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Flashcards

Suporte de vida na pediatria

Júlia Alvarenga Suporte de vida em urgência e emergência Residência Médica Portuguese 22 cards

Cards in this deck (22)

  1. 1Valores de referência importantes (frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial)VALOR NORMAL DE FR: <60 irpm (até 2 meses), <50 irpm (3-11 meses), <40 irpm (1-4 anos), <25 irpm (5-8 anos), <20 (9-12 anos), <15 irpm (>12 anos). VALOR ANORMAL DE FC: <80-100 ou >200 (em neonato), <80-100 ou >180 bpm (0-1 ano), <60-80 ou >120 bpm (crianças) e <60 ou >110 (adolescentes). VALOR MÁXIMO DE PAS: 60mmHg (até 1 mês), 70mmHg (1 mês-1 ano), [70 + {2x a idade em anos}] (1-10 anos) e 90mmHg (>10 anos)
  2. 2Consequências da PCR0-4 min sem oxigenação: improváveis danos cerebrais se a RCP for iniciada. 4-6 min: possíveis danos cerebrais. 6-10 min: prováveis danos cerebrais. >10 min: graves danos cerebrais ou morte cerebral.
  3. 3Técnica das compressões torácicas em criançasLACTENTES: se 2 socorristas, usar 2 polegares comprimindo o esterno, posicionados 1 dedo abaixo da linha
    inframamária, comprimindo 1/3 do tórax. Se 1 socorrista, comprimir com dedo indicador e médio. >1 ANO: compressão no 1/3 médio do esterno, com a região tenar/hipotenar, dependendo do tamanho da mão em relação ao paciente.
  4. 4Técnica das ventilações e abertura das vias aéreas em criançasFazer apenas se tiver acesso a dispositivo de barreira. Abrir vias aéreas com elevação do queixo e retificando a cabeça. Colocar coxim sobre os ombros em <2 anos ou sobre a nuca em >2 anos.
    Ventilar soprando a boca+nariz em menores de 1 ano, ou boca em maiores de 1 ano.
  5. 5Técnica da desfibrilação em criançasEm lactentes: usar o DEA se não houver desfibrilador manual disponível, preferencialmente com atenuador de carga. Em crianças de 1-8 anos: usar preferencialmente o atenuador de carga pediátrica. Pode usar uma pá de adulto numa criança.
  6. 6Atuação em equipe: posição dos integrantesCabeça: responsável pela via aérea. Lado superior esquerdo: medicação. Lado superior direito: avaliação da circulação. Lado inferior esquerdo: monitorização e desfibrilação. Lado inferior direito: observador. Nos pés: o líder (melhor visualização da cena e pode acompanhar monitoramento nos painéis).
  7. 7Suporte básico de vida à criança em colapso súbitoVerificar segurança da cena, verificar consciência. Se inconsciente, gritar por ajuda, checar pulso (por 5-10 seg.) braquial (<1 ano) ou carotídeo (>1 ano) e avaliar respiração. Se em PCR, chamar SAMU (192), pedir o DEA e seguir a sequencia C->A->B. Se não estiver em parada, seguir avaliação em A->B->C.
  8. 8Suporte básico de vida à criança em PCR1 socorrista: 30 compressões:2 ventilações (100-120/min). 2 socorristas: compressões torácicas em 15:2 (se criança), 30:2 (adulto/adolescente).
  9. 9Sistematização do atendimento no ambiente de atendimento avançado1° avaliação geral (ABC); 2° atendimento primário (ABCDE), 3° atendimento secundário (SAMPLE) e 4° atendimento terciários (exames complementares)
  10. 101°- Avaliação geral (ABC - aparência, breathing, circulação)Avaliar Aparência (ativo?, consciente?), Circulação (cor e aspecto da pele) e respiração (normal? esforço respiratório?). Se em ambiente hospitalar, outra pessoa deve fazer o MOVE simultaneamente (Monitorização, Oxigênio, Acesso vascular e glicemia capilar).
  11. 11Sinais de alerta para a existência de esforço respiratórioBatimento de aletas nasais, gemência, retração esternal, tiragens intercostais/subdiafragmáticas/subcostais, balanço toraco-abdominal.
  12. 12Sinais de alerta do ponto de vista circulatórioAlterações de pulsos periféricos e centrais (pulsos finos, rápidos, ausentes, muito cheios, arrítmicos); alterações da perfusão capilar; taquicardia, bradicardia, arritmia; alterações da pressão arterial (hipertensão/hipotensão)
  13. 13Sinais de alerta para hipóxiaAlteração do nível de consciência, alteração da oximetria, palidez cutânea, sinais de má circulação, diminuição do debito urinário.
  14. 142°- Atendimento primário: A= VIA AÉREAPérvia: verificar a presença de corpo estranho e/ou secreções; há estridor laríngeo? Avaliar se via aérea sustentável ou não (precisa de ventilação manual e intubação traqueal). Manter a via aérea pérvia com uso de coxim. Quando tiver via aérea avançada, fazer 1 ventilação a cada 6 segundos (10/min).
  15. 152°- Atendimento primário: B= RESPIRAÇÃOAvaliar expansibilidade, FR, esforço respiratório, ausculta respiratória e saturimetria, oxigenação (cor, nível de consciência, oximetria de pulso) e ventilação (volume corrente, FR) e mecânica respiratória (presença de esforço)
  16. 162°- Atendimento primário: C= CIRCULAÇÃOAvaliar: temperatura da extremidade, tempo de enchimento capilar, pulsos periféricos, pulsos centrais (braquial em <1ano; carotídeo em >1ano), pressão arterial, ausculta cardíaca, pesquisa de crepitações, palpação do fígado, avaliar debito urinário.
  17. 172°- Atendimento primário: D=DISFUNÇÃOEscala AVDN: Alerta (=15 pts), responde a estímulo Visual (=13 pts), responde ao estímulo Doloroso (=8 pts), Não responde (=6). Avaliar as pupilas, glicemia capilar e palpação da fontanela anterior em lactente jovem. Paciente que so responde à dor é o que precisa de ser intubado. Glicemia capilar deve ser acima de 60.
  18. 182°- Atendimento primário: E=EXPOSIÇÃOSe há lesões, trauma, sinais de maus tratos, temperatura
  19. 193°- Avaliação secundária (SAMPLE)S: sinais e sintomas; A: alergias; M: medicamentos em uso; P: passado médico; L: líquidos e última refeição; E: eventos recentes
  20. 204°- Avaliação terciáriaPedir exames complementares de acordo com a hipótese diagnóstica: propedêutica laboratorial, imagem e outros.
  21. 21Classificação da condição clínicaClassificar o paciente em: estável, instável ou parada cardiorrespiratória. Classificar em desconforto respiratório ou insuficiência respiratória. Se houver choque, identificar a presença de instabilidade hemodinâmica (choque) e classificar em compensado ou descompensado.
  22. 22Mudanças PALS: orientações de temperaturaPara crianças comatosas ressuscitadas fora do ambiente hospitalar, é aceitável para cuidadores manter a normotermia durante 5 dias (36-37,5°C) ou 2 dias iniciais de hipotermia continua (32-34°C) seguido de 3 dias de normotermia. Amiodarona ou lidocaína são aceitáveis igualmente para o tto de FV/TV refratarias/choque/taquicardia ventricular sem pulso.

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Suporte básico e avançado
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