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  1. República Oligárquica

  2. O que foi?

    Chamamos de República das Oligarquias o período da História do Brasil (entre 1894 e 1930), em que houve um forte domínio das oligarquias na política nacional. Estas oligarquias eram compostas, principalmente, por ricos e poderosos proprietários rurais, principalmente da região sudeste do Brasil.

  3. Início e término da República das Oligarquias

    A República das Oligarquias teve início em 1894, com o governo de Prudente de Morais, representante da oligarquia cafeicultora da região sudeste do Brasil. Esta fase terminou em 1930, após a Revolução de 1930, golpe de estado que levou Getúlio Vargas ao poder.

  4. Principais características políticas e econômicas do período

    - Coronelismo: era o poder político, econômico e social que os “coronéis” tinham sobre a população local. Estes coronéis nada mais eram do que grandes proprietários rurais com influência na política regional.

    - Política do café com leite: foi a alternância na presidência da República de políticos paulistas e mineiros. Ganhou este nome, pois o café era o principal produto de São Paulo e o leite (também os derivados) era o principal produto dos mineiros.

    - Fraudes eleitorais: como o voto era aberto e o sistema eleitoral facilmente manipulado pelos políticos, era comum as fraudes eleitoras, feitas sempre para beneficiar os candidatos apoiados pelos grandes proprietários rurais. Compra de votos, uso de documentos falsos e alterações de cédulas eleitorais eram comuns neste período. O “voto de cabresto” era o sistema em que o coronel, com uso da violência ou pressão de todos os tipos, fazia com que seus funcionários votassem nos candidatos indicados por ele.

    - Início do processo de industrialização do país: parte do lucro dos cafeicultores, com a venda do café para o mercado externo, foi usada como investimentos no setor industrial. A região sudeste do país, principalmente a cidade de São Paulo, foi a que mais recebeu estes investimentos e mais se desenvolveu no aspecto industrial.

    - Formação da burguesia industrial urbana e do operariado, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro: muitos imigrantes, principalmente italianos, foram morar nestas cidades para trabalhar nas nascentes e promissoras indústrias. Ocorreram também, neste período, muitas greves com a organização do movimento operário, que reivindicava melhores salários e condições de trabalho.

    - Política dos Governadores: espécie de acordo feito entre os governadores de estados e o presidente da República. O presidente dava apoio, principalmente nas eleições, aos governadores e, em troca, estes davam sustentação política ao presidente.

    - Tenentismo: movimento de caráter político-militar, com grande participação de militares do exército (média e baixa patente), que eram a favor da moralização política do Brasil. O movimento, do início da década de 1920, foi caracterizado por rebeliões e protestos. O mais importante levante tenentista foi a Revolução Paulista de 1924.

  5. Presidentes da República deste período:

    1894 a 1898 - Prudente de Morais

    1898 a 1902 - Campos Sales

    1902 a 1906 - Rodrigues Alves

    1906 a 1909 - Afonso Pena

    1909 a 1910 - Nilo Peçanha

    1910 a 1914 - Marechal Hermes da Fonseca

    1914 a 1918 - Wenceslau Brás

    1918 a 1919 - Delfim Moreira

    1919 a 1922 - Epitácio Pessoa

    1922 a 1926 - Arthur Bernardes

    1926 a 1930 - Washington Luís

  6. Características

    A grande marca da República Velha e pela qual todos a conhece é o domínio que as oligarquias exerciam no país. As oligarquias eram pequenos grupos (a maioria deles era associada com a agricultura e pecuária) que detinham grande poderio econômico e político. O controle das oligarquias no Brasil dava-se por meio de práticas conhecidas como mandonismo, coronelismo e clientelismo.

    Mandonismo: é o nome que se dá para o controle exercido por determinadas pessoas, sobre outras, por possuírem uma grande posse de terra. No caso da República Velha, os grandes proprietários exerciam influência sobre a população local.

    Coronelismo: prática em que o coronel (grande proprietário de terra) exercia seu domínio sobre as populações locais, de forma a conquistar os votos que eram necessários para atender os interesses da oligarquia estabelecida e do Governo Federal. A conquista do voto da população local acontecia, por exemplo, por meio da distribuição de cargos públicos que estavam sob controle do coronel ou também pela intimidação.

    Clientelismo: é a troca de favores que é praticada entre dois atores politicamente desiguais. Essa prática não precisa da figura do coronel para acontecer, pois toda entidade politicamente superior que realiza um favor a outra política inferior, em troca de um benefício, está praticando o clientelismo.

    Outro ponto importante sobre a Primeira República é o que diz respeito a duas práticas bastante conhecidas: a política do café com leite e a política dos governadores, dois mecanismos que davam sustentação ao domínio político das oligarquias.

  7. Principais características políticas e econômicas do período

    - Coronelismo: era o poder político, econômico e social que os “coronéis” tinham sobre a população local. Estes coronéis nada mais eram do que grandes proprietários rurais com influência na política regional.

    - Política do café com leite: foi a alternância na presidência da República de políticos paulistas e mineiros. Ganhou este nome, pois o café era o principal produto de São Paulo e o leite (também os derivados) era o principal produto dos mineiros.

