinizam, formando uma placa córnea. É constituída por escamas córneas compactas, fortemente aderidas umas às outras. Crescem deslizando sobre o leito ungueal, que tem estrutura típica de pele e não participa na firmação da unha. Sua transparência e a pequena espessura do epitélio do leito ungueal possibilitam observar a cor do sangue dos vasos da derme, gerando uma maneira de se avaliar a oxigenação do sangue.
    • Glândulas da pele
      • Glândulas sebáceas
        • Estão na derme e os seus ductos, revestidos por epitélio estratificado, desembocam nos folículos pilosos. No lábio, mamilos, glande e pequenos lábios da vagina, os ductos abrem-se na superfície da pele. Na palma das mãos e na planta dos pés não têm glândulas sebáceas. São acinosas. Geralmente vários ácinos desembocam em um ducto curto. Os ácinos são formados por uma camada externa de células epiteliais achatadas que repousam sobre urna membrana basal. Essas proliferam e diferenciam-se em células arredondadas, que acumulam no citoplasma o produto de secreção, de natureza lipídica. Os núcleos tornam-se gradualmente condensados e desaparecem. As células mais centrais do ácino morrem e se rompem, formando a secreção sebácea. A atividade secretora é muito pequena até a puberdade, quando é estimulada pelos hormônios sexuais.
          • São um exemplo de glândula holócrina, pois a formação da secreção resulta na morte das células. Secreção sebácea é uma mistura complexa de lipídios que contém triglicerídios, ácidos graxos livres, colesterol e ésteres de colesterol.
      • Glândulas sudoríparas
        • As glândulas sudoríparas merócrinas são numerosas e encontradas em toda a pele, exceto regiões como a glande. Essas glândulas são tubulosas simples enoveladas, cujos ductos se abrem na superfície da pele. Os duetos não se ramificam e têm menor diâmetro do que a porção secretora, que se encontra na derme. As células secretoras são piramidais e entre elas e a membrana basal estão as células mioepiteliais, que ajudam a expulsar a secreção.
          • Existem dois tipos de células secretoras, as células escuras e as células claras. As escuras são adjacentes ao lúmen e as claras estão entre as células escuras e as mioepiteliais. O ápice das células escuras têm muitos grânulos de secreção que contêm glicoproteínas, e o citoplasma é rico em retículo endoplasmático granuloso. As células claras não contêm grânulos de secreção e são pobres em retículo endoplasmático granuloso, mas contêm muitas mitocôndrias. As células claras têm muitas dobras da membrana plasmática, característica das células que participam do transporte transepitelial de fluido e sais. A função das células claras seja produzir a parte aquosa do suor.
            • O ducto abre-se na superfície da pele e segue um curso em hélice ao atravessar a epiderme. Constituído por epitélio cúbico estratificado (duas camadas de células) que está sobre a membrana basal. As células da camada mais externa do revestimento dos ductos (contato com a membrana basal) apresentam invaginações da membrana plasmática e citoplasma rico em mitocôndrias, aspectos de células que transportam íons e água.
              • O suor secretado é solução extremamente diluída, que contém pouquíssima proteína, além de sódio, potássio, cloreto, ureia, amônia e ácido úrico. O seu teor de Na+ é muito menor do que o do sangue. Os ductos excretores absorvem Na+, que é devolvido ao sangue, evitando a perda excessiva desse íon. O fluido encontrado no lúmen das glândulas sudoríparas é um ultrafiltrado do plasma sanguíneo, proveniente dos capilares localizados em volta das porções secretoras. Ao chegar a superfície da pele, o suor se evapora, fazendo baixar a temperatura corporal. As glândulas sudoríparas participam da excreção de substâncias inúteis para o organismo.
                • Existem nas axilas, nas regiões perianal e pubiana, e na aréola mamária, glândulas de maior tamanho com partes secretoras muito dilatadas, as glândulas sudoríparas apócrinas, localizadas na derme e na hipoderme. Essas glândulas secretam pelo processo merócrino, porém o nome de glândulas sudoríparas apócrinas tornou-se comum pelo uso.
                  • Os ductos das glândulas apócrinas desembocam em um folículo piloso e o lúmen de suas partes secretoras é dilatado. A secreção dessas glândulas é viscosa e inodora, mas adquire odor desagradável pela ação das bactérias da pele. Na mulher, as glândulas apócrinas axilares passam por alterações durante o ciclo menstrual. As glândulas apócrinas são inervadas por fibras adrenérgicas, enquanto as merócrinas o são por fibras colinérgicas. As glândulas de Moll da margem das pálpebras e as de cerume do ouvido são glândulas sudoríparas modificadas.
  3. *Hipoderme/Tecido celular subcutâneo

    • Não faz parte da pele, formada por tecido conjuntivo frouxo, une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. Responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas nas quais se apoia. Pode ter uma camada variável de tecido adiposo que, quando desenvolvida, constitui o panículo adiposo. Esse modela o corpo, é uma reserva de energia e proporciona proteção contra o frio (gordura é bom isolante térmico).
  4. Vasos e receptores sensoriais da pele

    • Os vasos arteriais que suprem a pele formam dois plexos:
      • Um se situa no limite entre a derme e a hipoderme e outro entre as camadas reticular e papilar. Deste último plexo partem finos ramos para as papilas dérmicas. Cada papila tem uma alça vascular, com um ramo arterial ascendente e um venoso descendente.
    • Existem três plexos venosos na pele:
      • Dois nas posições descritas para as artérias e mais um na região média da derme. Encontram-se frequentemente, na pele, anastomoses arteriovenosas com glomus, que têm papel importante nos mecanismos de termorregulação.
    • Sistema de vasos linfáticos
      • Inicia-se nas papilas dérmicas como capilares em fundo cego, convergem para um plexo entre as camadas papilar e reticular. Desse partem ramos para outro plexo localizado no limite da derme com a hipoderme; portanto, na mesma localização dos vasos sanguíneos arteriais.
    • A pele é o receptor sensorial mais extenso do organismo
      • Muitas terminações nervosas livres localizadas na epiderme, folículos pilosos e glândulas, existem receptores encapsulados e não encapsulados na derme e na hipoderme, mais frequentes nas papilas dérmicas. As terminações nervosas livres são sensíveis ao toque e à pressão (receptores táteis), bem como a variações de temperatura, dor, coceira e outras sensações.
        • Receptores encapsulados são os corpúsculos de Rnffini, Vater-Pacini, Meissnere Krause. Há evidências que mostram não são necessários para a sensibilidade cutânea. Há áreas da pele desprovidas desses corpúsculos, que têm sensibilidade. Quando são encontrados, funcionam como mecanorreceptores. Os corpúsculos de Vater-Pacini e os de Ruffini são encontrados também no tecido conjuntivo de órgãos situados nas partes profundas do corpo, em que provavelmente são sensíveis aos movimentos dos órgãos e às pressões de uns órgãos sobre os outros.

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Medicina Mindmap am Pele e anexos cutâneos, erstellt von Julia Pires am 16/02/2021.
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Julia Pires
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