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Princípios do Processo Penal
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Princípios do Processo Penal
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPLÍCITOS
- PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA / DA NÃO CULPABILIDADE
- OU DO ESTADO DE INOCÊNCIA OU DA SITUAÇÃO JURÍDICA DE INOCÊNCIA Artigo 5, LVII CF
- Ninguém será considerado culpado até o trânsito julgado de sentença penal condenatória
- O ônus da prova cabe ao acusador
- Prisão Provisória não ofende tal princípio
- PRINCÍPIO DA IGUALDADE PROCESSUAL OU DA PARIDADE DAS ARMAS
- Artigo 5, caput CF
- Todos são iguais perante a lei, devendo as partes terem , em juízo, as mesmas oportunidade
- Sofre mitigação pelo princípio do favor rei, sobre o qual o interesse do acusado possui certa prevalência sobre a pretensão punitiva estatal
- PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA
- Art. 5, LV, CF
- O réu tem direito a um amplo arsenal de instrumentos de defesa para compensar a sua hipossuficiência em relação ao Estado, que atua por meio da Polícia, MP, Juiz.
- AUTODEFESA (disponível)
- É a defesa promovida pessoalmente pelo próprio réu, sem assistência de procurador
- Geralmente durante seu interrogatório
- Direito de Audiência (direito de ser ouvido no processo)
- Direito de Presença (direito de estar presente aos atos processuais)
- Regra: o acusado pode se calar ou até mesmo mentir (direito ao silêncio)
- TODAVIA, o réu não é autorizado a mentir ou se calar na primeira parte do interrogatório judicial, referente às perguntas sobre sua qualificação pessoal
- Artigo 187, p1, CPP ... o que é apenas permitido na segunda parte deste ato processual, no momento das perguntas sobre os fatos delitivos
- Se recusando a fornecer sua qualificação, o agente poderá praticar contravenção penal (art. 68,LCP). E se atribuir a si mesmo falsa identidade - crime de falsa identidade (307,CP)
- Crime de Falsa Identidade - também estará caracterizado se praticado diante autoridade policial (Súmula 522 STJ)
- Não se permite imputação falsa a terceiros ou mesmo autoimputação.
- TODAVIA, o réu não é autorizado a mentir ou se calar na primeira parte do interrogatório judicial, referente às perguntas sobre sua qualificação pessoal
- É a defesa promovida pessoalmente pelo próprio réu, sem assistência de procurador
- DEFESA TÉCNICA (indisponível)
- É a defesa promovida por defensor técnico, sendo ela indisponível.
- Artigo 263 CPP
- Apenas se o réu for advogado é que poderá promover sua própria defesa
- É a defesa promovida por defensor técnico, sendo ela indisponível.
- AUTODEFESA (disponível)
- PRINCÍPIO DA PLENITUDE DA DEFESA
- Artigo 5, XXXVIII, alínea a, CF
- Aplicado especificamente ao Tribunal do Júri
- Permite que o réu, no Tribunal do Júri, se utilize de todos os meios lícitos de defesa, ainda que não previstos expressamente pelo ordenamento jurídico
- "possibilidade não só da utilização de argumentos técnicos, mas também de natureza sentimental, social e até mesmo de política criminal, no intuito de convencer o corpo de jurados"
- PRINCÍPIO DA PREVALÊNCIA DO INTERESSE DO RÉU OU FAVOR REI/IN DUBIO PRO REO
- Art. 5, LVII, CF Decorre ontologicamente do princípio da presunção de inocência
- Havendo dúvida na interpretação de um determinado artigo de lei processual penal, deve-se privilegiar a interpretação que beneficie a situação do réu
- Esse princípio não tem aplicação nas fases de recebimento da denúncia e na prolação da decisão de pronúncia do Tribunal do Júri, nas quais prevalece o princípio in dubio pro societate
- PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO OU DA BILATERALIDADE DA AUDIÊNCIA
- Art. 5º LV CF
- Ambas as partes têm o direito de se manifestar sobre qualquer fato alegado ou prova produzida pela parte contrária
- Em regra, se aplica apenas a fatos e provas, mas é possível ser aplicado também em matéria de direito, quando ela possibilitar a extinção do feito.