    - Fraudes eleitorais: como o voto era aberto e o sistema eleitoral facilmente manipulado pelos políticos, era comum as fraudes eleitoras, feitas sempre para beneficiar os candidatos apoiados pelos grandes proprietários rurais. Compra de votos, uso de documentos falsos e alterações de cédulas eleitorais eram comuns neste período. O “voto de cabresto” era o sistema em que o coronel, com uso da violência ou pressão de todos os tipos, fazia com que seus funcionários votassem nos candidatos indicados por ele.

    - Início do processo de industrialização do país: parte do lucro dos cafeicultores, com a venda do café para o mercado externo, foi usada como investimentos no setor industrial. A região sudeste do país, principalmente a cidade de São Paulo, foi a que mais recebeu estes investimentos e mais se desenvolveu no aspecto industrial.

    - Formação da burguesia industrial urbana e do operariado, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro: muitos imigrantes, principalmente italianos, foram morar nestas cidades para trabalhar nas nascentes e promissoras indústrias. Ocorreram também, neste período, muitas greves com a organização do movimento operário, que reivindicava melhores salários e condições de trabalho.

    - Política dos Governadores: espécie de acordo feito entre os governadores de estados e o presidente da República. O presidente dava apoio, principalmente nas eleições, aos governadores e, em troca, estes davam sustentação política ao presidente.

    - Tenentismo: movimento de caráter político-militar, com grande participação de militares do exército (média e baixa patente), que eram a favor da moralização política do Brasil. O movimento, do início da década de 1920, foi caracterizado por rebeliões e protestos. O mais importante levante tenentista foi a Revolução Paulista de 1924.

  8. Guerra de Canudos

    A Guerra de Canudos ocorreu no arraial de Canudos, sertão da Bahia, entre 1896 e 1897.

    O local era liderado por Antônio Conselheiro e havia se transformado num polo de atração para as populações marginalizadas do Nordeste.

    Desta maneira, o governo da Bahia e o governo central resolveram acabar com suas instalações. O conflito é considerado o maior movimento de resistência à opressão dos grandes proprietários rurais realizado no Brasil.

    A Guerra de Canudos foi descrita por Euclides da Cunha no livro “Os Sertões”, publicado em 1902.

  9. Revolta Armada

    A Revolta Armada (1891-1894), ocorrida no Rio de Janeiro foi uma rebelião armada (daí surge seu nome) da marinha do Brasil, os quais bombardearam a capital por meio dos navios de guerra da marinha, os chamados “encouraçados” (Aquidaban, Javary, Sete de Setembro, Cruzador República, Cruzador Tamandaré, cruzador Trajano, Orion, corveta Amazonas, canhoneira Marajó, dentre outros). Para os historiadores a revolta da armada começou com a renúncia de Deodoro da Fonseca, em 1891, e por isso, é dividida em dois momentos, a saber:

    Primeira Revolta da Armada: no governo de Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do país.

    Segunda Revolta da Armada: no governo de Floriano Peixoto, segundo presidente do país que assume a presidência após a renúncia de Deodoro.

  10. República no Brasil

  11. Revolta da Vacina

    A Revolta da Vacina foi uma rebelião popular contra a vacina anti-varíola, ocorrida no Rio de Janeiro, em novembro de 1904.

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  13. Revolta da Chibata

    A Revolta da Chibata foi uma agitação militar na Marinha do Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro, de 22 a 27 de novembro de 1910.

    A luta contra os castigos físicos, baixos salários e as péssimas condições de trabalho são as principais causas da revolta.

  14. Guerra do Contestado

    A Guerra do Contestado (1912 – 1916) teve lugar na Região Sul do Brasil, entre as fronteiras do Paraná e Santa Catarina, e foi um conflito sócio-político causado pela disputa desses territórios, por isso, recebe o nome de contestado.

  15. Revolta do Forte de Copacabana

    A "Revolta do Forte de Copacabana" (“Os 18 do Forte” ou “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana”) foi um movimento político-militar, considerado a primeira revolta do movimento tenentista.

    Os tenentistas possuíam ideais positivistas, estavam ligados às forças armadas, lutavam por uma política democrática de forma que se posicionavam contra o governo e o sistema oligárquico vigente (poder concentrado nas mãos das elites agrárias tradicionais).

    O nome da revolta “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana” está associado ao número de pessoas envolvidas no confronto, as quais resistiram até o fim, a saber: 17 militares e 1 civil.

  16. Revolta Paulista de 1924

    A Revolução Paulista de 1924 representou o maior conflito armado de São Paulo, com duração de 23 dias, liderada pelo General Isidoro Dias Lopes, durante o governo do presidente Artur Bernardes. É considerada a segunda revolta tenentista após o evento da "Revolta da Forte de Copacabana", em 1922, ocorrida durante o período denominado “República Velha” (1889-1930).

  17. Coluna Prestes

    A Coluna Prestes ou Coluna Miguel Costa Prestes, representou um dos movimentos tenentistas de cunho político-militar, ocorrida entre 1925 a 1927, no período conhecido como “República Velha”, durante o governo do presidente Artur Bernardes.

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Flowchart on Untitled, created by Somos 1 !!! on 28/05/2020.
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