- Direito de ser intimado sobre os fatos e provas
- Direito de se manifestar sobre fatos e provas
- Direito de interferir efetivamente no pronunciamento do juiz
- O Contraditório poderá ser mitigado ou postergado
- PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL
- Artigo 5, LIII, CF
- O julgador deve ser aquele previamente escolhido por lei ou CF. Vedação ao Tribunal ou Juiz de Exceção
- STF - O julgamento de apelação por órgão colegiado presidido por desembargador, sendo os demais integrantes juízes convocados NÃO viola tal princípio
- PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
- Artigo 5, LX, XXXIII CF 93, IX CF 792,caput, CPP
- Vide artigo 792, p1 CPP
- Acesso público aos atos processuais
- PUBLICIDADE GERAL - não comporta exceções, sendo o ato processual e os autos acessíveis a todos
- Exceção: a lei poderá restringir a publicidade quando a defesa da intimidade ou interesse social o exigirem
- PUBLICIDADE ESPECÍFICA - só permite o acesso ao ato processual e aos autos do feito por parte do MP, assistente de acusação, se houver, e defensor
- PUBLICIDADE RESTRITA: Interesse social; Defesa da intimidade; Voto dos jurados é sigiloso
- PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DAS PROVAS ILÍCITAS
- Artigo 5, LVI, CF Lei 11690/08
- Se o juiz se utilizar de uma prova ilícita para proferir sentença, esta será nula (nulidade absoluta)
- Se a prova ilícita permanecer nos autos, mas não utilizada, de nenhuma forma, na prolação da sentença, não haverá nulidade da decisão
- PROVAS ILÍCITAS - VIOLAM Normas constitucionais ou legais
- Doutrina: Prova Proibida ou vedada ou inadmissível (Gênero)
- O CPP não acolhe essa distinção
- Espécies: Prova ilícita (viola direito material); Prova ilegítima (viola a regra de direito processual)
- O CPP não acolhe essa distinção
- Doutrina: Prova Proibida ou vedada ou inadmissível (Gênero)
- TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA
- Ou do efeito à distância
- Impossibilidade de utilização das provas ilícitas por derivação
- Tal ilicitude somente restará caracterizada se houver demonstração do nexo causal entre as provas ou quando as derivadas não puderem ser obtidas por uma fonte independente
- Artigo 157,p2 CPP
- A jurisprudência começa a reconhecer a Teoria da Proporcionalidade na apreciação da prova ilícita, admitindo excepcionalmente a utilização desta última em benefício dos direitos do réu inocente que produziu tal prova para a sua absolvição
- Admitem prova ilícita quando for a única forma de se obter a absolvição do réu
- Tal ilicitude somente restará caracterizada se houver demonstração do nexo causal entre as provas ou quando as derivadas não puderem ser obtidas por uma fonte independente
- Limita o Princípio do livre convencimento motivado do Juiz e o Princ. da Verdade Real
- Antigamente, vigorava o sistema da Prova Tarifada
- PRINCÍPIOS DA ECONOMIA PROCESSUAL, CELERIDADE E DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO
- (Art. 5, LXXVIII, CF
- Incumbe ao Estado dar a resposta jurisdicional no menor tempo e custo possíveis
- STF (Informativo 581) - possibilidade de o Tribunal de Justiça convocar juízes de 1º grau para atuarem perante o órgão ad quem por força da sobrecarga de trabalho, visando justamente efetivar o princípio da duração razoável do processo
- Artigo 3, III, Lei 12019/09
- STF (Informativo 581) - possibilidade de o Tribunal de Justiça convocar juízes de 1º grau para atuarem perante o órgão ad quem por força da sobrecarga de trabalho, visando justamente efetivar o princípio da duração razoável do processo
- PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
- Artigo 5, LIV, CF O cumprimento de todos os outros princípios do Processo Penal implica, na verdade, no atendimento ao princípio do devido processo legal
- Aspecto Material - liga-se ao Direito Penal
- Aspecto Processual ou Procedimental - liga-se à ampla possibilidade de o réu produzir provas, alegações ...
- OBRIGATORIEDADE DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS
- Artigo 93, IX CF
- Cuidado! 1- Decisão do Recebimento da denúncia ou queixa NÃO precisa ser fundamentada; 2- Fundamentação se referindo à outra ( motivação aliunde) é constitucional; 3- Decisões do Tribunal do Júri NÃO são fundamentadas
- PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA / DA NÃO CULPABILIDADE
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS IMPLÍCITOS
- PRINCÍPIO DA NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO
- Decorre da presunção de inocência, ampla defesa, direito ao silêncio
- Expressamente previsto no Pacto de São José da Costa Rica
- STJ e STF - o acusado não está obrigado a participar de atividades probatórias que impliquem em intervenções corporais (ex: realização de DNA, bafômetro)
- Eventual irregularidade na informação acerca do direito a permanecer em silêncio é causa de nulidade relativa, cujo reconhecimento depende de comprovação de prejuízo
- PRINCÍPIO DA INICIATIVA DAS PARTES OU DA AÇÃO OU DA DEMANDA E PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO ENTRE ACUSAÇÃO E SENTENÇA
- Artigo 129, I ; 5, LIX CF
- Garante a titularidade da ação penal pública por parte do MP e a possibilidade de oferecimento da ação penal privada subsidiária da pública
- Princípio extraído do sistema acusatório
- Veda que o juiz deflagre a ação penal de ofício - revogação tácita do art. 26 CPP
- Não se admite mais o Processo Judicialiforme, que possibilitava o início da ação penal, nas contravenções penais, por meio do auto de prisão em flagrante delito ou por portaria expedida de ofício ou a requerimento do MP
- O magistrado está adstrito aos exatos termos narrados na inicial, não podendo decidir fora, além ou aquém, sob pena de nulidade absoluta
- Havendo necessidade de ampliação da tese acusatória, faz-se imprescindível o aditamento à denúncia ou queixa - 384 CPP - MUTATIO LIBELLI
- PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO
- Vem consagrado expressamento no Pacto de São José da Costa Rica
- Garante à parte o direito de reexame da causa por instância superior
- Expressamente previsto no Pacto de São José da Costa Rica
- PRINCÍPIO DO JUIZ IMPARCIAL
- Consagrado expressamente no Pacto São José da Costa Riva
- Complementa o princípio do juiz natural
- PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL E IMPARCIAL OU PROMOTOR LEGAL
- Decorre dos seguintes princípios:
- PRINCÍPIO DA INAMOVIBILIDADE FUNCIONAL DOS MEMBROS DO MP - art. 128,p5, I,b, CF
- PRINC. DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DOS MEMBROS DO MP 0 ART. 127,p1, CF
- PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL
- O Procurador-Geral de Justiça apenas pode designar Promotores de Justiça para determinados casos concretos se houver prévia e expressa previsão em lei nesse sentido - Art. 10, Lei8625/93
- Decorre dos seguintes princípios:
- PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DA DUPLA PUNIÇÃO E DO DUPLO PROCESSO PELO MESMO FATO
- Expressamente previsto no Pacto de São José da Costa Rica
- Decorre dos seguintes princípios:
- PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PENAL
- PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
- Impede que a pessoa seja condenada duas vezes pelo mesmo fato. E implica na proibição de o agente ser processado novamente por fato que já foi absolvido com sentença transitada em julgado
- Expressamente previsto no Pacto de São José da Costa Rica
- PRINCÍPIO DA NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO
PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL PROPRIAMENTE DITOS
- PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL OU MATERIAL
- Távora - " a revitalização no seio do processo, dentro do fórum, numa sala de audiência, daquilo que ocorreu muitas vezes anos atrás, é, em verdade, a materialização formal daquilo que se imagina ter acontecido".
- O magistrado deve buscar provas, tanto quanto as partes, não se contentando com o que lhe é apresentado simplesmente.
- A verdade real não irá se sobrepor à ilicitude da prova
- No processo penal, há a necessidade de busca da verdade real ou material dos fatos
- PRINCÍPIO DA ORALIDADE
- PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO
- Toda a colheita da prova e o julgamento devem ocorrer em uma única audiência, ou ao menos no menor número de audiências
- PRINCÍPIO DA IMEDIATIDADE
- O magistrado deve ter contato direto com a prova produzida, formando mais facilmente sua convicção
- PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ
- Artigo 399,p2 CPP
- O juiz que preside a instrução do processo, colhendo as provas, deve ser aquele que julgará o feito, vinculando-se à causa.
- Exceções: se o juiz estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado
- Tal princípio foi consagrado pelo CPP em 2008
- Em algumas etapas do processo, a palavra oral deve prevalecer sobre a escrita
- PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO
- PRINCÍPIO DA COMUNHÃO OU AQUISIÇÃO DA PROVA
- Ex: Artigo 209 ;401, p2, CPP
- Uma vez produzida, a prova pertence ao juízo e pode ser utilizada por qualquer das partes e pelo juiz, mesmo que tenha sido requerida por apenas uma das partes
- PRINCÍPIO DO IMPULSO OFICIAL
- Artigo 251 CPP
- Uma vez iniciada a ação penal, o juiz tem o dever de promover o seu andamento até a sua etapa final, conforme procedimento previsto em lei
- É válido também na ação penal privada, não se permitindo a paralisação injustificada do feito, sob pena de perempção
- PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO
- Artigo 155, caput, CPP Ex: artigo 381,III, CPP
- O juiz forma o seu convencimento nos autos de forma livre, embora deva fundamentá-lo no momento em que prolatar qualquer tipo de decisão
- PRINCÍPIO DA LEALDADE PROCESSUAL
- Consiste no dever de verdade, vedando-se o emprego de meios fraudulentos
- PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL OU MATERIAL
Informationen
- Beschreibung
- Concurso Público Direito Processual Penal Mindmap am Princípios do Processo Penal, erstellt von Ana Beatriz Moraes am 29/09/2017.
- Erstellt von
- Ana Beatriz Moraes
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